sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Na morte de John Glenn e Greg Lake: Dois icones da minha geração


Pertenço à geração que viveu a infância e o princípio da juventude a assistir a dois grande acontecimentos: o inicio da conquista do Espaço e o nascimento do rock.
 
Não deixa por isso de ser irónico que tenham morrido, praticamente em simultâneo, dois dos ícones dessas duas realidades, o astronauta John Glenn e o baixista e vocalista Greg Lake.
 
John Glenn foi o primeiro astronauta norte-americano a fazer um voo orbital à volta da Terra, em 1962, e morreu na passada 5ª feira com 95 anos.
 
Greg Lake, que faleceu um dia antes do astronauta, aos 69 anos,  foi membro dos King Krimson, em 1968 e fundou, no início dos anos 70, os Emerson, Lake &Palmer, bandas que estiveram na origem do chamado rock progressivo que tornou famosas bandas como os Pink Floyd, os Yes ou os Gentle Giant.
 
Ao tomar conhecimento destas duas mortes quase em simultâneo, dei-me conta de que pertenço a uma geração privilegiada que assistiu às primeiras viagens do homem ao espaço, que viu em directo a chegada do homem à Lua (feito que é apenas um facto história para quem tem menos de 50 anos), ao mesmo tempo que acompanhou o nascimento e evolução do rock.
 
Duas realidades que povoaram o imaginário e o crescimento de uma geração que hoje chega à idade da reforma, tempos heroicos de descoberta, inovação e criatividade.
 
Duas realidade que por vezes se tocaram, não sendo de estranhar que o álbum mais famoso do género iniciado por Lake se intitule "The Dark Side of the Moon" (dos Pink Floyd)
 
Não sendo um nostálgico, não deixo de sentir que muitas das referências do mundo em que cresci começam a desaparecer a um ritmo vertiginoso.
 
Não será o fim do "meu" mundo, mas não deixa de ser o inicio do fim de um "mundo" em que cresci, aprendi e vivi...

2 comentários:

Manuel Vilhena disse...

Estamos realmente "velhos". Longe vai o tempo em que ouvíamos "Pictures at an Exhibition","Trilogy" e "Brain Salad Surgery", na Galeria 70...ainda hoje possuo os álbuns originais, mais o "Tarkus" que consegui graças à família emigrada na GB. E, orgulho-me de ter comprado as reedições, vários anos depois, em vinyl, quando vivi em Itália. Ficam as memórias...Também de John Glenn, pois tive o prazer de,numa visita ao "National and Air Space Museum" em Washington-DC, ver a cápsula do Projecto Mercury. We're Just old timers!

João Pereira disse...

Muito boa tarde,
Em primeiro lugar, desculpas por tomar a liberdade de o contactar por esta via, a única forma que consegui encontrar.
Contacto-o na sequência da visita que organizou às Termas dos Cucos em, salvo erro, 2012. Sendo fotógrafo amador (website em referência) e estando a desenvolver um projecto de registo de edifícios de referência (arquitectónica, pública, patrimonial ou social) que se encontrem desactivados) gostaria muito de poder fotografar as Termas dos Cucos.
Dentro deste projecto - pessoal e sem qualquer intuito comercial - reuni já algumas páginas interessantes (os Pavilhões do Parque nas Caldas da Rainha, instalações fabris, o Balneário Velho do Hospital Termal, o conjunto da JNV / IVV de Torres Vedras, edifícios fabris em Lisboa, etc).
Se porventura me puder fornecer um contacto para os responsáveis/proprietários dos Cucos, fico-lhe muito grato. Se, mais ainda, me puder recomendar outros edifícios com estas características no Concelho (lembro-me, por exemplo do Hospital do Barro ou da Casa Hipólito ?) será fantástico.
As imagens que eu eventualmente venha a fazer ficarão, naturalmente, à disposição dos proprietários ou das instituições de tutela desses edifícios.
Muito obrigado

jmp@joaomartinspereira.com

joaomartinspereira.com
cxnegra.wordpress.com