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quinta-feira, 16 de março de 2023

O regresso dos eternos pedintes

                                          

Parece que mais uma vez vamos ter de pagar pelos desvarios do criminoso mundo da alta finança.

Pela Europa, o todo poderoso BCE acaba de tomar mais uma medida suicida, aumentando as taxas de juro.

Foi exactamente a forma errada como o Banco Central dos Estados Unidos lidou com o aumento das taxas de juros que levou à bancarrota de vários bancos nesse país, com reflexo na Europa (lembram-se do velho ditado que diz que, quando os EUA se constipam a Europa apanha uma pneumonia?).

Aliás, ainda não percebi a lógica de aumentar as taxas de juro para controlar a inflação.

É que, ao contrário do que costuma acontecer, o actual aumento da inflação não tem origem numa maior concentração de riqueza por parte dos cidadãos ou pelo aumento do consumo devido ao aumento da riqueza, como os “inteligentes” do BCE e da União Europeia nos andam a impingir, mas devido à falta de produtos provocada pelas sanções que, em vez de prejudicarem o infractor, estão a fazer ricochete na economia europeia.

Claro que, nem  a sr.ª Lagarde, nem os burocratas de Bruxelas, se preocupam como o impacto da subida das taxas de juros na vida dos cidadãos que dizem defender, pois nada lhes vai cair em cima, a não ser a falta de vergonha dessa gentinha que nos (des)governa.

Só os grandes especuladores do sistema financeiro vão beneficiar com a situação, como aliás é timbre das decisões dos burocratas de Bruxelas. Estes estão ao serviço do sistema financeiro e não dos cidadãos que dizem representar. Já vimos isto várias vezes.

E, claro, quem vai pagar os maus negócios da alta finança (responsáveis pela grave situação na saúde, na habitação e no consumo vivida pelos cidadãos europeus, negócios esses que têm vindo a aumentar com a ligação desse “mundo”, os dos “famosos” “mercados”, com os negócios, legais uns, ilegais outros, do armamento, da droga, da especulação imobiliária …), vai ser o cidadão comum, com cortes nos salários e pensões, através da inflação, ou com aumento de impostos, e o que mais se verá da “engenharia social” em que essa gente é perita para nos “lixar” a vida.

A ver se, desta vez, não nos deixamos enganar mais uma vez.

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Isabel dos Santos; de ponta do "iceberg" da actuação do sistema financeiro neoliberal, a “peão” sacrificado pela "máfia" financeira de Davos.



Não deixa de ser curioso aparecer por aí tanta gente que só agora descobriu que a fortuna de Isabel dos Santos foi construída na corrupção e à custa da miséria da população angolana.

Ainda não há muito tempo a dita senhora era endeusada pelo jornalismo económico, pelo sector económico e por grande parte da classe política do centrão.

Sobre o que está em causa, leia-se AQUI a reportagem do Diário de Notícias.

Quando, no tempo de Sócrates e da “troika”, muitas empresas precisaram do seu dinheiro para se salvarem, nunca perguntaram a origem desse dinheiro.

Quando muitos políticos desempregados arranjaram emprego à custa de empresas financiadas por Isabel dos Santos, também nenhum se interrogou sobre o financiamento das ditas empresas.

O caso mais emblemático é o caso do Banco Eurobic. Fundado tendo por base a nacionalização e posterior privatização de um outro banco falido, o ministro que tomou a decisão, Teixeira dos Santos, é hoje o presidente desse banco “criado” com capitais de Isabel dos Santos. Nas origens do banco esteve outro tubarão da política financeira do centrão, Mira Amaral (leia-se, a propósito, o seguinte artigo, escrito AQUI já há dois anos).

Já agora, para memória futura, registem-se aqui algumas empresas, uma já extintas, outras não, que estiveram na base ou beneficiaram (ou contribuíram para) da fortuna e da influência política de Isabel dos Santos:

- Sonangol ;
- Santoro;
- GALP;
- Banco BIC, hoje EuroBic;
- Angola Diamond Corporation;
- Terra Verde (agropecuária);
- IDUKA, agência imobiliária em Braga;
- Unicer;
- etc, etc, etc,……

Detém ainda uma parte do jornal “Sol”.


(Fonte: Diário de Notícias) 


Convém ainda recordar que o investimento de Isabel dos Santos e das “suas” empresas em Portugal, iniciado com Durão Baroso, mas que conheceu um boom na era Sócrates, contou com a “colaboração” de empresas como a corticeira Amorim, a Amorim Energia,  o extinto Banco Espírito Santo, a rex-PT,  a NOS, a Mota-Engil,  a CGD , a Galp, o BCP, o Santander, a Sonae, a Efacec…

Entre os “quadros” que em Portugal beneficiaram ou ajudaram a influência política e financeira de Isabel dos Santos, encontram-se nomes, alguns entretanto “reformados”, como o ex-ministro do PSD Mira Amaral,  António Monteiro, Tavares Moreira, outra figura do PSD, ou António Pires de Lima, figura de destaque no CDS e nos tempos da “Troika”.

Leia-se, a propósito, este  artigo sobre  "os laços de Isabel dos Santos com a elite económica portuguesa".

Caída em desgraça, muitos dos mafiosos, que beneficiaram e promovem as mesmas práticas de fuga a impostos, lavagem de dinheiro e compadrio político-financeiro, como  os vampiros de Davos, vieram agora, apressadamente, tirar-lhe o tapete.

Um dos casos mais significativos foi a da consultadoria PWC que, durante anos andou a legitimar os negócios de Isabel dos Santos e que agora se apressa a cortar relações com ela. Se eu fosse investidor, apressava-me a riscar essa empresa nas decisões dos “meus” negócios, pois, ou essa empresa foi conivente com a corrupção da empresária angolana ou, se não sabia de nada, é incompetente na sua área de negócio.

Muitos que agora batem com a porta nunca se preocuparam com a origem de tanta riqueza, apesar de tantos avisos ao longo do tempo.

No fundo, toda essa gente sabe que essa riqueza e o seu tipo de negócios só se constrói fugindo ao fisco, roubando populações inteiras, destruindo o ambiente, colocando dinheiro em off shores, traficando influências entre o mundo da política e da alta finança.

Enquanto tudo corre bem, gentalha como a Isabel dos Santos anda nas boas graças, até porque também deu dinheiro a muitos dos seus actuais detractores.

Mas a procissão ainda vai no adro.

Isabel dos Santos não roubou sozinha e, se ela cair, vai ser uma razia na banca portuguesa, nalgumas esferas políticas do centrão, em conhecidos escritórios de advogados, e em grandes empresas onde pontificam GEO’s de renome, muitos colocados nesses cargos pelos favores políticos que fizeram à dita senhora.

Também o Banco de Portugal e o Ministério Público vão sair chamuscados de toda esta situação, porque, ao longo do tempo, ignoraram o alerta de jornalistas, de alguns políticos, e muita gente.

Desconfia-se mesmo da conivência do Banco de Portugal e do Ministério Público, bem como de uma grande parte do sector financeiro em Portugal e na Europa, com a situação agora publicamente denunciada.

Ainda hoje ouvi uma comentadora de economia a "justificar"  Isabel dos Santos com a desculpa de que ela fez o que é normal fazer-se no sector financeiro por essa Europa fora, só sendo escandaloso porque envolve um país africano pobre.

A atitude dos mafiosos do Forum de Davos dá razão a essa jornalista.

De facto, o tipo de actuação de Isabel dos Santos é igual ao tipo de actuação do sector financeiro do sistema neoliberal: fugir ao controle e à regulamentação através do recurso a paraísos fiscais, envolver a classe política dos seus negócios, de modo a influenciarem as políticas financeiras, económicas, sociais e fiscais dos governos, e explorar e delapidar os recursos naturais do planeta, apesar dos custos sociais e ambientais.

Tal como a máfia, o poder financeiro mundial, representado no Forúm de Davos, tem de “eliminar” aqueles que, no seu meio, caiam em desgraças, para desviarem as atenções das suas malfeitorias e não caírem com eles.

Vai ser divertido ouvir e ler por aí alguns comentários de jornalistas e comentadores da área económica e financeira que sempre legitimaram os métodos de actuação que foram seguidos por Isabel dos Santos .

Aguardam-se cenas dos próximos capítulos.



quinta-feira, 9 de maio de 2019

Banqueiros de Portugal, uni-vos (que o povo paga)!


A Banca preparar-se para mais um assalto aos cidadãos.

Depois do desvario dos últimos anos, em que todos tivemos (e continuamos) a pagar os desmandos da banca portuguesa e europeia, ei-los de volta com nova sugestão de “assalto” aos cidadãos.

Para já estão apenas a apalpar o terreno, mas a ideia é cobrar pelo uso do multibanco, como se já não pagássemos pela posse do cartão.

O problema é que ninguém, a não ser os criminosos e os corruptos, pode ter o dinheiro fora dos bancos.

Todas as pensões e ordenados estão domiciliados obrigatoriamente numa conta bancária e, sendo assim, todos somos obrigados a usar os cartões multibanco.

Recorde-se que, se a maior parte da banca voltar a estar em dificuldades, o deve à sua própria conduta, oferecendo condições de crédito que quase obrigam o incauto cidadãos a fazer compras acima das suas possibilidades.

Ainda recentemente um banco público “oferecia” empréstimos para compar Mercedes topo de gama a “preços e juros convidativos”.

Sem esquecer que a maior parte dos bancos que recorreram aos apoios do Estado (leia-se, dos contribuintes) continuam a pagar ordenados escandalosos aos administradores que destruíram o sistema financeiro, a pagar pensões de luxo e a oferecer lucros fabulosos aos seus accionistas, ao mesmo tempo que andam a perdoar os grandes devedores em milhões de euros!

Claro que a única forma de cobrirem os seus desmandos é propôs o assalto aos cidadãos que estão praticamente obrigados a usarem o cartão multibanco para quase tudo.

Com o apoio dos políticos e "comentadeiros" que estão ao seu serviço, talvez consigam o seu objectivo, mas para já é apenas atirar "barro à parede" a ver se "pega".

Já não há pachorra!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

O “caso” dos SMS’s da CGD ou o “trumpismo à portuguesa”


O caso do “diz que disse” à volta dos “famosos” SMS’s trocados entre Centeno e Domingues, raia já o nível mais indecoroso do “debate” político nacional.
Tudo começou quando um “comentadeiro”, militante e ex-líder de um partido da direita, conselheiro de Estado da presidência, gestor de várias coisas, de plantão semanal numa televisão privada, lançou a bomba, ao falar na existência de uma lei feita à medida de António Domingues para este aceitar liderar a CGD.
Agora é outro conhecido “comentadeiro” político, também pertencendo a um partido da direita, gestor de várias coisas e, também conselheiro de Estado do PR, que é membro executivo de um banco privado e amigo do tal Domingues que foi convidado para dirigir um banco público, que botou a “boca no trombone” e serviu de “cabeça de turco” para o dito “gestor” se limpar da porcaria que fez, para fazer chegar ao Presidente da República o conteúdo dos mesmos sms’s.
Um outro “jornalista”/”comentadeiro”/”humorista”, assumidamente de direita, quando ainda se mantinha de pé a possibilidade de Domingues ficar a liderar a CGD, argumentava, em defesa deste, contra os que criticavam o regime de exclusividade que este tinha exigido, quer em termos salariais, quer em termos de se escapar aos deveres de gestor público, que este era um assunto menor face à grande competência do gestor e que era melhor não fazerem ondas porque Domingues era uma mais valia para o banco.
Agora, o mesmo “jornalista”/”comentadeiro”/”humorista”, que na última semana usou e abusou de todo o espaço público ao seu dispor para só falar deste tema, até à exaustão, que vem argumentar a favor da  “importância” da divulgação dos famosos “sms’s, pois o parlamento tem o “direiro de escrutínio e vigilância” .
Ou seja, o mesmo parlamento que não tinha direito de se interrogar sobre a exigência que Domingos fez de um salário  “em linha com o mercado”  e  da “dispensa de apresentação de património”, porque isso era do “domínio do privado”, já tem o direito de aceder a sms’s privados!!!!
O que se devia estar a investigar neste caso era o  porquê de  tanta insistência por parte de Domingues e dos gestores que convidou para a caixa em procurarem esconder do Tribunal Constitucional o seu património, o porquê de quereram beneficiar de um regime de exclusividade salarial em relação aos restantes funcionários públicos ( a quem também se pode aplicar o argumento de ter salários “em linha com o mercado”) e, por último, qual é o "famoso" escritório de advogados que faz servicinhos para o Estado, criando leis à medida dos seus clientes ( e já agora, quem são os sócios e administradores do dito escritório).
O resto, como a questão dos sms’s, é puro “trumpismo à portuguesa”…

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Para acabar de vez com a "telenovela" da Caixa Geral de Depósitos


A polémica à volta da situação dos novos administradores da Caixa Geral de Depósitos já se arrasta há demasiado tempo e está a tornar-se num grande pedregulho no “sapato” do actual governo.

O processo foi conduzido mal desde o princípio, com reuniões secretas e promessas de regalias que escandalizam um país ainda a sair de um duro e injusto resgate.

Se o salário dos gestores já era um tema escaldante,  depois de anos de ataque aos salários e às pensões dos funcionários públicos e ainda por cima num sector, como o círculo restrito dos banqueiros, de onde emanam as opiniões diárias sobre os salários dos portugueses “acima das possibilidades” e o receios pelo “aumento do salário mínimo”, a reacção dos gestores nomeados para a CGD à obrigação legal de apresentarem ao Tribunal Constitucional as respectivas declarações de rendimento deixou de ser um caso de legalidade, passou a ser uma questão de ética e credibilidade.

Não concordo com a devassa pública sobre os rendimentos desses gestores, mas não é essa a questão. O tribunal Constitucional , de acordo com a lei, deve ter conhecimento desses dados e avalizar da sua legalidade, sem os poder divulgar publicamente. E, havendo alguma ilegalidade, deve encaminhar a informação para os tribunais, chumbando para o cargo quem estiver nessa situação. Tão simples como isso.

Ora o que acontece é que a recusa daqueles administradores em presentarem essa informação, à qual estão legalmente obrigados, e, mais grave ainda, sabendo-se que alguma da informação que já prestaram está incorrecta ou incompleta, minaram qualquer credibilidade que deve ter um gestor público que lida com o dinheiro dos cidadãos.

Costuma-se dizer que quem não deve não teme e queles gestores, mesmo que não tenham nada a esconder, têm-se comportado como se andassem a esconder alguma coisa do Tribunal Constitucional.

Por isso, daqui para frente, não têm qualquer credibilidade para o exercício do cargo e devem-se demitir (ou ser demitidos) o mais rapidamente possível para não causarem mais danos a um banco como a CGD, danos que se vão reflectir, mais tarde ou mais cedo, nas finanças do país e no bolso dos contribuintes.
 
A actual situação só interessa aos que pretendem a privatização da CGD...não será essa a intenção dos que a descredibilizam!!!???

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Sobre o "salário" dos gestores bancários: não é demagogia, é indignação...


Se há tema que se presta à mais boçal e reles demagogia é o dos salários e pensões.

A estratégia de troika e do governo anterior foi ampliar essa demagogia, lançando assalariados do privado contra assalariados do público, trabalhadores precários contra trabalhadores com contrato estável, trabalhadores desqualificados contra trabalhadores qualificados, trabalhadores jovens contra trabalhadores mais velhos, trabalhadores no geral contra pensionistas, desempregados contra quem trabalha (e vice-versa), sempre jogando com a argumentação das diferenças de salários, de horários ou de regime de pensões.

 O objectivo era justificar os constantes cortes nos salários, nos direitos socias e nas pensões e o aumento “brutal” dos impostos pagos pelos assalariados, tudo para se poder salvar um sector bancário corrupto e especulativo.

À frente dessa “cruzada” demagógica, para além dos burocratas da troika e de Bruxelas e dos governantes de então, encontrava-se todo um enxame de “gobelzinhos” bem pagos na comunicação social para propagandear até à exaustão os “princípios” dessa gente (com os comentadores de economia à cabeça). Alguns foram premiados com a direcção de jornais de referência (como aconteceu recentemente no Diário de Notícia e agora no Público).

Era igualmente frequente vermos todos os dias nas televisões , como comentadores ou como participantes activos em colóquios vários, a maior parte dos nossos banqueiros e gestores da banca e de grandes empresas, defendendo diariamente esses cortes nos salários, nas pensões e nos direitos sociais (destacando-se o célebre “bando” do “compromisso Portugal”, hoje substituído pelo “Fórum para a Competitividade”).

O argumento usado era o de que os portugueses, principalmente os assalariados e os pensionistas, viviam “acima das suas possibilidades” e até houve um banqueiro que teve o desplante de considerar que os portugueses aguentavam ainda mais cortes (a célebre frase de Ulrich do “Aguenta, aguenta!!!”).

Por estes dias ficámos a saber quem é que de facto, em Portugal, vive acima das possibilidades do país, os mesmos banqueiros que exigiriam que aguentássemos, e que beneficiaram com os empréstimo da troika que todos estamos a pagar e com os sacrifícios de todos com cortes nos salários e nas pensões e com o “brutal” aumento de impostos.

Mas, se a questão dos salários e das pensões se presta à mais boçal demagogia e ao mais perigoso populismo, a questão do salários e pensões dos banqueiros foge ao âmbito desse rótulo. Neste caso estamos mesmo no reino da mais legitima indignação.

Os salários que essa gente aufere roça o nível da corrupção ética.

Contudo, pessoalmente, nada tenho contra os salários pagos pelo privado aos seus gestores, desde que essas empresas cumpram os requisitos que o jornalista José Vitor Malheiro enumerava em crónica recente (ler AQUI):

“As empresas cumprem o seu papel social e assumem a sua responsabilidade social quando cumprem as leis, quando pagam os seus impostos sem usar subterfúgios, quando criam emprego e promovem a formação profissional, quando tratam e remuneram com decência os seus trabalhadores, quando apostam no desenvolvimento sustentável, quando tentam oferecer aos seus clientes os melhores produtos e serviços, quando assumem responsabilidade pelos seus erros e os corrigem, quando apostam na investigação e desenvolvimento”.

Ora quando falamos de bancos não é disso que falamos.

Para além disso, a maior parte da banca tem recebido do Estado várias ajudas nos últimos tempos e a maior parte delas à custa do bem-estar dos cidadãos contribuintes, pois são estes que têm de pagar o “processo de ajustamento” desses bancos. Ou seja, a maior parte da banca portuguesa recorreu a ajudas estatais para sobreviver e para pagar as aventuras especulativas em que se envolveu, e a conta é paga pelos cidadãos através dos cortes nos salários e nas pensões e pelo “brutal” aumento de impostos sobre o trabalho, bem como através da destruição do “estado social” e da perda de “direitos socias”.

Para além disso, esses bancários são os mesmos que opinam, para criticar, os aumentos dos salários mínimos e das pensões mais baixas, para além de defenderam a continuidade de medidas de austeridade.

Há ainda que não esquecer os estratagemas que essa mesma banca e esses mesmos gestores usam para escapar ao pagamento de impostos, recorrendo ao serviço de paraísos fiscais.

Por isso, o salário dos gestores desses bancos não é um mero assunto de “moral”, ou mesmo de populismo e demagogia, mas é um assunto que diz respeito a todos os cidadãos, principalmente os que pagam os seus impostos e sofreram cortes no seu rendimento.

A situação é ainda mais escandalosa quando se fala da situação de gestores de empresas públicas, e não colhe a desculpa da necessidade de ´para que os bens públicos sejam bem geridos, ser necessário pagar bem, pois o mesmo argumento podemos usar para pagar aos professores, aos médicos e a outros profissionais da administração pública.

Tenho por mim que o Estado, neste caso, deve dar o exemplo, limitando os salários em qualquer função àquilo que se passa nas carreiras públicas.

A referência primeira devia ser o salário do Presidente da República e a referência segunda, o que se passa com a carreira dos professores universitário. Um Professor catedrático no topo da carreira e em regime de exclusividade recebe um salário de 5mil e quatrocentos euros, descontando à cabeça mais de 1/3 deste valor para impostos vários.

Não há função mais exigente do que a de catedrático do ensino superior, por isso parece-me uma referência justa.

Mas o mais estranho disto tudo é o silêncio demasiado ruidoso de comentadores e políticos, que se revelaram tão preocupados com o aumento do salário mínimo e das pensões mas que, sobre este tema, nada dizem, a não ser para justificar a “excepção”.

A mesma admiração é extensível a instituições como a Troika, o FMI, o BCE ou a Comissão europeia, que tão preocupados se mostraram com o “grande aumento” do salário mínimo e das pensões ou com a reversão de algumas medidas de austeridade.

Haja decência!!!

sexta-feira, 8 de julho de 2016

SEM COMENTÁRIOS (ou talvez sim...) : Durão Barroso vai ser presidente não-executivo do Goldman Sachs em Londres

 
...talvez dê cabo de vez dessas sangue-sugas da alta finança...é que  homem tem uma longa experiência a dar cabo da União Europeia!!!
 
Outra ventagem é estar longe de Portugal..
..e estando em Londres talvez se lembrem dele e do apoio que deu à guerra no Iraque e o juntem ao Tony Blair no julgamento de crimes de guerra...

É isto ( e outras coisas piores) que o Politburo de Bruxelas pretende disfarçar com a ameaça de sanções a Portugal: Deutsche Bank assusta com "alertas já indisfarçáveis"

O Diário de Notícias de hoje anuncia que o Deutsche Bank assusta com "alertas já indisfarçáveis"(clicar para ler).
 
Segundo essa notícia, o FMI " alertou a 30 de junho que o Deutsche Bank apresenta o maior risco para a estabilidade financeira mundial, tendo na altura recomendado ao governo alemão que tenha todas as ferramentas disponíveis para lidar com uma resolução bancária. No mesmo dia, a Reserva Federal divulgou que as subsidiárias norte-americanas do Deutsche Bank e do Santander chumbaram no teste anual de stress daquela autoridade, devido a falhas nos planos de capital e de gestão de risco. E este terá sido um dos catalisadores de uma nova fuga de investidores do banco alemão.
 
"A verdade é que os investidores estão a desfazer-se rapidamente dos papéis do Deutsche Bank, o maior banco da Alemanha e um dos maiores da Europa. Os ativos do Deutsche Bank são quase metade do PIB alemão. Os sinais alarmantes agudizaram-se desde que o banco falhou os testes dos EUA e à medida que se aproxima a data em que terá de se adequar aos novos rácios de capital para os bancos europeus".
 
O Santander, outro dos protegidos dos burocratas de Bruxelas, e o grande beneficiário  com o caso BANIF, que tanto contribuiu para aumentar o deficit português, é o outro banco em causa.
 
Percebe-se a necessidade de desviar as atenções para o incumprimento do deficit em Portugal e Espanha, ainda por cima provocado pela aplicação do próprio remédio imposto pela troika de Bruxelas e pela imposição da desastrosa "solução" BANIF.
 
Os burocratas de Bruxelas, precisam de desviar a atenção do seu próprio falhanço, da incompetência em resolver a crise migratória e o "Brexit", do descalabro do euro e da grave crise financeira que se avizinha.
 
É que quem enche os  bolsos dos burocratas do Politburo de Bruxelas é esse mesmo sistema financeiro que servem e que tem, a liderá-lo, o Deutche Bank.
 
...mais palavras para quê?

sexta-feira, 17 de junho de 2016

As "negociatas" da Banca nos últimos 5 anos custaram ao país 14% do PIB português

Segundo o jornal Público (AQUI), nos últimos cinco anos o BES/Novo Banco, o  BCP, a Caixa Geral de Depósitos e o BPI (não se contabilizam aqui as situações do BPN, do BPP e do Banif), perderam mais de 25 mil  milhões de euros em "imparidades", ou seja, em crédito mal parado e em participações financeiras ruinosas, qualquer coisa como 14% do PIB nacional ou 1/3 do resgate da Troika.
 
Como cidadão com impostos em dia, e a quem já estão a pensar recorres para pagar a "festa", só quero ver clarificadas 3 questões:
 
- Quem foram as pessoas e as empresas envolvidas nessa "imparidade"?;
- Quem foram os administradores e os responsáveis desses bancos pela decisões desastrosas ( senão mesmo  fraudulentas) que conduziram a essa situação?;
-Quais os responsáveis políticos, a nível governamental, a nível do Ministério das Finanças, a Nível do Banco de Portugal, a nível do BCE, a nível da troika por decisões (ou falta delas) que conduziram a mais este desastre financeiro?
 
E depois de essa resposta ser dada aos cidadãos cumpridores, que se avance para os tribunais e, tal como aconteceu na Islândia, se julguem os responsáveis e se abram as prisões para que todos cumpram as respectivas penas, para além de pagarem do próprio bolso a roubalheira pela qua foram responsáveis ...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Miguel Relvas, , Passos Coelho, Carlos Costa, Dias Loureiro, José Luís Arnaut, Francisco Nogueira Pinto, BPN, Efisa, Tecnofarma...e o que mais se verá...mas está "tudo legal!!!"

Passos Coelho anda por aí a passear-se, comportando-se como virgem ofendida e como se ainda fosse primeiro-ministro(Portas, por sua vez, procura não dar muito nas vistas, desde que no outro dia, de relance, foi divulgada uma notícia sobre o seu envolvimento nos obscuros negócios dos "Panduro"...).

O insuspeito comentador de direita João Miguel Tavares, na crónica, que transcrevemos em baixo, vem recordar as ligações suspeitas de Passos Coelho com o mundo das negociatas, a propósito do caso (mais um) do banco (??) Efisa, com ligações ao amigo ( e mentor) de sempre de Coelho, o "insuspeito" Miguel Relvas.

João Miguel Tavares veste a pele de jornalista e mostra como esse caso é mais que suspeito e merece que se esteja atento ao seu desenvolvimento:

"Miguel Relvas, o Efisa e a selva

Por JOÃO MIGUEL TAVARES , in Público de 16/02/2016 .

“Pedro Passos Coelho foi entrevistado no fim-de-semana [13 de Fevereiro] pelo Jornal de Notícias, e quando questionado acerca da venda do banco Efisa a uma sociedade com ligações a Miguel Relvas, respondeu: “Isso é um não-assunto.” Ora, se o ex-primeiro-ministro considera o tema um “não-assunto”, eu considero meu dever esclarecer-lhe porque é que o Efisa não só é um assunto, como é um assunto muito feio.

“Nos últimos dois anos, o Estado, através da Parparticipadas – sociedade anónima criada em 2010 para gerir o processo de reprivatização do BPN –, injectou 90 milhões de euros no Efisa. A última injecção, de 12,5 milhões, foi feita em Janeiro, antes da venda do antigo banco de investimento do BPN à Pivot SGPS. Essa venda terá sido realizada por um valor a rondar os 38 milhões de euros. Segundo o Tribunal de Contas, o preço do BPN para os contribuintes já vai em 2,7 mil milhões, estimando-se que o buraco possa derrapar até aos 5,5 mil milhões.

“O Efisa, como explicou ao Diário Económico o fundador e accionista da Pivot Ricardo Santos Silva, possui um trunfo precioso numa época em que se tornou bem mais difícil criar bancos: “uma licença bancária universal, que abre muitas oportunidades”. Oh, se abre – e quando cheira a oportunidades, logo surge Miguel Relvas e o seu oportuno nariz.

“Já depois de acordada a venda do Efisa, os jornais deram conta da entrada no capital da Pivot de um pequeno grupo de accionistas, entre os quais Relvas. Miguel Relvas, destacado ex-ministro do Estado, surge a fazer negócios com o Estado, para a compra de um banco. Mais. O actual presidente do veículo estatal Parparticipadas, que vendeu o Efisa à Pivot SGPS, chama-se Francisco Nogueira Leite. O mesmo Francisco Nogueira Leite que trabalhou com Pedro Passos Coelho na administração da Tecnoforma. A mesma Tecnoforma que em 2004 usou e abusou de fundos comunitários geridos pelo então secretário de Estado da Administração Local Miguel Relvas.

“E o não-assunto não fica por aqui. Miguel Relvas já havia trabalhado para o Efisa em 2007, prestando consultadoria ao banco no Brasil, numa altura em que era deputado do PSD e líder da Comissão das Obras Públicas. Tudo legal, claro. Até porque, em 2011, Relvas garantiu ao PÚBLICO que nunca recebeu “um cêntimo da Efisa”. Claro que não recebeu. Ele apenas recebeu da empresa Kapakonsult, da qual era administrador, e que na sua curta existência teve um único cliente: o banco de negócios do BPN, Efisa. Vamos então resumir. Relvas trabalhou para um banco que faliu. Trabalhou para o governo que geriu a falência desse banco. E agora recupera o banco devidamente recapitalizado pelo governo de que fez parte – não se está mesmo a ver que isto é um “não-assunto”?


“Uma achega final. Há quem recorde o papel de Dias Loureiro no BPN e garanta haver mãozinha sua neste negócio. A mim parece-me mera insinuação, fruto de más línguas. Estou certo que desde que o então ministro Miguel Relvas passou o réveillon de 2012 para 2013 no Copacabana Palace na companhia de José Luís Arnaut e Manuel Dias Loureiro, eles nunca mais voltaram a ver-se. Portanto, só resta à autoridade de supervisão apressar-se a conceder a idoneidade a Miguel Relvas, para que possa exercer com o garbo e a competência reconhecidas a profissão de banqueiro. Depois, é só enviar essa informação para Bruxelas, devidamente assinada por Carlos Costa, Governador do Banco da República das Bananas Anteriormente Conhecida como Portugal”.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Pagar a "fragilidade" da Banca fragilizando trabalhadores e pensionistas?

Para grande espanto meu (ou talvez não!!!?) ouvi esta manhã uma conhecida comentadora residente da comunicação social de "referência", jornalista destacada num jornal económico financiado pela banca e pelo sector financeiro, defender esta mesma banca da intenção do governo, através do orçamento de Estado, em fazer o sector pagar parte da austeridade exigida pelos burocratas de Bruxelas (a mesma "Bruxelas", que impôs a negociata do Banif, em benefício do Santander sem se preocupar com o facto de os contribuintes portugueses terem de pagar mais de dois mil milhões pela negociata, mas está muito preocupada com a diferença de 500 milhões no orçamento.....!!!!).

O principal argumento dessa conhecida comentadora, defensora da austeridade, em defesa da banca é o de que esta está"fragilizada"!!!!

Até hoje, que me lembre, nunca ouvi essa comentadora, ou outros da sua corrente, preocupar-se com a fragilidade daqueles que viram os seus salários ou pensões cortados, com aqueles que perderam o seu posto de trabalho, ou o viram reduzido à precaridade mal paga ou com aqueles que empobreceram drásticamente,  tudo em nome do modelo "austeritário", por ela regularmente defendido, que foi aplicado para "salvar" o seu querido sector bancário.

Falar da "fragilidade" do sector bancário parece-me algo exagerado. Apesar da "crise" (uma crise inventada para destruir direitos sociais e reduzir o rendimento do trabalho), a banca tem continuado a ser dos poucos sectores que regista lucros fabulosos, que garante aos seus accionistas rendimentos especulativos fabulosos, paga salários escandalosamente altos aos seus gestores de topo  e garante as maiores reformas, que conseguiu recentemente que passassem a ser pagas pelo Estado ( a maior parte destes reformados de luxo engrossam o grupo de 7 mil e quinhentos pensionistas que recebem mais de 5 mil euros mensais, custando, na sua totalidade, mais de 500 milhões de euros anuais ao Estado, a mesma quantia que Bruxelas exige que seja garantido no orçamento deste ano à custa de mais austeridade...!!!!).

E quando de facto algo corre mal à banca, como aconteceu com o BPN, BPP, BES e BANIF, cá estão os contribuintes e o "Estado" ( que eles tanto abominam) para pagar a factura das suas "fragilidades", mesmo que para isso se tenha de fragilizar ainda mais a vida dos cidadãos à custa do recurso a mais austeridade.

Ou seja, para essa comentadora, para não se "penalizar" ainda mais o "frágil" sector bancário, a alternativa passará, provavelmente,  por mais cortes nos salários, nas pensões e nos direitos sociais.

Neste caso já não lhe interessa nem preocupa a "fragilidade" dos cidadãos face às criminosas medidas de austeridade impostas por "Bruxelas"!!! 

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Caso BANIF: Passos Coelho entre a espada e a parede…e depois demita-se da liderança do seu partido!!!!...e depois é deixar o caso aos tribunais e à policia...


Á medida que mais coisas se vão conhecendo do processo BANIF, como é o caso do que é revelado na crónica de hoje de Rui Tavares no jornal Público, que pode ser lida integralmente AQUI, mais se percebe a irresponsabilidade do governo Coelho-Portas e da ministra das finanças desse governo, assim como da actual administração do Banco de Portugal.

Escreve Rui Tavares que durante três anos  “o governo português foi negociador da legislação da união a nível europeu e banqueiro principal do BANIF a nível nacional. E os responsáveis têm nome: Pedro Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque sabiam que a 1 de janeiro de 2016 as regras europeias mudariam e que, no caso do BANIF, teriam um impacto enorme sobre aforradores de uma vida nos Açores e na Madeira e nas comunidades emigrantes oriundas destes arquipélagos, onde o BANIF detêm uma considerável quota de mercado. Durante todos estes anos, Pedro Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque foram maus governantes para Portugal e maus banqueiros para o BANIF.

“Sendo assim, o estado português chega ao fim de 2015 correndo contra o calendário e duas soluções possíveis: ou a liquidação, com perdas certas até 3000 milhões de euros, ou a resolução, opção que foi seguida, com perdas possíveis até 3000 milhões de euros. Pelo caminho perdeu-se a possibilidade de tirar partido da nacionalização do BANIF e potenciar o seu valor social para as comunidades que ele servia, provavelmente após uma ligação à Caixa Geral de Depósitos.

“Esta não é só uma história de uma assustadora irresponsabilidade perante factos que só poderiam ser conhecidos do governo de Pedro Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque. É mais assustadora ainda quando pensamos na possibilidade, que foi real, de agora termos um governo de bloco central a mascarar a omissão culposa de Pedro Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque. Pode ter havido um móbil para este arrastar da situação: a “saída limpa”, as eleições. Mas não pode haver desculpa para Passos Coelho e Maria Luís Albuquerque”.

Hoje o PSD, no parlamento, não tem outra “saída limpa” que não seja deixar passar  o orçamento rectificativo apresentado pelo actual governo, que, em coerência, nunca podia ser votado pela esquerda.

E depois, tanto Passos Coelho, Paulo Portas e Maria Luís Albuquerque, só podem seguir o concelho do insuspeito cronista da direita e apoiante das medidas de austeridade e da “TINA”, João Miguel Tavares (ler  aqui a sua crónica “Passos Coelho tem deexplicar”) que ontem escrevia que “as declarações do primeiro-ministro [Costa] e do ministro das Finanças não permitem segundas interpretações: eles garantiram que o anterior governo sabia há mais de um ano da necessidade de resolver em definitivo o problema do Banif, preferindo arrastar os pés, por razões que se supõem eleitoralistas, o que fez aumentar significativamente o custo da operação.

“A serem verdadeiras tais acusações, nem Passos Coelho, nem Paulo Portas, nem Maria Luís Albuquerque deveriam voltar a ser ministros – é tão simples quanto isso”.

E nós acrescentamos, nem nenhum deles pode voltar a exercer qualquer cargo público e, de imediato, para salvar o que resta da face dos partidos que lideram, deviam por os seus lugares de liderança à disposição e, com eles, levar toda a administração do Banco de Portugal.


É o mínimo que se pode exigir , sem escamotear o recurso aos tribunais e à polícia para condenar todos os responsáveis por este processo.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

...e agora espera-se que Carlos Costa se demita do BdP...Banif poderá custar quase 4.000 milhões de euros

Mais uma vez os contribuintes portugueses vão pagar os erros do Banco de Portugal e os desmandos do sector financeiro.

O mínimo que se espera é que o governador do Bando de Portugal, Carlos Costa, ponha de imediato o seu lugar à disposição, se ainda lhe restar um mínimo de decência, e perdendo de imediato todos os direitos, dele e da sua administração. em relação a todos os benefícios e privilégios que gozam pelo exercício desse cargo (como o "direito de pernada" nas pensões...).

Em segundo lugar, espera-se que a Comissão Europeia, tão pronta a ajudar o sector financeiro, revele desta vez algum bom senso e não inclua os custos desta decisão, que eles pressionaram e aprovaram, nas contas do déficit português.

Em terceiro lugar que a comissão parlamentar que se vai formar para investigar o que levou a esta situação colabore com a justiça para levar os responsáveis a tribunal.

..é o mínimo...

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Mais de 7500 "reformados" recebem mais de 5 mil euros por mês e custam ...500 milhões por ano...

No meio da  “ruideira”   e histeria que grassa na comunicação social e entre os gobelzinhos da propaganda neoliberal, tomados  de pânico pela possibilidade da tomada de posse de um governo de “esquerda” em Portugal, algumas notícias que mereciam mais destaque têm, convenientemente, passado quase despercebidas, como acontece à que  transcrevemos em baixo.

De facto esta é mais uma notícia que mostra a “bondade” do governo de Passos Coelho e as suas “preocupações” com as contas públicas nacionais, ao ter resolvido , em 2011 passar para o estado a responsabilidade pelo pagamento das reformas douradas  dos banqueiros (sobre este negócio podem ler mais AQUI).

A maior parte deles fazem parte dos 7582 pensionistas que recebem mais de 60 mil euros de reforma por ano, entre os quais Ricardo Ralgado, ou seja, que custam ao estado, por ano, contas por baixo, quase…500 milhões de euros, 4 mil milhões de euros em quatro anos, quase o mesmo que Passos Coelho prometeu cortar aos reformados e pensionistas se viesse a cumprir mais 4 anos de legislatura (os célebres 600 milhões de euros…).

 “As reformas douradas dos banqueiros

Por ERIKA NUNES, in  Jornal de Notícias de  06/11/2015

“Em Portugal, há 7582 pensionistas com rendimentos anuais acima de 60 mil euros, o que significa reformas mensais acima de 5410 euros, segundo os dados mais recentes divulgados pelo Ministério das Finanças.

 “É neste "clube" de reformas douradas que encaixam antigos banqueiros como Ricardo Salgado, dado que o Estado assumiu os fundos de pensões de vários bancos em 2011 e, por essa via, a responsabilidade pelo pagamento daquelas reformas.

“Alguns dos mais famosos banqueiros com reformas milionárias têm também em comum com Ricardo Salgado os processos criminais em que se viram envolvidos. No caso do BCP, alguns foram já condenados por terem utilizado sociedades offshores para comprar ações próprias e esconder perdas do banco”.

terça-feira, 9 de junho de 2015

O BCE explicado às criancinhas...ou ...uma cambada de ladrões muito competentes e... bem pagos


Do site Free Zone, um site de informação alternativo, alertado por um amigo, encontrei um interessante texto, da autoria de Luís Arriaga, intitulado "Explica-me como se eu fosse muito burro", sobre o funcionamento do Banco Central Europeu e como essa instituição serve para resgatar bancos à custa da austeridade sobre os cidadãos europeus.

É mais uma prova do modo com a actual crise foi organizada para efectuar o roubo mais bem organizado da história.

Ao longo da minha vida fui roubado algumas vezes.

Lembro-me de me terem roubado uma carteira na Feira de S.Pedro, quando era míudo. Perdi uma carteira boa e vinte cinco tostões que lá tinha para gastar na feira.

Já em adulto, numa viagem a Madrid, roubaram-me uma mala do carro, partindo um vidro, onde estava um rádio portátil e uma máquina fotográfica que não era minha mas que me tinha sido emprestada, e por isso tive de encontrar uma máquina parecida para devolver ao dono. Não sei calcular exactamente o valor desse roubo, talvez o equivalente a uns cem euros.

Mais tarde assaltaram-me o sótão de onde me roubaram uma bicicleta com os pneus furados, aí no valor de uns 50 euros.

Por três vezes partiram os vidros de carros da minha família, sem encontrarem nada para roubar, tendo-me custado uma despesa que, na totalidade, nos custou uns trezentos euros.

Conheço também histórias de assaltos sofridos por conhecidos ou amigos meus, ou velhas histórias de assaltantes de estrada, no caminho que ligava Torres Vedras a Lisboa.

Hoje, perante a roubalheira de que fui vítima nos últimos anos, desde que nos impuseram o euro e desde que a Comissão Europeia, principalmente a de Barroso, o BCE, de Vitor Constâncio, e o FMI de Vitor Gaspar,  inventaram este roubo generalizado às pensões e aos salários e este aumento "brutal" da carga fiscal sobre o trabalho, e depois de ler o artigo em baixo transcrito, considero que os assaltantes acima descritos foram uns heróis, que arriscaram a liberdade por uma valor irrisório que me conseguiram roubar o equivalente a uma pequena migalha, face àquilo que gente engravatada, da Comissão Europeia, do BCE, do FMI e outros, gente muito bem vista pela comunicação social e bem paga, que continua a aparecer sorridente e sem vergonha em conferências e entrevistas, me tem roubado na última década.

Aqueles, acima referido, que me roubaram sem rodeios ao longo da minha vida, afinal são mais honestos e humanos que todos os Barrosos, os Constâncios ou os Gaspares que povoam este filme de terror social chamado União Europeia....

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Terminado o “prefácio” G7, vem aí a verdadeira reunião onde os “donos disto tudo” vão decidir o nosso futuro – De 11 a 14 de Junho tem lugar mais uma reunião do Grupo Bilderberg


A 63ª Conferência Bilderberg vai ter início dia 11 de Junho, durando até ao dia 14, e decorres em Telfs-Buchen , na  Austria.

Aí vão estar 140 participantes de 22 países, representantes políticos, da economia e das finanças, das universidades e da comunicação social, os quais, em ambiente de total secretismo, vão tomar as decisões que contam para o futuro da humanidade e daí sairão as decisões a executar pelos empregados locais dessa gente poderosa, como já saíram , noutras conferências, a decisão de criar o euro, ou de inventar a crise financeira que destruiu o poder dos cidadãos e enfraqueceu a democracia para resgatar o sector financeiro.

Os temas a discutir este ano são bem significativos da importância da conferência deste ano para o futuro de todos nós (deixo-vos a lista no inglês original do site oficial dessa organização que funciona em moldes mafiosos):

“Artificial Intelligence”
“Cybersecurity”
“Chemical Weapons Threats”
“Current Economic Issues”
“European Strategy”
“Globalisation”
“Greece”
“Iran”
“Middle East”
“NATO”
“Russia”
“Terrorism”
“United Kingdom”
“USA”
“US Elections” 

Alguns dos temas são bem significativos do que nos espera, como três temas tratados independentemente, como a “Estratégia Europeia”, a “Grécia” e a o “Reino Unido”. Fica assim evidente onde é que a crise europeia, o destino da Grécia e o referendo britânico vão ser realmente tratados, mais uma vez nas costas dos cidadãos por essa organização mafiosa controlada pelos interesse estratégicos do poder financeiro que está por detrás  de Bilderberg.

Também não deixa de ser curioso que os Estados Unidos e as eleições nesse país sejam tratados como dois temas distinto. Hilary Clinton que se cuide.

“Irão” e  “Médio Oriente” , tratados em separado, sem uma referência directa ao Estado Islâmico, trás também “água no bico”.

Quanto à grave situação do ambiente, nem uma palavra, o que mostra que, para  o poder financeiro e económico que controla Bilderberg, esse tema não lhes interessa.

É ainda significativo que não haja um destaque para a China. O poder totalitário desse país parece assim agradar ao poder económico mundial, não merecendo qualquer atenção. Desde que lhes cheire a dinheiro e a negócios, o importante é não fazer muitas ondas em relação a quem lhe dá dinheiro. A democracia é secundária para essa gente sinistra.

Quanto à lista de participantes da conferência deste ano, ela é a seguinte (vai também  em inglês, tal e qual como vem publicada no lacónico site da organização mafiosa):

“Final list of Participants

“Chairman
Castries, Henri de          Chairman and CEO, AXA Group                FRA
                               
Achleitner, Paul M. Chairman of the Supervisory Board, Deutsche Bank AG     DEU
Agius, Marcus   Non-Executive Chairman, PA Consulting Group              GBR
Ahrenkiel, Thomas Director, Danish Intelligence Service (DDIS)             DNK
Allen, John R.   Special Presidential Envoy for the Global Coalition to Counter ISIL, US Department of State   USA
Altman, Roger C. Executive Chairman, Evercore             USA
Applebaum, Anne Director of Transitions Forum, Legatum Institute    POL
Apunen, Matti Director, Finnish Business and Policy Forum EVA           FIN
Baird, Zoë CEO and President, Markle Foundation        USA
Balls, Edward M. Former Shadow Chancellor of the Exchequer               GBR
Balsemão, Francisco Pinto Chairman, Impresa SGPS     PRT
Barroso, José M. Durão                Former President of the European Commission             PRT
Baverez, Nicolas Partner, Gibson, Dunn & Crutcher LLP              FRA
Benko, René Founder, SIGNA Holding GmbH  AUT
Bernabè, Franco Chairman, FB Group SRL           ITA
Beurden, Ben van CEO, Royal Dutch Shell plc   NLD
Bigorgne, Laurent Director, Institut Montaigne               FRA
Boone, Laurence Special Adviser on Financial and Economic Affairs to the President FRA
Botín, Ana P. Chairman, Banco Santander          ESP
Brandtzæg, Svein Richard President and CEO, Norsk Hydro ASA             NOR
Bronner, Oscar Publisher, Standard Verlagsgesellschaft             AUT
Burns, William President, Carnegie Endowment for International Peace          USA
Calvar, Patrick  Director General, DGSI                FRA
Castries, Henri de Chairman, Bilderberg Meetings; Chairman and CEO, AXA Group     FRA
Cebrián, Juan Luis Executive Chairman, Grupo PRISA   ESP
Clark, W. Edmund Retired Executive, TD Bank Group   CAN
Coeuré, Benoît   Member of the Executive Board, European Central Bank           INT
Coyne, Andrew   Editor, Editorials and Comment, National Post                CAN
Damberg, Mikael L. Minister for Enterprise and Innovation      SWE
De Gucht, Karel     Former EU Trade Commissioner, State Minister             BEL
Dijsselbloem, Jeroen Minister of Finance          NLD
Donilon, Thomas E. Former U.S. National Security Advisor; Partner and Vice Chair, O'Melveny & Myers LLP  USA
Döpfner, Mathias CEO, Axel Springer SE             DEU
Dowling, Ann President, Royal Academy of Engineering            GBR
Dugan, Regina  Vice President for Engineering, Advanced Technology and Projects, Google USA
Eilertsen, Trine   Political Editor, Aftenposten    NOR
Eldrup, Merete     CEO, TV 2 Danmark A/S                DNK
Elkann, John Chairman and CEO, EXOR; Chairman, Fiat Chrysler Automobiles ITA
Enders, Thomas CEO, Airbus Group       DEU
Erdoes, Mary CEO, JP Morgan Asset Management         USA
Fairhead, Rona Chairman, BBC Trust      GBR
Federspiel, Ulrik Executive Vice President, Haldor Topsøe A/S              DNK
Feldstein, Martin S. President Emeritus, NBER;  Professor of Economics, Harvard University USA
Ferguson, Niall Professor of History, Harvard University, Gunzberg Center for European Studies USA
Fischer, Heinz Federal President           AUT
Flint, Douglas  J. Group Chairman, HSBC Holdings plc  GBR
Franz, Christoph  Chairman of the Board, F. Hoffmann-La Roche Ltd     CHE
Fresco, Louise O. President and Chairman Executive Board, Wageningen University and Research Centre NLD
Griffin, Kenneth Founder and CEO, Citadel Investment Group, LLC      USA
Gruber, Lilli Executive Editor and Anchor “Otto e mezzo”, La7 TV          ITA
Guriev, Sergei  Professor of Economics, Sciences Po    RUS
Gürkaynak, Gönenç Managing Partner, ELIG Law Firm TUR
Gusenbauer, Alfred Former Chancellor of the Republic of Austria        AUT
Halberstadt, Victor Professor of Economics, Leiden University               NLD
Hampel, Erich   Chairman, UniCredit Bank Austria AG  AUT
Hassabis, Demis Vice President of Engineering, Google DeepMind     GBR
Hesoun, Wolfgang CEO, Siemens Austria           AUT
Hildebrand, Philipp Vice Chairman, BlackRock Inc.        CHE
Hoffman, Reid Co-Founder and Executive Chairman, LinkedIn               USA
Ischinger, Wolfgang Chairman, Munich Security Conference   INT
Jacobs, Kenneth M. Chairman and CEO, Lazard                USA
Jäkel, Julia CEO, Gruner + Jahr DEU
Johnson, James A. Chairman, Johnson Capital Partners              USA
Juppé, Alain Mayor of Bordeaux, Former Prime Minister          FRA
Kaeser, Joe President and CEO, Siemens AG    DEU
Karp, Alex CEO, Palantir Technologies USA
Kepel, Gilles University Professor, Sciences Po              FRA
Kerr, John Deputy Chairman, Scottish Power    GBR
Kesici, Ilhan MP, Turkish Parliament     TUR
Kissinger, Henry A. Chairman, Kissinger Associates, Inc.            USA
Kleinfeld, Klaus   Chairman and CEO, Alcoa          USA
Knot, Klaas H.W. President, De Nederlandsche Bank   NLD
Koç, Mustafa V.     Chairman, Koç Holding A.S.      TUR
Kogler, Konrad Director General, Directorate General for Public Security         AUT
Kravis, Henry R. Co-Chairman and Co-CEO, Kohlberg Kravis Roberts & Co.        USA
Kravis, Marie-Josée Senior Fellow and Vice Chair, Hudson Institute    USA
Kudelski, André   Chairman and CEO, Kudelski Group      CHE
Lauk, Kurt           President, Globe Capital Partners          DEU
Lemne, Carola  CEO, The Confederation of Swedish Enterprise              SWE
Levey, Stuart     Chief Legal Officer, HSBC Holdings plc USA
Leyen, Ursula von der  Minister of Defence      DEU
Leysen, Thomas Chairman of the Board of Directors, KBC Group            BEL
Maher, Shiraz   Senior Research Fellow, ICSR, King's College London   GBR
Markus Lassen, Christina Head of Department, Ministry of Foreign Affairs, Security Policy and Stabilisation DNK
Mathews, Jessica T. Distinguished Fellow, Carnegie Endowment for International Peace        USA
Mattis, James   Distinguished Visiting Fellow, Hoover Institution, Stanford University              USA
Maudet, Pierre Vice-President of the State Council, Department of Security, Police and the Economy of Geneva                CHE
McKay, David I.   President and CEO, Royal Bank of Canada         CAN
Mert, Nuray      Columnist, Professor of Political Science, Istanbul University TUR
Messina, Jim     CEO, The Messina Group            USA
Michel, Charles    Prime Minister               BEL
Micklethwait, John Editor-in-Chief, Bloomberg LP        USA
Minton Beddoes, Zanny Editor-in-Chief, The Economist            GBR
Monti, Mario    Senator-for-life; President, Bocconi University              ITA
Mörttinen, Leena Executive Director, The Finnish Family Firms Association    FIN
Mundie, Craig J. Principal, Mundie & Associates            USA
Munroe-Blum, Heather     Chairperson, Canada Pension Plan Investment Board CAN
Netherlands, H.R.H.  Princess Beatrix of the     NLD
O'Leary, Michael CEO, Ryanair Plc          IRL
Osborne, George First Secretary of State and Chancellor of the Exchequer      GBR
Özel, Soli  Columnist, Haberturk Newspaper; Senior Lecturer, Kadir Has University    TUR
Papalexopoulos, Dimitri Group CEO, Titan Cement Co.               GRC
Pégard, Catherine President, Public Establishment of the Palace, Museum and National Estate of Versailles FRA
Perle, Richard N. Resident Fellow, American Enterprise Institute         USA
Petraeus, David H. Chairman, KKR Global Institute       USA
Pikrammenos, Panagiotis Honorary President of The Hellenic Council of State             GRC
Reisman, Heather M.   Chair and CEO, Indigo Books & Music Inc.          CAN
Rocca, Gianfelice    Chairman, Techint Group           ITA
Roiss, Gerhard CEO, OMV Austria          AUT
Rubin, Robert E. Co Chair, Council on Foreign Relations; Former Secretary of the Treasury USA
Rutte, Mark Prime Minister      NLD
Sadjadpour, Karim Senior Associate, Carnegie Endowment for International Peace     USA
Sánchez Pérez-Castejón, Pedro Leader, Partido Socialista Obrero Español PSOE              ESP
Sawers, John     Chairman and Partner, Macro Advisory Partners            GBR
Sayek Böke, Selin Vice President, Republican People’s Party  TUR
Schmidt, Eric E.   Executive Chairman, Google Inc.            USA
Scholten, Rudolf CEO, Oesterreichische Kontrollbank AG          AUT
Senard, Jean-Dominique CEO, Michelin Group               FRA
Sevelda, Karl     CEO, Raiffeisen Bank International AG                AUT
Stoltenberg, Jens Secretary General, NATO      INT
Stubb, Alexander Prime Minister           FIN
Suder, Katrin Deputy Minister of Defense         DEU
Sutherland, Peter D. UN Special Representative; Chairman, Goldman Sachs International IRL
Svanberg, Carl-Henric  Chairman, BP plc; Chairman, AB Volvo SWE
Svarva, Olaug    CEO, The Government Pension Fund Norway  NOR
Thiel, Peter A.  President, Thiel Capital               USA
Tsoukalis, Loukas President, Hellenic Foundation for European and Foreign Policy     GRC
Üzümcü, Ahmet Director-General, Organisation for the Prohibition of Chemical Weapons INT
Vitorino, António M. Partner, Cuetrecasas, Concalves Pereira, RL         PRT
Wallenberg, Jacob Chairman, Investor AB         SWE
Weber, Vin Partner, Mercury LLC           USA
Wolf, Martin H.  Chief Economics Commentator, The Financial Times    GBR
Wolfensohn, James D. Chairman and CEO, Wolfensohn and Company               USA
Zoellick, Robert B. Chairman, Board of International Advisors, The Goldman Sachs Group USA.

Uma lista curiosa e que merece ser alvo de uma investigação e atenção mais cuidada.

Por Portugal temos dois repetentes, Pinto Balsemão e Durão Barroso, o primeiro responsável máximo por escolher os convidados portugueses, o segundo , aquele que o irá substituir e aquele que vai, provavelmente receber aqui as indicações para o seu futuro politico, podendo continuar a desenvolver as malfeitorias que fez na Comissão Europeia, agora noutro qualquer posto que essa organização ache que venha a ser útil para executar fielmente as decisões secretas que aí vão ser tomadas.

Também não nos surpreende o convite a António Vitorino para estar presente nesta reunião, pela segunda vez.

Já agora, recordamos em baixo a lista de portugueses que estiveram presentes, de forma oficial, já que tem havido presenças mais secretas e de forma oficiosa, de acordo com algumas inconfidências que casualmente vão sendo conhecidas (deixamos o título também em inglês):

António José Seguro,(2013) Politician
Paulo Portas, Politician (2013)
Luis Amado, Politician (201…)
Paulo Rangel, Politician (201…)
Francisco Pinto Balsemão (1981, 1983–1985, 1987–2015), former Prime Minister of Portugal, 1981–1983 and CEO of Impresa media group
Manuel Pinho (2009), former Minister of Economy and Innovation
José Sócrates (2004), former Prime Minister of Portugal
José Pedro Aguiar-Branco , (201…) former Minister of Justice
Santana Lopes (2004), former Prime Minister of Portugal
José Manuel Durão Barroso (1994, 2003, 2005, 2013, 2015), former Prime Minister of Portugal and Minister of Foreign Affairs, and current President of the European Commission
Nuno Morais Sarmento, (201…) former Minister of Presidency and Minister of Parliament Affairs
António Costa (2008), former Minister of Interior and current Mayor of Lisbon
Rui Rio (2008), current Mayor of Porto
Manuela Ferreira Leite (2009), former Minister of Education and Minister of Finance and Public Administration
Augusto Santos Silva,(201…) former Minister of Education, Minister of Culture, Minister of Parliament Affairs, and current Minister of National Defence
Marcelo Rebelo de Sousa (1998),[ former Minister of Parliament Affairs
António Guterres (1994), former Prime Minister of Portugal, former President of the Socialist International and current United Nations High Commissioner for Refugees
Ferro Rodrigues,(201…) former Minister of Labour and Social Solidarity and Minister of Public Works, Transport and Communications
Jorge Sampaio,(201…) former President of Portugal
Luís Mira Amaral (1995), former Minister of Labour and Social Solidarity, chairman of Caixa Geral de Depósitos and CEO of Banco Português de Investimento
Vítor Constâncio (1988), governor of the Banco de Portugal, Vice President of the ECB
Fernando Teixeira dos Santos (2010), former Minister of Finance
José Medeiros Ferreira (1977, 1980), former Minister of Foreign Affairs
Joaquim Ferreira do Amaral (1999), former Minister of Public Works, Transport and Communications
António Miguel Morais Barreto (1992), former Minister of Agriculture, Rural Development and Fisheries
João Cravinho,(201…)former Minister for Environment, Spatial Planning and Regional Development
Artur Santos Silva,(201…) former vice-governor of the Banco de Portugal, chairman of Banco Português de Investimento and current non-executive chairman of Jerónimo Martins
Francisco Luís Murteira Nabo,(201…)former chairman of Portugal Telecom, Minister of Public Works, Transport and Communications, and current chairman of Galp Energia and president of the Portuguese Economists Association
Manuel Ferreira de Oliveira,(201…) CEO of Galp Energia
Ricardo Salgado,(201…) CEO of Banco Espírito Santo
Antonio Nogueira Leite (Portuguese) (2011), Economist.
Paulo Macedo,(2014)  actual Ministro da Saude;
Inês de Medeiros (2014) ,deputada do PS.

Recentemente o jornal I, refria-se assim a alguns desses convidados portugueses:

“O i revela 15 personalidades que foram aos encontros de Bilderberg, o que faziam antes e o que fizeram a seguir

“José Sócrates  - Foi convidado em 2004, pouco tempo antes de ser eleito para a liderança do PS com 80% dos votos. No ano seguinte chegou a primeiro-ministro e ocupou o cargo durante seis anos. Quando foi convidado por Balsemão já era influente dentro do PS e apontado por alguns como sucessor de Ferro Rodrigues, que enfrentou grandes dificuldades na liderança devido ao caso Casa Pia. Actualmente, José Sócrates está preso preventivamente por suspeitas de fraude fiscal, corrupção e branqueamento de capitais.

“Paulo Portas Portas é um dos raros convidados do mundo da política que não pertencem nem ao PSD nem ao PS. O líder dos centristas foi convidado em 2013, juntamente com António José Seguro (Portugal tem, no máximo, três representantes no encontro). Portas foi ao encontro quando era ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros.

“António Costa O actual líder do PS foi convidado para o encontro que junta a elite mundial em 2008. Um ano antes tinha sido eleito para a presidência da Câmara de Lisboa em eleições intercalares. No currículo já tinha os cargos de ministro da Justiça e da Administração Interna, entre outros. Há muitos anos que o seu nome  é falado para a liderança do PS, mas Costa só avançou em 2014. O mais provável, de acordo com as sondagens, é que seja o próximo primeiro--ministro. Curiosamente, Costa foi convidado juntamente com Rui Rio, que era presidente da Câmara do Porto. A proximidade entre os dois tem alimentado especulações de que no futuro se poderão vir a entender para criar um governo do bloco central.

“António José Seguro Foi convidado em 2013. Era líder do PS há dois anos e na altura era forte a possibilidade de vir a ser o próximo primeiro--ministro. Mas, ao contrário de que muitos previam, não foi o governo a cair mas sim o líder do PS, que nunca conseguiu ultrapassar as divergências com alguns sectores dentro do PS. Um ano depois, após a vitória nas eleições europeias, foi desafiado por António Costa para disputar a liderança e foi derrotado.

“Saiu da liderança do PS e abandonou o lugar de deputado. Desde que deixou de ser líder do PS que não tem intervenção pública.

“Paulo Macedo O actual ministro da Saúde foi  convidado por Francisco Pinto Balsemão no ano de 2014. Paulo Macedo ganhou notoriedade como director--geral dos Impostos, tendo conseguido bons resultados no combate à evasão fiscal. Foi também vice-presidente do conselho de administração executivo do Millennium BCP.

“Foi sempre um dos ministros mais populares deste governo e era até o preferido de alguns sectores da maioria, nomeadamente do CDS, para ministro das Finanças quando Vítor Gaspar se demitiu.

“Marcelo Rebelo de Sousa Foi convidado em 1998, quando liderava o PSD. Deixou a liderança dos sociais-democratas no ano seguinte, depois de entrar em ruptura com Paulo Portas, o que ditou o fim da aliança entre o PSD e o CDS. Não deixou, porém, de ter influência, sendo o comentador político mais ouvido do país. Quase 20 anos depois, Marcelo admite voltar à política, mas como candidato à Presidência da República, um dos candidatos mais fortes na área da direita. Marcelo contou à TVI, uns anos depois de ter participado no encontro, que não viu nada de “anormal” nessas reuniões. Descreveu o encontro como “muito interessante”, já que lhe permitiu “conhecer figuras importantes dos Estados Unidos da América e da Europa”. O professor está, porém, convicto de que destes encontros não resulta uma rede de ligação. “Eu não notei que tivesse ficado. Não tenho essa visão conspiratória.”

“Vítor Constâncio Foi governador do Banco de Portugal e participou no encontro em 1988, quando era secretário-geral do PS, e em 2010, ano em que deixou o Banco de Portugal para ocupar o cargo de vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), onde é responsável pela supervisão bancária.

“Teixeira dos Santos Teixeira dos Santos foi convidado quando era ministro das Finanças de José Sócrates. Um ano depois, o agora professor universitário entrou em ruptura com José Sócrates, quando decidiu acabar com as resistências do ex-primeiro-ministro à vinda da troika e assumiu que o país precisava de pedir ajuda externa. Actualmente é professor da Faculdade de Economia do Porto.

“Ricardo Salgado O banqueiro esteve duas vezes nos encontros de Bilderberg, em 1997 e 1999, quando a conferência se realizou no Hotel da Penha Longa, em Sintra (foi até hoje a única vez que se realizou em Portugal). O fundador destes encontros, Bernardo da Holanda, conta o livro “O Último Banqueiro”, das jornalistas Maria João Babo e Maria João Gago, era “visita assídua em casa de Manuel Espírito Santo, o tio--avô de Ricardo Salgado, que liderou o BES até 1973. Os convites a Salgado foram feitos por Balsemão “antes de as relações” entre os dois “se deteriorarem”, revela ainda o livro sobre o ex-presidente do BES.

“Paulo Rangel  O eurodeputado do PSD participou na reunião em 2010. No mesmo ano foi candidato à liderança do partido, mas foi Passos Coelho quem ganhou. Actualmente, Paulo Rangel é deputado ao Parlamento Europeu.

“Durão Barroso Durão Barroso participou três vezes nas conferências do Bilderberg. A primeira foi em 1994 quando era ministro dos Negócios Estrangeiros. O cavaquismo estava a dar as últimas e já se começava a discutir o sucessor do homem que mais tempo governou o país. Um ano depois de entrar no restrito clube mundial, Durão candidatou-se à liderança do partido, mas perdeu para Fernando Nogueira. Não desistiu e em 1999 foi eleito líder do partido. Não demorou muito tempo a chegar ao governo. António Guterres demitiu-se e em Março de 2002 foi eleito primeiro-ministro. Foi nessa qualidade que, no ano seguinte, voltou a ser convidado para o encontro da elite mundial. Não foi a última vez.

“Santana Lopes  Pedro Santana Lopes esteve no encontro em Junho de 2004. A reunião aconteceu três semanas antes da crise política em Portugal. Durão Barroso demitiu-se do governo, mas não partiu para o novo cargo na Comissão Europeia sem escolher o seu sucessor:Santana Lopes. O “enfant terrible” do PSD chegou a primeiro-ministro pouco tempo depois de ter participado no encontro, as nem um ano esteve na liderança do governo. Santana ainda concorreu nas legislativas, mas o vencedor foi José Sócrates, que também tinha participado no encontro de Bilderberg no mesmo ano. Santana não está actualmente na política activa, mas poderá ser candidato à Presidência da República nas próximas eleições. Actualmente é presidente da Santa Casa da Misericórdia.

“Manuela Ferreira Leite Era presidente do PSD quando foi convidada para participar na conferência do clube de Bilderberg, em 2009. Ao contrário de outros líderes da oposição, que já participaram nestas reuniões, nunca chegou à liderança do governo. Em Abril de 2010, após a derrota nas legislativas contra José Sócrates, Manuela Ferreira Leite deixou a presidência do PSD e foi substituída por Passos Coelho. Participou em vários governos, mas um dos cargos mais importantes que ocupou foi o de ministra das Finanças, no governo liderado por Durão Barroso. Actualmente Ferreira Leite está afastada da política activa, mas não deixa de ter influência através dos seus comentários políticos, que muitas vezes se traduzem em críticas ao governo de Passos Coelho. Foi um dos nomes falados para a Presidência da República, mas curiosamente a hipótese foi lançada pelo socialista Pedro Adão e Silva. Um desafio que Ferreira Leite dificilmente aceitará.

“Inês de Medeiros Foi convida em 2014 juntamente com Paulo Macedo. É deputada do PS. A actriz e realizadora está ligada no parlamento à área da cultura.

“Rui Rio Foi convidado em 2008, quando era presidente da Câmara do Porto, um cargo que exerceu até às últimas eleições autárquicas, em 2013. Desde essa data que está afastado da política activa, mas nem por isso deixou de ter uma intervenção pública permanente. O futuro poderá passar por uma candidatura à Presidência da República ou por uma candidatura à liderança do PSD, se Passos Coelho perder as próximas eleições legislativas. O ex-autarca do Porto participa com frequência em debates políticos e em conferências e é um adepto do bloco central. “Não será possível reformar o país sem consenso político e sem o entendimento, pelo menos, dos dois maiores partidos portugueses em matérias de regime”, defendeu Rio, numa biografia publicada no final do ano de 2014. Balsemão já admitiu que Rui Rio é o seu candidato preferido para Belém”.

Do site BLASTINGNEWS, de 25 de Fevereiro último retirámos o seguinte texto da autoria de Augusto Ramos, especialista em temas internacionais:

“A controverso grupo Bilderberg reúne-se este ano na Áustria. A reunião será realizada no sumptuoso hotel Interalpen, nos Alpes austríacos, a pouca distância do aeroporto de Innsbruck, de 11 a 14 Junho, confirmou a polícia austríaca, que se prepara para patrulhar o evento. A notícia foi também confirmada por Daniel Estulin, que tem publicado vários best-sellers acerca do Clube Bilderberg, o que lhe permite estar por dentro dos movimentos da organização.

“Considerado como um dos homens mais bem informados acerca desta organização, Estulin anunciou esta semana, numa entrevista ao popular Infowars de Alex Jones, que a reunião "secreta" será este ano na Áustria. Estulin revelou ainda na entrevista da emissão do passado 24 que "passados anos de exposição e denúncia pública do grupo Bilderberg, da sua agenda secreta e influência politico-económica, ainda sou perseguido e demonizado em meios políticos e jornalísticos".

“Foi um dos primeiros jornalistas a denunciar as reuniões secretas que congregam banqueiros, políticos, empresários e personalidades com visibilidade pública nos seus países e internacionalmente. Hoje são já inúmeros os jornalistas que divulgam ao público o que devia ser uma agenda secreta. O objectivo da Bilderberg é, para Estulin, "formatar a mente dos participantes para um futuro planeado em nome de um debate acerca da situação presente".

"Mas durante décadas o Clube Bilderberg foi mantido em segredo. Foi a expansão da Internet que colocou a Bildeberg na agenda mediática. Até há bem poucos anos a divulgação destas reuniões (realizadas à porta fechada, "para estarmos sossegados" justificou Pinto Balsemão, ao "i") eram ridicularizada. Mas desde a explosão da internet e de sites como o Infowars, que fazem directos e enviam repórteres in loco às reuniões da Bilderberg, acabou-se o "secretismo".

“A Bilderberg existe desde 1954. E a participação portuguesa faz-se desde 1988, com Francisco Pinto Balsemão, que ocupou mesmo a posição de vice-presidente da reunião, dirigindo David Rockfeller, Beatriz da Holanda (Shell), Bill Clinton e outras personalidades da elite internacional. Tem também sido Pinto Balsemão quem tem seleccionado os portugueses que o vão acompanhar à Bildeberg para uma carreira que a organização vai catapultar "fatalmente".

“Daniel Estulin teve o seu livro "Clube Bilderberg" impedido de ser publicado em Portugal, segundo carta de editor divulgada no "Semanário" e reproduzida no blog Filtro. Só muito recentemente Estulin viu editoras portuguesas arriscarem na compra do livro, depois de este ser incontestavelmente um best seller internacional.

“Alguns políticos portugueses foram convidados para a Bilderberg ainda antes de serem figuras públicas e/ou desempenharem cargos políticos e terem os apoios dos seus partidos, como Pedro Santana Lopes e José Sócrates. Muitas outras carreiras políticas e económicas internacionais tiveram o seu empurrão na Bilderberg, como aconteceu com Durão Barroso, Bill Clinton ou Tony Blair.

“A agenda do clube é secreta, mas por vezes há infiltrados ou convidados que as divulgam; foi o caso da reunião de 2013, em que Joseph Paul-Watson, do Truth Seeker, divulgou um raro exemplo da agenda a debater na Bilderberg, onde constavam por exemplo, "revoltas por toda a Europa"; "crise dos media"; "resistência a fármacos" e até "tecnologia de impressão em 3 dimensões".

“A unidade anti-terrorista COBRA vai patrulhar a área alpina e num perímetro de 15 Km serão proibidos voos e para-quedismo.

“Como complemento à noticia aqui publicada sobre a crescente influência do Club Bilderberg nas decisões político-económicas tomadas em Portugal, de que o grande «papa dos media», Francisco Pinto Balsemão, é o mentor máximo, respigamos, com a devida vénia, (complementando o texto com factos da actualidade, como foi o caso da última aquisição do Grupo, Clara Ferreira Alves, que participou numa reunião efectuada este ano na Suiça) do blogue «Portugal Global» acontecimentos históricos sobre esta «sociedade secreta» que actua no «rectângulo» com grande discrição, povoando as suas peças no xadrez mais interventivo e mediático da sociedade (veja-se como muitos membros do Club são figuras de topo da vida governativa nacional e europeia, não esquecendo o canal de Carnaxide ou no jornal dito de referência «Expresso» do mesmo grupo de Comunicação Social liderado por Pinto Balsemão), apostando em aniquilar (geralmente com recurso aos meios da «casa») outras organizações que lhe possam fazer sombra, como é o caso da Igreja e da Maçonaria.

Historial

“O texto publicado no «Portugal Global» foi retirado do extinto site PTNSA, onde se refere que a  Sociedade Bilderberg é um grupo americano que existe há longos anos,que leva a cabo uma conspiração antidemocrática, um plano oculto de dominação mundial. Este grupo conta nas suas fileiras, Presidentes, Famílias Reais, ministros, industriais e executivos de sucesso, jornalistas, directores de estações de TV, jornais etc.

“A primeira conferência da Bilderberg realizou-se em Maio de 1954, desde então esta organização secreta realiza todos os anos em diversas cidades europeias e norte americanas, conferências. A Bilderberg todos os anos preocupa-se em convidar as figuras mais poderosas ou futuros aliados, na execução da estratégia de dominação, para as suas conferências.Após analisarmos os participantes destes encontros, chegamos à conclusão que nós, povo, não passamos de peças, facilmente manipuladas por estes “grandes” senhores. Considerando como exemplo a última “luta”, durante as legislativas, entre PS e PSD que serviu, e serve, para ridicularizar o povo português.Em boa verdade, vendo os nomes em evidência do Clube em Portugal, facilmente verificamos que estão todos eles ligados ao chamado «centrão» da vida politica, ou seja, ao bloco PS/PSD.

“Imaginem o que se passa nos bastidores, as ricas gargalhadas que não se dão nessas reuniões à “nossa” custa. Vivemos portanto numa ditadura “invisível”, onde as nossas escolhas são limitadas a uma só “força”/”poder” com dois ou três nomes diferentes, de modo a nos iludir. Pinto Balsemão é o convidado assíduo da Bilderberg, pelo menos desde 1988.Podemos fazer uma pequena ideia de como a “nossa opinião” é controlada através desta força oculta, quem não vê TV para saber as últimas notícias nacionais e internacionais?

“Quem não compra o seu jornal de manhã para saber o que se passa ao seu redor?

“A maioria das pessoas não tem noção que a informação que lhes chega todos os dias através da comunicação social, que jamais é posta em causa a sua veracidade, é um excerto dos factos reais um QB de ficção.

“Conferência em Portugal

“No início de Junho de 1999, realizou-se na Penha Longa, Sintra, uma conferência da Bilderberg. Entre os participantes desta 47ª conferência estavam dez portugueses: Francisco Pinto Balsemão, Jorge Sampaio, Artur Santos Silva, Ricardo Salgado, Nicolau Santos ( colaborador do «Expresso» e comentador económico da SIC), Murteira Nabo, Vasco de Melo, Marçal Grilo, João Cravinho e Joaquim Ferreira do Amaral.

“De acordo com algumas fontes, a Bilderberg pagou milhões de dólares ao governo Português para este disponibilizar forças militares, policiais e helicópteros para localizar intrusos, de modo a “protegerem o seu secretismo”, pois a segurança nos encontros da Bilderberg é algo que nunca falta.

“António Guterres, que participou na conferência de 1994, na Finlândia, foi, curiosamente, eleito primeiro-ministro em 95. Guterres não constou na lista de convidados da 47ª Conferência e em nenhuma outra depois da de 94. Foi nomeado para Alto Comissário para os Desalojados nas Nações Unidas.Mas existem outras coincidências iguais a estas no historial da Bilderberg.

“Coincidências?

“Bill Clinton que participa no encontro Bilderberg na Alemanha em 91 foi eleito presidente dos Estados Unidos da América em Agosto de 1992.Tony Blair que participa no encontro Bilderberg na Grécia em 93 torna-se líder do partido em Julho de 94 torna-se primeiro-ministro em Maio de 97. Jack Santer o anterior chefe de estado (demitido por corrupção) participou no encontro Bilderberg na Alemanha em 91 e torna-se presidente da UE em Janeiro 95.

“Romano Prodi participou no encontro Bilderberg em Portugal em Junho de 99 toma posse como presidente da UE em Setembro de 99.George Robertson participa no encontro Bilderberg na Escócia em 98 e toma posse como secretário-geral da NATO em 99.

“Como atrás referimos, Francisco Pinto Balsemão é o  convidado assíduo da Bilderberg pelo menos desde 1988. Um magnata na imprensa e economia portuguesa, fundador do Jornal Expresso/Sojornal em 1972. Após a morte de Sá Carneiro em 1980, Pinto Balsemão, que até então era adjunto do primeiro-ministro, sucedeu-lhe como chefe do governo de coligação da AD. Balsemão tem um “império invejável”, tendo em sua posse desde jornais a estações de TV, tem grande influência nas mais “credíveis” e mais prestigiadas empresas nacionais.Diz-se que a sua ligação a figuras da banca, também ligadas ao Club Bilderberg, o livraram de recentes ( a famigerada crise que,pelos vistos, não toca a todos…) complicações financeiras no seu grupo empresarial…

“António Barreto, sociólogo, ex-ministro da Agricultura e actual comentador da SIC participou no Encontro da Bilderberg em 1992 em Evian-les-Bains, França. Ex-deputado à Assembleia Constituinte, Secretário de Estado do Comércio Externo, Ministro do Comércio e Turismo, Ministro da Agricultura e Pescas e Deputado à Assembleia da República. Publicou vários livros e artigos académicos, assim como ensaios. Colabora regularmente, desde os anos setenta, na imprensa diária, assim como na televisão.

“Durão Barroso participou num encontro da Bilderberg quando era ministro dos Negócios Estrangeiros. Foi Presidente do PSD e Primeiro-ministro Português, actualmente presidente da Comissão Europeia, cargo onde se tem «segurado» como uma lapa, apesar do crescente colapso da UE e das criticas de que tem sido alvo pelos seues pares europeus.

“Roberto Carneiro participou no encontro em 1992 em Evian-les-Bains, França. É ex-Secretário de Estado da Educação e antigo Ministro da Educação. É consultor do Banco Mundial, da OCDE, da UNESCO e do Conselho da Europa.

“Vasco Pereira Coutinho, empresário de sucesso do regime partidocratico, participou no encontro de 91 em Baden-Baden, Alemanha e de 98 em Turnberry, Escócia.

“José Galvão Teles, ligado a uma das mais influentes sociedades de advogados, participou no encontro de 1997 em Geórgia, EUA. Foi membro do PS e do Conselho de Estado.

“Teresa Patrício Gouveia participou no encontro de 2001 em Gothenburg, Suécia. Antiga deputada e porta-voz da Comissão Política Nacional do PSD, foi também secretária de Estado da Cultura durante o Governo de Cavaco Silva. É actualmente, presidente da Fundação de Serralves.

“Marçal Grilo, participou no encontro de 1999 em Sintra, Portugal. Ex-Ministro da Educação.

“João Cravinho, Ex-Ministro da Indústria e Tecnologia do IV Governo Provisório, ex-deputado à Assembleia da República, ex-delegado nacional ao Comité de Ciência e Tecnologia das Nações Unidas. Também foi Membro do Bureau da União dos Partidos Socialistas foi Vice-Presidente do Parlamento Europeu, Ministro do Planeamento e da Administração do Território, Ministro do Equipamento.

“Miguel Horta e Costa participou no encontro de 98 em Turnberry, Escócia. Presidente da Comissão Executiva (CEO) foi Presidente da Portugal Telecom. Regressou ao BES Investiment de Ricardo Espírito Santo,um dos membros mais influentes do Club Bilderberg.

“Margarida Marante participou no encontro de 96 em Toronto, Canadá e 99 em Sintra, Portugal. Uma das mais prestigiadas jornalistas da televisão portuguesa, segundo o «The News» recusa-se a fazer qualquer tipo de declaração sobre a sua participação nestas conferências. Certamente que as revelações vindas a lume da sua ligação amorosa com um traficante de droga, Fernando Farinha Simões, que lhe fornecia estupefacientes, segundo ela própria revelou, a fizeram cair em desgraça no seio da organização tendo perdido influência nos «media».

“Clara Ferreira Alves, jornalista, comentadora da SIC e da Visão ( do Grupo Impresa, de  Balsemão) participou ( e foi fotografada no interior de uma viatura que a foto documenta) na conferência do Grupo  Bilderberg realizada durante este ano no Suvretta House Hotel in St. Moritz, Switzerland. Foi esta a primeira vez que a comentadora do «Eixo do Mal» participou numa reunião do grupo Selecto Bildeberg.

“Vasco de Mello participou no encontro de 99 em Sintra, Portugal. É vice-presidente do Grupo José de Mello e em 2002 foi eleito presidente da Brisa por unanimidade.Defende os interesses dos accionistas privados na EDP.

“Murteira Nabo é actualmente presidente não executivo da Galp Energia. Participou no encontro de 93 em Atenas, Grécia. Da sua carreira destacam-se 10 anos de funções governativas, como Ministro do Comércio e Turismo, bem como a passagem por quatro Secretarias de Estado: Exportação, Adjunto do Primeiro-ministro, Tesouro e Finança. Foi ainda, administrador (não executivo) da TAP – Air Portugal,administrador do Banco de Fomento e Exterior, da Siderurgia Nacional, da CELBI, do ICEP, para além de empresas do Grupo IPE, director da Sorefame e docente universitário.

“Carlos Pimenta participou no encontro de 91 em Baden-Baden, Alemanha. Participou na Coordenação do Grupo Europeu do PSD em 1998/1999. Foi sec retario de Estado Ambiente, euro-deputado e é o actual director do Centro de Estudos em Economia da Energia dos Transportes e do Ambiente e membro do conselho de administração de várias empresas.

“Ricardo Espírito Santo participou nos encontros de 97 em Geórgia, EUA e 99 em Sintra. É presidente do Grupo Espírito Santo.

“Jorge Sampaio participou no encontro de 99 em Sintra, Portugal. Após a Revolução do 25 de Abril de 1974, é um dos principais impulsionadores da criação do Movimento de Esquerda Socialista (MES). Foi ainda co-Presidente do “Comité África” da Internacional Socialista. Em 1989, decide concorrer à presidência da Câmara Municipal de Lisboa, cargo para o qual é, então, eleito e depois reeleito, em 1993. Em 14 de Janeiro de 1996, é eleito, Presidente da República, em 1996, apresentou-se de novo e voltou a ser eleito.

“Nicolau Santos participou no encontro de 99 em Sintra, Lisboa. É director-adjunto do jornal Expresso e comentador da SIC para os assuntos económicos.

“Artur Santos Silva participou no encontro de 99 em Sintra, Portugal. Foi recentemente nomeado presidente da Fundação  Gulbenkian,depois de deixar o cargo de Presidente do BPI; também foi nomeado presidente da sociedade anónima de capitais públicos (SACP) que geriu o projecto Porto 2001.

“Marcelo Rebelo de Sousa participou no encontro de 98 em Turnberry, Escócia. Fundador do Expresso, em conjunto com Francisco Pinto Balsemão, foi Ministro dos Assuntos Parlamentares e, em 1996, o secretário-geral do PSD. É também professor catedrático na Faculdade de Direito e um dos comentadores mais influentes da TV.

“António Vitorino participou no encontro de 96 em Toronto, Canadá. Foi ministro da Defesa, Comissário Europeu e é actualmente sócio da firma Cuatrecasas, Gonçalves Pereira & Associados, onde colabora na área de Direito Público.

“António Borges participou no encontro de 97 na Geórgia, EUA e 02 em Leiden, Holanda. É militantes do Partido Social Democrata, onde foi vice-presidente da Comissão Política Nacional, entre 2008 e 2010. Foi vice-presidente da Goldman Sachs Internacional à qual se juntou em 2000. O seu percurso passa por empresas como a Petrogal-Petroleos, vice-presidente do Conselho de Administração do banco Goldman Sachs International, em Londres. Do seu currículo consta ainda a passagem pela Administração do Citibank, BNP Paribas, Petrogal, Sonae, Jerónimo Martins, Cimpor e Vista Alegre. É actualmente administrador da Fundação Champalimaud, cargo que ocupou depois de ter deixado o lugar de responsável do Departamento Europeu do FMI.

“Elisa Ferreira participou no encontro de 2002 em Leiden, Holanda. Deputada europeia foi Ministra do Ambiente e Ministra do Planeamento e Vice-Presidente  do Grupo Parlamentar do PS.

“Guilherme de Oliveira Martins participou no encontro de 02 em Leiden, Holanda. É o actual Presidente do Tribunal de Contas. Foi Ministro das Finanças em 2001, na altura vice-primeiro-ministro, substituindo Joaquim Pina Moura que renunciou ao cargo. Foi também deputado do PS na Assembleia da República.

“Freitas do Amaral, antigo presidente e fundador do CDSS/PP, vice-presidente e presidente da União Europeia das Democracias Cristãs em 81. Foi ministro dos Negócios Estrangeiros, vice Primeiro-Ministro e ministro da Defesa. Candidatou-se à Presidência da República em 1986. Foi presidente da Assembleia-geral das Nações Unidas.

“Vitor Constâncio participou no encontro de 88.Vice presidente do Banco Central Europeu cargo que ocupa depois de ter deixado o lugar de Governador do Banco de Portugal – um mandato onde era o terceiro Governador de um banco central dos mais bem pagos do Mundo, com o valor de 250 mil euros anuais.Ex-ministro das Finanças e do Plano. Foi também Secretario Nacional do PS.

“António Guterres participou no encontro de 94 em Helsínquia, Finlândia. Ex-Primeiro-Ministro, deputado da Assembleia da República, pelo Partido Socialista, com mandato suspenso e ex-Vice-Presidente da Internacional Socialista, organização que agrupa mais de cem partidos e organizações socialistas e sociais-democratas à escala mundial. Actualmente preside à comissão dos Refugiados da ONU”.