Pesquisar neste blogue

Mostrar mensagens com a etiqueta Coronovírus. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Coronovírus. Mostrar todas as mensagens

sábado, 16 de janeiro de 2021

Os Adivinhos, as escolas abertas, o "confinamentozinho", e as suas consequências



A epidemia de COVID-19 revelou uma nova espécie de pensadores pós-modernos, a dos adivinhos.

Todos transportam o seu gráfico para explicar o que, dizem,  “sempre” previram, e fazerem previsões sobre o futuro.

Claro que, no futuro, ninguém se vai lembrar de confirmar se acertaram nas previsões, e quanto às suas opiniões do passado, valem-se da falta de memória colectiva, com a ajuda de fake news, realidades alternativas  e argumentação “contrafactual”, esta uma atitude mais racional e “culta” de construir realidades alternativas

Agora, toda a gente vem dizer que já previa esta terceira e trágica vaga para depois do Natal e do Ano Novo, e acusam o governo pelas consequências da irresponsabilidade colectiva de muitos durante o período festivo.

Perante a dimensão da tragédia que vivemos e a novidade de uma situação que só tinha sido prevista por alguns cientistas ligados à área do ambiente, sempre ignorados pelos políticos e pelos responsáveis e agentes económicos,  ou por  autores de ficção  científica, toda a gente vem agora dizer, tal virgens ofendidas,  o que se devia fazer.

É assim que vemos o desplante de líderes da oposição, com destaque para Rui Rio e para o seu “ministro sombra para a área de saúde”, acusarem agora o governo por não ter tomado medidas mais restritivas pelo Natal e Ano Novo, quando na altura foram dos primeiros a defender e a congratularem-se por essa abertura.

Não deixa igualmente de ser curioso ouvir os mesmos que tanta raiva nutriram por aí contra as comemorações do 25 de Abril, do 1º de Maio, a realização da  Festa do Avante e do Congresso do PCP, momentos que não provocaram um único surto, terem-se congratulado com a abertura no Natal e no Novo (é ver o que se passou na Madeira) e defenderem agora, de forma veemente, a manutenção das escolas abertas.

Não deixa de ser estranha, aliás, manter todas as escolas e todos os níveis de ensino em funcionamento, numa situação de total descontrole sobre o crescimento da epidemia, como aquela que se regista desde há duas semanas.

Não deixa igualmente ser curioso ler um editorial do Público, assinado pelo mesmo jornalista, defender há dois dias, de forma veemente, a manutenção das escolas em funcionamento, e assinar hoje um editorial intitulando este confinamento como um ”faz de conta”.



Se este confinamento está a ser um “faz de conta” deve-se muito ao facto de manter todas as escolas abertas.

Eu falo por experiência própria.

Vivendo perto de escolas, ontem assisti a um significativo movimento de pessoas e automóveis, como se fosse  um dia normal. Hoje, que as escolas estão encerradas, já parece, de facto, que estamos em confinamento. Segunda-feira voltará tudo ao “normal”, quando as escolas voltarem a abrir.

Fechar as escolas, pelo menos a partir do 3º ciclo, por um mês, não prejudica ninguém.

Mantê-las abertas, é contribuir para continuarmos a assistir a cenas como as vividas esta madrugada à entrada do Hospital de Torres Vedras, localizado, aliás, ao lado de duas das maiores escolas do concelho.

Haja coragem e bom senso para altera a situação, sem medo das opiniões dos “adivinhos” do costume.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

2020 – para esquecer ou recordar?


 Nas minhas mais de seis décadas de vida sempre pensei que não escaparia ao impacto de uma guerra em larga escala ou a um terramoto.

Felizmente, até agora nenhum desses cenário se concretizou na minha vida, apesar da violência de conflitos locais, mas distantes, ou do impacto de fenómenos naturais cada vez mais violentos,  mercê do agravamento da catástrofe ambiental,mas, por enquanto, também distantes.

O que nunca previ foi uma situação como a que vivemos ao longo de 2020 e que se irá prolongar ainda ao longo de todo o ano que agora se inicia.

Na minha geração sempre estiveram presentes as memórias das duas guerras mundiais do século XX, transmitidas por avós e pais,  e a perspectiva de ter de ir combater para a Guerra Colonial, enquanto se mantinha viva a memória colectiva do grande terramoto de 1755 e a sua possível repetição, de cujos efeitos tivemos uma pálida experiência em 1969.

Claro que também existia a memória do efeito de grandes epidemias, tendo-me cruzado com muita gente que se lembrava bem da pneumónica de 1918.

Contudo, os grandes avanços da medicina e dos conhecimentos sobre o funcionamento das epidemias, fez-nos acreditar que se controlaria facilmente um fenómeno dessa natureza, até porque o mundo conheceu muitas outras epidemias ao longo do tempo, mas, geralmente, ou muito localizadas geograficamente, ou de curta duração, sem os efeitos devastadores da “pneumónica”.

Claro que, se compararmos os efeitos da pneumónica com os efeitos do Covid-19,  esta ainda está muito longe daquela, nomeadamente em relação ao número de mortos.

A grande diferença talvez resida na velocidade de propagação, no facto de ter uma expansão a nível mundial, não havendo lugares seguros, e na forma como se tem prolongado no tempo, sem baixar de intensidade, ao contrário, por exemplo, da pneumónica, cujos efeitos se concentraram em cerca de três meses e não ao mesmo tempo em todos os lugares.

Mas talvez o efeito mais nefasto deste epidemia, para além da tragédia dos que morreram e continuam a morrer, seja o seu impacto em duas características principais do seres humanos, a socialização e o simples acto de respirar sem constrangimentos.

O medo e a desconfiança do outro vão acentuar um clima de intolerância, explorado por grupo extremistas, situação agravado pelo efeito nefasto da epidemia na economia e na sociedade. 

Por outro lado, esta epidemia teve pelo menos o condão de nos alertar para as muitas deficiência das sociedades modernas e, no caso português e europeu, para ao efeitos nefastos de décadas de neoliberalismo selvagem que quase destruíram os sistemas de saúde.

Penso que, pelo menos por muito tempo, esta epidemia teve o condão de calar os defensores do modelo ultraliberal do sistema de saúde norte-americano.

Teve também o condão de revelar toda a incapacidade dos modelos populistas preconizados por Trump ou Bolsonaro para liderar, de forma responsável e humanista, com catástrofes com esta.

Demonstrou também o aspecto nefasto da deslocalização de grandes empresas produtivas para fora da Europa, à procura do lucro fácil da mão-de-obra barata e sujeita muitas vezes a modos de trabalho humanamente indignos, e à procura de escapar à fiscalização, mostrando uma Europa dependente e refém de outras economias para adquirir muitos das matérias-primas necessários para enfrentar crises sanitárias como esta.

Em Portugal ficou evidente, com a crise sanitária,  a precariedade de uma economia dependente quase exclusivamente do turismo e das exportações, a forma como foi enfraquecido o SNS ao longo de anos de polítcas antissociais, para “ir além da Troika”, assim como as condições indignas em que trabalham e habitam muitas pessoas, em que funcionam muitos lares, sem esquecer a generalização do trabalho precário e dos salários baixos.

Se não houver coragem pera reforçar os sectores sociais, os direitos sociais, de idealizar uma sociedade menos dependente do consumismo e mais humana e ambiental, o impacto social e económico da epidemia, depois desta controlada, será ainda mais devastador.

Haja esperança de que possamos todos sair desta crise mais solidários e humanos e de que os nossos líderes políticos, económicos e socias tenham aprendido alguma coisa.

Um Bom Ano de 2021.

 

 

 

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

COVID-19 – Outra Maneira de Olhar para os Números (21ª artigo)- evolução mensal [Novembro] (entre 31 de Outubro e 31 de Novembro de 2020).


Voltamos hoje à divulgação de dados sobre a evolução mensal do Covid-19 no mundo, ao longo do mês de Novembro, comparando os dados divulgados pela OMS e registados em 31 de Outubro último, com os de 30 de Novembro passado.

 Os dados relativos ao total de países da União Europeia (Europa dos 27 + Grã-Bretanha), referentes a 30 de Novembro, foram retirados do site do Centro Europeu para Controle e Prevenção de Doenças (ECDPS).

 Tal com anteriormente, continuamos a ter por base o registo de dados de um grupo de 35 de países.

 (Podem clicar AQUI para poderem consultar os 20 post’s anteriores).

 Como veremos, este foi um mês bastante trágico, pelo menos no continente Europeu.

 Começamos, como é habitual, pela lista do número de mortos registados até à data de 30 de Novembro, embora os dados possam ter um atraso de um ou dois dias:

 

TOTAL DE MORTOS POR COVID-19 em todo o MUNDO – 1 456 687 (1 182 747 no mês anterior).

União Europeia [27+RU] – 321 998 (subiu 1 lugar);

Estados Unidos – 263 946;

Brasil – 172 561;

Índia – 137 139;

Reino Unido – 58 245;

Itália – 54 904;

França – 51 965;

Irão – 47 875 (subiu 1 lugar);

Espanha – 44 668;

Rússia – 39 895;

África do Sul – 21 477;

Bélgica – 16 547;

Alemanha – 16 248;

Turquia – 13 558;

Canadá – 11 976;

Holanda – 9 336;

República Checa – 8 138 (subiu 2 lugares e ultrapassou a média mundial);

 MÉDIA MUNDIAL POR PAÍS – 7 470 (6 065 no mês anterior); 

 Suécia – 6 681;

China – 4 750;

 PORTUGAL – 4 427 (2 428 há um mês) (subiu 1 lugar);

 Suíça – 4 236 (subiu 1 lugar);

Áustria –  2 904 (subiu 3 lugares);

Israel – 2 831;

Grécia – 2 321 (subiu 4 lugares);

Japão – 2 119 (subiu 1 lugar);

Irlanda – 2 052;

Austrália – 907 (= ao mês anterior);

Dinamarca – 829;

Palestina – 807;

Coreia do Sul – 526;

Finlândia – 393;

Angola – 346 (subiu 1 lugar);

Noruega – 328;

Cuba – 134;

Islândia – 26 (subiu 1 lugar).

Nova Zelândia – 25 (= ao mês anterior);

A Vermelho assinalamos os países que registaram uma subida de posição no trágico “ranking” da mortalidade. Assinale-se o caso da União Europeia que ultrapassou o número de mortos dos Estados Unidos, com mais de 100 mil mortos ao longo do mês de Novembro. A situação de agravamento foi acompanhada por vários países europeus, com destaque para a República Checa, a Áustria e a Grécia, países que ainda há poucos meses eram indicados como “exemplares” ou “inteligentes” Portugal acompanhou essa tendência, quase duplicando o número de votos ao longo do último mês.

 Não se registaram óbitos ao longo do mês de Novembro na Austrália e na Nova Zelândia.

 O número acumulado de mortos não nos permite, só por si, observar o ritmo de crescimento da mortalidade.

 Em baixo registamos o crescimento percentual de mortes registadas ao longo deste mês, podendo observar os países onde esse crescimento é maior, mais rápido e mais preocupantes e aqueles que registam um maior abrandamento (entre parênteses, velocidade de crescimento no anterior mês de Setembro).

 A vermelho assinalamos os países que passaram para um patamar pior do que aquele em que estavam no mês anterior, e a verde os que desaceleraram, descendo de patamar. A preto os que se mantiveram no mesmo patamar do mês anterior. A sublinhado os que subiram na posição relativa.

 No geral houve um acelerar no crescimento da mortalidade

 Situação “descontrolada”

(crescimento mensal da mortalidade acima dos 50%):

Grécia- 277,39 (60,57);

República Checa – 184, 34 (363, 10);

Áustria – 172,93 (34,68);

Islândia – 116,66 (20 ) (subiu 9 patamares, embora partindo de uma base muito baixa, passando de 12 para 26 óbitos);

Suíça – 113,50 (68,27);

PORTUGAL – 82,33 (24,06) (subiu 5 patamares);

Alemanha – 57,02 (9,97);

 

Velocidade de crescimento “preocupante”

(entre 20% e 50%):

UNIÃO EUROPEIA – 46,87;

Bélgica – 46,33 (13,27);

Palestina –  45,93 (51,09);

França – 45,48 (13,00);

Rússia – 44,25 (34,61);

Itália – 44,02 (6,33);

Irão – 38,85 (32,67);

Turquia- 34,25 (25,26);

Holanda – 28,63 (13,92);

Reino Unido – 26,74 (9,41);

Angola – 25,81 (56,25 );

Espanha- 25,33 (14,11);

 “Velocidade” média MUNDIAL – 23,16 (17,86);

 Japão – 20,74 (12,21);

 

Evolução “lenta”, mas ainda perigosa

(entre 10 e 20%):

Canadá- 18,88 (8,57);

Noruega – 16,72 (2,55);

Estados Unidos – 16,18 (11,43);

Dinamarca – 15,78 (10,32);

Coreia do Sul –13,36 (12,34);

Israel – 12,96 (73,30);

Índia – 12,74 (24,76);

Suécia – 12,58 (0,91);

África do Sul – 12,06 (15,64);

Finlândia – 11,01 (2,60);

 

Ritmo aceitável, mas ainda não controlado (crescimento entre 5 e 10%):

Irlanda –7,88 (5,54);

Brasil – 5,98 (11,90);

 

A caminho da “extinção” (abaixo de 5%):

Cuba – 4,68 (4,91);

China – 0,08 (0);

Austrália – 0 (2,83);

Nova Zelândia – 0 (0);

 A mortalidade a nível mundial continua preocupante, com uma acentuada aceleração.

 Foram muitos os países que viram a sua situação a piorar, registando acelerações significativas, como foi o caso de  Portugal que subiu para o pior de todos os patamares, embora “bem acompanhado” por países como a Áustria e a Alemanha.

 O crescimento de infectados também conheceu uma acentuada aceleração ao longo do mês de Novembro.

 Registamos aqui o ritmo de crescimento percentual de novos casos ao longo deste último (entre parêntesis, a velocidade de propagação registada no mês anterior).

 A vermelho registamos os países com um crescimento superior a 100% e/ou que subiram de patamar e a verde os que desceram de patamar:

 Crescimento Descontrolado

(crescimento mensal de infectados acima dos 50%):

Grécia- 193,46 (100,54);

Áustria – 189,17 (119,20);

Itália – 157,08 (98,03);

Suíça- 119,30 (175,20);

PORTUGAL – 112,29 (79,14);

Alemanha – 110,90 (73,85);

Suécia- 100,65 (33,26);

UNIÃO EUROPEIA – 83,22

Noruega – 82,24 (39,18);

Dinamarca -80,20 (62,65);

França – 74,26 (141,15);

República Checa- 67,61 (370,06);

Reino Unido – 67,53 (119,98);

Canadá – 59,62 (47,16);

Finlândia- 58,22 (59,91);

Holanda- 56,93 (188,63);

Irão- 56,82 (33,35);

 Crescimento Preocupante

(entre 20 e 50% num mês):

Palestina – 49,50 (29,19);

Rússia – 48,10 (37,00);

Estados Unidos – 47,78 (25,09);

Angola – 47,07 (114,07);

Bélgica – 47,00 (240,24);

Espanha- 40,35 (61,91);

Ritmo de crescimento Mundial – 38,15 (34,98);

Turquia – 33,30 (17,40);

Japão- 31,59 (14,06);

Coreia do Sul – 29,00 (11,33);

Cuba- 21,05 (22,96);

 Crescimento ainda não controlado

(entre os 10 e os 20%)

Irlanda – 19,80 (70,43);

Índia – 15,90 (30,67);

Brasil – 14,48 (15,78);

Islândia – 14,02 (77,20);

 Em desaceleração

(entre os 5 e os 10%):

África do Sul – 9,13 (7,45);

Israel – 6,22 (36,65);

Nova Zelândia – 6,18 (8,17);

 Praticamente extinto

 (abaixo dos 5%)

China –1,71 (0,93);

Austrália – 1,12 (1,91);

 É de registar a quantidade de países a vermelho e de países com um ritmo de crescimento mensal superior a 100%.

Em Portugal a situação continuou a agravar-se, registando uma aceleração mensal superior aos 100% e ocupando o 5º pior lugar.

 Outro modo de analisar a situação é  observar a percentagem de falecidos em relação ao total de infectados, que pode ser revelador da melhor ou da pior resposta do Sistema de Saúde de cada país, da melhor ou pior actuação das autoridades, sem esquecer ainda outros factores que podem interferir, como a capacidades imunológicas da população, hábitos, envelhecimento, clima ou genética.

 Situação “negativa e trágica”

(mortalidade acima dos 10% dos infectados):

(nenhum dos países observados está, por agora, nesta situação).

 Situação “preocupante”

(entre os 5 e os 10%):

Irão – 5,04% de mortos em relação ao número de infectados registados;

China – 5,08;

 Situação “aceitável” (entre 5 e 2,5%) :

Reino Unido – 3,60;

Itália – 3,46

Canadá – 3,28;

Austrália – 3,25;

Bélgica – 2,87;

Irlanda – 2,84; BCG

Espanha – 2,74;

Brasil – 2,74;

Suécia – 2,74;

Turquia – 2,74;

África do Sul – 2,72;

Média da União Europeia (27+1 RU) – 2,45;

França – 2,38;

Média MUNDIAL – 2,33 (2,62 no mês anterior);

Angola – 2,29;

Estados Unidos – 2,01;

Situação “boa” (abaixo de 2,5%):

Grécia – 2,22; BCG

Holanda – 1,80;

Rússia – 1,73;

Cuba – 1,63;

Finlândia – 1,59;

República Checa – 1,56; BCG

Alemanha – 1,54;

Coreia do Sul – 1,53;

PORTUGAL– 1,50 (1,83  no mês anterior); BCG

Nova Zelândia – 1,47;

Índia – 1,45;

Japão – 1,44;

Suíça -1,33;

Dinamarca – 1,04;

Noruega – 0,94; BCG

Áustria – 0,75;

Israel – 0,85;

Palestina – 0,83;

Islândia – 0,48; BCG

 Ao contrário dos quadros anteriores, este é um dos que tem evoluído positivamente, mostrando que o aumento e aceleração de casos nesta segunda vaga não está a provocar tanta mortalidade como a primeira, na relação com o aumento de casos, talvez porque a média etária de infectados é agora mais baixa.

 Este é um dos quadros que melhor consegue aferir sobre a eficácia na resposta à crise.

 Neste caso é positiva a posição de Portugal, melhor que  a média Europeia e Mundial.

Apesar de uma população envelhecida, de ilhas de pobreza, de um sistema de habitação em situação crítica, da tentativa de destruição do Sistema Nacional de Saúde nos tempos da Troika, comparativamente com a situação de países mais ricos e em situação mais favorável, é caso para dizer que, até agora, apesar de tudo, Portugal é um dos países mais resilientes ao efeito da pandemia.

Pensamos que será o resultado deste ranking, quando estiver tudo devidamente contabilizado e ultrapassada a pandemia, que nos vai mostrar a verdadeira dimensão da eficácia da resposta de cada país a esta crise, e Portugal, por enquanto, parece ser um dos que se está a sair melhor na resposta à crise.

Sem mais comentários, fiquem com os dados e tirem as vossas conclusões.

Voltaremos agora só daqui a um mês, com nova divulgação e análise dos dados.