Pesquisar neste blogue

Mostrar mensagens com a etiqueta Merkel. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Merkel. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Eleições na Alemanha: A Europa JÁ NÃO SEGUE dentro de momentos...

O investigador francês Patrick Moreau, especialista no estudo da extrema direita alemã e autor do livro editado este ano em França "A Alemanha: o sonho da extrema direita", declarou em entrevista ao jornal Liberation, no passado dia 22 , que, se o AfD, o mais forte partido da extrema direita alemã, obtivesse uma votação de 14%, o sistema político alemão entrava em colapso.

Por sua vez o analista Joerg Farbig, ouvido em vésperas do acto eleitoral pala jornalista do Público Maria João Guimarães, referia-se à possibilidade de Merkel "perder mesmo vencendo"se o seu resultado se ficasse pelos 34-36%  (edição de 24 de Setembro) .

Ora, o pior acabou por se confirmar: não só a extrema direita entrou pela primeira vez no parlamento alemão desde o final da 2ª guerra, obtendo um resultado próximo daqueles 14%, como o resultado de Merkel ainda foi pior do que o previsto pelo analista alemão, quedando-se abaixo dos 33%...

O resultado final ( não o das projecções) acabou por ser o seguinte (Fonte- Spigelonline):

CDU ( os Democratas Cristão de Merkel em coligação com os conservadores de direita da Baviera) : 32,9%, elegendo 246 deputados, menos 65 que na anterior legislatura, o segundo pior resultado da sua história (pior só em 1949);

SPD (social-democratas) - 20,5%, elegendo 150 deputados (menos 40 que em 2013), o pior resultado da sua história;

AfD (extrema direita neo-nazi) - 12,6%, elegendo pela primeira vez deputados para o parlamento, um total de 94;

FDP ("liberais", radicais da direita neoliberal) - 10,7%, regressando ao parlamento, após um interregno de uma legislatura e elegendo 80 deputados;

Die Linke ( Esquerda, formada pelos antigos comunistas e por dissidentes do SPD) - 9,2%, elegendo 69 deputados, mais 5 que nas últimas legislativas;

Verdes - (centro esquerda) - 8,9%, elegendo 67 deputados, mais 4 que na eleições anteriores;

Outros partidos: 5% ( não elegeram deputados, mas aumentaram a votação em cerca de 1%).

Registe-se que a abstenção foi inferior a 25%. 

Como se vê, deu-se a impensável derrocada do "centrão" alemão, o que muito vai dificultar a vida a Merkel.

Esta só pode governar em três cenários:

- retomando a grande (cada vez "menos grande") coligação com os social-democratas;

- governando em coligação como os verdes e os "liberais";

- governando em minoria, com acordos parlamentares.

O primeiro dos casos, aquele que mais podia agradar aos europeístas, em especial a Macron e que podia garantir um mudança de rumo no projecto europeu, em favor dos cidadãos e dos países do sul, não parece provável, visto que o líder do SPD já anunciou o fim dessa coligação, pois arriscava-se a fazer o seu partido desaparecer do mapa eleitoral e deixava a oposição entregue à extrema direita e à esquerda do Die Linke, este último partido disputando o eleitorado dos social-democratas.

O segundo caso é o que é apontado como mais provável, mas é uma grande incógnita, dado o antagonismo entre verdes e "liberais" , nos antípodas políticos no que diz respeito ao modelo económico, financeiro e social. Se for para a frente este modelo, pode revelar-se desastroso para o futuro da CDU e até para a Europa inclusiva defendida por Macron e Juncker. A actual liderança "liberal" está mais próxima da extrema-direita e dos eurocepticos e é defensora da continuação das "reformas" estruturais "austeritárias" que devastaram o sul da Europa.

Um governo minoritário com acordos pontuais à direita e à esquerda no parlamento não faz parte da tradição alemã e conduziria a eleições antecipadas a breve prazo.

Uma "geringonça" à alemã também não é possivel, já que os três partidos de esquerda, SPD, Die Linke e Verdes, que juntos recolheram quase 40% dos votos, e que estão unidos nalguns parlamentos regionais, não conseguem uma maioria parlamentar.

Ou seja, seja qual for o cenário que se segue, a tradicionalmente estável Alemanha entra numa deriva politicamente caótica`à qual as suas elites tradicionais não estão habituadas e que vai ser explorada até à exaustão pela extrema-direita.

E com essa deriva deitam para o lixo da história os projectos de Macron e Juncker em relação a uma renovação do projecto europeu, com graves consequências a prazo para todos, em especial para os países do sul.

É caso para dizer, contrariando alguns "europtimistas", que consideravam que, depois da vitória de Macron (que está também em queda em França, tendo sofrido ontem uma pesada derrota na eleições para o Senado), e da "previsivel" vitória confortável de Merkel a Europa ía ser salva, que, afinal....a Europa JÁ NÃO SEGUE DENTRO DE MOMENTOS...

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

A Golpada “Kristalina”


A ONU precisa urgentemente de recuperar a credibilidade de outros tempos.
Recorde-se que foi a ONU, quando funcionava como palco das grandes decisões mundiais, visando a preservação da paz e o equilíbrio entre as nações, sendo o primeiro grande centro de controle dos efeitos negativos da globalização (através de instituições como a UNICEF, a UNESCO, a OMS,  a OIT ou a FAO, entre muitas outras), que evitou várias guerras nucleares, durante a guerra fria, conseguiu algum equilíbrio, enquanto teve influência, na problemática região do Médio Oriente, acompanhou de forma activa, os grandes movimentos descolonizadores em África e na Ásia e evitou muitas crise humanitárias, ao mesmo tempo que foi sempre uma referência na defesa dos Direitos Humanos.
Claro que nem tudo coreu bem, principalmente pela manutenção e pela influência de um grupo restrito de membros permanentes (Grã-Bretanha, França, Estados Unidos e União Soviética (hoje Rússia), aos quais se juntou mais tarde a China) com direito de veto.
O descalabro da influência da ONU começou quando ela era mais necessária, após o fim do bloco de leste e da União Soviética, a guerra da Jugoslávia e, mais recentemente, a guerra do Iraque e a actual situação que se vive no Médio Oriente.
Quis o Ocidente, mormente a União Europeia e América de Bush, substituir-se, com o recurso à NATO, ao papel da ONU, que se limitou a desempenhar um papel secundário na cada vez mais perigosa situação internacional.
A eleição de um novo secretário-geral surgiu assim como uma última oportunidade de recuperar para a ONU a influência de outros tempos e a própria esperança de dar um futuro mais equilibrado e de paz à humanidade.
Foi assim que surgiu pela primeira vez um método de escolha transparente  e um candidato credível.
Esse candidato credível, pela sua visão humanista, pela sua experiência no contacto com os mais graves conflitos mundiais, pela sua capacidade de diálogo, pelo seu profundo conhecimento do funcionamento da ONU, é o português António Guterres, não por acaso o melhor primeiro-ministro que Portugal teve desde que entrámos para a União Europeia.
Contudo, mais uma vez, movem-se nos bastidores as jogadas antidemocráticas do costume, conduzidas pelos mesmos de sempre (Comissão Europeia e politburo de Bruxelas , comandados pela Alemanha, assessorada pelos seus satélites do costume, o chamado grupo de Visegrado e outros do seu sonhado “espaço vital” a leste), recorrendo à costumada linguagem “politicamente correcta”, de ter, pela primeira vez, uma mulher à frente da ONU, representando os “países do leste” (um conceito que pensava que estava enterrado com o fim da guerra fria e com a adesão de alguns desses países à União Europeia!!!....).
É assim que surge, na recta final (nos últimos cem metros da maratona, para citar o nosso Presidente Rebelo de Sousa) uma candidatura para tentar afastar Guterres, uma vice-presidente da Comissão Europeia, apoiada por esta e pela srª Merkel, a srª Kristalina Georgieva.
A sua candidatura levante vários problemas:
Para já surge em resultado de uma guerra interna da política búlgara, com a “direita”  a apoiar essa nova candidatura e a “esquerda” a recusar-se a retirar a sua candidata, Irina Bokova, guerra essa que parece condenar à partida a veleidade das duas candidatas, até porque um país só pode apresentar um candidato;
Depois, esta é uma jogada de alto risco da Comissão Europeia e da Alemanha, que pode dividir, ainda mais, a própria União Europeia e pode retirar, de  vez, caso a sua candidata venha a ser derrotada, a intenção da Alemanha ascender à Comissão permanente da ONU;
Finalmente, essa candidatura, se for levada a sério pela ONU, é uma machadada final na procura de transparência que se pretendeu obter com o novo processo de candidatura, à qual os outros candidatos se submeteram, e na credibilidade da própria ONU.
Recorde-se que a antepassada da ONU, a Sociedade das Nações, foi destruída por situações deste género, com a contribuição  também da Alemanha, cuja destruição e descrédito conduziram à Segunda Guerra Mundial.
Mais do que uma candidatura, estamos perante mais uma golpada de uma instituição que está habituada a funcionar sem respeitar a vontade democrática dos cidadãos e habituada às jogadas de bastidores, a Comissão Europeia.
Surgindo essa candidatura de uma das grandes famílias politicas europeias, o Partido Popular Europeu, à qual pertencem o PSD e o CDS, será curioso observar a reacção destes partidos.
 
Será que em público, para não parecer mal, vão dizer que apoiam Guterres, mas em privado, vão seguir a atitude de Barroso, que é que descredibilizar e boicotar o candidato português?
Seja qual for o resultado, é o descrédito total da Comissão Europeia e do politburo de Bruxelas
…aguardam-se cenas dos próximos capítulos!

domingo, 14 de outubro de 2012

A "PATROA" VEM VISITAR A "QUINTA" :Merkel vem a Portugal.

Segundo a edição do Expresso deste fim-de-semana, o governo tem estado a preparar, até agora no máximo segredo, uma visita da Merkel a Portugal.
A visita está prevista para Novembro.
Uma boa ocasião para mais uma gigantesca manifestação de indignação nas ruas de Lisboa. A minha proposta era: tudo de negro e em silêncio, sem violência, apenas com cartazes de indignação contra o governo, a Comissão Europeia e a srª Merkel.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

REACÇÕES ( OU FALTA DELAS) SOBRE O 15 DE SETEMBRO - OS PIRATAS, OS BUROCRATAS E A AMANTE DELES:




O silêncio do governo e dos responsáveis do PSD sobre a manifestação de 15 de Setembro começa a ser demasiado ruidosa.

Apenas um descarado Aguiar Branco tenta cinicamente desvalorizar o significado da manifestação , afirmando que muitos “amigos” dele também estiveram lá. Não falta muito e ainda vamos ouvir  algum ministro afirmar que andou nesse dia a gritar na rua contra a troika.

Mas, se por cá, ao que parece, não temos governo há uns três dias, lá por fora os responsáveis pela crise apressaram-se a vir em defesa das medidas de austeridade impostas aos portugueses pelos capatazes que por cá governam em seu nome.

Não faltaram os piratas da agência de rating Moody´s a dizer que é preciso ir ainda mais longe na austeridade. É incrível que se continue a dar crédito a esses criminosos, com grande responsabilidade na situação, dos principais beneficiados com a crise que criaram. Num mundo justo estariam em tribunal a responder pelos seus crimes financeiros…

Veio também um imberbe cinzentão burocrata da Comissão Europeia, uma instituição não eleita pelos cidadãos europeus,  que tem sido totalmente irresponsável e incapaz de fazer frente ao ataque especulativo contra o euro, mas  capaz de destruir alegremente o Modelo Social Europeu para agradar aos “mercados”, ameaçar os portugueses com o corte no empréstimo negociado com a troika, caso não se continue na via da austeridade cega contra os cidadãos portugueses ( e não só…).

Faltava a cereja no cimo do bolo podre que essa gente nos anda a cozinhas: -  a opinião da srªMerkel, a ex-comunista da Alemanha de leste, (que se defende dizendo que só se inscreveu no partido para poder estudar, resposta reveladora do seu carácter) e que só descobriu os malefícios do comunismo no dia em que caiu o muro, afirmando, em tom ameaçador, que a austeridade é para continuar.

Não se espera do governo português, mero executante dessas medidas,( cujos membros exibem descaradamente a bandeira portuguesa à lapela, provavelmente  para limpar a consciência de todo o mal que andam a fazer ao país), qualquer reacção a essa afronta contra os portugueses,  porque ninguém morde na voz do dono, mas já se exigia ao sr. Presidente da República, que também anda desaparecido, uma palavra em defesa de Portugal…

Enfim, já não há pachorra para essa gente…

sábado, 23 de junho de 2012

POR FAVOR POUPEM-NOS!!!


Ok!

Vocês são uma “raça” superior”, organizados, eficientes, pouco preocupados com coisas secundárias como a cultura e o lazer, coisas de gente piegas e preguiçosa como nós, com pouco interesse financeiro.

Ok!

Vocês vão ganhar o Europeu, e fazem tudo para isso, mesmo transformando o futebol numa coisa chata e cinzenta, até agora de forma limpa e por mérito próprio. Levem lá a Taça!
MAS POR FAVOR….

….POUPEM-NOS AOS “PULINHOS” RÍDICULOS DA SRª MERKEL!!!!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

FORÇA GRÉCIA...com humor...(ou vai ser verdade?)

(Fonte: The Independent)

"FORÇA GRÉCIA" : Desporto e Futebol, ou “a continuação da política por outros meios”.

Quem acredita que o desporto está imune à política, a história está repleta de exemplos que o desmentem.

Grande acontecimentos desportivos internacionais, como o actual Campeonato Europeu de Futebol ou os Jogos Olímpicos, desde sempre estiveram ao serviço, de forma mais ou menos velada, mais ou menos descarada, da propaganda política e têm reflectido a situação política do momento.

O jornal Libération  dedica uma interessante reportagem ao assunto, na edição on-line desta semana, que podem consultar AQUI, a propósito da forma como está a ser encarado o jogo desta noite entre a Alemanha e a Grécia.

Aliás, a imprensa alemã tem-se comportado de forma miserável em relação a esse confronto, servindo-se de tudo para humilhar a selecção grega, como já referimos em post anterior.

Hoje, eu, como muitos europeus, vamos torcer pelos gregos, tanto mais que a presença provocadora da srº Merkel esta noite no estádio é uma boa ocasião para os europeus, vítimas da sua irresponsabilidade e do seu autoritarismo poderem demonstrar toda a repulsa que a sua presença provoca.

Seria interessante que os “PIGS” (Portugal, Itália, Grécia e Espanha), todos nos quartos de final, viessem  a passar às meias-finais, respondendo assim aos “PIG” alemão, sem batotas, porque já se viu que a UEFA quer que seja a Alemanha a ganhar.

 Portugal já lá está…vamos torcer para que os outros passem…

segunda-feira, 18 de junho de 2012

ELEIÇÕES NA GRÉCIA - A VITÒRIA DA CHANAGEM?


A chantagem e o medo resultaram.

Lá ganhou o partido da austeridade, amiguinho da srª Merkel, que ficou eufórica com o sucedido.
Parece que os “burros” da Comissão Europeia, do BCE e do governo alemão, só perceberam as aparências.

Não fosse o absurdo sistema eleitoral grego que, à maneira da corrupção  e das aldrabices que os puseram na actual situação, “oferece” 50 deputados ao partido mais votado (uma maneira de perpetuar no poder os mesmos partidos e as mesmas famílias que, com a conivência da Alemanha, do BCE e da Comissão Europeia conduziram o país para o abismo), e o resultado teria sido bem mais complicado.

O que essa gente, eufórica com o resultado não percebeu foram os sinais: 

- uma abstenção próxima dos 50%, que revela a desconfiança dos gregos em relação aos seus políticos e até, o que é mais preocupante, em relação à democracia;

- entre aqueles que votaram , cerca de metade votou nos partidos anti-austeridade, o que revela o aumento do descontentamento em relação aos partidos pró-troika;

- a extrema direita, assumidamente nazi, manteve praticamente a preocupante votação anterior…o pouco que perdeu foi a favor da Nova Democracia, uma rica “companhia” para o partido favorito da Srª Merkel, da Comissão Europeia e do BCE!!!.

A partir de agora, convencidos de que a chantagem e o medo resultam, a srª Merkel, a Comissão Europeia e o BCE vão usar essa estratégia contra portugueses, irlandeses, espanhóis, italianos, cipriotas e quem mais vier, para lhes impor o seu desastroso modelo de austeridade punitiva, o que vai dar, a prazo, muito mau resultado…mas então já será tarde demais…

quinta-feira, 10 de maio de 2012

O REGRESSO DA RÚSSIA...








Ontem, um pouco por toda a Rússia, celebrou-se o Dia da Vitória, com o regresso dos velhos ícones, as medalhas, os retratos de Stalin, as foices e os martelos e os desfiles militares.
O regresso de Putin à presidência da Rússia vai ser marcado pela recuperação do lugar da Rússia no mundo, provávelmente de mãos-dadas com a China (ainda há poucas semanas realizaram manobras militares conjuntas).
Por cá a srª Merkel e a Comissão Europeia estão mais interessados em fazer mal aos seus cidadãos e em  insistir no modelo de  austeridade para "salvar" o moribundo projecto europeu.
Será que a srª Merkel e os seus lacaios pensam que conseguem fazer frente ao expansionismo russo-chinês sem contarem com os cidadãos europeus?
Ao contrário do que os seus dirigentes pensam, a  Alemanha sózinha não vai conseguir impedir o aumento de influência da Rússio a leste.
Para a Europa, entre Merkel e Putin, venha o diabo es escolha...