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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

História - Jornal de Notícias : uma nova revista de História nas bancas

Saiu hoje para as bancas o primeiro número da revista "HISTÓRIA - Jornal de Notícias".

Trata-se de um projecto editorial que sai da redacção do "Jornal de Notícias" do Porto, de periodicidade trimestral.

É uma revista de divulgação sobre temas ligados à "História, à historiografia e ao património histórico, material ou imaterial", conforme se pode ler no seu estatuto editorial".

Não se considera uma publicação científica, mas que se pauta pelo rigor, que pretende fazer "jornalismo da História", partindo da redacção daquele jornal centenário, mas com "vida própria".

Para isso conta com um Conselho Editorial integrados por nomes de prestígio na investigação histórica, na àrea dos estudos sobre o património e na arqueologia, como Fernanda Rolo, Irene Pimentel, Germano Silva, Joel Cleto e Luis Miguel Duarte.

É um projecto editorial baseado no Porto e no Norte, que se junta assim ao "lisboeta" projecto da revista Visão, "Visão - História".

Neste seu primeiro número destaca-se um dossier sobre o período do "PREC" , acompanhado por fotografias do já de si histórico Alfredo Cunha, 

Mas também existem outros temas em destaque, como os Castros do Noroeste e a Conquista de Ceuta.

Este número inclui também uma interessante entrevista como historiador José Pacheco Pereira.

Apresenta ainda um variado lote de rubricas, como  notícias de actualidade, onde a história é o centro, uma reportagem sobre um museu, neste trimestre o Museu Nacional Machado de Castro, em Coimbra, a gastronomia na história, um  ensaio fotográfico, tendo o património histórico como tema, de Reinaldo Rodrigues, a história e o cosmos, de Miguel Gonçalves, o panorama editorial no campo da História e uma evocação a Marc Bloch, entre tantos outros temas de interesse.

Sendo parco o panorama editorial português de publicações periódicas dedicadas à História, esta publicação é bem vinda e uma lufada de ar fresco.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Ainda Há Portugueses Dignos: José António Pinto deixou medalha de ouro no Parlamento em sinal de protesto

Aconteceu ontem no Parlamento e apenas mereceu destaque na Antena 1 e nalguma imprensa escrita (as televisões, como é seu hábito, nem se deram ao trabalho de destacar o facto, como ele merecia).

José António Pinto, assistente social do Porto, que se deslocou ao Parlamento para ser medalhado, em reconhecimento pelo seu trabalho junto dos mais desfavorecidos, no Dia dos Direitos do Homem, recusou a medalha, aproveitando a ocasião para manifestar a sua indignação pela situação no país:

"Deixo ficar esta medalha no Parlamento se os senhores deputados me prometerem que, futuramente, as leis aprovadas nesta casa não vão causar mais estragos na vida daqueles que, por terem deixado de dar lucro, são hoje considerados descartáveis»

(...)

"Quero emprego com direitos para criar riqueza, quero que a dignidade do homem seja mais valorizada do que os mercados, quero que o interesse coletivo e o bem comum tenham mais força do que os interesses de meia dúzia de privilegiados".

Podem ver a reportagem em baixo, da autoria da jornalista Maria Flor Pedroso,retirada do Jornal de Notícias on-line, bem como a reportagem rádiofónica da Antena 1, da autoria da mesma jornalista, e ainda a opinião do blogue "Um Jeito Manso":



"José António Pinto deixou medalha de ouro no Parlamento em sinal de protesto


10 Dez, 2013, 14:35 / atualizado em 10 Dez, 2013, 14:39


"José António Pinto deixou esta tarde na Assembleia da República a medalha de ouro comemorativa do 50º aniversário da declaração Universal dos Direitos Humanos, que lhe tinha sido entregue como reconhecimento pelo seu trabalho no Porto. O assistente social da Junta de Freguesia de Campanhã afirmou que trocava a medalha por outro modelo de desenvolvimento económico.

"A sala irrompeu em palmas e ainda ouviu José António Pinto instar os governantes a estancarem “imediatamente este processo de retrocesso civilizacional que ilumina palácios, mas ao mesmo tempo deixa pessoas a dormir na rua”.


“Não quero medalhas, quero que os cidadãos deste país protestem livremente e de forma digna dentro desta casa e quando reivindicam os seus direitos por uma vida melhor não sejam expulsos pela polícia destas galerias”, acrescentou.

"Neste Dia Internacional dos Direitos Humanos, o Parlamento distinguiu também Farid Walizadeh com a medalha de ouro comemorativa do 50º aniversário da declaração Universal dos Direitos Humanos. O jovem refugiado afegão de 16 anos está em Portugal desde janeiro e já é campeão nacional de boxe. 

"O Prémio Direitos Humanos 2013 foi entregue à Federação Nacional de Cooperativas de Solidariedade Social (Fenacerci) pela defesa dos interesses e direitos das pessoas com deficiência e pela sensibilização da opinião pública em relação a este tema.

(com Sandra Henriques)


ou AQUI.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

o respigo da semana - 1

A partir desta semana damos início a uma nova secção neste blog, dedicada à divulgação semanal daquele que consideramos o melhor texto da semana.

O texto que seleccionámos esta semana é da autoria do jornalista Mário Crespo e foi publicado no Jornal de Notícias.

Agradeço à minha amiga Gulhermina Pacheco que me chamou a atenção para o mesmo:




Está bem... façamos de conta


Jornal de Notícias , 2009-02-09



"Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.
Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos".