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quinta-feira, 4 de julho de 2019

O Regresso dos “Mortos Vivos”


Passos Coelho voltou a aparecer em Público, para continuara a anunciar  a vinda do Diabo, desta vez num encontro em Leiria promovido por uma dessas organizações tenebrosas que procuram manter viva a chama da austeridade e o combate aos direitos sociais.

Chama-se essa organização “Fórum para a Competitividade” e é liderada por aquele que foi, até hoje, o mais reaccionário e retrógrado dirigente das associações patronais portuguesas, Ferraz da Costa.

Ainda recentemente, numa entrevista ao jornal I, Ferraz da Costa acusava os portugueses de não quererem trabalhar e tem defendido a redução dos salários e o aumento do horário de trabalho, embora não se conheça qualquer actividade laboral desse líder de uma das mais retrógradas e reaccionárias associações patronais, o tal Fórum para a Competitividade, a não ser que herdou uma importante empresa farmacêutica que lhe garante os rendimentos pessoais, esses sim, muito acima das possibilidade da maioria do trabalhadores portugueses.

Grande defensor do trabalho da Troika em Portugal, não admira que tal organização convide para os seus eventos Passos Coelho, que assim tem oportunidade de renascer das cinzas, agora de barba, provavelmente para que os portugueses se esqueçam do rosto de quem os andou a tramar nos anos da Troika e a salvar gente como o sr. Ferraz da Costa.

O discurso de Passos Coelho nesse encontro foi hoje desmontado eficazmente pelo jornalista Nicolau Santos na sua crónica da antena 1, que vale a pena ser ouvido aqui:

Contas do Dia: (As declarações de Pedro Passos Coelho sobre a situação económica do país nas contas de Nicolau Santos). 

A oportunidade do momento não é mera coincidência e enquadra-se nas actuais mudanças de liderança na União Europeia, marcadas pelo regresso dos defensores do discurso “austoritário” e pelos rostos da Troika.

Já percebemos que Passos Coelho espreita uma nova oportunidade para voltar ao poder, esperando apenas um grande desastre da Direita nas próximas legislativas para aparecer como “salvador”.

Também já percebemos que, com Passos Coelho, só podemos esperar mais do mesmo, e , pelo menos, estas esporádicas e cirúrgicas aparições públicas de tal criatura servem para ficarmos a saber o que podemos esperar dele e dos seus amigos do Fórum para a Competitividade, se algum dia voltarem ao poder (Lagarto!Lagarto!Lagarto!!!!)….

Afinal o tal Diabo tem um rosto...o de Passos Coelho!

sexta-feira, 3 de maio de 2019

BêDêZine: Um cartoon pela liberdade (solidários com António)...

Contra a censura sionistas do governo racista de Israel, e pelo respeito que nos deve a memória do judeus perseguidos ao longo dos séculos e mortos no Holocausto :

BêDêZine: Um cartoon pela liberdade (solidários com António)...: (Não deixa de ser curioso que um jornal como o New York Times, sempre pronto a falar em nome da "liberdade", se tenha intimidado com a reacção dos sionistas (clicar para ler mais).

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Vitória de António Costa nas primárias do PS – o início do fim do “austeritarismo” do “passos coelhismo” ou…”desculpem a interrupção”, o “socratismo” segue dentro de momentos !!!???


Uma das vantagens de António José Seguro em relação a António Costa consistia no seu afastamento coerente da  política “socrática”, à qual ele se tinha oposto de modo firme e continuado ao longo do consulado de José Socrates.

Mas foi aí que residiu também o seu “calcanhar de Aquiles”, pois, não só não se demarcou suficientemente do legado do pior governo do PS, deixando que o “polvo” socrático recuperasse o seu peso dentro do partido, como, ficando enredado na contradição entre fazer esquecer o  vergonhoso passado recente do último governo do PS e não hostilizar os barões do PS, acabou por ficar isolado.

António Costa, por seu lado, conseguiu reunir à sua volta toda a gente com ambições no carreirismo político, as várias facções do dito partido e o apoio descarado de toda a tralha socrática.

Ao mesmo tempo, António Costa não se comprometeu com nada, continua vago quanto ás suas intenções em relação às políticas “austeritárias” impostas pela União Europeia (isto é, por Durão Barroso e Merkel) que estão a arruinar o tecido social e económico do país, entregando-o à voragem dos especuladores financeiros, não explica como vai encarar o problema do deficit e da dívida, a recuperação do tecido social e dos direitos sociais, a salvação dos serviços públicos (educação, justiça, saúde…) ou o combate aos especuladores financeiros e às decisões da troika.

António Costa nunca se demarcou das políticas de Sócrates, e sobre elas teve sempre a opinião do “NIM”.

Com uma retórica demagógica brilhante, foi  visível a sua falta de projectos, a não ser o de chegar ao poder, nos debates que mantinha no programa  “Quadratura do Círculo”. Nesse programa a honra  de fazer, de forma coerente e continuada, oposição ao modelo austeritário Europeu, por cá iniciado por Sócrates e continuado, de forma mais irresponsável e gravosa por Passos Coelho, coube a Pacheco Pereira, militante do PSD. Era já óbvio, nesses debates, pela fuga à clareza de ideias, ao cuidado com que comentava os temas, sem se comprometer, qual era o objectivo de António Costa, objectivo esse que desde ontem inicia a sua caminhada triunfante até ao poder.

Na noite de ontem houve também um sinal pouco abonatórios da personalidade de António Costa que foi o de ter ignorado, sobranceiramente, qualquer referência ao adversário derrotado

Fica assim na dúvida se a vitória de António Costa representa o início do fim das políticas “austeritárias” ou se, pelo contrário, é a mera continuação por outros meios, dessa política.

Para já há um vencedor: O Grupo Bilderberg que, desde há longa data, aposta em António Costa para prosseguir em Portugal as políticas neoliberais, impostas a países como Portugal, aí defendidas pelos representantes do mundo financeiro ( a outra aposta é….Rui Rio!!!).

Aguardemos pelo desenrolar dos próximos episódios para percebermos se Costa vai ser um mero "facilitador" da rotatividade do centrão ou se, pelo contrário, vai "dizer" e "fazer" alguma coisa de "esquerda".

quarta-feira, 25 de junho de 2014

A Mentira várias vezes repetida : Presidente alemão elogia “reformas bem-sucedidas” em Portugal.

O representante do "capataz" ( a srª Merkel) andou por Portugal a vender a receita da austeridade e a elogiar as "reformas bem sucedidas" (Presidente alemão elogia “reformas bem-sucedidas” em Portugal).

Por sua vez um burocrata não eleito da Comissão Europeia, o comissário para a saúde, veio elogiar os cortes, justificando-os com a salvação do sistema de saúde  (“Os cortes serviram para evitar o colapso do sistema de saúde português”).

Como se costuma dizer, é perguntar à "peixeira" se o peixe é fresco.

Essa gente tem de justificar a receita que impuseram e nunca vão reconhecer os erros dessas medidas, baseadas aliás em várias mentiras, como a de Portugal ser um país de salários altos (???) , onde as pessoas andariam a viver acima das suas possibilidades, ou onde se trabalhava pouco.

Contudo todos os dias surgem notícias que desmentem a justificação e a bondade daquelas medidas, como as duas hoje publicadas em baixo referidas:

Portugal abaixo da média nos indicadores da OCDE sobre bem-estar

Se juntarmos a tudo isso a evolução de outros indicadores sociais de Portugal divulgados todos os dias, fica bem demonstrada a mentira que o Presidente Alemão e os comissários europeus, com o aval dos nossos governantes e dos comentadores de serviço nos procuram impingir com os cínicos elogios ao sacrifício dos portugueses às "reformas bem sucedidas".