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quinta-feira, 24 de maio de 2018

António Arnaut : Um politico ao serviço do bem público



Numa época em que, diariamente, tomamos conhecimento de mais um politico apanhado nas teias da lei, ou responsabilizado pela degradação do serviços públicos, ou envolvido em negociatas com o poder económico e financeiro, a morte de uma figura como a de António Arnaut não é apenas mais uma morte marcada pelas leis da natureza, mas uma verdadeira tragédia.

António Arnaut foi um exemplo raro de honestidade e dignidade no exercício de um cargo público.

Como se isso não chegasse, foi ainda o rosto daquela que foi o exemplo maior do “espírito de Abril”, a criação do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Apesar de todos os ataques contra o SNS deferidos de todos os lados e por todos o lóbis que procuram dificultar a sua concretização, como tivemos um exemplo recente nos “recados” da Comissão Europeia com os “gastos” de Portugal com o SNS,   [é pena que não revelem a mesma preocupação como os gastos para salvar o corrupto sistema financeiro europeu…]  a sua obra continua a resistir.

Apesar da tentativa de o desvirtuar a partir do “cavaquismo”, apesar de quase ter sido arruinado pelo descalabro financeiro do “socratismo”, apesar da tentativa oportunista de o destruírem no “passo- coelhismo” [com o resultado que todos temos sentido nos últimos tempos], festim onde participaram e participam muitos que nesta hora  lançam loas de pesar pela morte do Homem, o SNS é um dos pilares da nossa democracia.

Para além do SNS, o grande legado de Arnaut, é o que ele representa como raro exemplo de honestidade politica, como um exemplo do que deve ser o verdadeiro serviço público e do que se espera de um politico, de alguém que, tendo um sonho, tudo fez para o concretizar e o defender até ao último suspiro.

Defender e aperfeiçoar  o SNS é a melhor homenagem que a nossa geração pode prestar à sua memória.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Nos 35 anos do Serviço Nacional de Saúde - uma entrevista do jornal Público com António Arnaut:

Recordando o 35º aniversário da criação do Serviço Nacional de Saúde, o jornal Público entrevistou AQUI António Arnaut, o rosto daquela que foi a reforma mais bem conseguida da democracia portuguesa.

Infelizmente esta tem sido alvo, nos últimos anos, de tentativas para a destruir ou para a privatizar.

Nem tudo tem sido perfeito, mas o problema não é da sua implementação mas das várias tentativas de a desvirtuar para justificar a privatização da saúde.

Mesmo assim a saúde pública portuguesa continua a apresentar indicadores que colocam Portugal, nessa matéria, entre os melhores sistemas de saúde.

Faltou à democracia portuguesa políticos como António Arnaut, com convicção, acreditando nos seus projectos, integros e combativos, capazes de levar avante as reformas necessárias para desenvolver socialmente o país.

É pena que, na educação e na justiça, nunca tivesse surgido um homem como Antóni Arnaut.

Em baixo, apresentamos uma pequena selecção de cartoons que retratam, não só o muito que ainda está por fazer nesse sector, mas também os perigos e o resultado em que se pode transformar o SNS, caso as actuais políticas neoliberais da União Europeia e deste governo consigam vingar: