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sexta-feira, 8 de novembro de 2024

Democracia e (ou?) Trumpismo!


Mais de 73 milhões de norte-americanos, pouco acima de 50% dos votantes, numa população de mais de 330 milhões, votaram em Trump e deram-lhe a vitória.

Com capacidade eleitoral estavam cerca de 240 milhões, tendo votado pouco mais de 140 milhões, dos quais cerca de 3 milhões votaram noutros candidatos que não os dois principais.

É assim a democracia, onde uma “grande minoria” de 22% (em relação à população total) ou de 30 % (em relação aos que têm capacidade eleitoral) pode obter o poder absoluto.

Contudo, quanto mais conhecemos a forma como funciona o sistema eleitoral norte-americano e o seu financiamento, mais perplexos ficamos sobre a verdadeira “democracia” e a “justiça” desse sistema, onde só dois partidos têm oportunidade de vencer, não possibilitando qualquer representatividade de minorias.

Claro que em França e na Grã-Bretanha, como vimos recentemente, a situação não é muito diferente.

É o problema dos sistemas de círculos eleitorais muito restritos, como nestes países europeus, ou do voto indirecto para um colégio eleitoral, como nos Estados Unidos, onde quem tem mais votos, mesmo pela diferença de um único voto, arrecada toda a representividade, dequilibrando a balança da equidade democrática.

Se juntarmos a isso o poder cada vez maior do sistema financeiro sobre os órgãos de comunicação social desse país, outro dos pilares que geralmente se lhe associa, o da “liberdade de expressão”, nos deixa cada vez mais perplexo.

Também por causa disso, nas democracias mais sólidas, existe todo um sistema de contrapesos que impede que uma "imensa minoria" se transforme em poder absoluto. 

Geralmente o que permite algum contrapeso no sistema norte-americano é a separação de poderes, mas alguns desses, como o judicial, estão cada vez mais dependentes do poder político e financeiro, só assim se explicando que Trump nunca tenha sido preso, pelos vários crimes de que é acusado.

Sobra alguma independência dos vários Estados Federais e o forte peso do tradicional associativismo de cidadania, sem esquecer que mais de 70% dos norte-americanos não estiveram com Trump.

Se a tudo isso associarmos o facto de o partido de Trump controlar todos os órgãos políticos (o senado e o congresso), e que esse candidato assumir a ruptura com todo o sistema político democrático norte-americano, a sua vitória, se bem que democrática, não deixa de ser preocupante para quem acredita nos valores de uma democracia saudável, da liberdade, do humanismo, da igualdade e do equilíbrio económico-social.

É a democracia a funcionar, sim senhor, mas também foi a democracia que levou Hitler ao poder, sem esquecer que foram “democracias”, algumas até menos viciadas que a norte-americana, que levaram ao poder Putin, Milei, Bolsonaro ou Órban, e que vai ser a democracia que está à beira de levar ao poder uma Le Pen…

Tempos complicado se avizinham.

Mas, como dizia um amigo meu, já desaparecido, quando os resultados eleitorais não nos agradavam, “não te preocupes, muitos dos que votaram neles [em Trump neste caso] vão sofre mais as consequências nrgativas das sua políticas que tu ou eu”.

terça-feira, 5 de novembro de 2024

Breve reflexão sobre as presidenciais norte-americanas por Pedro Caldeira Rodrigues (jornalista)


"À parte do superficial espetáculo mediático, de um efetivo entretenimento, 
diversos e atentos observadores têm assinalado qual a escolha obrigatória que se coloca aos eleitores norte-americanos nas eleições presidenciais de 5 de novembro de 2024: uma avalanche suprematista, reacionária e autoritária protagonizada pelo candidato do Partido republicano e ex-presidente Donald Trump, ou o prosseguimento de um império neoliberal assolado por fortes desigualdades sociais e pelas bombas norte-americanas que há mais de um ano caem sobre Gaza, e
depois sobre o Líbano.

Diversos académicos e intelectuais de renome interrogam-se crescentemente sobre a sanidade da democracia norte-americana, também devido aos crescentes custos das campanhas que impõem uma espécie de plutocracia e que sugere serem os doadores, os financiadores, quem escolhe antecipadamente o futuro ocupante do Gabinete Oval.

Outros consideram que as instituições estão impregnadas de racismo, fanatismo, corrupção, com opiniões polarizadas num país fraturado. A direita radical insurge-se contra uma elite estatista que acusa de ter falsificado as eleições de 2020, a esquerda militante considera o processo eleitoral antidemocrático devido ao peso de um Colégio eleitoral que favorece os estados pouco povoados.

Começou a evocar-se o espetro da guerra civil, debateu-se o facto de a Constituição ser omissa sobre a possibilidade de reeleição de um Presidente condenado, a dessacralização de instituições profundamente abaladas após o assalto ao Capitólio em 6 de janeiro de 2021, o controlo do Supremo Tribunal pelo “trumpismo”, ou o recuo no direito de a mulher decidir sobre o seu próprio corpo.

Trump e a constelação que o rodeia preenchem listas de inimigos, apoiados pelos representantes do “capital inovador” e proprietários de redes sociais, onde se destaca Elon Musk. MAGA (Make America Great Again), é o seu slogan, assente na obtenção de dinheiro por todos os meios, também pela exploração desenfreada das riquezas naturais.

Depois, mobilizar o Exército contra os “inimigos internos” e os migrantes, expulsar muitos milhões, perseguir os media e o pensamento desalinhado. A sua rival democrata acusou-o, literalmente, de “fascista”.

Mas após a sua apressada nomeação pelo Partido democrata devido às crescentes deficiências cognitivas de Joe Biden, Presidente em exercício, Kamala Harris não hesitou em convocar centenas de figuras conservadoras ou antigos colaboradores ou colaboradoras de ex-presidentes republicanos, onde se incluem o ex-vice-presidente Mike Pence, um evangélico tradicionalista, John Kelly, chefe de gabinete na presidência de Trump ou Dick Cheney, antigo vice-presidente
neoconservador de George W. Bush, mentor das guerras dos EUA no Afeganistão e Iraque após o 11 de setembro de 2001 e dos programas de torturas secretas da CIA.

Nas primárias do Partido democrata de 2019, onde ocorreu contra Biden e o veterano “esquerdista” Bernie Sanders, Kamala apresentou um programa virado para as classes médias e parte do setor empresarial, com promessas dirigidas à sua esquerda, em particular segurança social para todos ou um New Deal verde.

Entretanto, mudou de posição, e durante campanha eleitoral para as presidenciais recuou na promessa de proteção social global, prometeu expandir o muro fronteiriço, permitir novas prospeções petrolíferas, omitindo as questões climáticas. E foi incapaz de sublinhar uma efetiva e positiva “grande alteração” ocorrida nos últimos quatro anos.

O duo Biden-Harris foi também totalmente cúmplice dos implacáveis bombardeamentos israelitas sobre Gaza que se seguiram ao violento ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 no sul de Israel. Enquanto os protestos eram duramente reprimidos, sobretudo nas universidades, e que denunciavam a mortífera cumplicidade com Israel de Biden, apelidado de “Genocide Joe”, Kamala Harris demonstrava firmeza no apelo à libertação dos reféns israelitas que permanecem em Gaza mas reservas em apelar a um cessar-fogo imediato, e argumentava com o “direito de Israel a defender-se” para justificar o contínuo envio de armamento.

Como na contestação à guerra do Vietname ou ao ‘apartheid’, a causa palestiniana mobilizou os espíritos, fomentou novas solidariedades entre estudantes com diversas perspetivas, judeus e muçulmanos, e causou embaraço na liderança do Partido democrata. As universidades norte-americanas envolvidas nos protestos afirmaram-se como contrapoderes e bastiões de um pensamento livre num país que foi perdendo o hábito de lidar com opiniões divergentes. Uma população atomizada e sob tutela, sintomas de uma democracia doente, carente de revitalização. “Uma primavera americana que arrisca tornar-se num longo outono”, na expressão de Thomas Dodman, professor na universidade Columbia, Nova Iorque.

O apoio, na prática incondicional, da administração Biden-Harris ao genocídio em Gaza e à deriva extremista, colonial e expansionista do Executivo israelita poderá ser determinante para o resultado final em 5 de novembro. Mesmo sabendo que com o regresso de Trump à Casa Branca – apoiado pela influente e milionária corte de teleevangelistas e cristãos sionistas –, Benjamin Netanyahu terá novo alento para prosseguir a “limpeza”, o projeto do Grande Israel e a concretização da profecia bíblica do “regresso do Messias à Judeia e Samaria”, a designação que atribuem à Cisjordânia ocupada".

Pedro Caldeira Rodrigues

4 novembro 2024

segunda-feira, 11 de junho de 2018

G7 – E se Trump tivesse razão?



Cimeiras com a do G7 apenas servem para legitimar politicas financeiras e comerciais ilegítimas e prejudiciais aos cidadãos do mundo.

A realização de tal cimeira, a coincidir com a anual reunião secreta de Bilderberg ,não terá sido mera coincidência, e terá servido para coordenar os esforços das elites “globalistas” mundiais para programarem a sua acção em prol do obscuro interesse financeiros e económicos e para fazer frente às previsíveis reacções populares.

Os cidadãos e a melhoria da suas condições de vida não costumam estar na agenda dessas reuniões, antes pelo contrário.

Contudo o “furacão” Trump acabou por desviar a atenção sobre os verdadeiros objectivos e decisões desse encontro dos mais poderosos do mundo.

Trump marcou a cimeira com duas questões: a forma como questionou a liberdade de comércio e o modo como a Rússia foi expulsa dessa reunião.

E se, nestas duas questões, apesar de corresponderem a uma estratégia irresponsável e errada, Trump até tivesse razão, apesar de tomar decisões de forma, aparentemente, pouco racional ?

Claro que o título que usamos em cima é uma provocação.

Mas não nos deixamos de interrogar sobre a ausência dessa cimeira de outras potências mundiais, como a Rússia e a China, isto já para não falar da Índia, do Brasil ou da África do Sul.

É o velho mundo, decadente, abalado por crises que não consegue resolver, mas que ainda mantém um grande peso económico, financeiro e militar, o que está representado na cimeira do G7.

Por isso, não existe grande razão para isolar as potências emergentes ou, no mínimo, tão decadentes como aquelas representadas nessa cimeira.

A justificação para afastar a Rússia podia ser usada para afastar ao Estados Unidos, a Grã-Bretanha ou a França, todas envolvidas recentemente em intervenções militares e financeiras, ou apoiando regimes párias,  não legitimadas pela única organização internacional com mandato legítimo, a ONU.

Por isso, e apesar de não nutrir qualquer simpatia por Putin, a afirmação de Trump em defesa da presença da Rússia tem toda a razão de ser.

Mas, para mim, mais importante do que estar numa cimeira de países decadentes e onde se tomam decisões ilegítimas, seria mais importante reforçar organizações internacionalmente legítimas, como a ONU, começando por alargar o número de países do Concelho de Segurança e o poder da Assembleia Geral.

No Conselho de Segurança, como membros permanentes, deviam ser incluídos países como o Canadá, a Alemanha, a África do Sul, o Brasil e a Índia. E o direito de veto devia ser revisto, aumentando o poder da Assembleia da ONU.

O que têm feito organizações como G7 e outras do género é tentar esvaziar a importância da ONU, com todas as consequências que temos visto em termos de instabilidade económica, social e politica mundial e de aumento das desigualdades.

Também, na outra questão levantada por Trump ,  no que respeita à injustiça da organização do comércio mundial, embora na forma irresponsável que é peculiar nesse líder, também acaba por ter alguma razão.

A "liberdade de comércio", tal como está estabelecida, favorece os mais fortes, desenvolve o dumping social, e agrava as desigualdades sociais.

O “comércio livre” baseia-se no acentuar das injustiças socias e na destruição de direitos humanos e sociais, e é ela própria a principal responsável pelo descalabro ambiental do planeta.

Também não se percebe que os que tanto defendem tal “liberdade” de comércio, só aceitem essa liberdade para a circulação de capitais e matérias-primas, mas imponham todo o tipo de restrições à liberdade de circulação de pessoas, como se tem visto na actual crise dos refugiados .
Claro que não são estas as preocupações de Trump.

Mas teve pelo menos o mérito de agitar e desestabilizar uma cimeira que apenas serve para aplicar as decisões politica impostas pelo sector financeiro, de forma ilegítima.

terça-feira, 6 de junho de 2017

O Médio Oriente de Trump


A recente visita de Trump ao Médio Oriente começa a dar frutos.

A forma como acentuou o apoio dos Estados Unidos à ditadura saudita, ao mesmo tempo que ameaçava o Irão, no mesmo dia em que os eleitores iranianos escolhiam para presidente o mais liberal dos candidatos, resultou no actual aumento de tensão, na forma absurda como vários Estados (?) àrabes resolveramcortar relações com o pequeno Qatar.

E quem são esses Estados?: no anárquico “Estado” da Líbia, a facção apoiada pela Arábia Saudita; no “Estado” falhado do Iémen, a facção apoiada pelo mesmo reino (paradoxalmente em aliança com o mesmo Qatar); a ditadura militar do Egipto; os tradicionais aliados da Arábia Saudita dos Emirados Árabes Unidos…
 
Recorrendo à moda “trumpista” dos “factos alternativos”, a imprensa saudita foi preparando o terreno para que a opinião pública aceitasse a diabolização do Qatar, misturando a verdade, o apoio do Qatar à Irmandade Muçulmana, no Egipto, e ao Hamas na Palestina, bem como alguma abertura ao regime iraniano, com a mais absurda mentira, a do apoio do Qatar à Al-Qaeda e ao Daesh!!!.

Como toda a gente sabe, a Al-Qaeda e o  Daesh são apoiados, militarmente e financeiramente, pelos sunitas, não se conhecendo até onde vai o envolvimento do próprio Estado saudita nesse apoio.

Não deixa, aliás, de ser desconcertante o prometido negócio de armamento de milhões, entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita, feito por Trump na visita ao Médio Oriente, sabendo-se que grande parte desse armamento vai ser canalizado para grupos jhiadistas apoiados pelos sauditas, entre os quais a Al-Qaeda e o Daesh, que combatem na Líbia, na Síria, no Iraque e no Iémen…

O grande objectivo de Trump para o Médio Oriente  não é o combate ao Daesh ou à Al-Qaeda, mas diabolizar o Irão.

Ao armar a Arábia Saudita da forma como prometeu, aposta tudo neste país para uma guerra, de consequências imprevisíveis contra o Irão, exactamente no momento em que este país, de maioria xiita, começava a abrir-se ao mundo.

O objectivo é, seguindo a velha máxima guevarista, criar “dois, três, muitos Daeshs” para desestabilizar ainda mais toda a zona, reforçando a ditadura egipcia, o Estado totalitário da Arábia Saudita e os falcões extremistas que tomaram conta do estado de Israel.

Os objectivos são muitos: derrotar os xiitas, destruir e desestabilizar o Irão, afastar o torcionário Assad, não por razões humanitárias, mas para reforçar a influência sunita e afastar os Russos do terreno, controlar a historicamente importante região do Médio Oriente do Iraque, e todos os seus recursos, em especial o petróleo, que continua a ser crucial na cruzada anti ambiental de Trump e, pelo meio, afastar igualmente a Europa e as suas “absurdas” ideias democráticas e liberais para a  região.

O que aconteceu ontem é já o primeiro sinal da nova era pós-Daesh que Trump pretende construir no Médio Oriente.

As consequências vão ser trágicas...mas muito lucrativas para alguns!!!.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

“Geringonça” da Direita: a “Tríplice Aliance” que levou Trump ao poder


Apesar das contradições e incoerências, foi uma improvável aliança entre neoconservadores, neoliberais e neofascistas que contribuiu para levar Donald Trump ao poder nos Estados Unidos, numa espécie de “geringonça” de direita.

Os neoconservadores e os neoliberais já se tinham encontrado por outras ocasiões e em circunstâncias diferentes, nas eleições de Ronald Reagan  e George Bush Jr, mas os neofascistas tinham ficado à porta.

No primeiro caso, os neoliberais tinham mais influência e, no segundo, foram os neoconservadores a terem mais peso junto da administração

Apesar da aparente contradição e das diferenças , neoconservadores e neoliberais representam as duas faces da mesma moeda.

Os neoconservadores defendem a nova ideologia da direita em termos culturais e socias, combinando bem com o neoliberalismo económico.

Nos Estados Unidos o neoconservadorismo tem como base o fundamentalismo católico das várias seitas evangélicas que nas últimas décadas ganharam cada vez mais influência política, quer através do controle de parte da comunicação social, quer por parte do movimento “tea party”, quer pela crescente influência entre “republicanos”,  e têm no actual vice-presidente Mike Pence um dos seus mais fiéis representantes.

Ao longo das últimas décadas foram-se afirmando, combatendo e ridicularizando uma pretensa cultura do “politicamente correcto”, à qual apresentavam como alternativa o fundamentalismo dos valores adulterados e pretensamente cristãos.

Na Europa, os neoconservadores são, por enquanto, minoritários, não só porque a sua agenda está nas mãos do populismo neofascistas, mas também porque os cristãos europeus têm uma visão cultural e social muito mais aberta e liberal, exemplificada pelas posição do papa Francisco.

Por sua vez, os neoliberais norte-americanos procuraram combater a intervenção do Estado em áreas como as da saúde, da educação e da segurança social, mesmo quando a intervenção do estado norte-americano nestes casos seja muito residual, comparativamente com a tradição europeia.

O combate ao “obamacare” foi a sua principal bandeira.

Os interesses financeiros norte-mericanos, se estiveram na vanguarda do actual modelo de globalização neoliberal, perderam o controle do próprio monstro que criaram, mercê da crise financeira do inicio do século, que motivou várias restrições legais à sua actuação, e à afirmação de centros financeiros globais que não controlavam, como o chinês.

O neoliberalismo norte-americano vê agora em Trump uma oportunidade para recuperar essa influência.

Na Europa os neoliberais, acantonados em instituições antidemocráticas como o Eurogrupo, BCE, ou  a Comissão Europeia, estão, apesar de tudo, em campo oposto os seus congéneres norte-americanos.

Se não é novidade a aliança, por vezes contraditória e icoerente, entre neoconservadores e neoliberais, esta aliança foi a base da transformação ideológica do “novo” Partido Republicano.

A novidade na eleição de Trump foi este ter conseguido federar essas tendências com a tendência mais marginal na direita norte-americana dos neofascista (Ku Klux Klan, milícias paramilitares supremacistas, neonazis) hoje com uma grande influência na administração Trump, e representados pelo conselheiro Steve Banon.

A juntar a essa estranha “geringonça” da direita norte-americana que levou Trump ao poder, junta-se uma outra improvável e estranha aproximação ao lobby Israelita, representado na própria família do novo presidente.

Na Europa esse tipo de aliança é, por agora, totalmente impossível, em parte porque o populismo neofascista tem mais força do que nos Estados Unidos, em parte porque a propaganda neofascista se faz demagogicamente contra o neoliberalismo do politburo de Bruxelas, em parte porque não existe um neoconservadorismo com influência e poder, capaz de fazer de ponte entre neofascistas e neoliberais.

Enquanto todos esses grupos conseguirem tirar vantagem das políticas de Trump, o presidente norte-americano vai continuar a ter caminho aberto para a sua politica “iliberal” e de “factos alternativos”.

Mas essa estranha aliança transporta em si o vírus da contradição que,  a prazo, mais que a oposição da sociedade civil, de algumas instituições, dos Democratas e dos liberais, vai provocar, na luta fratricida que se adivinha entre aquelas tendência federadas por Trump pela supremacia política, o inicio do fim da actual administração.

Esse momento, quando surgir, vai ser o mais perigoso e decisivo da era Trump.

 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

As “vantagens” de Trump.


E se o “trumpismo” não nos trouxesse apenas um mundo mais negro e desumano?
E se houvesse vantagens na Era Trump, como uma espécie de vacina contra o populismo e o neoliberalismo?
Á partida há quem saia beneficiado: os cartoonistas:estes têm “pano para mangas” e tema para explorar por quatro anos.
Mas a Europa também pode sair beneficiada, unindo-se em defesa do verdadeiro liberalismo ( renegando de vez essa caricatura ridícula e perniciosa que dá pelo nome de neoliberalismo), em defesa das minorias, em defesa do Estado Social, em defesa da igualdade de direitos, em defesa dos direitos humanos, para combater as ideias absurdas de Trump. Claro que para isso será necessário varrer os actuais lideres das instituições europeias, sempre pronto a negociar ou condescender com os projectos populistas de Trump se isso se  lhes der lucro, ou por mera cobardia política.
Foram os actuais líderes da União Europeia (juntamente com o poder financeiro mundial) que deram argumento ao populismo e lançaram para os braços da extrema-direita populista  uma parte considerável dos cidadãos europeus, quando lançaram o norte contra o sul, tentaram destruir o Estado Social, retiraram direitos a quem trabalha, aumentaram a desigualdade entre ricos e pobres, desvalorizaram salários e pensões, para salvar o negócios obscuros da banca e do mundo financeiro.
Outra vantagem é aproveitar a retórica trumpista contra a globalização e forçar uma mudança nas relações económicas e financeiras em que assentou, durante as últimas décadas,  o actual modelo de globalização.
Um mundo globalizado não pode ser um mundo da pura selvajaria humana, ambiental e económica criado por este modelo de globalização.
Existem alternativas ao actual modelo de globalização que não seja o nacionalismo proposto por Trump e pelos seus seguidores europeus.
O actual modelo de globalização está ferido de morte pelas atitudes de Trump, mas tem de ser substituído por outro, ou cairemos todos no ódio e na intolerância nacionalista para onde o novo presidente norte americano pretende levar-nos.
A alternativa passa por reformar e reforçar o poder e a influência de organizações internacionais, com a ONU à cabeça, mas que deve ter em conta recomendações a acções da OMT, UNICEF, OMS, UNESCO, entre tantas outras.
O poder financeiro deve submeter-se à melhoria das condições de vida das populações e das condições ambientais do planeta e por isso é preciso reformar o FMI, o Banco Mundial, e quejandos, varrendo-as da influência dos actuais burocratas que as lideram, meros empregados do grande poder financeiro.
A alternativa passa também por rever as regras do comércio mundial, combatendo o dumping social. Aqui a Europa pode dar o exemplo, desfazendo os paraísos fiscais que ainda existem no seu solo, obrigando quem exporta para Europa a cumprir requisitos ambientais, socias e fiscais, idênticos àqueles que são exigidos aos cidadãos e empresas europeias, combatendo a desigualdade nas suas mais variadas vertentes e reforçando a Europa Social.
Sé assim a Europa pode, mais uma vez, ser a alternativa aos modelos desumano que Putin, Trump, a ditadura chinesa e o corrupto sistema financeiro mundial pretendem impor aos cidadãos do mundo.
Só assim a Europa pode fugir a uma nova partilha em zonas de influência que esses mesmos modelos ambicionam.
Mas para isso é necessário alterar profundamente o modelo político e as instituições europeias, um trabalho moroso e penoso, mas que pode e deve unir os cidadãos que ainda acreditam na Europa como um espaço exemplar de igualdade, cidadania, respeito pelas minorias e pelo ambiente, enfim, um espaço de verdadeira democracia e liberdade, exemplar para um mundo cada vez mais desesperado.

A luta contra o absurdo de um mundo partilhado por Trump, Putin e a burocracia chinesa, pode ser o último alento para unir os Europeus e salvar o projecto europeu.
"Só" nos falta um Churchil e um DeGaulle...!!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

TRUMP : A Presidência de Todos os Perigos


Com a tomada de posse de Donald Trump abre-se uma nova era, totalmente imprevisível.

As ideias defendidas por Trump e as escolhas que tem feito para cargos da administração norte-americana não pressagiam nada de bom e positivo.

Estivéssemos a falar de países como a Hungria, a Polónia, a Turquia, a Síria , a Arábia Saudita ou a Coreia do Norte, governados por gente do “género” de Trump, nas suas mais variadas “versões”, e o problema seria, apesar de tudo, menos grave, por ser mais localizado.

Mas estamos a falar dos Estados Unidos, ainda a maior potência mundial, pelo menos a nível militar, cujas decisões têm um impacto global, tanto na economia como na área do ambiente.

Para mim é mesmo aquilo que Trump pensa das alterações climatéricas que se revela mais preocupante, porque as decisões erradas nesta área vão ter consequências, não só para toda a humanidade, mas para várias gerações, senão mesmo para o futuro da sobrevivência da própria humanidade.

Depois, a legitimação do discurso do ódio e da intolerância por parte de Trump, vai abrir as portas e reforçar a influência de movimentos xenófobos e racistas, um pouco por todo o mundo, especialmente na Europa, já fragilizada por responsabilidade própria.

A aliança com Putin e as provocações à China revelam-se igualmente preocupantes, primeiro porque Putin, um político muito mais inteligente que Trump, vai ganhar maior influência mundial, colocando em risco equilíbrios estratégicos e podendo fomentar graves conflitos locais que podem incendiar toda a Europa, depois porque uma China acossada pode arrastar o ocidente para a falência financeira  e para uma crise económico-social de consequências trágicas.

Infelizmente não encontramos na União Europeia uma alternativa credível, solidária e humana, capaz de fazer o contraponto político, económica, cultural e social, a um mundo dominado por Trump e Putin, e essa é outra tragédia dos nossos tempos.

Por tudo isso adivinham-se tempos terríveis para a humanidade, pelo menos nos próximos quatro anos, com a agravante de tudo o que venha a acontecer vir a ter consequências, não só para toda a humanidade, mas também para várias gerações ao longo de muito tempo.

A única certeza é que Trump vai arrastar os Estados Unidos para a decadência definitiva e a única esperança é que, se houver algum travão à sua política, ela talvez surja internamente, quando os próprios norte-americanos começarem a sentir na pela a consequência da sua política.

Costumam dizer nos Estados Unidos que “Deus salve a América”…Hoje é caso para dizer, mesmo não sendo crente, “que  Deus nos salve de Donald Trump”!!

 

Trump em Cartoon's

BêDêZine: Trump em Cartoon's: O único lado positivo da eleição de Trump : garantir que a inspiração não vai faltar aos cartoonista do mundo inteiro: (clicar para ver).

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

"Choque e Pavor": os números do “trumpismo”.


Olhando para os padrões eleitorais  que levaram Trump à presidência, as surpresas são muitas.

Usando os critérios que identificam o programa do “trumpismo” e aquilo que o candidato republicano defendeu em campanha, ficamos a saber que, entre os eleitores norte-americanos:

- 58% dos homens brancos são racistas e intolerantes;

- 49% dos brancos com formação superior assumem-se ignorantes e incivilizados ;

- 42% das mulheres gostam de ser “apalpadas” e ouvir piropos;

- 29% de hispânicos e asiáticos gostam de ser insultados:

Felizmente, apenas 8% de negros gostam de ser humilhado pela cor da pele.

São esse os números que identificam os apoiantes de Trump.

Contudo, e invertendo esses números, ainda há esperança, porque não o apoiaram:

- 88% dos negros votantes;

- 65% de hispânicos e asiáticos;

- 55% dos eleitores mais jovens (no escalão dos 18 aos 29 anos)

- 54% de mulheres;

Um outro dado que pode dar alguma esperança é o facto de, pela segunda vez neste século, e pela 5ª vez desde que há eleições nos Estados Unidos (nunca tendo acontecido no século XX), um presidente é eleito sem ter a maioria do voto dos eleitores.

Clinton recebeu mais 250 mil votos que Trump na totalidade de todo o país.

Não deixa de ser paradoxal que Trump, que tanto se queixou do “sistema”  tenha beneficiado do mesmo “sistema” para vencer umas eleições com menos de 50% de votos (uma percentagem que desceria ainda mais se contássemos com os votos noutros candidatos).

Se o “sistema” colocou Trump no poder, a maior parte dos norte-americanos não o apoiam e manifestaram-no nas eleições, retirando legitimidade democrática às suas acções futuras.

É a única boa notícia destas eleições.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Estamos “Trumpados” ….”God Save America”…e o Mundo também!!!


Percebo agora o que muitos alemães e cidadãos europeus sentiram, na década de 30, quando Hitler chegou ao poder, também por via democrática.

A ignorância, a intolerância e a arrogância venceram mais uma vez por via democrática e, desta vez, num país que pode influenciar a vida de todos os cidadãos do mundo.

Venceu uma explosiva mistura de Nicolas Maduro com Rodrigo Duterte e umas pinceladas de Vladimir Putin .

A vitória eleitoral de Trump vai incentivar todos os populistas e xenófobos que ganham terreno por essa Europa e pelo mundo fora, a começar já em França  por Sarkozy e LePen.

O mais grave de tudo, e que vai ter efeitos dramáticos à escala global, é a posição do novo presidente em relação às alterações climatéricas. Se levar adiante o que promete, é melhor começarmo-nos todos a prepara para um cenário parecido com o do filme “O Dia Depois de Amanhã”.

Depois, e não menos grave, se o novo presidente for coerente com a sua agressiva retórica eleitoral, vamos ter um agravamento das tensões militares e da corrida armamentista à escala global, não se podendo por de lado que assistamos, pela primeira vez após a Segunda Guerra, a um ataque nuclear a um qualquer país que irrite o novo presidente da América.

Nos Estados Unidos, o efeito principal, no imediato, vai ser um enorme retrocesso social, que vai começar pela destruição do “ObamaCare”, pelo aumento de ataques racistas, homofóbicos e xonófobos, gerando um aumento generalizado da insegurança, da violência e de medo, que alimentará a retórica do “novo” partido Republicano e do presidente eleito, que resvalará cada vez mais para um Estado proto-fascista, apoiado pelo complexo militar norte americano e pelo grande poder financeiro.

O lobbie do armamento vai sair reforçado, com consequências cada vez mais dramáticas.

No fim, e se não se envolverem numa guerra com alguém, que disfarce a crise social que se vai agravar, os Estados Unidos vão sair de tudo muito mais enfraquecidos e isolados, levando consigo todo o mundo ocidental.

A única recomendação que dou aos Americanos de bem, progressistas e inovadores, é que, enquanto é tempo e se puderem …fujam para o México [Canadá e Europa] enquanto não se constrói o Muro!!!

A única coisa positiva, no meio desta catástrofe, é o facto de, com a vitória de Trump, não se atirar apenas fora o “bébé”, mas atira-se também fora a “àgua do banho”, isto é, a globalização neoliberal, que nos conduziu a esta catástrofe, e a cegueira do politburo de Bruxelas, descredibilizado com tudo isto, mais o seu malfadado TTIP.

A única esperança é que tudo não tenha passado de retórica eleitoral, mas, a ser assim, é o próprio candidato que vê comprometido o seu futuro político.

Como dizem nos Estado Unidos, que “Deus salve a América”, e o Mundo também!

terça-feira, 8 de novembro de 2016

SAUDADES DE OBAMA


Recordo-me, desde criança, de seguir, em casa dos meus pais, com atenção e entusiasmo, as eleições norte-americanas, tomando-se partido sempre pelos democratas, embora nem sempre pelo candidato oficial.

Era a forma permitida de viver, virtualmente, como hoje se diria, a democracia, num país governado por um ditador, no seio de uma família da oposição.

Recordo-me até de, no liceu, durante os intervalos, ingenuamente, nos envolvermos em disputada gritaria pró ou contra candidatos dos longínquos e míticos Estados Unidos, por ocasião das eleições norte-americanas.

Lembro-me, especialmente, da campanha de 1972, em que os “betinhos” do Liceu gritavam por Nixon e nós, os “rebeldes” gritávamos, ingenuamente, pelo candidato democrata, McGovern.

Reconheço que a cultura americana esteve sempre presente na minha formação, através da banda desenhada (nos suplementos dominicais do Primeiro de Janeiro, primeiro, nas revistas da Disney que o meu avó me dava, depois, e, mais tarde, na irreverência da série Peanuts seguida nas páginas do Diário de Lisboa), do entusiasmo como se seguia a conquista do espaço ( ver a chegada do homem à Lua, em directo, em 1969, é uma das recordações que me acompanhará ao longo da vida), da descoberta do mundo através do cinema de Hollywood (outra noite sagrada era a da transmissão, em diferido, da entrega dos óscares), ou da descoberta da rebeldia do rock and roll (com os intervenientes de Woodstock de 1969 a dominarem) .

Mas o entusiasmo por esse lado da cultura norte-americana era contrabalançada pela crescente consciência da existência de um  lado obscuro dessa grande nação, como o assassinato dos irmão  Kennedy e de Luther King, a segregação racial, a politica internacional de apoio a ditadores (como os ibéricos) e de intervenções militares violentas, com aconteceu no Vietname, ou o reacionarismo de largos sectores das elites políticas norte-americanas.

Vem-me tudo isto à memória no dia em que se disputam umas das mais decisivas eleições presidenciais da história norte-americana, em que se confrontam dois candidatos que não oferecem grandes garantias de estabilidade num mundo cada vez mais violento e agressivo, dominado por um poder financeiro sem freio e por populismos antidemocráticos.

Ao contrário do que aconteceu com a eleição de Obama, o primeiro presidente negro eleito naquele país, o que só por si já foi uma grande vitória, que  representou uma lufada de ar fresco, uma  ruptura importante na atitude dos Estados Unidos face ao mundo, um presidente dialogante, que procurou internamente alargar a justiça social, apesar da forte oposição da geração mais retrógrada e reacionária que domina o partido republicano, que domina o Senado e o Congresso, a escolha de hoje é entre o regresso ao tradicional establishement  democrata, arrogante e corrupto, representado por Hillary, ou um presidente proto-fascista, retrógado, incompetente, internacionalmente perigoso, representado por Trump.

A escolha não é pela esperança de mudança ou melhoria, mas pelo mal menor.

O mal menor é Hillary Clinton, que, apesar de tudo, esperemos que seja o próximo presidente dos Estados Unidos.

A sua postura arrogante, o seu militarismo, a sua cedência aos lobbies financeiros e ao governo intolerante de Israel,  representam sem dúvida o regresso a um poder norte-americano que se pensava ultrapassado com Obama, mas, por ser o que conhecemos, é preferível ao aventureirismo reacionário, antidemocrático  e xenófobo de um ridículo, incompetente e perigoso Trump.

Apesar de tudo,a vitória de  Hillary pode trazer um aspecto novo, a eleição de uma mulher, o que representa uma novidade, um acontecimento que, naquele país é  mais difícil do que eleger um negro. E essa novidade pode abrir as portas, a prazo, a outra novidade, esta sim realmente entusiasmante, que é a de vermos um dia Michelle Obama na presidência.

Apesar de desejar, para bem da humanidade, a vitória de Hillary, já começo a ter saudades de Obama.

Hillary Versus Trump em cartoon´s

terça-feira, 11 de outubro de 2016

U2 - Trump, você está DEMITIDO! [LEGENDADO] (rock contra Trump)

Depois de Roger Waters é a vez dos  U2 entrarem em campanha contra Trump (ler mais AQUI), num "diálogo" improvisado e que desmascara toda a retórica "trampista" do candidato:

Estes são alguns dos vídeos que têm Roger Waters como referência, para além do próprio concerto do ex-Pink Floyd onde Trump é caricaturado, a propósito do "muro":


 

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Respirar de alívio, sem descansar...Sondagem da CNN considera que Clinton venceu o debate contra Trump .

Alívio, só depois das eleições...mas, por agora, parece que Clinton levou a melhor sobre o seu rival.
 
Clinton não será a minha candidata ideal, é muito "establishment" para meu gosto, não se compara com a frescura de um Obama, mas é o que há para travar o perigo mundial que representa Trump.
 
Para já parece que Clinton encostou o adversário à parede, o que não quer dizer, no complexo sistema eleitoral norte-americano, que tal se traduza em votos ou mesmo em vitória.
 
Mesmo as sondagens inspiram cada vez mais desconfiança, ainda por cima quando as aqui reveladas mostram um grande desequilíbrio entre eleitores que se declaram democratas e aqueles que se declaram republicanos.
 
Para já é uma folga na aflição que estas eleições se estão a revelar para o futuro da humanidade, depois do sufoco que as sondagens, feitas antes do debate, revelavam, com um empate técnico entre candidatos.
 
Á distância, sabendo o que representa para o mundo uma vitória de Trump, apenas podemos continuar a fazer figas para que as coisas corram bem a Clinton.
 
Entre a "normalidade" da candidata e o populismo irracional de Trump, torcemos pela primeira...
 

segunda-feira, 25 de junho de 2012

ESTE AO MENOS É SINCERO: Donald Trump apela: Esta é a oportunidade para se "aproveitarem" da Europa.

Entregue aos "bichos" (Merkel, Barroso e outros...), a Europa começa a ser palco da voragem de todos os tipos de especuladores, que apelam aos seus pares para se "aproveitarem da Europa", para obterem lucros especulativos.
Ao menos este Donald Trump não engana ninguém e vai "directo ao assunto".
Começamos a perceber a quem serve tanta austeridade e a roubalheira a que estão a sujeitar os trabalhadores e contribuintes europeus...