quarta-feira, 12 de novembro de 2014

É assim tão difícil aprender com a História?... Ou quando O Jornal «Avante!» resolve branquear um crime contra a humanidade, num artigo cheio de meias-verdades:" A chamada «queda do muro de Berlim»"

A construção do muro de Berlim foi um crime contra a humanidade e contra a liberdade.

O facto de hoje se erguerem novos muros, alguns construídos pelos mesmos que aplaudiram euforicamente a queda do muro (como acontece na fronteira das Coreias, na fronteira mexicana, em Israel...) , não justifica a defesa daquele muro e do que ele simbolizou

A construção do muro de Berlim, nos anos 60, foi a prova cabal da falência do chamado modelo "comunista" .

Desde os tempos de Stalin que era visível que o que se construía sob o nome de "democracias socialistas" era uma farsa e um atentado contra o próprio ideal comunista.

Aliás, penso não exagerar ao afirmar que o homem que mais dirigentes comunistas prendeu e assassinou não terá sido Hitler, mas sim o próprio Stalin, nas suas célebres purgas que tiveram como vítimas principais os  líderes históricos da Revolução Soviética, purgas que se repetiram a leste depois do final da Segunda Guerra e que tiveram, mais uma vez, como vítimas principais muitos dirigentes comunistas e "companheiros de caminhada" na luta contra o nazi-fascismo, que se recusaram a submeter às ordens de Stalin.

Aquilo que se construiu no leste da Europa depois da Guerra foi uma enorme farsa, que destruiu a credibilidade do modelo comunista e que apenas serviu para a propaganda anti-comunista ganhar força.

É lamentável que o PCP, que em Portugal teve uma história muito diferente dos seus congêneres do leste, sendo, ao contrário destes, vítima de uma ditadura e que se construiu e credibilizou na luta pela democracia e pela liberdade, destrua o seu capital de credibilidade continuando a alimentar mitos como o que se escreve no artigo que transcrevemos em baixo.

É pena que o PCP, que em Portugal continua a ser o único partido que, de forma coerente, defende no parlamento os trabalhadores e os mais fracos, o único a defender ideais verdadeiramente social-democratas para Portugal, tenha uma dupla face, ao defender oficialmente, em artigos como este, o indefensável, ou seja, o modelo do "socialismo" que no leste apenas gerou miséria, falta de liberdade, desrespeito pelos trabalhadores e pelos sindicatos, condições de vida degradantes.

O PCP só teria a ganhar se, de uma vez por todas, enfrentasse, sem medos, os seus fantasmas.

Os portugueses só teriam a ganhar se tivessem pela frente um partido que se concentrasse naquilo que tem sido bom a fazer em Portugal, que é o de defender quem trabalha com unhas e dentes, combater o empobrecimento dos portugueses, gerir com mestria o poder autárquico, denunciar a corrupção do poder politico e do poder financeiro, preservando a sua história de luta contra a ditadura em defesa da liberdade e da democracia, em vez de continuar a alimentar mitos e a defender o indefensável.

É caso para dizer...não havia necessidade!!!!

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