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sexta-feira, 6 de junho de 2014

Recordar Robert Capa, a propósito do 70º aniversário do desembarque na Normandia.

Passam hoje 70 anos sobre o desembarque das tropas aliadas na Normandia, um dos episódios mais sangrentos, mas também mais decisivos, da 2ª Guerra Mundial.

Jornais como o Publico, também AQUI, recordam hoje esse dia histórico.  O El Publico espanhol recorda AQUI a forma como esse acontecimento foi tratado co cinema. Por sua vez o EL País entrevistou o historiador Antony Beever sobre o significado histórico do desembarque. Já o Le Monde foi ver como se vive hoje nas praias do desembarque, comparando fotografias da época com fotos de hoje (podem clicar nas palavras assinaladas para verem essas reportagens e textos).

As fotografias de Robert Capa, que nesse dia acompanhou os soldados do regimento de infantaria nº16 da 1ª Divisão do exército norte-americano, ficaram como um dos principais ícones desse Dia D.

Capa trabalhava para a revista Life e, ao abrir inadvertidamente a sua máquia fotográfica, acabou por estragar quase todas as 108 fotografias que conseguiu tirar na dificil situação de combate.
Só 11 fotografias se salvaram, tendo a Life publicado dez.

Uma das fotografias mais famosas foi a que tirou ao soldado Huston Riley, que nos conta a sua história AQUI, hoje no El Mundo.

Aqui recordamos algumas dessas famosas foto do fundador da Magnum:









domingo, 3 de julho de 2011

A “Maleta” Mexicana


Herbert_Matthews_Ernest_Hemingway_fotografia_Capa
(em cima: fotografia de Hemingway em Espanha, da autoria de Capa)

Está prestes a estrear, primeiro num Festival de Cinema na República Checa, mais tarde noutros cinemas da Europa e na TV,o documentário “La Maleta Mexicana”, da autoria da mexicana Trisha Ziff, uma investigadora da história da fotografia.

Esse documentário conta a história do desaparecimento, e recente recuperação, de um conjunto que quase 5 mil negativos da autoria de Robert Capa, David Chim Seymour e Gerda Taro, tirados durante a Guerra Civil Espanhola.

A história desse documentário pode ser lids em baixo:

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Capa e Taro, um amor fugaz no meio de fotografias imortais.

Taro e Capa em Paris, ou "Capa versus Capa"...


Filha de judeus Polacos que viviam na Alemanha, Gerda Pohorville, que veio a ser conhecida por Gerda Taro, fugiu para Paris nos anos 30, para escapar ao nazismo.

Na capital francesa encontrou outro jovem húngaro de origem judaica, fotógrafo, Andre Friedman.

Apaixonaram-se e André ensinou a Gerda a arte da fotografia.

Como eram pouco conhecidos, resolveram inventar um “altar ego”, um tal “Robert Capa”, um fotógrafo “famoso” “chegado” a Paris com “origem” nos Estados Unidos.

Gerda e André faziam-se passar por agentes desse “fotógrafo” e assim venderam as suas fotografias pelo triplo do preço que conseguiam anteriormente.

Indistintamente, tanto as fotografias de Taro como as de Friedman, tiradas nesse período, passaram à história como sendo da autoria de Robert Capa, pseudónimos que, após a morte trágica de Gerda, passou a ser assumido por André Friedman.

Iniciada entretanto a Guerra Civil em Espanha, ambos partiram para esse país, para acompanharem os republicanos.

Foi aí que as relações entre ambos começaram a esfriar, porque Friedman, aliás “Capa”, apoiava os comunistas, e Taro aproximou-se dos anarquistas.

Capa ganhou fama com as suas fotografias da guerra e assumindo o pseudónimo que o imortalizou, Taro encontrou a morte num estúpido acidente (foi atropelada acidentalmente por um tanque dos anarquistas) em 26 de Julho de 1937, mas passou à história como a primeira fotojornalista feminina a cobrir uma guerra.

A morte prematura de Capa, durante a guerra do Vietname, dificultou a identificação correcta das fotografias de um de outro, do tempo em que ambos publicavam os seus trabalhos sob o mesmo pseudónimo de “Robert Capa”.



Taro em Barcelona.


Taro em Guadalajara, poucos dias antes de morrer.


Taro na frente de Córdoba, em 1936, fotografada por Capa

 
Para relembrar os trabalhos dos dois fotógrafos sobre a Guerra Civil de Espanha, coincidindo com o centenário do nascimento de Taro (1 de Agosto de 1910), foi inaugurada em Madrid a exposição intitulada “This is the War”, onde se reúnem 170 fotografias de Capa e quase cem de Taro.

Nesta exposição, patente no Círculo de Bellas Artes da capital espanhola até ao próximo dia 5 de Setembro, é possível apreciar as diferenças e semelhanças da obra dos dois fotógrafos, dando o destaque merecido a Taro.

Aqui ficam alguns dos trabalhos da fotógrafa:


Capa, fotografado por Taro


Milicias republicanas, num momento de descontracção.


Jovem combatente anarquista.


Milícia republicana feminina, em Barcelona, 1936.


Republicanos em Carabanchel, Madrid, Junho de 1937


Soldados republicanos em acção, Junho de 1937


Valência, Março de 1937


Frente de Segovia, 1937


Passagem de Navacerrada, 1937

sexta-feira, 5 de junho de 2009

6 de Junho de 1944 - O Dia D imortalizado por Capa

Comemora-se amanhã, 6 de Junho, o 65º aniversário do desembarque Aliado na Normandia, em 1944.
Esse acontecimento ficou para sempre imortalizado na reportagem fotográfica de Robert Capa, símbolo maior do repórter de guerra.
Capa foi um dos quatro fotógrafos autorizados pelo Estado Maior Aliado a acompanhar essa decisiva acção militar, tendo desembarcado em Omah Beach.
Foram tiradas 109 fotografias. Contudo, devido ao erro técnico de um assistente de laboratório, só se aproveitaram 8 fotografias.
Mesmo assim, desfocadas e tremidas, tornaram-se o símbolo desse dia, o Dia D.
Robert Capa , baptizado Endre Friendmann em Budapeste, onde nasceu em 22 de Outubro de 1913, morreu na Indochina em 25 de Maio de 1954, onde acompanahva outra guerra.
Fotografia tirada em 5 de Junho, na véspera do desembarque. Soldados analisam o plano de desembarque.
Desembarque em Omah Beach, Normandia, em 6 de Junho de 1944:






Soldados aliados avançam para terra, após do desembarque:
(Fotografias com direitos pertencentes à agência Magnum)