BêDêZine: Kim Jong-Un : história de um louco em cartoon's (clicar para ver).
Os dias que rolam, numa visão plural, pessoal e parcial de um mundo em rápida mutação. À esquerda, provocador e politicamente incorrecto, mas aberto à diversidade...as Pedras Rolam...
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quinta-feira, 8 de junho de 2017
terça-feira, 2 de abril de 2013
As 4 "Amêndoas" da Páscoa...
Ausente deste espaço voluntariamente durante a última
semana, não deixei de acompanhar a importância de acontecimentos que marcaram a
semana. Destaco, por cá o regresso de Sócrates e a chantagem do governo sobre o
tribunal constitucional, lá por fora a situação em Chipre e a bazófia do
ditador da Coreia do Norte.
Sócrates, o ressuscitado
Muito se falou e comentou por cá sobre o regresso de José
Sócrates.
Para mim, o seu regresso serviu para nos confrontar com o
deserto de ideias e projectos que marcaram estes dois últimos anos de governo e
oposição.
Ouvir um homem com convicções, com coragem e capaz de agitar
a mediocridade dominante, mesmo que se tenha discordado da sua actuação
governativa, como foi o nosso caso, não deixa de ser uma lufada de ar fresco,
mesmo que os argumentos sejam os de sempre, os da vitimização e da
autojustificação.
Sócrates fez o papel do puto reguila que aponta a nudez do “reino”:
um governo de ignorantes e de irresponsáveis, antipatriótico, como o de Coelho,
que apenas visa a destruição do país, em nome de uma ideologia neoliberal, desenvolvendo
uma política de terra queimada, sem oferecer nada em troca, a não ser o
desemprego, a miséria e o empobrecimento; um Presidente da República cobarde, incapaz de reagir e
conivente com o actual estado de coisas; uma comunicação social,
nomeadamente pela forma como valoriza a
presença de comentadores do regime, que se comporta, na maior parte dos casos,
como mero ministério da propaganda deste governo e da troika, vendendo até á
exaustão o discurso do caminho único e da defesa da austeridade como modelo de
gestão política e económica.
Claro que Sócrates também tem culpas no cartório, mas
perante a incompetência e ignorância reinante, até nós, que aqui sempre
criticámos a sua política, ficámos rendidos aos seus “encantos”.
A Chantagem…
Entretanto, o governo foi-se entretendo, quer directamente,
quer pela voz dos “seus” comentadores, a chantagear o Tribunal Constitucional,
tentando responsabilizá-lo pelo “caos” em que a sua decisão pode lançar o
governo e o país, caso reprove algumas das normas do Orçamento de Estado, por
serem anticonstitucionais.
Ora, antes de mais, o responsável principal pela situação é
o próprio governo, que tem governado desrespeitando a seu belo prazer a Constituição que jurou
cumprir. E aqui, mais uma vez, outro dos grandes responsáveis pelas
ilegalidades cometidas por este governo, é o Presidente da República, que vai
assinando por baixo tudo o que emana das “brilhantes” cabeças governativas.
Ao ameaçar com a inexistência de um plano alternativo, o
governo só revela o baixo nível da sua liderança e a mentira em que assenta a
sua governação, que nem as promessas eleitorais ou o próprio programa do
partido que o sustenta consegue respeitar.
O Tribunal Constitucional, se funcionar de forma
independente, só pode reprovar várias das normas deste orçamento.
EURO, O Início do Fim…
A situação em Chipre representa o início do fim da
credibilidade financeira do euro e da zona Euro.
Aqueles que agora descobriram o paraíso fiscal cipriota,
fecharam os olhos a essa situação quando isso lhes interessou e esquecem a
existência de outros paraísos no seio da
própria zona euro, com a Holanda ou o Luxemburgo, entre outros.
No fundo, o actual líder do eurogrupo, onde aquele modelo de
resgate foi cozinhado, é holandês e talvez se esteja a limitar a defender o seu
país da concorrência cipriota. Convém aqui recordar que foi para a Holanda que “fugiram”
as principais empresas portuguesas e onde podem estar parte dos 74 mil milhões
de euros que saíram do país só entre 2010 e 2011…
Quanto à “sujidade” do dinheiro cipriota, acusando os oligarcas russos de depositarem o
seu dinheiro nesse país fiscal, é mais uma falácia para justificar o
injustificável. Em primeiro lugar, nem todos os russos com dinheiro são corruptos e,
se compararmos com a Europa “civilizada”, a situação não será muito diferente.
Em segundo lugar, o dinheiro russo depositado em Chipre será uma ínfima parte
daquele que está depositado noutros paraísos fiscais europeus, ou na banca
alemã…
A situação em Chipre só contribuiu para lançar o descrédito
total sobre o euro e a zona Euro. Qualquer pessoa que tenha dinheiro depositado
num banco da zona euro vai, com certeza, e podendo fazê-lo, retirá-lo para
outros sítios. Quem não o puder fazer, vai pensar duas vezes se justifica
qualquer tipo de poupança.
Pela minha parte, por cada 100 euros que eu vier a retirar
das minhas poupanças para gastar, vão ser, no futuro menos vinte cinco ou cinquenta
euros que virão a ser cobrados para salvar a banca e ajudar aos bolsos da srª
Merkel, quando as mesmas medidas tomadas em Chipre se aplicarem no resto da
zona euro…
Um louco no poder…
A Coreia do Norte é um caso paradigmático de loucura colectiva,
uma espécie de mini laboratório para estudar regimes totalitários.
Penso que a actual agressividade do seu líder não passa de basófila
para uso interno, mas claro que, em qualquer momento, a coisa se pode
descontrolar. Não nos podemos esquecer que aquela ditadura tem armas atómicas em
quantidades desconhecidas.
Não me admirava muito que, dado o isolamento em que o regime
vive e o facto de não entrar qualquer informação sobre o que se passa no
exterior, um dia deste o “grande líder” venha a anunciar uma vitória militar
sobre os “imperialistas”, com um desfile da “vitória” à maneira…sem dispara um
tiro fora da sua fronteira…
…Enfim, bem vindos à realidade….
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
MEU "QUERIDO" DITADOR: A Morte de Kim Jong Il , a histeria colectiva e a nota do PCP
As imagens de chegam da Coreia do Norte mostram o clima de plena histeria colectiva que se vive naquele país por causa da “morte súbita” do “grande timoneiro”, “farol da humanidade”, Kim Iong-Il.
Imagens como estas são muito comuns em sistemas totalitários onde a participação em grandes encenações de massas pode ajudar a conquistar um lugar, ou simplesmente, garantir a sobrevivência.
Muitos daqueles que choram hoje, de forma histérica, pela morte do líder norte-coreano serão os primeiros a festejar na rua a queda do regime, no dia realmente feliz, para o sacrificado povo norte-coreano, em que se der esse acontecimento.
Estas cenas fazem-me recordar a verdadeira histeria que se viveu ao longo da via-férrea por onde seguia o comboio que, em 1970, transportou o corpo do ditador Salazar para ser sepultado na sua terra natal, Santa Comba Dão. Quatro anos depois era ver muitos daqueles que exibiam o seu semblante fechado e o rosto cheio de lágrimas a gritarem na rua pelo MFA , alguns assumindo até posições ainda mais radicais e “revolucionárias” do que os próprios homens que fizeram o 25 de Abril ou do que a dos muitos que sacrificaram a vida na luta contra a ditadura.
Não deixa de ser patético que um Partido, como o PCP, com uma história de luta e sacrifício contra a ditadura, venha hoje manifestar tanto pesar pela morte daquele ditador.
O regime Norte-Coreano representa a negação de tudo aquilo que o PCP diz defender para Portugal e da sua própria história, como o contributo que deu para derrubar a ditadura salazarista e o papel que tem desempenhado em defesa dos direitos sociais.
Kim Iong-il não era diferente, nos seus tiques autoritários e no culto da personalidade, do ditador português, partilhando a mesma responsabilidade por lançarem na miséria, por várias décadas, os seus próprios povos.
Com que cara é que os deputados e dirigentes do PCP vão poder combater o programa de empobrecimento e de incentivo à emigração dos mais jovens e capazes que é defendida pelo actual governo português, quando aquele partido vem “ correr” em defesa de um regime, como o da Coreia do Norte, que, de forma extrema e radical, lança todo um povo na miséria, onde só a emigração pode ser solução para a sua sobrevivência?
De salientar também a posição da República Popular da China, ditadura tão acarinhada pelos líderes ocidentais, que até lhe oferecem a destruição dos direitos sociais na Europa em troca do seu poder financeiro, que elogiou, descaradamente, a memória do ditador Kim Jong-il, apontando-o como um homem que “deu um importante contributo para o desenvolvimento da causa do socialismo”, mostrando a verdadeira face do regime de Pequim.
A morte de um homem nunca é uma boa notícia. A morte de um ditador, essa deve ser sempre saudada como um sinal de esperança para a humanidade e para as suas vítimas.
Publicada por
Venerando António Aspra de Matos
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21:31
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terça-feira, 22 de novembro de 2011
Como é viver na Coreia do Norte (uma reportagem fotográfica quase clandestina)
Dois fotógrafos da Associated Press, Ng Han Guan e Greg Baker, conseguiram entrar no país mais isolado do mundo e fotografar várias cenas do quotidiano daquele país.O resultado está na fotogaleria que pode ser vista em baixo:
Vida diaria en Corea del Norte | Fotogalería | Internacional | EL PAÍS (clicar para ler)
Publicada por
Venerando António Aspra de Matos
à(s)
12:17
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