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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

terça-feira, 29 de novembro de 2011

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Revolta em Wall Street

O jornal Libératin dedica um dossier bastante completo aos acontecimentos registados este fim-de-semana em Wall Street, e que tinham a origem num conjunto de manifestações de indignação contra o sector financeiro iniciadas em meados de Setembro, seguindo o modelo dos "indignados" europeus.
A notícia por cá, nos orgãos de comunicação com influência na manipulação da opinião pública, não tem merecido grande atenção, a não ser de forma superficial, daí este dossier nos parecer muito importante para perceber o que se está a passar em Nova Iorque.
Incluimos ainda uma selecção de fotografias que ilustram os acontecimentos, a maior parte delas publicadas pelo The Guardian:








sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Primeira Fotografia Oficial da Familia Presidencial.


Annie Leibovitz foi a fotógrafa escolhida para a primeira fotografia oficial da Famíla presidencial Obama, hoje divulgada

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Recordar Jack Kerouac


Há 40 anos, no dia 21 de Outubro de 1969, morria Jack Kerouac, de cirrose hepática.

Tinha apenas 47 anos mas era uma das figuras mais emblemáticas da literatura norte-americana, apelidado do pai da “Beat Generation”.
Nascido em Lowell, no Massachusetts, em 12 de Março de 1922. Quando entrou para a Universidade de Columbia em Nova Iorque, graças a uma bolsa obtida com jogador de futebol americano, conheceu Neal Cassady, Allen Ginsberg e William S. Burroughs.
Em 1950 publicou o seu primeiro livro, The Town and the City, assinando como John Kerouac, obra fortemente influenciada por Thomas Wolfe e bem aceita pela crítica.
Mas foi com o livro “On the Road” (“Pela Estrada Fora”) que se tornou conhecido.
Esta obra, considerada uma espécie de Bíblia da Beat Generation, foi escrita em três semanas, em Abril de 1951, inpirando-se na sua experiência pessoal de viajante no México e nos Estados Unidos. O manuscrito foi rejeitado por várias editoras e só seria editado em 1957.
As suas obras seguintes não tiveram o mesmo êxito e, além disso, afastou-se dos seus fãs quando, nos anos 60, resolveu criticar o movimento Hippie e apoiar a Guerra do Vietname.
A sua obra póstuma, “Visions of Cody”, publicada pela primeira vez integralmente em 1972, é considerada pelos especialistas o seu melhor livro.
Ao todo escreveu vinte livros de prosa e 18 de ensaios, cartas e poesia.

Algumas Palavras de Kerouac

1

“Assim, na América, quando o sol se põe, eu me sento no velho e arruinado cais do rio olhando os longos, longos céus acima de Nova Jersey, e consigo sentir toda aquela terra crua e rude derramando-se numa única, inacreditável e elevada vastidão, até a costa oeste, e a estrada seguindo em frente, todas as pessoas sonhando naquela imensidão, e em Iowa eu sei que agora as crianças devem estar chorando na terra onde deixam as crianças chorar, e você não sabe que Deus é a Ursa Maior? A estrela do entardecer deve estar morrendo e irradiando sua pálida cintilância sobre a pradaria, reluzindo pela última vez antes da chegada da noite completa, que abençoa a terra, escurece todos os rios, recobre os picos e oculta a última praia, e ninguém, ninguém sabe o que vaiacontecer a qualquer pessoa, além dos desamparados andrajos da velhice”

2

"Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de acaso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que vêem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente. E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como geniais. Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam."

3

“Um dia hei de renascer numa grande cidade de outro sistema planetário, no passado ou no futuro, onde uma única montanha de 5 quilómetros de altitude se recorta no céu azul - com toda a compaixão que sinto dentro de mim, a única coisa que vou precisar é da sabedoria da terra."

domingo, 18 de outubro de 2009

O "Sítio" de Neil Young


A não perder, o site construido por Neil Young, não só para divulgar os seus trabalhos, mas construido principalmente para denunciar o militarismo do seu país.
Nele podem ouvir ainda muitos dos trabalhos mais recentes da música norte-americana de intervenção, a maior parte totalmente desconhecida entre nós.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

A Fotografia em Defesa do Meio Ambiente.

Entre 1871 e 1872, o fotógrafo Willian Henry Jackson participou na expedição geológica de Ferdinand V Hayden, à região de Yellowstone, no oeste dos Estados Unidos, tornando-se um dos primeiros a fotografar essa região. As suas imagens, juntamente com as aguarelas e desenhos do pintor Thomas Moran, ajudaram a convencer o Congresso Americano que Yellowstone devia ser preservada para sempre.

William Henry Jackson

O Laboratório Movel de Jackson


Algumas das fotografias obtidas na expedição. Em todas elas está visivil uma figura humana para poder transmitir a verdadeira dimensão da paisagem:



sábado, 21 de março de 2009

Centenários 11 - "Legação Americana" (Palácio Foz ), Lisboa 1909

A propósito da eleição do presidente Taft, que sucedia a Theodor Roosevelt, dedicava a Ilustração Portuguesa, na sua edição de 8 de Março de 1909, uma vasta reportagem sobre a acção do “ministro para Portugal” (isto é, embaixador), representante dos Estados Unidos em Lisboa.
Charles Page Bryan, foi nomeado por Roosevelt para chefiar a “legação” norte-americana em Lisboa em 1903.
Aqui viveu um dos períodos mais conturbados da monarquia portuguesa.
Grande conhecedor da cultura e da língua portuguesa, percorria o país de automóvel para conhecer os seus monumentos.
Foi responsável pelo desbloqueamento da situação de muitos açorianos que viviam nos Estados Unidos e que, graças à sua acção, puderam beneficiar da dupla nacionalidade.
Mas uma das suas iniciativas mais importantes, em defesa do património português, foi o facto de ter adquirido o Palácio Foz, nos Restauradores, aí instalando a “Legação” norte-americana em Lisboa, na “parte principal do bello palácio”, salvando-o de ruína certa.
Fechado, havia oito anos, “estava destinado à bárbara invasão do petróleo, electricistas, alfayates e cynematographos, como aconteceu ao resto do monumental edifício”.
Aquele embaixador “não só tornou o palácio” o “ mais sumptuoso de Lisboa” como o manteve “com o devido brilho, fazendo d’elle um centro de reunião elegante e artístico”, ficando famosas as festas que aí se realizaram.
São algumas dessas antigas imagens do Palácio Foz, mais tarde sede do SNI e da censura, que hoje recordamos, um local que conhecemos razoavelmente durante os nosso tempos de cineclubista e quando, jovem estudante universitário, assisti a várias sessões de cinema realizadas pela Cinemateca de Lisboa que aí funcionou muitos anos.

Centenários 11 - "Legação Americana" (Palácio Foz ), Lisboa 1909

Palácio Foz, nos Restauradores, sede, desde 1903, da "Legação da América".


A "escadaria monumental" do Palácio Foz.



A "Galeria dos Mármores", do Palácio Foz.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

"Bye Bye" Mrs. Bush. "Welcome" presidente Barack Obama

Hoje é o primeiro dia de uma nova esperança.
Finalmente estamos livres do sr. Bush .
O sr. Bush representou um retrocesso civilizacional na história do ocidente e da democracia.
Com o sr. Bush o mundo tornou-se menos seguro e a guerra tornou-se o argumento mais utilizado para “resolver” os seus problemas.
Com o sr. Bush e os seus amigos neo-conservadores e neo-liberais, o mundo assistiu, na primeira década deste século, a um retrocesso cultural e social nunca visto anteriormente, numa tentativa de nos fazer regressar às premissas do século XIX.
Com o sr. Bush a vida dos não-americanos passou a ter um valor inferior, a tortura e o assassinato tornaram-se lei.
Com o sr. Bush, eleito em eleições fraudulentas, a democracia foi ridicularizada.
Com o sr. Bush, o mundo encontra-se á beira da catástrofe ambiental e económica.
O sr. Bush, ao recusar assinar o tratado de Quioto, vários tratados contra a proliferação de vários tipos de armamento, ao não reconhecer o Tribunal Penal Internacional, ao marginalizar a Onu, ao violar a Convenção de Genebra, tornou-se no dirigente de um país fora da lei.
À sombra do sr. Bush, uns pelo neo-conservadorismo, outros pelo neo-liberalismo, floriram figurinhas e figurões como o sr. Blair, o sr. Barroso, o sr. Aznar, o sr. Berlusconi , o sr. Sócrates ou o sr. Olmert.
A incompetência do sr. Bush abriu as portas para a afirmação de figurinhas e figurões que completam a outra face da moeda bushista, como o sr. Bin Laden, o sr.Putin, o sr. Eduardo dos Santos, o sr. Chavez, o Hamas, o regime iraniano ou o regime chinês.
O presidente Barack Obama representa a última esperança de afirmação dos valores ocidentais da democracia, da tolerância e da igualdade.
Tem pela frente a tarefa gigantesca, cheia de armadilhas deixadas pelo seu antecessor, de repor o respeito universal pelos Direitos Humanos, pela democracia plena, pela tolerância na relação entre os povos e por mais justiça social.
O presidente Obama vai ser fortemente pressionados pelos verdadeiros interesses instalados, por aqueles que temem perder protagonismo e pela necessidade de resolver rapidamente a actual crise económica e ambiental.
Claro que depositar todas as esperanças num único homem é um erro. Todos nós temos de o ajudar nessa tarefa que o é também da humanidade, começando logo por não nos deixarmos enganar por aqueles que, sempre tão prestáveis em aplicar as políticas económicas, sociais e/ou culturais do sr. Bush, se confessam actualmente grandes fãs de Obama, a começar pelos nossos “socialistas” ou pelo sr. Barroso e pelo sr. Blair na Europa.
Uma das grandes tarefas do novo presidente será enfrentar a crise económica, apostando num novo modelo, mais social e mais humano.
Outra das tarefas será a de enfrentar o grande desafio ambiental com que o mundo se debate, apostando num novo modelo energético.
Mas, acima de tudo, cabe-lhe a responsabilidade de recuperar e reformar o papel das Nações Unidas como centro de resolução dos grandes conflitos internacionais.
Se conseguir iniciar a abordagem dessas três grandes tarefas, já valeu a pena toda a esperança depositada na sua eleição.
Boa Sorte presidente Obama

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Vencedores e Vencidos

Obama venceu.
Ouvindo os comentadores do costume, seguindo alguns noticiários e jornais, até parece que toda a gente venceu estas eleições, mesmo os políticos e jornalistas que passaram a vida a justificar ou colaborar com as políticas de Bush.
De facto, nestas eleições, houve vencidos e vencedores, mesmo que alguns vencidos pareçam agora vencedores.
Vencedor, antes de mais, e mesmo antes de o ser, o próprio Obama. Conseguiu chegar onde chegou num país onde a cor da pele ainda conta (vejam os resultados nos Estados do Sul !), lutando inicialmente contra o próprio aparelho do partido, e mobilizando milhões de pessoas que nunca se tinham interessado pela política.
Vencedora a própria América, que se livrou da imagem anti-democrática criada nas anteriores trapalhadas eleitorais e nos fraudulentos processos eleitorais que levaram Bush ao poder, recuperando a sua imagem de líder político do mundo ocidental.
Vencedores os cidadãos do mundo, que não podendo eleger o presidente dos Estados Unidos, puderam viver com entusiasmo a chegada ao poder de alguém com carisma para impor uma nova era de paz, prosperidade e justiça.
Venceu, apesar de parecer derrotado, o presidente Sarkozy, que ganha um novo aliado para a reforma pragmática do capitalismo selvagem que nos dominou nos últimos 20 anos.
Venceu, apesar de derrotado, MacCain, que mostrou grande dignidade na derrota e que ainda existem republicanos decentes.
Venceu o presidente Lula da Silva que encontra um aliado na esquerda moderada para se impor como exemplo para a América Latina.
Venceu Zapatero, que luta contra a última vingança de Bush, que quer impedir a Espanha de ter o papel internacional que merece e lhe é devido
Venceram os Europeus, os Africanos e os Sul Americanos (talvez não tanto os Asiáticos), que encontram finalmente um interlocutor válido para enfrentar a instabilidade político-económica em que vivemos.
Venceram judeus e palestinianos, que podem começar a ver uma luz no fundo do túnel, no caminho da reconciliação que só será possível com a colaboração norte-americana.
Venceu a esquerda mundial, ao ganhar um novo ídolo, capaz de a mobilizar na verdadeira mudança.
Mas também houve vencidos.
Antes de mais o presidente Bush, que saí directamente da Casa Branca para o caixote do lixo da história.
Vencido, embora dando-se ares de vencedores e de que estão ao lado da onda de Obama, todos aqueles que ao longo dos anos andaram de mãos dadas com Bush: Durão Barroso, Aznar, Tony Blair, Berluconi...
E por cá os vencidos são: José Sócrates, representante máximo local das políticas neo-liberais que agora começam a ser enterradas, apesar de procurar disfarçar, com a habilidade que lhe é conhecida; uma seita de comentadores políticos que passaram a vida a defender a política de Bush e as políticas locais do Sócrates.
Mas tudo isto pode ser apenas uma ilusão, e a América voltar ao que era antes, por força dos lobbies poderosos do armamento, do petróleo e das finanças.