Morreu o realizador Eric Rohmer. Tinha 89 anos.
O Público recorda uma crónica escrita por Bénard da Costa sobre essa figura ímpar do cinema europeu.
Os dias que rolam, numa visão plural, pessoal e parcial de um mundo em rápida mutação. À esquerda, provocador e politicamente incorrecto, mas aberto à diversidade...as Pedras Rolam...
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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
quarta-feira, 27 de maio de 2009
A Arte do Cineclubismo - 17 - CCC (recordando o cineclubista Bénard da Costa)
Criado em 1956, o Centro Cultural de Cinema de Lisboa (CCC) foi um dos cineclubes mais dinâmicos dos “anos de brasa” do cineclubismo português.Definia-se como um “cine clube de universitários para uma cultura cinematográfica cristã” e foi aí que João Bénard da Costa se iniciou no gosto pelo cinema, entre 1957 e 1960.
Apresentamos hoje um conjunto capas dos boletins de algumas das sessões realizadas por aquele cine clube, nos anos 50 e 60.
Destacamos aquela dedicada ao Western, cujo interior inclui um texto, escrito a meias entre o recentemente falecido director da Cinemateca e Alberto Vaz da Silva, sobre Nicholas Ray, um dos mais destacados cineastas desse género cinematográfico.
Nos boletins do CCC podemos encontrar vários textos de crítica cinematográfica da autoria de, entre outros, Pedro Tamen, Nuno Bragança e Francisco Sarsfield Cabral.
Uma das particularidades desses boletins era incluir uma nota a explicar “porque exibimos este filme”.
Recordar os programas do CCC é uma forma singela de homenagear a memória de João Bénard da Costa.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Recordando João Bénard da Costa

A notícia foi divulgada há poucas horas pela agência Lusa: João Bénard da Costa morreu hoje em casa aos 74 anos.
Ainda segundo aquela mesma notícia, “João Bénard da Costa, que foi subdirector da Cinemateca Portuguesa desde 1980 e director de 1991 a 2009, foi substituído na direcção da Cinemateca Portuguesa em Janeiro último por Pedro Mexia devido a problemas de saúde.”
“Nascido em Lisboa em [7 de Fevereiro] 1935, João Pedro Bénard da Costa, licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas, foi um dos fundadores da revista O Tempo e o Modo, dirigiu o Sector de Cinema do Serviço de Belas-Artes da Fundação Calouste Gulbenkian e presidia à Comissão Organizadora das Comemorações do Dia de Portugal (…).
“Pelo trabalho à frente da Cinemateca, Bénard da Costa foi condecorado em Setembro passado pelo ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro com a medalha de mérito cultural.”
O antigo regime impediu-o de seguir a carreira universitária, pelo que leccionou História e Filosofia, entre 1959 e 1965, em dois colégios de Almada, no Liceu Camões e no Colégio Moderno. Tal como outro grande divulgador cultural, recentemente falecido, Vasco Granja, foi dirigente cineclubista entre 1957 e 1960, nascendo aí o seu grande interesse pela cultura cinematográfica, da qual ele foi um dos mais brilhantes divulgadores em Portugal.
Autor de vários livros de cinema, o seu entusiasmo por esta arte levou-o a desempenhar vários papéis em filmes de Manoel de Oliveira e de João César Monteiro, usando o pseudónimo de Duarte de Almeida.
Escrevia com prazer e paixão sobre arte e, principalmente, sobre cinema, sempre com um sentido irónico, criativo e rigoroso.
Num país mergulhado numa tremenda crise de valores, nomeadamente de valores culturais, a sua perde é gigantesca, mas o seu exemplo é motivador.
Ainda segundo aquela mesma notícia, “João Bénard da Costa, que foi subdirector da Cinemateca Portuguesa desde 1980 e director de 1991 a 2009, foi substituído na direcção da Cinemateca Portuguesa em Janeiro último por Pedro Mexia devido a problemas de saúde.”
“Nascido em Lisboa em [7 de Fevereiro] 1935, João Pedro Bénard da Costa, licenciado em Ciências Histórico-Filosóficas, foi um dos fundadores da revista O Tempo e o Modo, dirigiu o Sector de Cinema do Serviço de Belas-Artes da Fundação Calouste Gulbenkian e presidia à Comissão Organizadora das Comemorações do Dia de Portugal (…).
“Pelo trabalho à frente da Cinemateca, Bénard da Costa foi condecorado em Setembro passado pelo ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro com a medalha de mérito cultural.”
O antigo regime impediu-o de seguir a carreira universitária, pelo que leccionou História e Filosofia, entre 1959 e 1965, em dois colégios de Almada, no Liceu Camões e no Colégio Moderno. Tal como outro grande divulgador cultural, recentemente falecido, Vasco Granja, foi dirigente cineclubista entre 1957 e 1960, nascendo aí o seu grande interesse pela cultura cinematográfica, da qual ele foi um dos mais brilhantes divulgadores em Portugal.
Autor de vários livros de cinema, o seu entusiasmo por esta arte levou-o a desempenhar vários papéis em filmes de Manoel de Oliveira e de João César Monteiro, usando o pseudónimo de Duarte de Almeida.
Escrevia com prazer e paixão sobre arte e, principalmente, sobre cinema, sempre com um sentido irónico, criativo e rigoroso.
Num país mergulhado numa tremenda crise de valores, nomeadamente de valores culturais, a sua perde é gigantesca, mas o seu exemplo é motivador.
O 25 de Abril de Bénard da Costa
“Tinha-me deitado tardíssimo na véspera, jantara com o Vasco Pulido Valente, que ficou até de madrugada a tentar convencer-me, numa imensa discussão, que o Marcelo tinha o poder garantido por mais 20 anos...
E na manhã do 25 de Abril, sem saber ainda de nada - a não ser estranhar não haver trânsito nas ruas -, encontro o Villaverde Cabral à porta do Conservatório que me disse: "É agora!"
"O quê?", perguntei.
"É agora o fim do regime!" Bem, eu estava vacinado de fazer profecias que nunca se verificavam...
E não sabendo rigorosamente nada sobre o MFA, com aquilo que estava a acontecer no Carmo percebi que era imparável.
Embora hoje esteja menos convencido disso do que nesse dia.
Se tem havido uma resistência militar a sério e com o que hoje se sabe sobre a preparação militar do 25 de Abril, se calhar ele teria abortado!
A verdade é que ninguém esteve para arriscar.
Só não foi tão excessivo como o 5 de Outubro, em que meia dúzia de oficiais mudaram o regime... Tudo isto para lhe dizer que na noite de 25 para 26 percebi que era irreversível.”
(excerto de uma entrevista conduzida por Maria João Avilez para o jornal “Público” em 1994. Pode ser lida na integra através do seguinte endereço: http://www1.ci.uc.pt/cd25a/wikka.php?wakka=ejcosta )
Publicada por
Venerando António Aspra de Matos
à(s)
12:13
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cinema,
João Bénard da Costa
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