quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Banqueiros, Contribuintes e Vampiros...


Ao ler a notícia acima destacada no Diário de Notícias, dei por mim a fazer um contagem de memórioa e empírica e "descobri" que, em Portugal, existem mais de  dez (DEZ!!!) bancos com cobertura nacional.

Tendo em conta que o sector financeiro e bancário é o maior responsável pela situação em Portugal ( e na Europa) e tendo em conta que Portugal é um país pequeno, com menos de dez milhões de habitantes, menos que muitas cidades por esse mundo fora, e com meios financeiros escassos, parece-me que aquele número é exagerado e que neste país não há espaço para tantos bancos.

Quando vemos que a banca portuguesa continua a exibir lucros fabulosos, apesar de estrangularem o crédito às famílias e às empresas, enquanto, por outro lado, continua  a receber ajudas que deviam ser canalizadas para a economia real e para as famílias, absorvendo a maior parte do bolo do empréstimo da troika que todos vamos pagar, como se tudo isto não bastasse, ficamos agora a saber que uma parte significativa do anunciado aumento de impostos destina-se a criar uma "almofada", no valor de 7,5 mil milhões de euros para "proteger" a banca.

Ou seja, a banca que fomentou de forma irracional e irresponsável, todo o tipo de créditos que levaram os portugueses quase à bancarrota, lucrando com essa situação,mas que, quando a situação financeira entrou em colapso devido a todo o tipo de aventuras em que a banca se meteu, não quis assumir a responsabilidade pelos riscos assumidos e fez cair sobre o Estado e sobre os cidadãos o pagamento da factura da sua irresponsabilidade.

Em circunstância normais, numa economia capitalista e concorrencial que tanto dizem defender, deviam assumir toda a responsabilidade pelo desvario das suas jogadas financeiras, que levaria, em última instância, à falência ou fusão dalguns desses bancos.

O Estado e os cidadãos não podem continuar a pagar para que os banqueiros, os accionistas e os administradores desses bancos continuem a passar incólumes pela crise que provocaram, beneficiando do saque generalizado das actuais políticas de austeridade, mantendo privilégios e lucros.

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