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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Lançamento de uma monografia sobre a Luar, da colecção Ephemera

Tem hoje lugar o lançamento em Lisboa da quinta obra da colecção Ephemera, editada pela Tinta-da China.
É mais uma obra com base no acervo da Biblioteca e Arquivo de Pacheco Pereira e refere-se à história da LUAR, uma das mais importantes organizações de oposição ao salazarismo.
O livro é da autoria de Fernando Pereira Marques, um dos elementos mais destacados daquela organização, e tem por base o arquivo de Palma Inácio.
O lançamento tem lugar hoje pelas 18.30 na sede da Associação 25 de Abril, na Rua da Misericórdia, 95, em Lisboa, e será apresentada por Irene Pimentel.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Ephemera : -A História da "Luar" em exposição e livro


Depois da inauguração no Porto, no passado dia 9 de setembro 2016, da “exposição de documentos, comunicados, manuscritos, cartazes, fotografias, objectos pessoais e outros, relativos à LUAR antes do 25 de Abril” com matériais do espólio de Palma Inácio (acima documentada), encontra-se, a partir desta semana, disponível para venda publica o livro de Fernando Pereira Marques,  editado pela Tinta-da-china , integrado na colecção Ephemera-Biblioteca e Arquivo de José Pacheco Pereira, intitulado “Uma Nova Concepção de Luta”, onde se reproduzem e comentam muitos dos documentos presentes naquela exposição.
 
Uma análise mais detalhada sobre o conteúdo desse livro pode ser lido AQUI, na edição de hoje do jornal Público.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Há água na Lua

A NASA anunciou hoje a descoberta da existência de quantidades assinaláveis de àgua na Lua,
Esta é a prova fotográfica:

terça-feira, 14 de julho de 2009

A morte de um revolucionário generoso - Palma Inácio

(fotografia de Palma Inácio da autoria de Daniel Rocha/Público)

Hermínio da Palma Inácio faleceu hoje, aos 87 anos.
Figura destacada na resistência ao salazarismo, protagonizou algumas das acções mais espectaculares dessa luta, como a participação no primeiro desvio de um avião, por razões políticas, em 10 de Novembro de 1961, a partir do qual foram lançados milhares de panfletos sobre Lisboa, apelando a um levantamento contra o regime, ou no célebre assalto ao Banco de Portugal, na Figueira da Foz.
A sua acção “anti-fascista” caracterizou-se por introduzir um novo tipo de luta baseada na guerrilha urbana, destacando-se do tipo de acção de outras tendências da oposição, como as levadas a cabo pelos republicanos, socialistas e comunistas, mais pacíficas e, muitas vezes, semi-legais.
Natural de Ferragudo, pertencendo a uma família de ferroviários, viveu a sua juventude na localidade algarvia de Tunes.
Fundou o grupo revolucionário, de tendência “guevarista”, LUAR (Liga de Unidade e Acção Revolucionária) que se transformou num partido legal após o 25 de Abril, muito activo no chamado “Verão Quente” de 1975.
Passados os anos da revolução, a maior parte dos seus dirigentes aproximou-se do Partido Socialista. Palma Inácio foi deputado, eleito nas listas deste partido.Pessoalmente, tendo militado na LUAR em 1975, depois de ter rompido com o PS, cruzei-me algumas vez com Palma Inácio, uma figura carismática durante a minha juventude, embora nunca tenha falado com ele, já que o “controleiro” da célula de Torres Vedras era o Fernando Pereira Marques.
Numa determinada ocasião, sendo ainda militante da LUAR, fui pessoalmente agredido por um “ferro em brasa” do PCP, aqui em Torres Vedras. Contaram-me, embora nunca o tenha conseguido confirmar, que o próprio Palma Inácio se terá deslocado à sede do PCP (penso que em Lisboa) a exigir explicações por essa agressão de que fui vítima.
Em comparação com as restantes organizações da chamada extrema-esquerda (ou esquerda revolucionária), nomeadamente em relação aos chamados M-L, a LUAR, após o 25 de Abril, foi sempre uma organização profundamente democrática, quer nas relações internas, quer no modo como se relacionava com as restantes tendências políticas.
A mim, a passagem por essa organização, liderada por Palma Inácio, a última onde militei, ensinou-me que se pode ser radical e revolucionário, respeitando a democracia, o pluralismo e a liberdade.
Palma Inácio nunca se aproveitou do seu prestígio na esquerda para retirar benefícios pessoais, sendo um exemplo maior de um revolucionário romântico.
Até sempre Palma Inácio!