VEDROGRAFIAS: Nos Paços do Concelho : Exposição sobre a LUAR (clicar para ler).
Os dias que rolam, numa visão plural, pessoal e parcial de um mundo em rápida mutação. À esquerda, provocador e politicamente incorrecto, mas aberto à diversidade...as Pedras Rolam...
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quarta-feira, 15 de março de 2017
terça-feira, 22 de novembro de 2016
Lançamento de uma monografia sobre a Luar, da colecção Ephemera
Tem hoje lugar o lançamento em Lisboa da quinta obra da colecção Ephemera, editada pela Tinta-da China.
É mais uma obra com base no acervo da Biblioteca e Arquivo de Pacheco Pereira e refere-se à história da LUAR, uma das mais importantes organizações de oposição ao salazarismo.
O livro é da autoria de Fernando Pereira Marques, um dos elementos mais destacados daquela organização, e tem por base o arquivo de Palma Inácio.
O lançamento tem lugar hoje pelas 18.30 na sede da Associação 25 de Abril, na Rua da Misericórdia, 95, em Lisboa, e será apresentada por Irene Pimentel.
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
Ephemera : -A História da "Luar" em exposição e livro
Depois da inauguração no Porto, no passado dia 9 de setembro 2016, da “exposição
de documentos, comunicados, manuscritos, cartazes, fotografias, objectos
pessoais e outros, relativos à LUAR antes do 25 de Abril” com matériais do
espólio de Palma Inácio (acima documentada), encontra-se, a partir desta semana,
disponível para venda publica o livro de Fernando Pereira Marques, editado pela Tinta-da-china , integrado na
colecção Ephemera-Biblioteca e Arquivo de José Pacheco Pereira, intitulado “Uma
Nova Concepção de Luta”, onde se reproduzem e comentam muitos dos documentos presentes naquela exposição.
Uma análise mais detalhada sobre o conteúdo desse livro pode ser lido
AQUI, na edição de hoje do jornal Público.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Há água na Lua
A NASA anunciou hoje a descoberta da existência de quantidades assinaláveis de àgua na Lua,
Esta é a prova fotográfica:
Esta é a prova fotográfica:
terça-feira, 14 de julho de 2009
A morte de um revolucionário generoso - Palma Inácio
Hermínio da Palma Inácio faleceu hoje, aos 87 anos.
Figura destacada na resistência ao salazarismo, protagonizou algumas das acções mais espectaculares dessa luta, como a participação no primeiro desvio de um avião, por razões políticas, em 10 de Novembro de 1961, a partir do qual foram lançados milhares de panfletos sobre Lisboa, apelando a um levantamento contra o regime, ou no célebre assalto ao Banco de Portugal, na Figueira da Foz.
A sua acção “anti-fascista” caracterizou-se por introduzir um novo tipo de luta baseada na guerrilha urbana, destacando-se do tipo de acção de outras tendências da oposição, como as levadas a cabo pelos republicanos, socialistas e comunistas, mais pacíficas e, muitas vezes, semi-legais.
Natural de Ferragudo, pertencendo a uma família de ferroviários, viveu a sua juventude na localidade algarvia de Tunes.
Fundou o grupo revolucionário, de tendência “guevarista”, LUAR (Liga de Unidade e Acção Revolucionária) que se transformou num partido legal após o 25 de Abril, muito activo no chamado “Verão Quente” de 1975.
Passados os anos da revolução, a maior parte dos seus dirigentes aproximou-se do Partido Socialista. Palma Inácio foi deputado, eleito nas listas deste partido.Pessoalmente, tendo militado na LUAR em 1975, depois de ter rompido com o PS, cruzei-me algumas vez com Palma Inácio, uma figura carismática durante a minha juventude, embora nunca tenha falado com ele, já que o “controleiro” da célula de Torres Vedras era o Fernando Pereira Marques.
Numa determinada ocasião, sendo ainda militante da LUAR, fui pessoalmente agredido por um “ferro em brasa” do PCP, aqui em Torres Vedras. Contaram-me, embora nunca o tenha conseguido confirmar, que o próprio Palma Inácio se terá deslocado à sede do PCP (penso que em Lisboa) a exigir explicações por essa agressão de que fui vítima.
Em comparação com as restantes organizações da chamada extrema-esquerda (ou esquerda revolucionária), nomeadamente em relação aos chamados M-L, a LUAR, após o 25 de Abril, foi sempre uma organização profundamente democrática, quer nas relações internas, quer no modo como se relacionava com as restantes tendências políticas.
A mim, a passagem por essa organização, liderada por Palma Inácio, a última onde militei, ensinou-me que se pode ser radical e revolucionário, respeitando a democracia, o pluralismo e a liberdade.
Palma Inácio nunca se aproveitou do seu prestígio na esquerda para retirar benefícios pessoais, sendo um exemplo maior de um revolucionário romântico.
Até sempre Palma Inácio!
Figura destacada na resistência ao salazarismo, protagonizou algumas das acções mais espectaculares dessa luta, como a participação no primeiro desvio de um avião, por razões políticas, em 10 de Novembro de 1961, a partir do qual foram lançados milhares de panfletos sobre Lisboa, apelando a um levantamento contra o regime, ou no célebre assalto ao Banco de Portugal, na Figueira da Foz.
A sua acção “anti-fascista” caracterizou-se por introduzir um novo tipo de luta baseada na guerrilha urbana, destacando-se do tipo de acção de outras tendências da oposição, como as levadas a cabo pelos republicanos, socialistas e comunistas, mais pacíficas e, muitas vezes, semi-legais.
Natural de Ferragudo, pertencendo a uma família de ferroviários, viveu a sua juventude na localidade algarvia de Tunes.
Fundou o grupo revolucionário, de tendência “guevarista”, LUAR (Liga de Unidade e Acção Revolucionária) que se transformou num partido legal após o 25 de Abril, muito activo no chamado “Verão Quente” de 1975.
Passados os anos da revolução, a maior parte dos seus dirigentes aproximou-se do Partido Socialista. Palma Inácio foi deputado, eleito nas listas deste partido.Pessoalmente, tendo militado na LUAR em 1975, depois de ter rompido com o PS, cruzei-me algumas vez com Palma Inácio, uma figura carismática durante a minha juventude, embora nunca tenha falado com ele, já que o “controleiro” da célula de Torres Vedras era o Fernando Pereira Marques.
Numa determinada ocasião, sendo ainda militante da LUAR, fui pessoalmente agredido por um “ferro em brasa” do PCP, aqui em Torres Vedras. Contaram-me, embora nunca o tenha conseguido confirmar, que o próprio Palma Inácio se terá deslocado à sede do PCP (penso que em Lisboa) a exigir explicações por essa agressão de que fui vítima.
Em comparação com as restantes organizações da chamada extrema-esquerda (ou esquerda revolucionária), nomeadamente em relação aos chamados M-L, a LUAR, após o 25 de Abril, foi sempre uma organização profundamente democrática, quer nas relações internas, quer no modo como se relacionava com as restantes tendências políticas.
A mim, a passagem por essa organização, liderada por Palma Inácio, a última onde militei, ensinou-me que se pode ser radical e revolucionário, respeitando a democracia, o pluralismo e a liberdade.
Palma Inácio nunca se aproveitou do seu prestígio na esquerda para retirar benefícios pessoais, sendo um exemplo maior de um revolucionário romântico.
Até sempre Palma Inácio!
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Política
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