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domingo, 18 de abril de 2010

Gravuras Antigas da "Illustração Portugueza" - 11 - Monumento do Buçaco

Evocando o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, retomamos hoje a divulgação de Gravuras sobre monumentos portugueses, publicadas na primeira edição da Ilustração Portuguesa de 1884.

A gravura de hoje evoca a Batalha do Buçaco, a qual também comemora este ano o seu bicentenário.

Este monumento foi mandado erigir em 1862, em comemoração “das acções praticadas pelo exercito luso-britannico nas campanhas de 1808 a 1814.

“o monumento mede 15 metros e meio d’altura; é inferiormente cercado por oito peças de artilharia, em quadrado prezas por cadeias de ferro, e fica no centro d’uma vasta plataforma cortada na serra. Remata-o uma estrella de crystal, formada de 12 faces pentagonaes, e tendo um metro de diâmetro”.

A pirâmide e o pedestal são de pedra lioz, das pedreiras de Pero Pinheiro e a estrela foi fundida na fábrica de vidro da Marinha Grande.

(Fonte: A Illustração Portugueza, nº 13 de 3 de Novembro de 1884)

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Recordar a Batalha de Torres Vedras de 22 de Dezembro de 1846


“Batalha de Torres Vedros(sic)” Reprodução de uma estampa existente no Arquivo Municipal de Torres Vedras. Sabemos existir uma gravura igual na Biblioteca Nacinal de Lisboa. Desconhecemos qual delas é a original. Note-se a figura da rainha, as cabras (os “cabralistas”) e a figura por elas transportada numa maca (Mouzinho?).“Quando a rainha soube da morte e aprisionamento dos bravos, saiu às janelas do palácio e como uma bacante gritou para a sua guarda: “Vitória! Vitória !Vitória” (Espectro, citado por Oliveira Martins).

(Ler documento da época e estudo no nosso blogue VEDROGRAFIAS)

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

"Cartilha de Hospedagem Portuguesa"

Encontrei esta pequena relíquia num antiquário presente na Feira Rural de Torres Vedras, já alguns anos.
Editado a cores, intitula-se “Cartilha de Hospedagem Portuguesa” e foi editada pelo Secretariado da Propaganda Nacional em Abril de 1941 “da era de Cristo e 15 da era do Portugal Renascido”.
O objectivo desta “cartilha”, editada pelo organismo titulado por António Ferro, enquadra-se na sua preocupação de “modernização” dos costumes para melhor servir a propaganda do Estado Novo. Nela incluem-se “adágios novos para servirem a toda a hospedaria que não quizer perder a freguezia”.
Estamos no início do desenvolvimento do turismo, mas, talvez mais do que isso, talvez se procurasse responder à procura do país por parte de refugiados ao nazismo, então dominante na Europa, que por cá se hospedavam até poderem abandonar o continente.
Os “dizeres”, escritos em quadra por Augusto Pinto, eram ilustrados, de forma pedagógica, por Emmérico Nunes.
Emmerico Nunes era um dos mais destacados autores de ilustrações humorísticas, um pioneiro da Banda Desenhada portuguesa, criador, entre outras, em 1915, da série "Quim e Manecas" no Século Cómico, série que manteve até 1953.
Nascido em Lisboa, em 6 de Janeiro de 1888, de pai português e mãe alemã, iniciou-se na ilustração apenas com dez anos no semanário humorístico “A Risota”.
Estudou na Escola de Belas-Artes de Lisboa, sendo aconselhado por Malhoa a ir estudar arte para Paris, para onde parte em 1906.
Nessa cidade frequenta a Académie Julien e conclui os estudos na École des Beaux-Arts.
Percorre a Europa em 1910: Inglaterra, Holanda e Bélgica. Acompanha-o Manuel Bentes, um dos expoentes do primeiro modernismo português.
Em Lisboa participará, com as suas caricaturas, nas primeiras exposições modernistas.
Divide a sua vida entre a Alemanha e Portugal, regressando com a Guerra.
Voltará à Alemanha depois de terminada a Guerra.
Será colaborador do ABC-ZINHO, jornal infantil dirigido por Cottineli Telmo.
Regressará definitivamente a Portugal por recear o crescimento do nazismo na Alemanha.
Em 1926 começa a colaborar na "Ilustração"e no "Magazine Bertrand" .
Tal como muitos modernistas portugueses, acaba a colaborar nas actividades artísticas promovidas pelo Secretariado da Propaganda Nacional, fundado em 1933 e dirigido por António Ferro.
É assim que integra a equipa de decoração do pavilhão português na Exposição Universal de França, colabora no pavilhão nacional na Feira Internacional de Nova Iorque e participa na Exposição do Mundo Português, em 1940.
É neste contexto que colabora nesta “cartilha” para educar as boas maneiras entre as hospedagens portuguesas.
Faleceu em Janeiro de 1968, em Sines.

"Cartilha de Hospedagem Portuguesa"

 

"Cartilha de Hospedagem Portuguesa"

"Cartilha de Hospedagem Portuguesa"

"Cartilha de Hospedagem Portuguesa"

domingo, 28 de junho de 2009

Gravuras Antigas da "Illustração Portugueza" - 10 - Ponte sobre o rio Lima, em Viana do Castelo


Na sua edição de 20 de Outubro de 1884, publicava “A Illustração Portugueza” uma gravura da ponte de caminho-de-ferro que atravessava o rio Lima, junto a Viana do Castelo.
Na apresentação dessa gravura, refere-se a sua inauguração em 30 de Junho de 1878, “em presença do sr. Presidente do conselho de ministros, Fontes Pereira de Mello”, que se efectuou “com grande pompa e no meio das maiores manifestações de regozijo”.
A ponte foi projectada por Gustave Eiffel e pelo seu colaborador Théophile Seyrig, para substituir uma antiga e perigosa ponte de madeira, inaugurada em 1819.
Aquela ponte era formada por “uma via superior, e outra para os comboyos. O seu taboleiro conta 563 metros de comprimento”, sendo um dos símbolos da chamada arquitectura do ferro em Portugal.
Recentemente, entre 2006 e 2007, sofreu profundas obras de recuperação.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

19 de Junho de 1885 - A Estátua da Liberdade chega a Nova Iorque


Passa hoje mais um aniversário sobre a chegada da Estátua da Liberdade a Nove Iorque.
Foi no dia 19 de Junho de 1885 e resultou de uma oferta, por subscrição pública, do povo francês ao povo norte-americano, na sequência das comemorações, anos antes, do centenário da Declaração de Independência dos Estados Unidos.
O projecto foi da autoria do arquitecto Fráderic Auguste Bartholdi que contratou, para a construção da estrutura metálica do interiro da estátua, o famoso Gustave Eiffel.
Inaugurada oficialmente em 28 de Outubro de 1886, a Estátua da Liberdade funcionou como farol até 1902, o primeiro do mundo a funcionar a energia electrica.
Nova Iorque não seria a mesma sem este monumento, objecto marcante e cheio de simbolismo, ícon da cultura norte-americana.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

No 130º aniversário da publicação do "António Maria"

(clicar sobre a imagem para a ver em tamanho maior)


Passam hoje 130 anos sobre o lançamento de um dos primeiros jornais humorísticos de Portugal, o “António Maria”, dirigido por Rafael Bordalo Pinheiro.
Na apresentação da sua primeira edição de 12 de Junho de 1879, definia como objectivos fazer “todas as diligencias para ter razão, empregando ao mesmo tempo esforços titanicos para, de quando em quando, ter graça.
“Possuido d'estas duas ambições, claro está que Antonio Maria não tem outro remedio, na maioria dos casos, senão ser opposição declarada e franca aos governos, e opposição aberta e systemática ás opposições, o que não o impossibilita de ser amavel uns dias por outros, e cheio de cortezia em todos os números”.
O seu nome ficou a dever-se ao nome de António Maria de Fontes Pereira de Melo, o político então em destaque, e que seria o alvo preferido das críticas sarcásticas dessa publicação.
Nas suas páginas, entre outros, o célebre “Zé Povinho” conheceu os seus dias de glória, e foram apoiados os Republicanos, em plena expansão.
O irmão Columbano e o filho Manuel Gustavo colaboraram ao lado de Rafael Bordalo Pinheiro.
Suspenso em Janeiro de 1885, o “António Maria” só voltou a reaparecer em 1891, prolongando-se esta 2ª série até 1898, publicando-se irregularmente a partir de 1895.
Possuindo a colecção dos três primeiros semestres da publicação de “António Maria”, contamos divulgar, em próximas ocasiões, algumas das caricaturas publicadas por Bordalo Pinheiro.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Gravuras Antigas da "Illustração Portugueza" - 9 - Hospital de Santo António do Porto

Na sua edição de 20 de Outubro de 1884, publicava “A Illustração Portugueza” uma gravura do “Hospital Real de Santo António” do Porto.
Este Hospital começou a ser construído em 1769, “no sitio da Cordoaria”, que foi, em parte, financiado pela herança deixada, com esse objectivo,”pelo ecclesiastico lisbonense” D Lopo de Almeida.
Veio este Hospital substituir o primitivo hospital da Misericórdia, o antigo Hospital de D.Lopo, conhecido por “Albergaria de Roque Amador” que se achava “em parte da rua das Flores”.
O projecto da sua construção foi da autoria do arquitecto inglês John Carr, um dos mais importantes do neoclássico inglês ( o chamado “palladino”).
O seu projecto inicial, com planta quadrada com 4 fachadas, acabou por ser alterado, por falta de dinheiro da Misericórdia, ficando com forma de “U”.
Este edifício é o maior de estilo “palladino” construído fora da Grã-Bretanha.
O articulista d’”A Illustração...” realçava “o aceio e caridade com que se tratam os doentes n’este hospital” e destacava a sua “excellente lavandaria a vapor”.
Em 1993 foi-lhe acrescentada um ala nova e hoje, este hospital é um dos mais modernos e bem equipados de Portugal.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Gravuras Antigas da "Illustração Portugueza" - 8 - Mosteiro da Serra do Pilar - Gaia


Na sua edição de 13 de Outubro de 1884, publicava “a illustração Portugueza” uma gravura do convento da Serra do Pilar, em Vila Nova de Gaia.
“Quando em meados do século XVI o mosteiro de São Salvador de Grijó se encontrava em ruínas, D. João III autorizou a transferência desta comunidade crúzia para a serra de São Nicolau de Vila Nova, fronteira à cidade do Porto.
“Em 1537 fundava-se neste local um novo mosteiro, com a invocação de São Salvador do Mundo e traça elaborada por Diogo de Castilho e João de Ruão, estando as obras a cargo de Frei Brás de Barros. “Desde o início que a obra foi supervisionada directamente por D. João III, a quem os arquitectos e Frei Brás de Barros enviavam os desenhos ao rei com regularidade (GOMES, Paulo Varela,2001,p.80).
“ No ano de 1542 estava já realizada a primeira fase construtiva, e os religiosos de Grijó ocupavam já o espaço habitável.
“Só alguns anos mais tarde, em 1564, os mosteiros de Grijó e da Serra do Pilar ficariam definitivamente separados, por autorização papal de Pio IV.
“Em 1567 terminava a primeira fase de obras do mosteiro, estando então edificados a igreja e os anexos. A partir da década de 70 as obras do mosteiro ficariam a cargo dos mestres Jerónimo Luís, sendo edificada a hospedaria de cima no ano de 1573.
“Em 1576 iniciava-se a construção do claustro circular, e no ano seguinte a sua abóbada estava concluída.
“Mas o claustro só estaria definitivamente construído nos primeiros anos da década de 80, depois de executados os portais, as capelinhas circundantes e a obra de canalização (RUÃO,Carlos,1996,pp.218-220). “Em 1597 era lançada a primeira pedra da "igreja rotunda" do mosteiro, dedicada a Santo Agostinho, que só ficaria concluída mais de meio século depois, em 1672.
(…)
“Em 1809 o espaço do mosteiro foi ocupado pelas tropas de Wellington, quando foi planeado o ataque do exército português à cidade do Porto, então ocupada pelas tropas de Napoleão.” ( Catarina Oliveira, IPPAR).
Durante a guerra civil entre liberais e miguelistas, tiveram aí lugar violentos combates entre tropas das duas facções, em Setembro de 1832.
Entrincheirados nessa serra, os liberais conseguiram resistir e obrigar os absolutista à retirada.
Construindo-se um novo conjunto de fortificações nesse lugar, mais uma vez a sua situação foi decisiva nos confrontos militares durante a Patuleia, em 1846
Em Dezembro de 1996 o Mosteiro da Serra do Pilar foi classificado pela Unesco como Património Mundial.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Chafariz dos Canos (Torres Vedras)





Uma Feradura assinala a actividade artesanal de ferrador, existente junto ao Chafariz, quando aí de dessedentavam os animais que chegavam a Torres Vedras:

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Gravuras Antigas da "Illustração Portuguesa" - 6 -1884- Igreja de Santo Ildefonso, Porto

Na sua edição de 22 de Setembro de 1884, o semanário “A Illustração Portugueza” publicava, em primeira página, uma gravura da fachada da Igreja de Santo Ildefonso, na cidade do Porto.
É visível a enorme escadaria em granito que dá acesso a esta Igreja de fachada barroca.
Construída entre 1730 e 1739, sobre um anterior monumento arruinado, naquela gravura ainda não se podia representar os azulejos com cenas da vida de Santo Ildefonso, já que estes, obra de Jorge Colaço, só foram adaptados à fachada exterior em 1932.

quinta-feira, 26 de março de 2009