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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

O "PUTO" "IGNORANTÃO" VOLTA A DIZER ALARVIDADES...:Passos diz que pensionistas "estão a receber mais do que descontaram" - PÚBLICO


Insuportável.. 

Começa a ser insuportável ouvir as “bocas” deste primeiro-ministro.

Exercendo funções para as quais foi eleito tendo por base um programa e promessas feitas em campanha que são, em muitos aspectos, o contrário daquilo que tem andado a fazer, já não bastava essa grande farsa e ainda o temos de aturar com “bocas” ofensivas todos os dias e eivadas do pior populismo.

Todos os dias surgem novas “bocas”, tentando atirar portugueses contra portugueses e desrespeitando a lei e a Constituição, que o garoto  ignorante que nos canhou na rifa como líder do governo do país parece não conhecer, tudo em nome da mais abjecta ideologia neoliberal que pretende destruir o que resta do Estado Português;

Ele é a venda ao desbarato de empresas essenciais ao funcionamento do país a gente obscura, como alguns empresários oriundos de “países emergentes” e a organizações criadas à sombra do desrespeito mais elementar pelos direitos sociais e humanos, como o são as empresas de capital chinês ou angolano;

Ele é o assalto aos cidadãos através de uma ignóbil revisão das tabelas de impostos, tendo como único objectivo financiar e salvar o sector bancário e financeiro,  cuja irresponsabilidade levou o país  e a Europa ao desastre, ou para pagar juros impostos pelos mesmos agiotas que provocaram a crise;

Ele é o total desrespeito por todos aqueles que sempre pagaram os seus impostos e por aqueles que sempre viveram do seu trabalho, longe das negociatas que nos levaram a esta situação e que nunca beneficiaram de “fundos europeus” ou de outras benesses “estatais”, tudo fazendo este governo para continuar a beneficiar os especuladores e os corruptos que continuam a fugir com o seu capital para os paraísos fiscais;

Ele é a tentativa de destruir o factor trabalho, através da destruição dos mais elementares direitos sociais e humanos (…sim, é bom recordar, os direitos sociais também fazem parte dos Direitos Humanos…), através da desvalorização salarial, do agravamento das condições de trabalho e da destruição de empregos;

Ele é a tentativa de fazer passar um discurso caritativo que substitua as obrigações sociais do estado e da sociedade, pretendendo criar um país de pobrezinhos e remediados que possam ser “ajudados” com esmolinhas e produtos fora de prazo para lavar a “boa consciência cristã” de ricos e poderosos;

Ele é finalmente a constante tentativa de virar portuguese contra portugueses, procurando fazer passar o discurso dos “privilégios” dos funcionários públicos em relação aos trabalhadores do sector privado, dos “privilégios” daqueles que têm emprego em relação ao crescente número de desempregados, e,  agora, dos “privilégios” daqueles que têm reformas de “luxo” e “milionárias” ( e para o primeiro-ministro, como se vê pelas medidas deste orçamento, uma reforma acima de 1300 euros é um “reforma de luxo” e “milionária”), mas que, tirando os antigos administradores do Banco de Portugal e da banca em geral, alguns “boys” da administração pública, ex-ministros ou políticos com uma “longa” carreira de …12 anos, sempre descontaram ao longo da vida para tais “reformas de luxo” e “milionárias”.

O discurso populista, ignóbil e ignorantão deste primeiro-ministro é cada vez mais insuportável.


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Na Islândia havia lugar para essa gente: Passos Coelho criou ONG financiada apenas pela Tecnoforma .

Este caso da Tecnoforma é “apenas” mais um caso de compadrios políticos, de uso indevido de dinheiros públicos, de estratagemas de engenharia financeira, de fuga ao fisco, e de falta de ética na gestão da “coisa pública”, de que nos vamos habituando a ouvir falar, quando alguém resolve, com coragem e risco profissional, como o fizeram os jornalistas do Público, fazer uma investigação a sério sobre as ligações passadas e a história da ascensão pessoal da nossa elite política dos últimos vinte anos.


Claro que, comparativamente com o caso BPN, isto é apenas uma pequena migalha, provavelmente menos elaborada e mais “naïf”, mas não deixa de ser uma história pouco edificante sobre o modo como a nossa elite política constrói a sua carreira. Mais preocupante ainda porque ela revela como se geriram os dinheiros públicos e se utilizaram os fundos europeus ao longo das últimas décadas.
Revela também o estado da nossa justiça que permite que tudo o que é agora relatado sobre a Tecnoforma se tenha passado nos limites da legalidade.
Já se sabia que a lei é feita pelos mesmos que dela beneficiam, ou serve apenas aqueles que têm poder financeiro e político para contratarem “bons” advogados e para arrastarem processos até á sua prescrição.
É caso para dizer que, em Portugal, o crime, desde que seja financeiro, com dinheiros públicos e envolvendo grandes valores, compensa sempre, como se vê pelos cargos ocupados hoje em dia pelos envolvidos nesse caso, nada menos que um primeiro-ministro, um ministro de Estado, um ex-líder partidário e conhecido comentador político, e outras figurinhas de segundo plano, mas todos com o seu futuro financeiro garantido.
Este é apenas mais um caso, mas existem milhares de outros casos idênticos por esse país fora, envolvendo politicos do centrão,  dinheiros públicos e fundos europeus. Afinal estes fundos não serviram apenas para destruir a nossa agricultura, a nossa pesca e a nossa industria. Serviram também para enriquecimentos eticamente ilícitos ou para promover carreiras políticas.
E é por tudo isso que os portugueses, os que sempre trabalharam, cumpriram com os seus deveres fiscais, pagaram do seu bolso os seus estudos e os dos seus filhos, são os que agora estão a pagar acima das suas possibilidades, estão a sofrer um tratamento de empobrecimento e perdem a perspectiva de um futuro para este país e para os seus filhos .
Percebe-se agora porque é que a situação da Islândia é escamoteada do discurso dos políticos e dos comentadores “camilolourencianos” que enxameiam a nossa comunicação social. 
Nesse país, casos como aquele deram direito a prisão, e os responsáveis tiveram de pagar dos seus bolsos os desvarios. Com isso, a Islândia saiu da crise e do endividamento e é um dos países com mais sucesso no mundo actual. Claro que tem a vantagem de estar fora do euro e da União Europeia, outra verdade que também  não convem muito que  se saiba  por cá…
Na Islândia, os responsáveis estão na prisão. Por cá, os seus "equivalentes" ocupam o poder político, financeiro e económico, apoiados pelo braço armado de alguns comentadores que moldam a opinião pública e que tudo farão para desacreditar o jornalismo sério do jornal Público.
Hoje começamos a saber para onde foi tanto dinheiro dos fundos europeus. Um dia ficaremos a saber para onde foi o dinheiro “emprestado” pela troika, que estamos todos a pagar como o nosso trabalho, os nossos impostos e a nossa vida…

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

O "CABO" DO MEDO : a propósito da entrevista de Passos Coelho à TVI

"Não é possível não ir às despesas com pessoal [na saúde e na educação] e às prestações sociais".
Esta é a frase  que marcou a entrevista que Passos Coelho deu ontem à TVI.
Ficamos assim a saber o que é que o primeiro-ministro pensa daquilo que ele designa como "Reforma do Estado" e que nós chamariamos "Contra-revolução neoliberal".
A obsessão ideológica de Passos Coelho fica assim anunciada nessa entrevista.Fugindo à pergunta da entrevistadora sobre se vai cortar nas reformas abaixo do mil euros, essa fuga revela todo um programa. É óbvio que essas pensões vão sofrer cortes, é esta a lógica de todas as atitudes deste governo.
Também ficamos a perceber, pelos silêncios, que a educação e a saúde vão deixar de ser universais e até é provável que  voltem as propinas ao ensino secundário, uma medida que, a concretizar-se, é contraditória com o alargamento do ensino obrigatório até ao 12º anos. 
O mais grave das medidas fica adiado para Fevereiro, mas é evidente a obsessão deste governo contra os funcionários do Estado  que não tenham chegado aí por nomeação política de "boys"e a voragem para entregar os serviços do Estado aos apetites dos privados.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Banqueiros, Contribuintes e Vampiros...


Ao ler a notícia acima destacada no Diário de Notícias, dei por mim a fazer um contagem de memórioa e empírica e "descobri" que, em Portugal, existem mais de  dez (DEZ!!!) bancos com cobertura nacional.

Tendo em conta que o sector financeiro e bancário é o maior responsável pela situação em Portugal ( e na Europa) e tendo em conta que Portugal é um país pequeno, com menos de dez milhões de habitantes, menos que muitas cidades por esse mundo fora, e com meios financeiros escassos, parece-me que aquele número é exagerado e que neste país não há espaço para tantos bancos.

Quando vemos que a banca portuguesa continua a exibir lucros fabulosos, apesar de estrangularem o crédito às famílias e às empresas, enquanto, por outro lado, continua  a receber ajudas que deviam ser canalizadas para a economia real e para as famílias, absorvendo a maior parte do bolo do empréstimo da troika que todos vamos pagar, como se tudo isto não bastasse, ficamos agora a saber que uma parte significativa do anunciado aumento de impostos destina-se a criar uma "almofada", no valor de 7,5 mil milhões de euros para "proteger" a banca.

Ou seja, a banca que fomentou de forma irracional e irresponsável, todo o tipo de créditos que levaram os portugueses quase à bancarrota, lucrando com essa situação,mas que, quando a situação financeira entrou em colapso devido a todo o tipo de aventuras em que a banca se meteu, não quis assumir a responsabilidade pelos riscos assumidos e fez cair sobre o Estado e sobre os cidadãos o pagamento da factura da sua irresponsabilidade.

Em circunstância normais, numa economia capitalista e concorrencial que tanto dizem defender, deviam assumir toda a responsabilidade pelo desvario das suas jogadas financeiras, que levaria, em última instância, à falência ou fusão dalguns desses bancos.

O Estado e os cidadãos não podem continuar a pagar para que os banqueiros, os accionistas e os administradores desses bancos continuem a passar incólumes pela crise que provocaram, beneficiando do saque generalizado das actuais políticas de austeridade, mantendo privilégios e lucros.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

SOLIDÁRIOS COM OS JORNALISTAS DO PÚBLICO E DA LUSA, NO MOMENTO EM QUE A IMPRENSA LIVRE EM PORTUGAL ESTÁ A SER ATACADA:

Hoje os jornalistas e trabalhadores da Lusa estão em luta pela dignidade da sua profissão. Amanhã juntam-se a eles os trabalhadores do Público, ameaçados de despedimento.
Entretanto, soube-se também hoje, os corruptos amigos angolanos do Relvas compraram a Controlinveste, dona do Diário de Notícias, do Jornal de Notícias e da TSF.
O cerco à comunicação social independente aperta-se.
Por tudo isso aqui manifestamos a nossa solidariedade para como os jornalistas e trabalhadores do Público e da Lusa.

O DESESPERO DE UM ELEITOR DO PSD NA HORA DE APROVAR O ORÇAMENTO..

ONTEM O PÚBLICO DIVULGOU ESTA CARTA DE UM ELEITOR DO PSD:


CARTAS À DIRECTORA  -  

"Um PSD evoca Brecht

"Um dia bateram-me à porta e anunciaram-me que o Governo tinha decidido cortar meio subsídio de Natal. Apesar de ser inconstitucional, compreendi o sacrifício que o Governo me pedia; 

"Noutro dia bateram à porta do meu pai e anunciaram-lhe que lhe iam cortar meia pensão do Natal. Apesar de considerar que era um roubo, ainda o admiti, porque o país estava em estado de emergência;

"Depois bateram-me à porta e anunciaram-me que iam tirar-me dois meses de salário e dois meses e pensão ao meu pai. Depois da estupefacção a resignação;

"A 7 de Setembro bateram-me porta para me anunciar que me tiravam 7% do salário para dar 5,75% ao patrão e ficarem com os trocos, em principio para os cofres da Segurança Social.
Desta vez fiquei indignado. Achei que estava a ser roubado e que estavam a transformar os patrões em receptadores de dinheiro roubado. Em reacção corri para a rua a protestar;

"Bateram-me mais uma vez à porta e informaram-me de que o ministro das Finanças ia reescalonar as taxas do IRS de modo a tomá-lo mais progressivo. Imaginando que iam poupar os rendimentos mais baixos e taxar fortemente os mais altos, pensei que o Governo, finalmente voltava ao trilho da Lei;

"Mas, para surpresa minha, voltaram a bater-me à porta para me ameaçarem com aumentos brutais do IMI. A minha indignação transformou-se em raiva e juntei-me ao movimento nacional de resistência ao pagamento do IMI;

"Ainda mal refeito do choque do IMI, bateram-me novamente à porta para me mostrarem, nos jornais, em grandes parangonas a cinco colunas, os novos escalões de IRS. Afinal aumentavam as taxas dos rendimentos mais baixos, menos os dos mais altos e não criavam nenhum escalão para os mais ricos. E a progressividade do rei dos impostos diminuía;

"A minha raiva subiu de tom e resolvi não mais votar no PSD e estou preparado para qualquer acção revolucionária que apareça. Ao fim e ao cabo, eu, o meu pai e a minha família já não temos nada a perder".

Nunes de Almeida, Ericeira

in Público, Cartas à Directora, pág.44, 17 de Outubro de 2012.

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

No Dia Mundial da Irradicação da Pobreza: a Comissão Europeia e o governo criam os pobres que depois vão "ajudar"...



A notícia talvez tenha passado despercebida a muitos.

Num canto da página 13 da edição do Público do passado dia 12 de Outubro, numa  notícia de dois parágrafos, anunciava-se que Portugal vai receber 19,5 milhões de euros “em ajuda alimentar da EU”.
Essa “esmolinha” vai ser atribuída no próximo ano ao abrigo de um programa de distribuição de géneros alimentares “aos cidadãos mais necessitados”. E quem o anunciou? Nada menos que a antidemocrática Comissão Europeia, que destina 500 milhões de euros a um programa de distribuição de géneros alimentares que visa “ajudar” cerca de 18 milhões (!!!) de pobres em 19 dos Estados-membros.

Ou seja, por um lado temos uma cínica Comissão Europeia, que nunca foi eleita por um único cidadão europeu ( a não ser por uns burocratas e alguns políticos), que apoia e incentiva medidas de destruição  de postos de trabalho, de  cortes nas ajudas sociais e apela ao empobrecimento geral da população europeia, além de os saquear com cargas fiscais pesadíssimas, recolhendo e poupando assim milhares de milhões de euros destinados ao seu próprio funcionamento, à ajuda do corrupto sector financeiros e garantindo mão-de-obra barata qualificada concorrencial com a mão-de-obra africana e chinesa , e, por outro lado, uma Comissão Europeia, caritativa, que destina uma quantia irrisória do seu orçamento para “ajudar” os pobres e miseráveis que eles criaram com as suas políticas.

Uma  situação que seria irónica, se não fosse trágica, e que hoje aqui recordamos, neste que é o DIA MUNDIAL DA IRRADICAÇÃO DA POBREZA, dia em que o Jornal de Notícias anuncia que as actuais medidas de austeridade vão levar a que mais de três milhões de portugueses  caiam na pobreza nos próximos tempos e no mesmo dia em que, esse jornal e o Público, revelam  um estudo que mostra que, até 2009, se conseguiu reduzir a pobreza, graças a medidas sociais que agora vão ser destruídas por este orçamento, abençoado pela mesma Comissão Europeia que nos vais dar um “esmolinha”, e se continua a agravar a situação do país, como um dos mais desiguais na Europa.
Não nos podemos esquecer que este governo e os seus “braços armados” na comunicação social insistem na defesa do  empobrecimento do país como terapia para se “sair” da crise, com a bênção daquela mesma Comissão Europeia.

Tanto cinismo e desrespeito pelos cidadãos já cansa…

terça-feira, 16 de outubro de 2012

A GRANDE FARSA, ou, como roubar dez milhóes (menos alguns) de portugueses...



 (Cartoon de Antero Valério)

Há uma semana fomos confrontados pelo ministro Gaspar com uma pesadíssima carga fiscal, a incidir, sabe-se agora, 80% sobre o factor trabalho. Era um “aumento brutal” de impostos, agora é um aumento “muito significativo”!!!.

Uma semana correu, fizeram-se intermináveis reuniões ministeriais, clamaram vozes dos partidos da coligação contra a brutalidade dessas medidas, deu-se a entender que tanta reunião, barulho e opinião, onde não faltou a de Cavaco Silva, iria levar a alguma maquilhagem da austeridade, baixando umas décimas aqui outras ali, voltou o ministro Gaspar a uma nova e monótona e intervenção… e não foi mudada uma linha. É caso para dizer que a montanha pariu…um Gaspar!

Aí está, em todo o seu esplendor e de forma “legal” e “institucional” o documento que “legitima” o maior roubo da história sofrido pelos cidadãos portugueses em tempo de paz.

Gaspar, que diz que está ao “serviço” do país para pagar a educação cara que este lhe deu !!!!, revelou que essa educação, em termos humanos e sociais, não foi assim tão boa e não justifica o preço.

Já se sabia que Passos Coelho nos aldrabou, basta comparar as suas intervenções e aquilo que ele defendia no final do governo de Sócrates, com as que tem feito e defendido nos últimos tempos. Já percebemos que Passos Coelho, ou é ignorante, ou é um grande trapaceiro, ou tudo isso. O que não é, é um homem de palavra.

Agora vamos ficar a saber se os deputados do CDS e Paulo Portas, mais o Presidente da República, ainda são mais rápidos a deixar cair a palavra dita, pois a única forma consequente de responder à insensibilidade de Passos Coelho e Gaspar, que não mudaram uma linha à primeira versão do Orçamento e fecharam a abertura à correcções ou às  sugestões que lhe foram feitas por aqueles ao longo da última semana, é a de recusarem este orçamento. 

Para Cavaco Silva é a última oportunidade de se mostrar credível. Se assim não for, e por falta de alternativas institucionais à roubalheira e à destruição da economia e da sociedade portuguesa que a aplicação deste orçamento representa,  o poder vai cair rapidamente na rua, com todas as consequências previsíveis e imprevisíveis que daí resultarão.