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terça-feira, 16 de maio de 2023

O Clube de Bilderberg e uma anedota de Salazar


Já aqui escrevemos outros textos sobre o Clube Bilderberg. 

Acontece que esse "selecto clube" vai reunir-se esta semana em Lisboa, pouco se conhecendo, como é hábito na sua história, sobre o nome da maior parte dos convidados e sobre os temas aí tratados.

Apenas se sabe que essa organização "quase secreta" reune os homens mais influentes da política, da alta finança, da economia e do mundo universitário, os decisores mais poderosos do mundo.

Dessas reuniões apenas se sabe que saiem decisões que vão influenciar a vida da maior parte dos cidadãos do mundo, sem que estes tenham sido consultados para o efeito.

Não deixa de ser irónico que a maior parte dos participantes e organiadores desse evento, com caracteristicas quase mafiosas, passem a vida a falar em "democracia" e "liberdade" e se achem representantes do "mundo livre", mas tomam aí decisões pouco democráticas, não respeitando a liberdade de as conhecermos, achando-se no direito de estarem acima do escrutinio democrático.

Pelo contrário, muita dessa gente é responsável, por acção ou omissão, por muitas das desgraças que assombram este trágico século:  desigualdades e injustiças sociais; crescente militarização das relações internacionais; crimes ambientais...

Além disso, todo esse secretismo só serve par alimentar quer a desconfiança em relação às instituições democráticas que dizem defender, quer as teorias da conspiração que fazem crescer o populismo.

Não sei porquê, ironicamente, essa reunião de "poderosos" e "influentes" num único lugar, trás-me à memória uma anedota que corria nos tempos do Estado Novo:

Salazar, Américo Tomás e o Cardeal Cerejeira sobrovoavam o país num pequenos avião. Às tantas o cardeal Cerejeira abre a janela, atira uma nota de cem escudos e diz: - vou fazer um português feliz!. Não lhe querendo ficar atrás, Américo Tomás, faz o mesmo, só que desta vez com duas notas de cem escudos e diz: - vou fazer dois portugueses felizes!. Salazar, sovina como era,  a contragosto, mas não querendo ficar atrás do gesto dos outros dois, saca de três notas de cem escudos, abre a escotilha e, um pouco contrariado, atira-as pela janela, exclamando : - Vou fazer três portugueses felizes!. De dentro da cabine ouve-se o comentário do piloto para o co-piloto: - Se eu atirasse com esta merda por aqui abaixo fazia 10 milhões de portugueses felizes!.

Numa anedota idêntica que se passasse com alguns dos participantes do Clube de Bilderberg, era caso para dizer que o piloto não faria "apenas" 10 milhões de pessoas felizes, mas talvez uns 7 biliões...

sexta-feira, 23 de abril de 2021

Mais um “servicinho” do Expresso ao Chega


Este é mais um daqueles títulos falaciosos e tendenciosos, à “correio da manhã”,  a que o Expresso nos tem vindo a habituar nas últimas duas décadas.

Está feito para dar força à voz daqueles que não acreditam no regime democrático e que procuram todos os argumentos para o denegrir.

O título não é inocente, serve para alimentar o comentário fácil de cinco tipos de gente que convive mal com a democracia e os seus defeitos:

- os saudosos da “democracia orgânica” do Estado Novo;

- os saudosos das “democracias populares” de triste memória;

- os ultra neoliberais  que acham que a “verdadeira democracia” só existe com a total privatização da economia e sem direitos sociais;

- os defensores de uma “IV República” para os “portugueses de bem”;

- os anarcas de todas as tendências, estes talvez os únicos bem intencionados.

Para todos esses, por razões diferentes, não havendo uma “democracia plena”, então a democracia em que vivemos não merece ser defendida.

Contudo, olhando com atenção para os dados da sondagem em causa, os resultados não são exactamente aqueles que o título falacioso do Expresso pretende.

De facto, se me colocassem a  questão, eu responderia aquela que foi, de facto, a opção mais votada: “Portugal é uma democracia…apesar de ter pequenos defeitos” (47% dos inquiridos).

Não foi idêntica a essa a reposta de Churchill,  uma das figuras mítica da democracia liberal?

Aliás, não deixa também de ser estranho que o dito inquérito não inclua a possibilidade de uma resposta intermédia, entre o de a democracia “ter pequenos defeitos” e o de a democracia ter “muitos defeitos”.

Para mim, a mais correcto era, exactamente, a resposta intermédia, inexistente nesse inquérito algo tendencioso : “Portugal é uma democracia com ALGUNS defeitos”, e por isso é preciso lutar todos os dias por melhorá-la, em vez a denegrir.

O título correcto, se não houvesse intensão de  manipular a informação, era " 57% acreditam que Portugal é uma democracia plena ou com pequenos defeitos".

Mas isso pouco interessa aos responsáveis pelo tendencioso título do Expresso, mais um bom contributo para a “causa” do Chega e afins.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2020

Quem pode explicar ao “chef” Stanisic que Portugal não é a Bósnia?


Formado na intolerância e na  violência que marcou a história recente do seu país, antigo “criança-soldado” da guerra da bósnia, o “Chef” Stanisic, quer importar esse espírito arruaceiro para Portugal.

Se dúvidas havia sobre o seu desrespeito pelas instituições democráticas, elas ficaram ontem evidente pelo modo com se dirigiu ao líder do CDS, que lhe foi demonstrar apoio pela discutível greve da fome iniciada por esse empresário e conhecida estrala da TV e da imprensa cor-de-rosa, recentemente presenteado com uma milionária transferência televisiva.

Em Março passado defendia uma posição totalmente diferente, embora do mesmo modo arruaceiro que o caracteriza, como se pode ler no excerto da notícia publicada em 16 de Março no site da revista “Evasões” do Jornal de Notícias:

“O Governo não tem tomates para fechar os restaurantes”. Durante a sua intervenção no Jornal das 8, este fim de semana na TVI, Ljubomir Stanisic pedia para que o Governo decidisse encerrar os restaurantes portugueses, de norte a sul, como medida de segurança e prevenção face à propagação do Covid-19.

“Os restaurantes que se lixem, o mais importante é a saúde pública”, defendia o chef, numa altura em que discotecas foram encerradas, os bares obrigados a fechar às 21h00, e a medida atribuída aos restaurantes se fixou na limitação dos comensais a um terço da capacidade de cada espaço.

“Há 11 anos em Lisboa, esta é a primeira vez que fechamos as portas em vez de as abrir… É uma decisão difícil mas inequívoca: não podemos, em boa consciência, continuar abertos. Sentimos que temos de fazer tudo ao nosso alcance para proteger as famílias – as nossas, as da nossa equipa, as dos nossos clientes – e o mundo! É uma decisão que tomamos sozinhos, sem apoios, sem ajudas, sem rede, com a noção de que o golpe financeiro que sofreremos poderá levar muito tempo a sarar”, explicou o chef e rosto de “Pesadelo na Cozinha”, da TVI.

Desde então, a hashtag #Tomates ganhou dimensão nas redes sociais e o apoio de outros colegas e figuras da indústria da restauração”.

Agora pede exactamente o contrário, com o apoio de alguns empresários da noite, que o acompanham na “greve da fome” frente à Assembleia da República.

Em Portugal o diálogo e a negociação faz-se através das instituições representativas, associações, ordens, sindicatos e, porque vivemos em democracia, será bom recordar ao “chefe” Stanisic, também com os partidos políticos.

A forma arrogante como ele ontem se dirigiu ao líder do CDS, um partido parlamentar, goste-se ou não do que ele representa, e eu não me identifico com ele, como todos sabem, foi reveladora das intenções arruaceiras do protesto, que, baseando-se em preocupações legítimas, recorre à chantagem emocional de uma disparatada “greve da fome.

Aliás, Francisco Rodrigues foi interrompido ao referir-se à forma oportunista como André Ventura se estava a aproveitar da iniciativa, e a partir daí as coisas “esquentaram”, com ameaças veladas proferidas pelo famoso “Chef”.

O tratamento dado ao líder do CDS contrastou com a forma como foi recebido André Ventura, presente, pouco depois nesse mesmo local, onde o líder da extrema-direita se movimentou à vontade e dando entrevistas às televisões, com os “grevistas” a assistirem serenamente.

Movimentos inorgânicos como este, tais como em tempos o dos camionistas, são o   palco privilegiado para a expansão dos Andrés Venturas deste país.

Stanisic talvez seja o líder que esses extremistas precisam, para contrabalançar com um André Ventura de “falinhas mansas”.

Ainda recentemente , numa entrevista à TVI em Dezembro de 2019, dizia-se capaz de arrancar a cabeça às pessoas "quando encontro injustiças".

Talvez fosse tempo de alguém explicar ao “chef” que Portugal não é a Jugoslávia.

(ver o momento do referido "confronto":



 ou https://tviplayer.iol.pt/imperdiveis/greve-de-fome-chicao-visita-empresarios-e-ljubomir-aconselha-o-a-ir-embora/5fc697630cf203abc5b483fd ).

domingo, 24 de maio de 2020

O vírus que alimenta monstros.


A “santa aliança” neoliberal-passos-coelhismo-direita conservadora-extrema direita, tem andado especialmente activa nas redes sociais ao longo destes dias de “confinamento”, tanto por cá, como por “lá”.

Das constantes “feke news” e meias verdades do costume, “com alguma verdade à mistura para a mentira se tornar segura” (já dizia o poeta Aleixo), à exploração irracional do medo, o objectivo é espalhar ignorância sobre o vírus.

Lendo essa gente, quase se diria que o vírus é um novo Stalin criado artificialmente em laboratório para acabar com a civilização cristã!!!

Há os que desvalorizam esse activismo ignóbil, defendendo mesmo que o vírus, pelo mau exemplo dado por Bolsonaro ou Trump, se vai tornar um vírus contra o populismo.

Enganam-se.

É ver o que se tem passado na Hungria e na Polónia, onde o vírus serviu que nem uma luva para reforçar as duas primeiras “quase” ditaduras no seio da União Europeia, as chamadas “democracias ILIBERAIS”.

Tem também servido para reforçar autoritarismos de outras estirpes, do chinês ao russo, do turco ao israelita, do indiano ao filipino, do brasileiro ao venezuelano…

Por cá, é ver o activismo crescente do Chega e aliados, do Vox e dos franquistas disfarçados do PP, dos lepenistas em França ou dos neonazis alemães, sem esquecer a Liga Norte em Itália.

O medo, a ignorância e o desespero sempre foram um bom alimento  para a intolerância extremista.

Por cá o inimigo a abater por essa gente é a DGS e, a nível mundial, a OMS.

Para esse discurso ignorante e intolerante crescer precisa de dar rosto aos inimigos.

O inimigo comum dessa gente é a Organização Mundial de Saúde, juntando o condimento da hipótese, já desmentida cientificamente, de o vírus ter sido criado em laboratório e de uma pretensa conspiração chinesa contra o “ocidente”.

É um facto que a OMS revelou algumas hesitações iniciais quanto à atitude a tomar (...quem não a teve??), e que a China, uma ditadura “social-capitalista”, devido à falta de liberdade interna, levou algum tempo a divulgar e a combater o novo coronavírus, alimentando as mais variadas teorias da conspiração, uma das grandes especialidades da “santa aliança”.

Contudo a OMS tem sido uma organização eficaz no combate a várias doenças, até porque reúne à sua volta muitos cientistas e laboratórios.

A destruição do trabalho da OMS, partindo de uma mistura de argumentos válidos com “fake news” diversas, interessa a muita gente.

Em primeiro lugar, a três países governados por ignorantes e/ou criminosos activos, o Brasil,  Austrália,  os Estados Unidos, Israel...;

Em segundo lugar, ao poderoso lobbie da indústria farmacêutica, pouco interessado em solidarizar-se com os países pobres, se e quando for descoberta uma vacina ou uma cura, não prescindindo dos lucros fabulosos que podem vir a obter;

Pelo contrário, é importante fortalecer organizações como a  OMS, embora seja necessário fazer um balanço do que correu mal, para que algumas situações de descoordenação não se voltem a registar.

Tentar fazer do vírus e do combate contra os seus efeitos uma questão partidária, e ideológica, como o pretendem fazer os adeptos da “santa aliança”, essa sim, é uma atitude realmente ignóbil e até anti-humanitária.

O exemplo de Bolsonaro e de Trump devia ser suficiente para nos vacinar contra esses demagogos que proliferam nas redes sociais.

Mas temo que, mais uma vez, com aconteceu muitas vezes ao longo da história, a ignorância, a intolerância e a mentira acabem por fazer o seu caminho.

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

A Rebelião das Massas sem Causa



Todos os dias, desde há uns tempos a esta parte, somos confrontados com notícias diárias de novas revoltas nas ruas, um pouco por todo o mundo.

Manifestações, revoltas sociais, ocupação das ruas, nada disso é novo, já existia em tempos medievais, tem crescido desde os finais dos regimes absolutistas, com principal impacto a partir da Revolução Francesa.

A primeira grande rebelião das massas ocorreu nos anos 20 e 30, e deu o resultado conhecido.
A “Oeste Nada de Novo”, portanto.

Não devemos esquecer que vivemos uma época em que a comunicação social, principalmente a televisiva, e, em especial, as redes sociais, permitem dar uma dimensão a essas manifestações que elas muitas vezes não tinham no início.

Aliás, está por provar que existem mais manifestações e mais violentas do que as que sempre houve. A diferença é que há uns anos atrás nada disso era notícia, ou, quando o era, já só o sabíamos depois de dominadas ou terminadas.

Hoje vivemos no imediatismo e as notícias dão a volta ao mundo em  poucos minutos, ampliando o impacto e a dimensão de tais movimentos.

O que há de novo nesses movimentos é, por um lado,  a diferenças de objectivos e causas, muitas vezes contraditórias e até de sinal contrário, e a falta de uma ideologia marcante e de lideranças consistentes.

Grande parte dessas manifestações, que ocupam as ruas de quase todo o mundo, são despoletadas por “pequenas coisas”, uma subida no preço de um produto ou de um imposto (em França ou no Líbano, no Irão, no Iraque ou no Chile), a desconfiança sobre a legitimidade de um acto eleitoral (na Venezuela ou na Bolívia), medidas judiciais ou legais controversas (na Catalunha, na Turquia ou em Hong Kong) e depois, mesmo quando as autoridades recuam, o motivo original transforma-se no pretexto para trazer ao de cima um descontentamento generalizado das “massas”  contra as suas precárias condições de vida, as desigualdades crescentes, a falta de liberdade ou democracia.

Sem lideranças fortes, sem objectivos claros, é a irracionalidade que acaba por dominar, conduzindo à violência gratuita.

Como a comunicação social e os políticos só se preocupam com esses movimentos quando a violência se torna o espectáculo da primeira e o cimento do recurso ao autoritarismo dos segundos, a violência torna-se o único objectivo claro desses manifestantes, entrando-se numa espiral sem saída.

Quase todas essas manifestações têm, na sua origem,  causas legítimas, mas perdem rapidamente a legitimidade quando perdem de vista as razões que as despoletaram, recorrendo a crescentes e indiscriminados actos de violência.

As desigualdades crescentes, a falta de democracia e de liberdade, a destruição de direitos sociais, a corrupção generalizada das elites, o esvaziamento do poder democrático pelos interesses financeiros, uma globalização cada vez mais desumanizada, tudo isso é rastilho para o mal-estar generalizado que está a conduzir muitos países e muitas regiões do mundo para o abismo.

Sem rumo, a energia dessas manifestações alimenta a demagogia de populistas sem escrúpulos que espreitam a sua oportunidade

Bolsonaro e Trump são apenas os primeiros a manipular em proveito próprio essa rebelião das massas sem causa, mas são meros meninos do coro perante o que se avizinha.  

quarta-feira, 11 de abril de 2018

REDES SOCIAIS : Entre a manipulação e democracia.



O papel das redes sociais na divulgação de mentiras e na promoção do ódio e da ignorância tem sido um dos mais vivos temas de discussão.

O debate não é muito diferente daquele que, desde o século XIX, de faz sobre a massificação da comunicação social, desde a expansão do jornalismo no século XIX por obra das grandes inovações das técnica tipográficas, passando pela expansão do cinema e da rádio, no inicio do século XX, até à expansão da televisão no pós-guerra.

Perder o controle da comunicação e da palavra, democratizando-a, sempre incomodou as elites e os poderosos de todos os tempos.

A questão é sempre a mesma. A expansão desses meios de comunicação, ao mesmo tempo que expandia e democratizava o acesso à informação, tornava-se uma forma cada vez mais eficaz de manipular essa mesma informação ao serviço de ideologias antidemocráticas.

O nazismo e o stalinismo foram os exemplos mais gritantes dessa nova realidade.

Hoje as redes sociais são o meio privilegiado dos novos demagogos, e, porque não dizê-lo, dos novos fascismos deste inicio de século. Trump e Putin são os melhores exemplos do poder de manipulação dessas redes sociais.

Mas, tal como aconteceu com a imprensa, o cinema, a rádio ou a televisão, as redes socias vieram para ficar e não é limitando-as, com um novo tipo de censura, que se combate o seu lado negro.

As redes sociais são uma ferramenta. O seu conteúdo depende de quem as usa e do objectivo como é usado.

Manipulação, mentira, falácia, mau-gosto, ignorância, ódio,  intolerância e demagogia também existiram e existem nos outros meios de comunicação.

A diferença é na dimensão e na rapidez da expansão de todas essas atitudes perversas e perigosas.

A liberdade, a democracia e a verdade não podem recorrer à censura para evitar os abusos, mas podem combate-los com melhor informação, denunciando e combatendo, taco a taco, essas perversões.

Este é um combate diário de todos os que abominam a manipulação, a mentira, a falácia, o mau-gosto, a ignorância, a intolerância e a demagogia.

Esse combate é uma obrigação daqueles que, usando as redes socias no sentido de divulgar e esclarecer, apresentar vozes diferentes, mostrar outras realidades, debater de forma ponderada os temas do momento, acreditam que as redes sociais podem tornar-se, maioritariamente, o grande porta voz da democracia e da liberdade.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

A História “repete-se” na Catalunha, primeiro como tragédia (em 1934),depois como farsa(em 2017).


Foi Karl Marx  que  escreveu que a história se repete duas vezes, a primeira como tragédia e a segunda como farsa.

Não creio muito nas teorias da “repetição da história”, mas os acontecimentos na Catalunha parecem confirmar aquela velha e estafada máxima.

Se for verdade que o governo da Catalunha e o seu presidente Puigdemont, demitido por Madrid, se encontra na Bélgica para pedir asilo politico, estamos perante mais um estranho acto desta “ópera bufa” em que se transformou a “independência” da Catalunha.

Esta iniciativa do “governo da Catalunha”, agora no “exílio”, foi antecipada por outra farsa, liderada pelo comediante-mor de toda esta situação, o incompetente Rajoy e o seu partido, filho legítimo do franquismo, ao nomear para “governanta” da Catalunha uma das figuras mais odiadas na Catalunha, ( e numa grande parte da Espanha), a autoritária, a carreirista,e se não comprovadamente corrupta,a eticamente condenável Soraya Sáenz de Santamaría, braço direito de Rajoy (houve noticias, não confirmadas, mas também pouco claras, segundo as quais ela seria neta ou familiar do general franquista J. António Sáenz de Santamaría, responsável pelos últimos fuzilamentos do franquismo em 1975).

Recorde-se que o seu partido, o PP, representa apenas 8% dos eleitores catalães.

Convém também recordar que esta triste história não teve inicio este mês, mas é a consequência da própria acção de Rajoy e do PP que, em 2006, numa acção que teve Soraya como principal protagonista, rasgou o estatuto autonómico da Catalunha, aprovado em referendo e já aprovado pelo Senado, mas que foi desvirtuado, iniciando-se assim a crescente tensão entre a Catalunha e o poder central.

E também convém recordar que essa história não termina hoje.

Toda a situação que se tem vivido em Espanha trouxe ao de cima o pior dos seus políticos e da sua comunicação social.

O rei foi o primeiro a ser atingido pela crise, mostrando-se uma figura incapaz de unir os espanhóis e desbaratando o património politico construído pelo seu pai, que tinha feito da monarquia uma instituição respeitada. Em vez de unir e pacificar tem contribuído para atear o fogo do nacionalismo, quer o da extrema-direita franquista, quer o regionalista.

O PP e Rajoy, por sua vez, fizeram estalar o verniz “democrático” e ”liberal” em que se escondiam a sua verdadeira natureza autoritária de raiz franquista.

A total desorientação do PSOE, que já vinha de trás, na total incapacidade que havia demonstrado em dialogar à esquerda, vai implodir, à medida que os acontecimentos venham a avançar, revelando-se um partido sem alternativas credíveis, fazendo pouco mais do que de moleta de Rajoy.

O "Ciudadanos" demonstrou a sua verdadeira natureza de partido direitista, mas que pode ser um dos beneficiados pela desorientação do PP e do PSOE, tornando-se a única alternativa credível ao eleitorado dos partidos do centrão espanhol.

O próprio Podemos sai beliscado deste processo, dividindo-se entre defensores da independência e os que a consideram precipitada, embora esta última facção ainda seja a dominante.

Pelo contrário, todos os partidos regionalistas vão sair reforçados deste conflito, o que vai gerar um novo impasse nas eleições catalães de 21 de Dezembro e reforçar, à distancia, o nacionalismo basco, cujos partidos votaram contra o Senado na aplicação do artigo constitucional 155 que travou o independentismo catalão.

A única solução para o conflito seria a realização de um referendo na Catalunha que clarificasse a vontade dos catalães.

Não deixa de ser curioso que sejam os que se opõem ao referendo que afirmam que a “maioria” dos catalães está contra a independência. Então, se é assim, porque temem o referendo clarificador? É que a melhor e maior sondagem é que  é feita em actos eleitorais democráticos.

O que provavelmente vai acontecer é que as próximas eleições na Catalunha mantenham ou reforcem o poder dos partidos independentistas, voltando tudo à mesma.

A não ser que o governo espanhol opte pela repressão, pura e dura, proibindo partidos políticos e candidaturas. Neste caso a União Europeia tem a última palavra, a não ser que queira perder toda a sua autoridade e legitimidade para criticar a falta de democracia noutros lugares ou o direito à autodeterminação dos povos noutras partes do mundo.

A União Europeia também tem responsabilidades em toda esta situação:

- por um lado, pelo modo como levou ao descrédito as instituições democráticas, desrespeitando as próprias Constituições nacionais e as escolhas politicas que não fossem do seu agrado, para aplicar, a seu belo prazer, a austeridade do  “ajustamento” e as "reformas estruturais", principalmente nos países do sul;

- por outro lado, pela forma como abandonou os principio solidários da subsidiaridade, para agradar aos “mercados”, em detrimento dos cidadãos, e pela forma como desvirtuou a importância das regiões, em detrimento do aumento do poder dos Estados, com o único objectivo de beneficiar a super-nação Alemã e os seus interesses.

Os nacionalismo e populismos de toda a espécie, em crescendo na União Europeia, são "filhos" legítimos dessas politicas.

Na Catalunha a sua história vive a fase de “comédia”, mas a tragédia pode estar à espreita, pois os políticos espanhóis e europeus, e a própria comunicação social (veja-se o triste caso do El País), pela forma como se comportaram em todo este processo, não merecem um pingo de credibilidade por parte dos cidadãos.

...A História continua!!

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

A Catalunha como perplexidade


Não tenho opinião formada sobre a situação na Catalunha ou sobre o seu direito à Independência.

Claro que, numa perspectiva histórica e cultural, a Catalunha tem razões fortes para se considerar uma nação.

Contudo, na actual conjuntura política, quer a espanhola, quer a europeia, as razões são mais complexas e menos visíveis.

O que me deixa perplexo na actual situação não é tanto o confronto entre Madrid e Barcelona, mas a forma como esse acontecimento está a ser debatido e tratado na comunicação social, nomeadamente na portuguesa.

A primeira perplexidade prende-se com a forma como essa mesma comunicação social tem relegado para segundo plano a gravidade do que está a acontecer na Catalunha. Se o mesmo acontecesse na Venezuela ou em Angola, tenho a certeza que o destaque seria outro.

Em segundo lugar, fico perplexo pela diferença de pesos usada no debate sobre o direito à independência da Catalunha.

Os mesmo que rejubilaram, e bem, com a independência dos Estados Bálticos em relação à Rússia ou, e mal, com a desintegração da Jugoslávia, ou mudaram de posição, após o Brexit,  em relação ao mesmo direito à independência da Escócia, classificam agora  como uma ameaça a independência  da Catalunha.

Em terceiro lugar, fico perplexo pela diferença de pesos usada quando a mesma atitude antidemocrática é aplicada por Madrid contra a Catalunha ou por Maduro contra a oposição venezuelana.

O acto irresponsável e arrogante ontem desencadeado por Madrid contra as autoridades catalães não é muito diferente das atitudes que Maduro toma em Caracas ou o MPLA em Luanda.

Em quarto lugar, fico perplexo quando se justifica a atitude de Madrid de impedir um acto democrático e de livre escolha, através de um referendo, como aquele que os catalães pretendem levar a efeito no próximo dia 1 de Outubro, recorrendo ao argumento do “cumprimento da lei”.

Talvez seja bom recordar que os estados bálticos, os estados balcânicos e quase todas as nações do mundo se construíram contra a “lei” de quem os dominava.

Por outro lado, é em nome da “lei” que Maduro persegue os opositores ou, num exemplo mais extremo, foi em nome da “lei” que os nazis cometerem todas as suas atrocidades.

Num estado democrático, como é o espanhol, conflitos como este resolvem-se democraticamente, isto é, com um referendo onde os catalães possam escolher. Aliás, se como dizem os detractores da independência da Catalunha, a maior parte dos cidadãos da Catalunha não concordam com a independência, então estão com medo de quê??.

Mas Rajoy, que conduziu irresponsavelmente todo o processo, nunca parando de dar tiros no pé e de extremar posições, já demonstrou várias vezes que a democracia só existe quando serve os seus interesses ideológicos, ou não fosse ele, e o seu partido, os “legítimos” herdeiros do regime franquista…

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Venezuela : à fantochada “madurista” oposição responde com uma caricatura de referendo.



Nicólas Maduro, com a sua irresponsabilidade e a sua postura tragicamente caricatural,  tem vindo a desbaratar o pouco de “positivo” que herdou do chavismo e tem conduzido o país para um desfecho trágico e sangrento.

Mas o grande drama da Venezuela e do povo venezuelano é a falta de alternativa e de credibilidade na oposição.

Dominada por alguns arruaceiros, da mesma estripe de Maduro, tão caricatos ou ridículos como este, que têm recusado qualquer tentativa de resolução pacífica da grave situação venezuelana, como, por exemplo, a oferta que o Papa Francisco fez para mediar o conflito, têm beneficiado de alguma condescendência da comunicação social.

Aliás, que credibilidade pode merecer essa oposição, que entrou em desobediência civil em 2013, quando Capriles perdeu as eleições presidenciais para Maduro, com uma pequena diferença, de 500 mil votos, num universo de quase 20 milhões de eleitores, com o pretexto de  as considera fraudulentas e ilegítimas e, dois anos depois, ganhando as eleições para o parlamento com uma diferença de quase 2 milhões votos em relação ao partido de Maduro, eleições realizadas nas mesma condições que as anteriores, já considerou este resultado legítimo? Aceitamos a democracia conforme o resultado que nos convém? Neste e noutros aspectos essa oposição merece tanta credibilidade como as diatribes de Maduro!!!!

Uma das mais recentes atitudes caricatas dessa oposição foi andarem a apelar à libertação de um dos seus líderes, alegando a sua saúde frágil, provocada por maus tratos na prisão, e esse mesmo líder, libertado recentemente, se bem que em prisão domiciliária, vir apresentar-se publicamente perante os seus apoiantes com o aspecto de quem saiu de um ginásio…

Claro que uma das razões para se condenar Maduro é a existência de dezenas de presos políticos, situação denunciada por várias organizações independentes, como a Amnistia Internacional, situação inadmissível em qualquer regime político.

Mas a atitude da oposição, ao confundir verdade com propaganda política, só contribui para se desacreditar e para desacreditar a justeza de muitas das suas criticas ao regime “chavista”.

Uma outra situação de mera propaganda, prende-se com a verdadeira identificação dos muitos mortos que se têm registado nos violentos confrontos de rua. Nem todos os mortos têm sido provocados pelas forças policias e paramilitares do regime: Alguns dos assassinatos mais violentos têm como vítimas apoiantes de Maduro.

Claro que a responsabilidade politica pelos crimes, seja qual for a sua origem, cabe a quem detém o poder, ou seja, a Maduro, e por isso, este terá um dia de responder por esses crimes.

Este fim-de-semana a oposição acabou mais uma vez por dar um tiro no pé.

Organizando uma caricatura de referendo (cuja manipulação não é muito diferente da que Maduro prepara para a inadmissível e antidemocrática   convocação da Assembleia Nacional Constituinte), como aliás todos vimos nas televisões  de ontem, com gente a colocar as cruzes nos boletins de voto à vista de todos, sem privacidade, e com as “assembleias de voto” a exibir e a indicar explicitamente o sentido de voto, esta conseguiu atrair menos de metade dos eleitores, apenas os que estão ao lado da oposição.

“Votaram” no “referendo” menos quase 500 mil do que aqueles que votaram na oposição a Maduro em 2015 e destes aprovaram as pretensões da oposição cerca de 6 milhões e 400 mil.

Recorde-se que Maduro ganhou as presidenciais de 2013 com 7, 5 milhões de votos, com Capriles a conseguir 7,3 milhões, e que nas eleições para o Parlamento a oposição obteve 7,7 milhões de votos, batendo o Partido de Maduro, que obteve 5,5 milhões de votos.

Ou seja… a montanha vai parir um rato e o impasse vai continuar, com todos os custos socias e económicos que têm vindo a aumentar o drama da vida dos venezuelanos.

A única solução era a realização de eleições verdadeiramente democráticas para o Parlamento e para a Presidência. Mas isso nenhum dos lados quer, e uma solução democrática e institucional para a tragédia venezuelana parece cada vez mais afastada, por irresponsabilidade de ambas as partes, conduzindo cada vez mais a Venezuela para um desfecho trágico, uma ditadura militar ou uma guerra civil…

quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Não discutimos o "Deus" euro, Não discutimos a "Pátria" União Europeia, Não discutimos a Autoridade da Troika e do Tratado orçamental...


No meio da histeria que se abateu sobre os pequenos gobelzinhos do comentário político e económico, um dos argumentos mais usados em defesa do afastamento de partidos da esquerda da àrea do poder, e na diabolização dos mesmos, tem sido o de os acusar de  "anti-europeistas" e  de "eurocepticismo" e de "desrespeitarem" tratados e  instituições europeias.

Para esses, questionar a forma desastrada como nasceu o euro, e a responsabilidade desta moeda na decadência da União Europeia e no empobrecimento dos seus cidadãos, é ser "euroceptico" ou "anti-europeu" .

Para esses, questionar o caminho anti-social que tem sido seguido  por eurocratas não eleitos e por instituições sem controle democrático, ao longo da última década, é ser "euroceptico" e "anti-europeu".

Para esses, questionar a forma como foram elaborados alguns dos mais desastrosos tratados europeus, aprovados nas costas dos cidadãos europeus e, na maior parte das vezes, por instituições não democráticas, como o BCE, o Eurogrupo ou o Conselho Europeu, é ser "eurocéptico" e "anti-europeus".

Para nós, a única forma de salvar o que resta do projecto solidário e democrático da União Europeia só pode passar por discutir muitas daquelas decisões e combate-las.

E discuti-las e combate-las não quer dizer que não se respeitem os compromissos e os tratados, enquanto estiverem em vigor.

Mas respeitar compromissos, principalmente quando eles foram decididos por outros,  nas nossas costas e em nosso nome,  não quer dizer que se concorde com eles e que não se trave uma batalha legal e política para os aperfeiçoar ou rever.É assim que funciona a democracia.

Os verdadeiros "eurocepticos", os verdadeiros "anti-europeus", são os que insistem num caminho que vai levar a Europa ao desastre social, económico e político.

Os avisos já estão aí, por toda a parte.

Continuar a  insistir que discutir o "Deus" Euro , discutir a "Pátria" União Europeia, ou discutir a Autoridade (ou "austeridade"?...) dos tratados, como o tratado orçamental, imposto por instituições não democráticas, é ser-se "euroceptico" ou "antieuropeísta", leva-nos a recordar outros tempos em que esse tipo de retórica , noutro contexto histórico, também era utilizado como propaganda ideológica: 


quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Vale a pena Votar nos Países da Zona Euro?


Os países da zona Euro estão sujeitos a uma ditadura financeira, que impõe um modelo de austeridade permanente, cujas receitas são decididas por instituições não democráticas (BCE, Eurogrupo, Conselho Europeu), e executadas em cada país por governos eleitos, mas  que, em vez de representarem quem os elegeu, se comportam como meros capatazes ao serviço daquelas instituições.

Por sua vez, essas mesmas instituições estão ao serviço de um poderoso e corrupto sistema financeiro, sem rosto, mas que está por detrás do financiamento aos grandes partidos do poder, à grande comunicação social, com o seu exércitos de comentadores e fazedores de opinião, às principais universidade de economia , com o seu exército de professores domesticados no pensamento único neoliberal.

Como se viu recentemente na Grécia, essa gente não respeita a vontade democrática das populações dos países da zona euro e impõe o seu modelo de sociedade, humilhando os que procuram fazer-lhes frente ou questioná-los.

Valores que são propagandeados como estando associados ao projecto europeu, como a democracia, a igualdade, a solidariedade, a subsidiariedade, a qualidade de vida, a segurança social, estão a ser todos os dias postos em causa pela acção  (ou falta de acção) daquelas instituições e pelas decisões ( ou falta de decisões) que elas impõem aos governos desses países.

Perante este triste panorama, interrogo-me às vezes, cada vez mais neste últimos tempos, se ainda vale a pena votar, se o acto eleitoral não é cada vez mais uma grande farsa, se ainda há espaço para inverter as políticas anti-sociais e antidemocráticas, aplicadas por governos subservientes, compostos por políticos que apenas agem de acordo com a sua agenda de promoção pessoal.

Penso que, apesar de tudo, ainda vale a pena votar, se usarmos o voto como acção de protesto, se deixarmos de votar apenas para “mudar as moscas” , ou para escolher entre o “polícia mau” e o “polícia bom”, mas para eleger e reforçar aqueles que, mesmo em minoria, ainda podem, no mínimo, controlar as malfeitorias dos serviçais locais das instituições europeias e denunciar publicamente as políticas corruptas e antidemocráticas impostas aos governos eleitos pelas instituições europeias.

Se não houvesse, apesar de tudo, algum controle democrático, por parte das oposições à esquerda, sobre este governo que se vangloriava de “ir além da troika”, a situação teria ainda sido pior. 

Se não tivesse havido denuncias constantes ao carácter anticonstitucional de algumas dessas medidas, o Tribunal Constitucional não teria tido força nem legitimidade para as travar. 

Se as minorias parlamentares nãos exercessem constantemente a sua pressão sobre a opinião pública, muitas das graves situações em que o país vive não seriam conhecidas, e seriam ainda piores, pois teriam deixado o caminho aberto à poderosa máquina de propaganda que domina a comunicação social.

E, como se costuma dizer, água mole em pedra dura tanto dá até que fura. Como se vê, mesmo aquelas poderosas instituições antidemocráticas que controlam a zona euro, têm vindo a mudar ligeiramente de discurso, apercebendo-se do crescente descontentamento dos cidadãos europeus, atenuando, ainda que de forma pouco perceptível, a forma de aplicar a austeridade.

Ainda uma última nota: a abstenção, o voto em branco ou o voto nulo apenas servem para reforçar a representatividade parlamentar dos partidos mais votados, aumentando-lhe artificialmente a legitimidade “democrática” para continuarem as suas políticas austeritárias.

A abstenção ou um voto em branco, ou nulo, é assim um cheque em branco nos partidos da austeridade, aumentando artificialmente a representatividade do partido ou coligação  vencedor.

Felizmente existem muitas opções de voto nestas eleições, da extrema-esquerda à extrema direita, dos partidos com projectos ideológicos marcantes, aos movimentos de causas e de cidadania. Não há, por isso, a desculpa da falta opções.


A minha escolha é cada vez mais numa perspectiva de contra-poder e cada vez menos de escolher quem o vai exercer, já que, seja quem for que o exerça na zona euro, vai ser um mero executante das politicas impostas pelas instituições europeias antidemocráticas, a não ser que revela coragem de as enfrentar, e eu não a vislumbro nos partidos do "arco do poder", sabendo que o risco é passar por aquilo que os gregos estão a passar.

Sobre a nossa escolha, isso fica para uma próxima crónica.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

segunda-feira, 15 de junho de 2015

A meio de mais uma passeata paga pelo contribuinte a múmia volta a abrir a boca: Cavaco espera acordo com a Grécia mas diz que não pode haver excepções


Cavaco Silva, o teórico do "aluno bem comportado", postura que vem dos seus tempos salazaristas como candidato a informador, o pai do monstro que é o governo actual, o turista de serviço que se arrasta pelo mundo com comitivas de dezenas ou centenas de convidados pagos pelo contribuinte, sem que se conheça ou avalie a vantagem para o país dessas passeatas , veio agora debitar algumas alarvidades sobre o impasse grego, receoso de que a acção do governo grego de enfrentar a "besta" europeia se revela eficaz em aliviar a austeridade, situação que desacreditaria a sua postura subserviente em relação aos burocratas das instituições europeias

O papel que os políticos portugueses no poder têm desempenhado na tragédia grega é vergonhosa e desrespeita a forma como os portugueses têm sido tratado pelas forças da troika.

A exibição pornográfica dos simbolos nacionais à lapela, exibidos  pela tropa de choque governamental liderada por Cavaco, mera revelação da sua má consciência no modo com estão a conduzir o país para a pobreza e para a miséria, vendendo ao desbarato tudo o que há para vender, é a imagem mais abjecta dessa gente que se prolonga no poder para além do mandato legal de quatro anos, tudo porque Cavaco continua a desrespeitar a democracia e pretende prolongar a agonia do país até onde for possível, andando já a ameaçar, nas entrelinhas, que vai "prolongar" a vida deste governo por mais um ano se não houver "maioria estável" nas próximas eleições, que vão ser marcadas 4 ou 5 meses depois do final do mandato legitimo.

Não admira que Cavaco venha agora lançar mais achas na fogueira contra a Grécia, pois ele é um fiel executor das medidas anti-democráticas da burocracia europeia e as malfeitorias que prepara para o final do seu mandato estão em linha com essa gente, que coloca  os "compromissos" com os éticamente pouco recomendados"mercados" financeiros, que inventaram esta crise em proveito próprio, acima dos seus compromissos democráticos com os cidadãos.

Por agora temos, por um lado, os burocratas da troika, com o apoio de políticos sem espinha dorsal como Cavaco, a exercerem chantagem terrorista contra os cidadãos europeus e, do outros, os gregos que apenas pretendem respeitar em primeiro lugar os compromissos com os seus cidadãos.

É evidente que, pesem todas as divergências, só podemos estar do lado dos gregos nesta hora difícil, até porque, se vergarem ao peso da chantagem, nós, os portugueses, seremos as próximas vítimas.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Terminado o “prefácio” G7, vem aí a verdadeira reunião onde os “donos disto tudo” vão decidir o nosso futuro – De 11 a 14 de Junho tem lugar mais uma reunião do Grupo Bilderberg


A 63ª Conferência Bilderberg vai ter início dia 11 de Junho, durando até ao dia 14, e decorres em Telfs-Buchen , na  Austria.

Aí vão estar 140 participantes de 22 países, representantes políticos, da economia e das finanças, das universidades e da comunicação social, os quais, em ambiente de total secretismo, vão tomar as decisões que contam para o futuro da humanidade e daí sairão as decisões a executar pelos empregados locais dessa gente poderosa, como já saíram , noutras conferências, a decisão de criar o euro, ou de inventar a crise financeira que destruiu o poder dos cidadãos e enfraqueceu a democracia para resgatar o sector financeiro.

Os temas a discutir este ano são bem significativos da importância da conferência deste ano para o futuro de todos nós (deixo-vos a lista no inglês original do site oficial dessa organização que funciona em moldes mafiosos):

“Artificial Intelligence”
“Cybersecurity”
“Chemical Weapons Threats”
“Current Economic Issues”
“European Strategy”
“Globalisation”
“Greece”
“Iran”
“Middle East”
“NATO”
“Russia”
“Terrorism”
“United Kingdom”
“USA”
“US Elections” 

Alguns dos temas são bem significativos do que nos espera, como três temas tratados independentemente, como a “Estratégia Europeia”, a “Grécia” e a o “Reino Unido”. Fica assim evidente onde é que a crise europeia, o destino da Grécia e o referendo britânico vão ser realmente tratados, mais uma vez nas costas dos cidadãos por essa organização mafiosa controlada pelos interesse estratégicos do poder financeiro que está por detrás  de Bilderberg.

Também não deixa de ser curioso que os Estados Unidos e as eleições nesse país sejam tratados como dois temas distinto. Hilary Clinton que se cuide.

“Irão” e  “Médio Oriente” , tratados em separado, sem uma referência directa ao Estado Islâmico, trás também “água no bico”.

Quanto à grave situação do ambiente, nem uma palavra, o que mostra que, para  o poder financeiro e económico que controla Bilderberg, esse tema não lhes interessa.

É ainda significativo que não haja um destaque para a China. O poder totalitário desse país parece assim agradar ao poder económico mundial, não merecendo qualquer atenção. Desde que lhes cheire a dinheiro e a negócios, o importante é não fazer muitas ondas em relação a quem lhe dá dinheiro. A democracia é secundária para essa gente sinistra.

Quanto à lista de participantes da conferência deste ano, ela é a seguinte (vai também  em inglês, tal e qual como vem publicada no lacónico site da organização mafiosa):

Final list of Participants

“Chairman
Castries, Henri de          Chairman and CEO, AXA Group                FRA
                               
Achleitner, Paul M. Chairman of the Supervisory Board, Deutsche Bank AG     DEU
Agius, Marcus   Non-Executive Chairman, PA Consulting Group              GBR
Ahrenkiel, Thomas Director, Danish Intelligence Service (DDIS)             DNK
Allen, John R.   Special Presidential Envoy for the Global Coalition to Counter ISIL, US Department of State   USA
Altman, Roger C. Executive Chairman, Evercore             USA
Applebaum, Anne Director of Transitions Forum, Legatum Institute    POL
Apunen, Matti Director, Finnish Business and Policy Forum EVA           FIN
Baird, Zoë CEO and President, Markle Foundation        USA
Balls, Edward M. Former Shadow Chancellor of the Exchequer               GBR
Balsemão, Francisco Pinto Chairman, Impresa SGPS     PRT
Barroso, José M. Durão                Former President of the European Commission             PRT
Baverez, Nicolas Partner, Gibson, Dunn & Crutcher LLP              FRA
Benko, René Founder, SIGNA Holding GmbH  AUT
Bernabè, Franco Chairman, FB Group SRL           ITA
Beurden, Ben van CEO, Royal Dutch Shell plc   NLD
Bigorgne, Laurent Director, Institut Montaigne               FRA
Boone, Laurence Special Adviser on Financial and Economic Affairs to the President FRA
Botín, Ana P. Chairman, Banco Santander          ESP
Brandtzæg, Svein Richard President and CEO, Norsk Hydro ASA             NOR
Bronner, Oscar Publisher, Standard Verlagsgesellschaft             AUT
Burns, William President, Carnegie Endowment for International Peace          USA
Calvar, Patrick  Director General, DGSI                FRA
Castries, Henri de Chairman, Bilderberg Meetings; Chairman and CEO, AXA Group     FRA
Cebrián, Juan Luis Executive Chairman, Grupo PRISA   ESP
Clark, W. Edmund Retired Executive, TD Bank Group   CAN
Coeuré, Benoît   Member of the Executive Board, European Central Bank           INT
Coyne, Andrew   Editor, Editorials and Comment, National Post                CAN
Damberg, Mikael L. Minister for Enterprise and Innovation      SWE
De Gucht, Karel     Former EU Trade Commissioner, State Minister             BEL
Dijsselbloem, Jeroen Minister of Finance          NLD
Donilon, Thomas E. Former U.S. National Security Advisor; Partner and Vice Chair, O'Melveny & Myers LLP  USA
Döpfner, Mathias CEO, Axel Springer SE             DEU
Dowling, Ann President, Royal Academy of Engineering            GBR
Dugan, Regina  Vice President for Engineering, Advanced Technology and Projects, Google USA
Eilertsen, Trine   Political Editor, Aftenposten    NOR
Eldrup, Merete     CEO, TV 2 Danmark A/S                DNK
Elkann, John Chairman and CEO, EXOR; Chairman, Fiat Chrysler Automobiles ITA
Enders, Thomas CEO, Airbus Group       DEU
Erdoes, Mary CEO, JP Morgan Asset Management         USA
Fairhead, Rona Chairman, BBC Trust      GBR
Federspiel, Ulrik Executive Vice President, Haldor Topsøe A/S              DNK
Feldstein, Martin S. President Emeritus, NBER;  Professor of Economics, Harvard University USA
Ferguson, Niall Professor of History, Harvard University, Gunzberg Center for European Studies USA
Fischer, Heinz Federal President           AUT
Flint, Douglas  J. Group Chairman, HSBC Holdings plc  GBR
Franz, Christoph  Chairman of the Board, F. Hoffmann-La Roche Ltd     CHE
Fresco, Louise O. President and Chairman Executive Board, Wageningen University and Research Centre NLD
Griffin, Kenneth Founder and CEO, Citadel Investment Group, LLC      USA
Gruber, Lilli Executive Editor and Anchor “Otto e mezzo”, La7 TV          ITA
Guriev, Sergei  Professor of Economics, Sciences Po    RUS
Gürkaynak, Gönenç Managing Partner, ELIG Law Firm TUR
Gusenbauer, Alfred Former Chancellor of the Republic of Austria        AUT
Halberstadt, Victor Professor of Economics, Leiden University               NLD
Hampel, Erich   Chairman, UniCredit Bank Austria AG  AUT
Hassabis, Demis Vice President of Engineering, Google DeepMind     GBR
Hesoun, Wolfgang CEO, Siemens Austria           AUT
Hildebrand, Philipp Vice Chairman, BlackRock Inc.        CHE
Hoffman, Reid Co-Founder and Executive Chairman, LinkedIn               USA
Ischinger, Wolfgang Chairman, Munich Security Conference   INT
Jacobs, Kenneth M. Chairman and CEO, Lazard                USA
Jäkel, Julia CEO, Gruner + Jahr DEU
Johnson, James A. Chairman, Johnson Capital Partners              USA
Juppé, Alain Mayor of Bordeaux, Former Prime Minister          FRA
Kaeser, Joe President and CEO, Siemens AG    DEU
Karp, Alex CEO, Palantir Technologies USA
Kepel, Gilles University Professor, Sciences Po              FRA
Kerr, John Deputy Chairman, Scottish Power    GBR
Kesici, Ilhan MP, Turkish Parliament     TUR
Kissinger, Henry A. Chairman, Kissinger Associates, Inc.            USA
Kleinfeld, Klaus   Chairman and CEO, Alcoa          USA
Knot, Klaas H.W. President, De Nederlandsche Bank   NLD
Koç, Mustafa V.     Chairman, Koç Holding A.S.      TUR
Kogler, Konrad Director General, Directorate General for Public Security         AUT
Kravis, Henry R. Co-Chairman and Co-CEO, Kohlberg Kravis Roberts & Co.        USA
Kravis, Marie-Josée Senior Fellow and Vice Chair, Hudson Institute    USA
Kudelski, André   Chairman and CEO, Kudelski Group      CHE
Lauk, Kurt           President, Globe Capital Partners          DEU
Lemne, Carola  CEO, The Confederation of Swedish Enterprise              SWE
Levey, Stuart     Chief Legal Officer, HSBC Holdings plc USA
Leyen, Ursula von der  Minister of Defence      DEU
Leysen, Thomas Chairman of the Board of Directors, KBC Group            BEL
Maher, Shiraz   Senior Research Fellow, ICSR, King's College London   GBR
Markus Lassen, Christina Head of Department, Ministry of Foreign Affairs, Security Policy and Stabilisation DNK
Mathews, Jessica T. Distinguished Fellow, Carnegie Endowment for International Peace        USA
Mattis, James   Distinguished Visiting Fellow, Hoover Institution, Stanford University              USA
Maudet, Pierre Vice-President of the State Council, Department of Security, Police and the Economy of Geneva                CHE
McKay, David I.   President and CEO, Royal Bank of Canada         CAN
Mert, Nuray      Columnist, Professor of Political Science, Istanbul University TUR
Messina, Jim     CEO, The Messina Group            USA
Michel, Charles    Prime Minister               BEL
Micklethwait, John Editor-in-Chief, Bloomberg LP        USA
Minton Beddoes, Zanny Editor-in-Chief, The Economist            GBR
Monti, Mario    Senator-for-life; President, Bocconi University              ITA
Mörttinen, Leena Executive Director, The Finnish Family Firms Association    FIN
Mundie, Craig J. Principal, Mundie & Associates            USA
Munroe-Blum, Heather     Chairperson, Canada Pension Plan Investment Board CAN
Netherlands, H.R.H.  Princess Beatrix of the     NLD
O'Leary, Michael CEO, Ryanair Plc          IRL
Osborne, George First Secretary of State and Chancellor of the Exchequer      GBR
Özel, Soli  Columnist, Haberturk Newspaper; Senior Lecturer, Kadir Has University    TUR
Papalexopoulos, Dimitri Group CEO, Titan Cement Co.               GRC
Pégard, Catherine President, Public Establishment of the Palace, Museum and National Estate of Versailles FRA
Perle, Richard N. Resident Fellow, American Enterprise Institute         USA
Petraeus, David H. Chairman, KKR Global Institute       USA
Pikrammenos, Panagiotis Honorary President of The Hellenic Council of State             GRC
Reisman, Heather M.   Chair and CEO, Indigo Books & Music Inc.          CAN
Rocca, Gianfelice    Chairman, Techint Group           ITA
Roiss, Gerhard CEO, OMV Austria          AUT
Rubin, Robert E. Co Chair, Council on Foreign Relations; Former Secretary of the Treasury USA
Rutte, Mark Prime Minister      NLD
Sadjadpour, Karim Senior Associate, Carnegie Endowment for International Peace     USA
Sánchez Pérez-Castejón, Pedro Leader, Partido Socialista Obrero Español PSOE              ESP
Sawers, John     Chairman and Partner, Macro Advisory Partners            GBR
Sayek Böke, Selin Vice President, Republican People’s Party  TUR
Schmidt, Eric E.   Executive Chairman, Google Inc.            USA
Scholten, Rudolf CEO, Oesterreichische Kontrollbank AG          AUT
Senard, Jean-Dominique CEO, Michelin Group               FRA
Sevelda, Karl     CEO, Raiffeisen Bank International AG                AUT
Stoltenberg, Jens Secretary General, NATO      INT
Stubb, Alexander Prime Minister           FIN
Suder, Katrin Deputy Minister of Defense         DEU
Sutherland, Peter D. UN Special Representative; Chairman, Goldman Sachs International IRL
Svanberg, Carl-Henric  Chairman, BP plc; Chairman, AB Volvo SWE
Svarva, Olaug    CEO, The Government Pension Fund Norway  NOR
Thiel, Peter A.  President, Thiel Capital               USA
Tsoukalis, Loukas President, Hellenic Foundation for European and Foreign Policy     GRC
Üzümcü, Ahmet Director-General, Organisation for the Prohibition of Chemical Weapons INT
Vitorino, António M. Partner, Cuetrecasas, Concalves Pereira, RL         PRT
Wallenberg, Jacob Chairman, Investor AB         SWE
Weber, Vin Partner, Mercury LLC           USA
Wolf, Martin H.  Chief Economics Commentator, The Financial Times    GBR
Wolfensohn, James D. Chairman and CEO, Wolfensohn and Company               USA
Zoellick, Robert B. Chairman, Board of International Advisors, The Goldman Sachs Group USA.

Uma lista curiosa e que merece ser alvo de uma investigação e atenção mais cuidada.

Por Portugal temos dois repetentes, Pinto Balsemão e Durão Barroso, o primeiro responsável máximo por escolher os convidados portugueses, o segundo , aquele que o irá substituir e aquele que vai, provavelmente receber aqui as indicações para o seu futuro politico, podendo continuar a desenvolver as malfeitorias que fez na Comissão Europeia, agora noutro qualquer posto que essa organização ache que venha a ser útil para executar fielmente as decisões secretas que aí vão ser tomadas.

Também não nos surpreende o convite a António Vitorino para estar presente nesta reunião, pela segunda vez.

Já agora, recordamos em baixo a lista de portugueses que estiveram presentes, de forma oficial, já que tem havido presenças mais secretas e de forma oficiosa, de acordo com algumas inconfidências que casualmente vão sendo conhecidas (deixamos o título também em inglês):

António José Seguro,(2013) Politician
Paulo Portas, Politician (2013)
Luis Amado, Politician (201…)
Paulo Rangel, Politician (201…)
Francisco Pinto Balsemão (1981, 1983–1985, 1987–2015), former Prime Minister of Portugal, 1981–1983 and CEO of Impresa media group
Manuel Pinho (2009), former Minister of Economy and Innovation
José Sócrates (2004), former Prime Minister of Portugal
José Pedro Aguiar-Branco , (201…) former Minister of Justice
Santana Lopes (2004), former Prime Minister of Portugal
José Manuel Durão Barroso (1994, 2003, 2005, 2013, 2015), former Prime Minister of Portugal and Minister of Foreign Affairs, and current President of the European Commission
Nuno Morais Sarmento, (201…) former Minister of Presidency and Minister of Parliament Affairs
António Costa (2008), former Minister of Interior and current Mayor of Lisbon
Rui Rio (2008), current Mayor of Porto
Manuela Ferreira Leite (2009), former Minister of Education and Minister of Finance and Public Administration
Augusto Santos Silva,(201…) former Minister of Education, Minister of Culture, Minister of Parliament Affairs, and current Minister of National Defence
Marcelo Rebelo de Sousa (1998),[ former Minister of Parliament Affairs
António Guterres (1994), former Prime Minister of Portugal, former President of the Socialist International and current United Nations High Commissioner for Refugees
Ferro Rodrigues,(201…) former Minister of Labour and Social Solidarity and Minister of Public Works, Transport and Communications
Jorge Sampaio,(201…) former President of Portugal
Luís Mira Amaral (1995), former Minister of Labour and Social Solidarity, chairman of Caixa Geral de Depósitos and CEO of Banco Português de Investimento
Vítor Constâncio (1988), governor of the Banco de Portugal, Vice President of the ECB
Fernando Teixeira dos Santos (2010), former Minister of Finance
José Medeiros Ferreira (1977, 1980), former Minister of Foreign Affairs
Joaquim Ferreira do Amaral (1999), former Minister of Public Works, Transport and Communications
António Miguel Morais Barreto (1992), former Minister of Agriculture, Rural Development and Fisheries
João Cravinho,(201…)former Minister for Environment, Spatial Planning and Regional Development
Artur Santos Silva,(201…) former vice-governor of the Banco de Portugal, chairman of Banco Português de Investimento and current non-executive chairman of Jerónimo Martins
Francisco Luís Murteira Nabo,(201…)former chairman of Portugal Telecom, Minister of Public Works, Transport and Communications, and current chairman of Galp Energia and president of the Portuguese Economists Association
Manuel Ferreira de Oliveira,(201…) CEO of Galp Energia
Ricardo Salgado,(201…) CEO of Banco Espírito Santo
Antonio Nogueira Leite (Portuguese) (2011), Economist.
Paulo Macedo,(2014)  actual Ministro da Saude;
Inês de Medeiros (2014) ,deputada do PS.

Recentemente o jornal I, refria-se assim a alguns desses convidados portugueses:

“O i revela 15 personalidades que foram aos encontros de Bilderberg, o que faziam antes e o que fizeram a seguir

“José Sócrates  - Foi convidado em 2004, pouco tempo antes de ser eleito para a liderança do PS com 80% dos votos. No ano seguinte chegou a primeiro-ministro e ocupou o cargo durante seis anos. Quando foi convidado por Balsemão já era influente dentro do PS e apontado por alguns como sucessor de Ferro Rodrigues, que enfrentou grandes dificuldades na liderança devido ao caso Casa Pia. Actualmente, José Sócrates está preso preventivamente por suspeitas de fraude fiscal, corrupção e branqueamento de capitais.

“Paulo Portas Portas é um dos raros convidados do mundo da política que não pertencem nem ao PSD nem ao PS. O líder dos centristas foi convidado em 2013, juntamente com António José Seguro (Portugal tem, no máximo, três representantes no encontro). Portas foi ao encontro quando era ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros.

“António Costa O actual líder do PS foi convidado para o encontro que junta a elite mundial em 2008. Um ano antes tinha sido eleito para a presidência da Câmara de Lisboa em eleições intercalares. No currículo já tinha os cargos de ministro da Justiça e da Administração Interna, entre outros. Há muitos anos que o seu nome  é falado para a liderança do PS, mas Costa só avançou em 2014. O mais provável, de acordo com as sondagens, é que seja o próximo primeiro--ministro. Curiosamente, Costa foi convidado juntamente com Rui Rio, que era presidente da Câmara do Porto. A proximidade entre os dois tem alimentado especulações de que no futuro se poderão vir a entender para criar um governo do bloco central.

“António José Seguro Foi convidado em 2013. Era líder do PS há dois anos e na altura era forte a possibilidade de vir a ser o próximo primeiro--ministro. Mas, ao contrário de que muitos previam, não foi o governo a cair mas sim o líder do PS, que nunca conseguiu ultrapassar as divergências com alguns sectores dentro do PS. Um ano depois, após a vitória nas eleições europeias, foi desafiado por António Costa para disputar a liderança e foi derrotado.

“Saiu da liderança do PS e abandonou o lugar de deputado. Desde que deixou de ser líder do PS que não tem intervenção pública.

“Paulo Macedo O actual ministro da Saúde foi  convidado por Francisco Pinto Balsemão no ano de 2014. Paulo Macedo ganhou notoriedade como director--geral dos Impostos, tendo conseguido bons resultados no combate à evasão fiscal. Foi também vice-presidente do conselho de administração executivo do Millennium BCP.

“Foi sempre um dos ministros mais populares deste governo e era até o preferido de alguns sectores da maioria, nomeadamente do CDS, para ministro das Finanças quando Vítor Gaspar se demitiu.

“Marcelo Rebelo de Sousa Foi convidado em 1998, quando liderava o PSD. Deixou a liderança dos sociais-democratas no ano seguinte, depois de entrar em ruptura com Paulo Portas, o que ditou o fim da aliança entre o PSD e o CDS. Não deixou, porém, de ter influência, sendo o comentador político mais ouvido do país. Quase 20 anos depois, Marcelo admite voltar à política, mas como candidato à Presidência da República, um dos candidatos mais fortes na área da direita. Marcelo contou à TVI, uns anos depois de ter participado no encontro, que não viu nada de “anormal” nessas reuniões. Descreveu o encontro como “muito interessante”, já que lhe permitiu “conhecer figuras importantes dos Estados Unidos da América e da Europa”. O professor está, porém, convicto de que destes encontros não resulta uma rede de ligação. “Eu não notei que tivesse ficado. Não tenho essa visão conspiratória.”

“Vítor Constâncio Foi governador do Banco de Portugal e participou no encontro em 1988, quando era secretário-geral do PS, e em 2010, ano em que deixou o Banco de Portugal para ocupar o cargo de vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), onde é responsável pela supervisão bancária.

“Teixeira dos Santos Teixeira dos Santos foi convidado quando era ministro das Finanças de José Sócrates. Um ano depois, o agora professor universitário entrou em ruptura com José Sócrates, quando decidiu acabar com as resistências do ex-primeiro-ministro à vinda da troika e assumiu que o país precisava de pedir ajuda externa. Actualmente é professor da Faculdade de Economia do Porto.

“Ricardo Salgado O banqueiro esteve duas vezes nos encontros de Bilderberg, em 1997 e 1999, quando a conferência se realizou no Hotel da Penha Longa, em Sintra (foi até hoje a única vez que se realizou em Portugal). O fundador destes encontros, Bernardo da Holanda, conta o livro “O Último Banqueiro”, das jornalistas Maria João Babo e Maria João Gago, era “visita assídua em casa de Manuel Espírito Santo, o tio--avô de Ricardo Salgado, que liderou o BES até 1973. Os convites a Salgado foram feitos por Balsemão “antes de as relações” entre os dois “se deteriorarem”, revela ainda o livro sobre o ex-presidente do BES.

“Paulo Rangel  O eurodeputado do PSD participou na reunião em 2010. No mesmo ano foi candidato à liderança do partido, mas foi Passos Coelho quem ganhou. Actualmente, Paulo Rangel é deputado ao Parlamento Europeu.

“Durão Barroso Durão Barroso participou três vezes nas conferências do Bilderberg. A primeira foi em 1994 quando era ministro dos Negócios Estrangeiros. O cavaquismo estava a dar as últimas e já se começava a discutir o sucessor do homem que mais tempo governou o país. Um ano depois de entrar no restrito clube mundial, Durão candidatou-se à liderança do partido, mas perdeu para Fernando Nogueira. Não desistiu e em 1999 foi eleito líder do partido. Não demorou muito tempo a chegar ao governo. António Guterres demitiu-se e em Março de 2002 foi eleito primeiro-ministro. Foi nessa qualidade que, no ano seguinte, voltou a ser convidado para o encontro da elite mundial. Não foi a última vez.

“Santana Lopes  Pedro Santana Lopes esteve no encontro em Junho de 2004. A reunião aconteceu três semanas antes da crise política em Portugal. Durão Barroso demitiu-se do governo, mas não partiu para o novo cargo na Comissão Europeia sem escolher o seu sucessor:Santana Lopes. O “enfant terrible” do PSD chegou a primeiro-ministro pouco tempo depois de ter participado no encontro, as nem um ano esteve na liderança do governo. Santana ainda concorreu nas legislativas, mas o vencedor foi José Sócrates, que também tinha participado no encontro de Bilderberg no mesmo ano. Santana não está actualmente na política activa, mas poderá ser candidato à Presidência da República nas próximas eleições. Actualmente é presidente da Santa Casa da Misericórdia.

“Manuela Ferreira Leite Era presidente do PSD quando foi convidada para participar na conferência do clube de Bilderberg, em 2009. Ao contrário de outros líderes da oposição, que já participaram nestas reuniões, nunca chegou à liderança do governo. Em Abril de 2010, após a derrota nas legislativas contra José Sócrates, Manuela Ferreira Leite deixou a presidência do PSD e foi substituída por Passos Coelho. Participou em vários governos, mas um dos cargos mais importantes que ocupou foi o de ministra das Finanças, no governo liderado por Durão Barroso. Actualmente Ferreira Leite está afastada da política activa, mas não deixa de ter influência através dos seus comentários políticos, que muitas vezes se traduzem em críticas ao governo de Passos Coelho. Foi um dos nomes falados para a Presidência da República, mas curiosamente a hipótese foi lançada pelo socialista Pedro Adão e Silva. Um desafio que Ferreira Leite dificilmente aceitará.

“Inês de Medeiros Foi convida em 2014 juntamente com Paulo Macedo. É deputada do PS. A actriz e realizadora está ligada no parlamento à área da cultura.

“Rui Rio Foi convidado em 2008, quando era presidente da Câmara do Porto, um cargo que exerceu até às últimas eleições autárquicas, em 2013. Desde essa data que está afastado da política activa, mas nem por isso deixou de ter uma intervenção pública permanente. O futuro poderá passar por uma candidatura à Presidência da República ou por uma candidatura à liderança do PSD, se Passos Coelho perder as próximas eleições legislativas. O ex-autarca do Porto participa com frequência em debates políticos e em conferências e é um adepto do bloco central. “Não será possível reformar o país sem consenso político e sem o entendimento, pelo menos, dos dois maiores partidos portugueses em matérias de regime”, defendeu Rio, numa biografia publicada no final do ano de 2014. Balsemão já admitiu que Rui Rio é o seu candidato preferido para Belém”.

Do site BLASTINGNEWS, de 25 de Fevereiro último retirámos o seguinte texto da autoria de Augusto Ramos, especialista em temas internacionais:

“A controverso grupo Bilderberg reúne-se este ano na Áustria. A reunião será realizada no sumptuoso hotel Interalpen, nos Alpes austríacos, a pouca distância do aeroporto de Innsbruck, de 11 a 14 Junho, confirmou a polícia austríaca, que se prepara para patrulhar o evento. A notícia foi também confirmada por Daniel Estulin, que tem publicado vários best-sellers acerca do Clube Bilderberg, o que lhe permite estar por dentro dos movimentos da organização.

“Considerado como um dos homens mais bem informados acerca desta organização, Estulin anunciou esta semana, numa entrevista ao popular Infowars de Alex Jones, que a reunião "secreta" será este ano na Áustria. Estulin revelou ainda na entrevista da emissão do passado 24 que "passados anos de exposição e denúncia pública do grupo Bilderberg, da sua agenda secreta e influência politico-económica, ainda sou perseguido e demonizado em meios políticos e jornalísticos".

“Foi um dos primeiros jornalistas a denunciar as reuniões secretas que congregam banqueiros, políticos, empresários e personalidades com visibilidade pública nos seus países e internacionalmente. Hoje são já inúmeros os jornalistas que divulgam ao público o que devia ser uma agenda secreta. O objectivo da Bilderberg é, para Estulin, "formatar a mente dos participantes para um futuro planeado em nome de um debate acerca da situação presente".

"Mas durante décadas o Clube Bilderberg foi mantido em segredo. Foi a expansão da Internet que colocou a Bildeberg na agenda mediática. Até há bem poucos anos a divulgação destas reuniões (realizadas à porta fechada, "para estarmos sossegados" justificou Pinto Balsemão, ao "i") eram ridicularizada. Mas desde a explosão da internet e de sites como o Infowars, que fazem directos e enviam repórteres in loco às reuniões da Bilderberg, acabou-se o "secretismo".

“A Bilderberg existe desde 1954. E a participação portuguesa faz-se desde 1988, com Francisco Pinto Balsemão, que ocupou mesmo a posição de vice-presidente da reunião, dirigindo David Rockfeller, Beatriz da Holanda (Shell), Bill Clinton e outras personalidades da elite internacional. Tem também sido Pinto Balsemão quem tem seleccionado os portugueses que o vão acompanhar à Bildeberg para uma carreira que a organização vai catapultar "fatalmente".

“Daniel Estulin teve o seu livro "Clube Bilderberg" impedido de ser publicado em Portugal, segundo carta de editor divulgada no "Semanário" e reproduzida no blog Filtro. Só muito recentemente Estulin viu editoras portuguesas arriscarem na compra do livro, depois de este ser incontestavelmente um best seller internacional.

“Alguns políticos portugueses foram convidados para a Bilderberg ainda antes de serem figuras públicas e/ou desempenharem cargos políticos e terem os apoios dos seus partidos, como Pedro Santana Lopes e José Sócrates. Muitas outras carreiras políticas e económicas internacionais tiveram o seu empurrão na Bilderberg, como aconteceu com Durão Barroso, Bill Clinton ou Tony Blair.

“A agenda do clube é secreta, mas por vezes há infiltrados ou convidados que as divulgam; foi o caso da reunião de 2013, em que Joseph Paul-Watson, do Truth Seeker, divulgou um raro exemplo da agenda a debater na Bilderberg, onde constavam por exemplo, "revoltas por toda a Europa"; "crise dos media"; "resistência a fármacos" e até "tecnologia de impressão em 3 dimensões".

“A unidade anti-terrorista COBRA vai patrulhar a área alpina e num perímetro de 15 Km serão proibidos voos e para-quedismo.

“Como complemento à noticia aqui publicada sobre a crescente influência do Club Bilderberg nas decisões político-económicas tomadas em Portugal, de que o grande «papa dos media», Francisco Pinto Balsemão, é o mentor máximo, respigamos, com a devida vénia, (complementando o texto com factos da actualidade, como foi o caso da última aquisição do Grupo, Clara Ferreira Alves, que participou numa reunião efectuada este ano na Suiça) do blogue «Portugal Global» acontecimentos históricos sobre esta «sociedade secreta» que actua no «rectângulo» com grande discrição, povoando as suas peças no xadrez mais interventivo e mediático da sociedade (veja-se como muitos membros do Club são figuras de topo da vida governativa nacional e europeia, não esquecendo o canal de Carnaxide ou no jornal dito de referência «Expresso» do mesmo grupo de Comunicação Social liderado por Pinto Balsemão), apostando em aniquilar (geralmente com recurso aos meios da «casa») outras organizações que lhe possam fazer sombra, como é o caso da Igreja e da Maçonaria.

Historial

“O texto publicado no «Portugal Global» foi retirado do extinto site PTNSA, onde se refere que a  Sociedade Bilderberg é um grupo americano que existe há longos anos,que leva a cabo uma conspiração antidemocrática, um plano oculto de dominação mundial. Este grupo conta nas suas fileiras, Presidentes, Famílias Reais, ministros, industriais e executivos de sucesso, jornalistas, directores de estações de TV, jornais etc.

“A primeira conferência da Bilderberg realizou-se em Maio de 1954, desde então esta organização secreta realiza todos os anos em diversas cidades europeias e norte americanas, conferências. A Bilderberg todos os anos preocupa-se em convidar as figuras mais poderosas ou futuros aliados, na execução da estratégia de dominação, para as suas conferências.Após analisarmos os participantes destes encontros, chegamos à conclusão que nós, povo, não passamos de peças, facilmente manipuladas por estes “grandes” senhores. Considerando como exemplo a última “luta”, durante as legislativas, entre PS e PSD que serviu, e serve, para ridicularizar o povo português.Em boa verdade, vendo os nomes em evidência do Clube em Portugal, facilmente verificamos que estão todos eles ligados ao chamado «centrão» da vida politica, ou seja, ao bloco PS/PSD.

“Imaginem o que se passa nos bastidores, as ricas gargalhadas que não se dão nessas reuniões à “nossa” custa. Vivemos portanto numa ditadura “invisível”, onde as nossas escolhas são limitadas a uma só “força”/”poder” com dois ou três nomes diferentes, de modo a nos iludir. Pinto Balsemão é o convidado assíduo da Bilderberg, pelo menos desde 1988.Podemos fazer uma pequena ideia de como a “nossa opinião” é controlada através desta força oculta, quem não vê TV para saber as últimas notícias nacionais e internacionais?

“Quem não compra o seu jornal de manhã para saber o que se passa ao seu redor?

“A maioria das pessoas não tem noção que a informação que lhes chega todos os dias através da comunicação social, que jamais é posta em causa a sua veracidade, é um excerto dos factos reais um QB de ficção.

“Conferência em Portugal

“No início de Junho de 1999, realizou-se na Penha Longa, Sintra, uma conferência da Bilderberg. Entre os participantes desta 47ª conferência estavam dez portugueses: Francisco Pinto Balsemão, Jorge Sampaio, Artur Santos Silva, Ricardo Salgado, Nicolau Santos ( colaborador do «Expresso» e comentador económico da SIC), Murteira Nabo, Vasco de Melo, Marçal Grilo, João Cravinho e Joaquim Ferreira do Amaral.

“De acordo com algumas fontes, a Bilderberg pagou milhões de dólares ao governo Português para este disponibilizar forças militares, policiais e helicópteros para localizar intrusos, de modo a “protegerem o seu secretismo”, pois a segurança nos encontros da Bilderberg é algo que nunca falta.

“António Guterres, que participou na conferência de 1994, na Finlândia, foi, curiosamente, eleito primeiro-ministro em 95. Guterres não constou na lista de convidados da 47ª Conferência e em nenhuma outra depois da de 94. Foi nomeado para Alto Comissário para os Desalojados nas Nações Unidas.Mas existem outras coincidências iguais a estas no historial da Bilderberg.

“Coincidências?

“Bill Clinton que participa no encontro Bilderberg na Alemanha em 91 foi eleito presidente dos Estados Unidos da América em Agosto de 1992.Tony Blair que participa no encontro Bilderberg na Grécia em 93 torna-se líder do partido em Julho de 94 torna-se primeiro-ministro em Maio de 97. Jack Santer o anterior chefe de estado (demitido por corrupção) participou no encontro Bilderberg na Alemanha em 91 e torna-se presidente da UE em Janeiro 95.

“Romano Prodi participou no encontro Bilderberg em Portugal em Junho de 99 toma posse como presidente da UE em Setembro de 99.George Robertson participa no encontro Bilderberg na Escócia em 98 e toma posse como secretário-geral da NATO em 99.

“Como atrás referimos, Francisco Pinto Balsemão é o  convidado assíduo da Bilderberg pelo menos desde 1988. Um magnata na imprensa e economia portuguesa, fundador do Jornal Expresso/Sojornal em 1972. Após a morte de Sá Carneiro em 1980, Pinto Balsemão, que até então era adjunto do primeiro-ministro, sucedeu-lhe como chefe do governo de coligação da AD. Balsemão tem um “império invejável”, tendo em sua posse desde jornais a estações de TV, tem grande influência nas mais “credíveis” e mais prestigiadas empresas nacionais.Diz-se que a sua ligação a figuras da banca, também ligadas ao Club Bilderberg, o livraram de recentes ( a famigerada crise que,pelos vistos, não toca a todos…) complicações financeiras no seu grupo empresarial…

“António Barreto, sociólogo, ex-ministro da Agricultura e actual comentador da SIC participou no Encontro da Bilderberg em 1992 em Evian-les-Bains, França. Ex-deputado à Assembleia Constituinte, Secretário de Estado do Comércio Externo, Ministro do Comércio e Turismo, Ministro da Agricultura e Pescas e Deputado à Assembleia da República. Publicou vários livros e artigos académicos, assim como ensaios. Colabora regularmente, desde os anos setenta, na imprensa diária, assim como na televisão.

“Durão Barroso participou num encontro da Bilderberg quando era ministro dos Negócios Estrangeiros. Foi Presidente do PSD e Primeiro-ministro Português, actualmente presidente da Comissão Europeia, cargo onde se tem «segurado» como uma lapa, apesar do crescente colapso da UE e das criticas de que tem sido alvo pelos seues pares europeus.

“Roberto Carneiro participou no encontro em 1992 em Evian-les-Bains, França. É ex-Secretário de Estado da Educação e antigo Ministro da Educação. É consultor do Banco Mundial, da OCDE, da UNESCO e do Conselho da Europa.

“Vasco Pereira Coutinho, empresário de sucesso do regime partidocratico, participou no encontro de 91 em Baden-Baden, Alemanha e de 98 em Turnberry, Escócia.

“José Galvão Teles, ligado a uma das mais influentes sociedades de advogados, participou no encontro de 1997 em Geórgia, EUA. Foi membro do PS e do Conselho de Estado.

“Teresa Patrício Gouveia participou no encontro de 2001 em Gothenburg, Suécia. Antiga deputada e porta-voz da Comissão Política Nacional do PSD, foi também secretária de Estado da Cultura durante o Governo de Cavaco Silva. É actualmente, presidente da Fundação de Serralves.

“Marçal Grilo, participou no encontro de 1999 em Sintra, Portugal. Ex-Ministro da Educação.

“João Cravinho, Ex-Ministro da Indústria e Tecnologia do IV Governo Provisório, ex-deputado à Assembleia da República, ex-delegado nacional ao Comité de Ciência e Tecnologia das Nações Unidas. Também foi Membro do Bureau da União dos Partidos Socialistas foi Vice-Presidente do Parlamento Europeu, Ministro do Planeamento e da Administração do Território, Ministro do Equipamento.

“Miguel Horta e Costa participou no encontro de 98 em Turnberry, Escócia. Presidente da Comissão Executiva (CEO) foi Presidente da Portugal Telecom. Regressou ao BES Investiment de Ricardo Espírito Santo,um dos membros mais influentes do Club Bilderberg.

“Margarida Marante participou no encontro de 96 em Toronto, Canadá e 99 em Sintra, Portugal. Uma das mais prestigiadas jornalistas da televisão portuguesa, segundo o «The News» recusa-se a fazer qualquer tipo de declaração sobre a sua participação nestas conferências. Certamente que as revelações vindas a lume da sua ligação amorosa com um traficante de droga, Fernando Farinha Simões, que lhe fornecia estupefacientes, segundo ela própria revelou, a fizeram cair em desgraça no seio da organização tendo perdido influência nos «media».

“Clara Ferreira Alves, jornalista, comentadora da SIC e da Visão ( do Grupo Impresa, de  Balsemão) participou ( e foi fotografada no interior de uma viatura que a foto documenta) na conferência do Grupo  Bilderberg realizada durante este ano no Suvretta House Hotel in St. Moritz, Switzerland. Foi esta a primeira vez que a comentadora do «Eixo do Mal» participou numa reunião do grupo Selecto Bildeberg.

“Vasco de Mello participou no encontro de 99 em Sintra, Portugal. É vice-presidente do Grupo José de Mello e em 2002 foi eleito presidente da Brisa por unanimidade.Defende os interesses dos accionistas privados na EDP.

“Murteira Nabo é actualmente presidente não executivo da Galp Energia. Participou no encontro de 93 em Atenas, Grécia. Da sua carreira destacam-se 10 anos de funções governativas, como Ministro do Comércio e Turismo, bem como a passagem por quatro Secretarias de Estado: Exportação, Adjunto do Primeiro-ministro, Tesouro e Finança. Foi ainda, administrador (não executivo) da TAP – Air Portugal,administrador do Banco de Fomento e Exterior, da Siderurgia Nacional, da CELBI, do ICEP, para além de empresas do Grupo IPE, director da Sorefame e docente universitário.

“Carlos Pimenta participou no encontro de 91 em Baden-Baden, Alemanha. Participou na Coordenação do Grupo Europeu do PSD em 1998/1999. Foi sec retario de Estado Ambiente, euro-deputado e é o actual director do Centro de Estudos em Economia da Energia dos Transportes e do Ambiente e membro do conselho de administração de várias empresas.

“Ricardo Espírito Santo participou nos encontros de 97 em Geórgia, EUA e 99 em Sintra. É presidente do Grupo Espírito Santo.

“Jorge Sampaio participou no encontro de 99 em Sintra, Portugal. Após a Revolução do 25 de Abril de 1974, é um dos principais impulsionadores da criação do Movimento de Esquerda Socialista (MES). Foi ainda co-Presidente do “Comité África” da Internacional Socialista. Em 1989, decide concorrer à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, cargo para o qual é, então, eleito e depois reeleito, em 1993. Em 14 de Janeiro de 1996, é eleito, Presidente da República, em 1996, apresentou-se de novo e voltou a ser eleito.

“Nicolau Santos participou no encontro de 99 em Sintra, Lisboa. É director-adjunto do jornal Expresso e comentador da SIC para os assuntos económicos.

“Artur Santos Silva participou no encontro de 99 em Sintra, Portugal. Foi recentemente nomeado presidente da Fundação  Gulbenkian,depois de deixar o cargo de Presidente do BPI; também foi nomeado presidente da sociedade anónima de capitais públicos (SACP) que geriu o projecto Porto 2001.

“Marcelo Rebelo de Sousa participou no encontro de 98 em Turnberry, Escócia. Fundador do Expresso, em conjunto com Francisco Pinto Balsemão, foi Ministro dos Assuntos Parlamentares e, em 1996, o secretário-geral do PSD. É também professor catedrático na Faculdade de Direito e um dos comentadores mais influentes da TV.

“António Vitorino participou no encontro de 96 em Toronto, Canadá. Foi ministro da Defesa, Comissário Europeu e é actualmente sócio da firma Cuatrecasas, Gonçalves Pereira & Associados, onde colabora na área de Direito Público.

“António Borges participou no encontro de 97 na Geórgia, EUA e 02 em Leiden, Holanda. É militantes do Partido Social Democrata, onde foi vice-presidente da Comissão Política Nacional, entre 2008 e 2010. Foi vice-presidente da Goldman Sachs Internacional à qual se juntou em 2000. O seu percurso passa por empresas como a Petrogal-Petroleos, vice-presidente do Conselho de Administração do banco Goldman Sachs International, em Londres. Do seu currículo consta ainda a passagem pela Administração do Citibank, BNP Paribas, Petrogal, Sonae, Jerónimo Martins, Cimpor e Vista Alegre. É actualmente administrador da Fundação Champalimaud, cargo que ocupou depois de ter deixado o lugar de responsável do Departamento Europeu do FMI.

“Elisa Ferreira participou no encontro de 2002 em Leiden, Holanda. Deputada europeia foi Ministra do Ambiente e Ministra do Planeamento e Vice-Presidente  do Grupo Parlamentar do PS.

“Guilherme de Oliveira Martins participou no encontro de 02 em Leiden, Holanda. É o actual Presidente do Tribunal de Contas. Foi Ministro das Finanças em 2001, na altura vice-primeiro-ministro, substituindo Joaquim Pina Moura que renunciou ao cargo. Foi também deputado do PS na Assembleia da República.

“Freitas do Amaral, antigo presidente e fundador do CDSS/PP, vice-presidente e presidente da União Europeia das Democracias Cristãs em 81. Foi ministro dos Negócios Estrangeiros, vice Primeiro-Ministro e ministro da Defesa. Candidatou-se à Presidência da República em 1986. Foi presidente da Assembleia-geral das Nações Unidas.

“Vitor Constâncio participou no encontro de 88.Vice presidente do Banco Central Europeu cargo que ocupa depois de ter deixado o lugar de Governador do Banco de Portugal – um mandato onde era o terceiro Governador de um banco central dos mais bem pagos do Mundo, com o valor de 250 mil euros anuais.Ex-ministro das Finanças e do Plano. Foi também Secretario Nacional do PS.

“António Guterres participou no encontro de 94 em Helsínquia, Finlândia. Ex-Primeiro-Ministro, deputado da Assembleia da República, pelo Partido Socialista, com mandato suspenso e ex-Vice-Presidente da Internacional Socialista, organização que agrupa mais de cem partidos e organizações socialistas e sociais-democratas à escala mundial. Actualmente preside à comissão dos Refugiados da ONU”.