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sexta-feira, 6 de março de 2020

A tragédia os migrantes - Cartoon´s que valem por mil palavras


De projecto solidário a União Europeia está-se a transformar na "ignóbil porcaria", como se vê na desorganização do combate ao coronavírus, na cedência ao poder financeiro e, de forma ainda mais trágica, com a forma de tratamento dado a refugiados das guerras alimentadas pelo ocidente e aos emigrantes que fogem do descalabro económico do "modelo ocidental" imposto  países pobres. 

Mais do que as palavras, às vezes um simples cartoon consegue denunciar toda a atitude criminosa dos líderes da Europa, sejam eles os da União Europeia, os turcos ou os russos.

É uma selecção de alguns desses cartoon´s que podem ver no nosso blog Bêdêzine, clicando em cima.

quarta-feira, 4 de março de 2020

O Dia [ mais um…??] em que os líderes da União Europeia cederam ao Populismo e à Xenofobia.



As declarações dos principais líderes da União Europeia, com destaque para as proferidas pelo presidente do Conselho europeu, (velho conhecido nosso dos tempos da Troika),  com a honrosa excepção do Presidente do Parlamento Europeu, roçou a mais reles e vergonhosa cedência ao discurso xenófobo da extrema direita.

Defender o tratamento desumano dado pelas autoridades gregas aos desesperados migrantes, refugiados de conflitos alimentados militar, politica e financeiramente pelo Ocidente e por um país membro da NATO, como é o caso da Turquia, demonstra o total desnorte que reina pelas bandas dos líderes desta União Europeia sem rumo.

Ao negociarem com um ditador sanguinário como Erdogan, pagando-lhe com o dinheiro dos contribuintes europeus para conter, de forma desumana, os migrantes em solo turco, revela toda a cegueira e irresponsabilidade das lideranças europeias, incapazes de solucionar essa grave situação humana, pela qual são os principais responsáveis, dando ao ditador turco uma poderosa arma para chantagear os países europeus.

Desculpar-se da situação apenas pela chantagem do neofascista que governa a  Turquia é uma forma vergonhosa de limpar as mãos da responsabilidade europeia pelo caos vivido pelos desesperados migrantes.

Há momentos em que sinto vergonha de ser Europeu!!!

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

“Solidariedade Flexível”, a nova “causa” dos líderes Europeus.



Sem acordo sobre “o que fazer” em relação aos refugiados que fogem das guerras e da miséria, os lideres europeus encontraram um novo eufemismo para disfarçara as divergências : “Solidariedade Flexível”.

À boa maneira da linguagem “lilicaneçiana”, o caquético Jean-Claude Junker resumiu o conceito nos seguintes termos: “Há países que aceitam refugiados e há países que não querem receber refugiados” (!!!!).

A “Solidariedade Flexível” passa  por certos países (principalmente os “iEuropeus” e “iliberais” países do Grupo de Visagardo (Hungria, Polónia, república Checa e Eslováquia), aos quais se juntou a Itália), pagarem para manterem as suas fronteiras fechadas aos emigrantes.

Será bom recordar que todo este drama da emigração foi provocada por atitudes erradas, quer do ponto de vista militar, quer do ponto de vista económico, tomadas pela Europa, ao longo de séculos, mas que se acentuou nas últimas décadas, que geraram as guerras e a miséria da  qual essas população fogem.

É de enaltecer, contudo, a posição do primeiro ministro do Luxemburgo sobre aquele desumano disparate  que renega os tão propagados “valores europeus”, apenas secundado por Macron.

Indignado, Xavier Bettel, afirmou: “Sei que agora se discute a possibilidade de pagar pela solidariedade (...), mas esta não é uma questão de mercado. Estamos a falar de pessoas, não de tapetes. Quando começamos a discutir o preço do migrante, é uma vergonha para todos nós”.

Quando os líderes da União Europeia cedem à chantagem da extrema-direita “populista” (eu usaria o termo correcto: “fascista”, mas isso sou eu a divagar!!!...) então é caso para se dizer que está o caminho aberto para a legitimação e crescimento dessa mesma extrema-direita…

O “medo” e a cedência é o  caminho mais rápido para levar o “populismo”  e a sua retórica ao poder na Europa, basta olhar para a História, assunto que não é do interesse dos lideres Europeus que só veem cifrões!!

segunda-feira, 2 de julho de 2018

A "Novilingua" europeísta : "plataforma de desembarque de migrantes"!!

Mais um salto no abismo.

Para agradar a "gregos e troianos" (ou seja, à extrema-direita populista do norte, do centro e do sul da Europa..), o último conselho europeu inventou um novo nome para uma velha "experiência" na história da desumanidade : "plataforma de desembarque de migrantes"!!!

Foi a melhor forma que os líderes europeus encontraram para fugir ao verdadeiro significado dessa decisão: "CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO PARA MIGRANTES!!!

Tais "plataformas" serão construídas em países terceiros, no norte de África ou noutro locais de passagem dos migrantes que fogem para a Europa (nome que me apetecia escrever com minúsculas...), mas que serão construídas por decisão "voluntária" desses países, os mesmos países maioritariamente governados por ditaduras ou controladas por milícias terroristas, em troca de subsídios pagos pelos contribuintes europeus...(ou seja...uma decisão para as "kalendras"...).

É o que chama varrer o "lixo" (os migrantes!!!) para as traseiras da Europa para agradar à propaganda populista, legitimando assim essa propaganda em nome do medo de perderem eleições e o poder.

Diga-se, em abono da verdade, que alguns líderes Europeus não disfarçaram o nojo que sentiram por terem de alinhar nesse acto vergonhoso, como o demonstraram Merkel, Costa, Sanchez e Macron.

Assinar por baixo dessa indignidade, em nome de uma pretensa "unidade" europeia, é mais um contributo para conduzir a Europa ao abismo e às mãos dos "populistas" (outro eufemismo para o verdadeiro significado desta designação: FASCISMO).

De cedência em cedência até à derrota final dos valores humanistas!

"Porca Miseria"!

quarta-feira, 27 de junho de 2018

o orgulho de Ser Português



Não, não vou falar de futebol e da selecção nacional.

Também não vou falar de “descobrimentos”.

Nem de prémios Nobel ou trabalhadores portugueses no estrangeiro.

Hoje sinto-me orgulhoso em ser português pelo simples facto de ler a notícia ontem divulgada, segundo a qual o governo de Portugal está disponível para receber emigrantes do navio “Lifeline”.

O mesmo orgulho que deve ter sentido Aristides de Sousa Mendes , seus amigos e familiares quando este, desobedecendo a Salazar, salvou milhares de judeus do Holocausto, mesmo custando-lhe uma vida de miséria.

Também hoje Portugal, um país tão humilhado pelos ricos do norte, mostra que o valor da solidariedade fala mais alto que a vergonhosa cedência da maior parte dos governos Europeus ao populismo xenófobo, com os tais países do norte à cabeça.

Hoje sinto-me mais orgulhoso de ser português do que se ganharmos o mundial de futebol.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Crise dos refugiados: Países Pobres dão lição de humanidade aos países ricos



Segundo o relatório anual do Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados, ontem divulgado, em 2017 atingiu-se o número record de pessoas forçadas a abandonar as suas casas.

Cerca de 69 milhões de pessoas tiveram de fugir a situações de guerra, violência e perseguições, muitas delas provocadas pelas intervenções militares do ocidente (como no Iraque, no Afeganistão, na Síria, na Líbia e um pouco por toda a África).

Esse número dá uma média de 44 mil deslocados por dia.

Mas aquele que é o aspecto mais significativo desse relatório é o facto de desmontar o mito segundo o qual a pressão dessas migrações é feita principalmente sobre o Ocidente.

Na realidade 85% desses refugiados encontram-se e são acolhidos em países do chamado Terceiro Mundo, muitos deles países muito pobres, mas onde, apesar disso, são salvos, acolhidos e alimentados pela população pobre desses países.

Esse relatório é mais um contributo para desmontar o argumentário da extrema-direita populista e xenófoba que domina já uma grande parte dos governos europeus.

Aliás, é significativo que as instituições europeias sejam muito rápidas a aplicar sanções a um país que ultrapasse uma décima de milésimo no deficit orçamental e pura e simplesmente feche os olhos a atitude ignóbil de muitos países Europeus em relação aos refugiados que cá chegam.

É também uma verdade que nos envergonha a todos, como Europeus, se não soubermos acolher dignamente o pequeno número de refugiados, tendo em conta a dimensão global do fenómeno, que escolhe a Europa para se abrigar das guerras e fugir à miséria.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Prémio Nobel da Paz? Obviamente…”Aquarius”!



Parece que anda por ainda grande agitação sobre a atribuição do próximo Nobel da Paz.

Há quem sugira o nome de Donalda Trump por causa daquela encenação, com resultados por provar, à volta do encontro conta Kim-Jong Il (esquecendo o papel de Trump no boicote ao acordo com o Irão, o seu papel na crescente desestabilizarão da Palestina, a forma como rasgou o acordo de Paris e o tratamento de está a dar aos imigrantes nos Estados Unidos…).

Para mim, em vez de andarem a atirar areia aos olhos dos incautos, melhor seria que se preocupassem com aqueles que mais fazem pela paz no mundo, procurando dar paz aos mais frágeis de todos, os imigrantes que procuram atravessar o Mediterrâneo para fugir às guerras provocadas pela irresponsabilidade internacional e à miséria fomentada pelas finanças mundiais.

O melhor símbolo dessa acção em prol da humanidade tem um nome, chama-se “Aquarius” e toda a organização que está por detrás desse navio que resgatou do Mediterrâneo centenas de pessoas que corriam risco de vida.

Querem dar um prémio Nobel da Paz merecido?

Escolham a organização humanitária que está por detrás do “Aquarius” como símbolo máximo dos muitos anónimos que, neste momento de vergonha para os líderes ocidentais, mais fazem para levar paz a quem a procura.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

A Falta de valores humanos no leste da Europa : Bulgária tem 'caçadores de refugiados'


Quem visita  paises do leste europeu, que pertenceram ao antigo bloco soviético, apercebe-se da falta de valores democráticos e liberais que aí domina.

O que existe é uma visão esteriotipada dos "valores ocidentais", centrada na ostentação e na caricatura da "vida à ocidental".

Notícias recentes sobre o crescimento de movimentos xenófobos nesses países mais confirmam aquela sensação.

A falta de valores humanistas e democráticos, sempre tão apregoados na boca dos seus líderes políticos, é diariamente confirmada no modo como os refugiados das guerras da Líbia, da Síria, do Iraque e do Afeganistão (fomentadas por interesses ocidentais,os financeiros, os militares e os políticos) são tratados por esses países (Eslováquia, Republica Checa, Hungria, Macedónia e agora a Bulgária...).

O mais grave é que alguns desses países tenham sido integrados à pressa na União Europeia, apenas porque interessava ao corruptos sistemas financeiro ocidental e às negociatas da classe político  europeia, nomeadamente a alemã.

Com essa integração apressada dos países do leste, a Alemanha procurou  concluir o velho sonho hitleriano, derrotado na segunda guerra, de construir o seu "espaço vital" a leste.

Fê-lo à custa da integração europeia e dos valores solidários, democráticos e liberais que estiveram na origem da fundação da União Europeia.

A falta de humanismo e a crescente degradação do rudimentar modelo democrático em vigor nos países do leste europeu, construído à sombra da corrupção generalizada, deve-se, por um lado, ao falhanço do modelo "socialista" que vigorou nesses países, que esmagou os valores humanos, democráticos e liberais ao longo de gerações, valores estes que, por necessidade de rápida integração na "Europa", para satisfazer as ambições da Alemanha e das corruptas elites "democráticas" desses países, foram "assumidos" pelas "novas" elites políticas desses países, de forma estereotipada e apressada, sem convicção, tornando a "democracia" e a "liberdade" da maioria dos países do leste europeu uma caricatura barata.

Por isso não nos admira que, num país "europeu" como a Bulgária, ocorram situações como as que agora foram descobertas, e que nos envergonham a todos, enquanto "europeus".

Se a pressão sobre países, por causa de décimas de milésimas no cumprimento de déficites orçamentais, penaliza fortemente os não cumpridores e os seus cidadãos, admira-nos que o mesmo critério de respeito pelos compromissos europeus, neste caso bem mais graves do ponto de vista dos direitos humanos e dos valores europeus, não esteja a ser já exigido a esses países. 

Até Quando?.

Bulgária tem 'caçadores de refugiados': Um grupo de pessoas, todas elas voluntárias, pertencentes a uma organização búlgara nacionalista, deteve dezenas de refugiados que estavam a chegar à fronteira turca.(clicar para ler mais).

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Desenraizados - quando a "história" da "estória" se repete.


Acabo de ler o livro "Desenraizados" de Erich Maria Remarque.

É a história de desespero de um grupo de migrantes, fugidos,por várias razões, da Alemanha Nazi, antes da guerra despoletar.

Deambulando pelos países vizinhos da Alemanha, jogando constantemente o "jogo do gato e do rato" com as autoridades, procuram escapar do seu trágico destino e, no fim,cada personagem tem um destino diferente.

Mas o que mais me impressionou na leitura deste livro do escritor alemão, ele também um fugitivo ao nazismo, é a sensação que sentimos, ao ler algumas das situações descritas, de um "deja vu" presente desde há alguns anos a esta parte nas histórias dos migrantes sérios, iraquianos e afegãos, desesperando nas fronteiras da Europa.

A história parece que insiste em repetir-se e o desfecho, com outros contornos e protagonistas, prevê-se tão trágico como o daquele tempo.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

LE PEN VENCEU...E A EUROPA, AINDA NÃO SE "CONVENCEU"??


O inevitável aconteceu.

A extrema-direita venceu a primeira volta das eleições regionais francesas.

Venceu alicerçada no discurso anti-europeu, contra o "euro" e, demagógicamente, pegando na bandeira que a esquerda não soube defender, a bandeira da defesa do Estado Social.

Venceu também graças à incompetência da União Europeia em lidar com o dramas da emigração e beneficiando dos erros da política externa europeia no Líbano, na Síria e no resto do Médio Oriente que estão na origem, não só do drama dos refugiados como  da onda terrorista.

A destruição da classe média na Europa graças às políticas austeritárias também muito tem contribuído para a ascensão da extrema-direita, e não só em França.

Além disso, um certo discurso defensivo do poder clássico Europeu sobre os emigrantes e sobre o terrorismo tem contribuído para  legitimar o discurso da extrema-direita.

Se as políticas económicas e socias europeias não mudarem rápidamente de rumo, está aberto o caminho à extrema-direita e ao fim da Europa da tolerância e da igualdade.

Se a Europa não encontrar rápidamente uma solução para o drama dos refugiados, está aberto o caminho para que muitas mais "Le Pen" floresçam por essa Europa fora.


quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Mais uma vez a União Europeia deu uma triste imagem de si própria.


A desunião e a falta de solidariedade, bem como a cobardia política da maioria dos líderes políticos europeus, ficou mais uma vez evidente na última cimeira de ministros europeus para debater a situação dos refugiados.

Mais uma vez ficou provado também que a adesão dos países do leste à União Europeia foi feita de forma apressada e irresponsável, a mesma irresponsabilidade que já ficou provada em relação à criação da moeda única.

De irresponsabilidade em irresponsabilidade, de cobardia em cobardia, de falta de solidariedade em falta de solidariedade, se vai destruindo o mítico “espírito europeu” que esteve na origem da criação da União Europeia.

E já agora convém mais uma vez destruir alguns mitos que se têm vindo a afirmar no seio dos burocratas da europa, de alguma comunicação social e até entre muitos cidadãos, sobre a questão dos refugiados.

Não, os refugiados não são terroristas. Pelo contrário eles são as primeiras vítimas do terrorismo do chamado Estado Islâmico e do terrorismo de muitos “estados” do Norte de África e do Médio Oriente. A esmagadora maioria dos terroristas que têm atacado o ocidente viviam e tinham passaporte de países europeus, nem vêem para a europa em botes a afundarem-se ou sujeitos a caminhadas indignas. Claro que pode haver excepção e infiltrados, mas para os identificar existem os serviços secretos dos países ocidentais.

Não, os refugiados não são invasores nem obedecem a qualquer esquema maquiavélico para ocuparem a Europa. O número de refugiados é uma gota de àgua na população europeia e a esmagadora maioria vive refugiada no seu próprio país e em países vizinhos: cerca de 4 milhões de refugiados no seu próprio país, a Síria, outros tantos nos países vizinhos, Jordânia, Libano, Turquia e Egipto. Se Portugal absorveu num ano mais de 500 mil refugiados na década de 70, numa altura de grande instabilidade política e social e de grande crise económica, porque é que a Europa, a região mais rica do mundo, com 500 milhões de habitantes, não será capaz de absorver as centenas de milhares de refugiados que chegam ao continente?

Não, os refugiados não vão desequilibrar os “valores” culturais e religiosos da Europa. Mesmo que todos os refugiados fossem muçulmanos, e muito não o são, representariam um acréscimo de menos de  1% na população muçulmana a viver na Europa, ou seja, esta passava de 4 para 5%...

Por último, não, a Europa não pode ser desresponsabilizada pela situação que provocou esta vaga de imigrantes, ou seja, as guerras no Afeganistão, no Iraque, na Líbia e na Síria, Basta ler a posição de muitos dos líderes políticos europeus quando se tratou de desencadear aqueles conflitos, para se perceber a grande (ir)responsabilidade  do ocidente na situação. Aliás, está ainda por esclarecer a responsabilidade do ocidente no financiamento e armamento do Estado Islâmico e de outros grupos terroristas. É bom recordar que a Arábia Saudita, o grande aliado do ocidente na região, é o grande apoiante dos grupos terroristas sunitas, e continua a impedir o acolhimento de refugiados provocados pelas guerras que eles apoiam, com armamento fornecido à Arábia Saudita …pelo ocidente.




segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Fascismo na União Europeia :Hungria autoriza exército a disparar contra migrantes .


Sr. Juncker, srª Merkel, sr.Tusk...são gente de bem e com coragem? Expulsem imediatamente a Hungria da União Europeia!

Explicando a crise dos refugiados na Europa em 6 minutos

A semana que hoje se inicia vai ser decisiva em relação à forma como a União Europeia vai lidar com a crise dos refugiados.

O pequeno filme animado que reproduzimos em baixo alerta-nos para a situação dos refugiado, recordando-nos a origem do problema e denunciando igualmente a hipócrisia das lideranças políticas da Europa:

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

E se expulsassem a Hungria da União Europeia?


O ignóbil comportamento do governo húngaro em relação à situação dos refugiados vem mais uma vez demonstrar que a forma apressada como a maior parte dos países do leste foi integrada na União Europeia foi um dos maiores erros dos últimos anos.

O comportamento desumano do governo húngaro, que tem o apoio de cerca de 2/3 dos húngaros, enquanto a maior parte do restante terço apoia partidos ainda mais extremistas, é a prova cabal que à Hungria faltam dois pilares fundamentais que estiveram na origem da União Europeia, a defesa dos Direitos Humanos e a componente solidária.

Os países do leste foram integrados apressadamente na União Europeia, por pressão da Alemanha, receosa de um novo renascimento da Rússia, ao mesmo tempo que beneficiava de uma mão-de-obra barata mas qualificada, recriando, noutros moldes, o seu domínio sobre o chamado “Espaço Vital” no leste da europa, que esteve na origem do sonho hitleriano de dominar a Europa.

O carácter maioritariamente racista e xenófobo que caracteriza as elites políticas desses países, que já tinham revelado a sua falta de solidariedade para com os países do sul na “crise” financeira inventada pela banca alemã, veio agora ao de cima com a actual crise dos refugiados, atitude que é também uma prova do falhanço do chamado “modelo socialista” do ”homem novo” artificialmente imposto a esses países no pós segunda guerra pela União Soviética.

Esses países fizeram uma reciclagem apressada desse modelo para um capitalismo selvagem dominado por máfias financeiras e outras, e dirigida por antigos burocratas “comunistas” convertidos ao “novo capitalismo”.

Em comum, na transição desses países do modelo “socialista” pata o modelo “capitalista”, está a falta de escrúpulos, a corrupção, a falta de humanidade e o desrespeito pelas pessoas, que agora veio ao de cima com esta crise dos refugiados.

À Europa, se quiser salvar a face neste drama, só lhe resta um passo que é convidar a Hungria a sair da União Europeia, por desrespeitar princípios fundamentais da construção do projecto europeu, atitude que teria um efeito dissuasor sobre outros países do leste que procuram seguir a Hungria na caminhada racista e xenófoba, como são os casos da Polónia, da Eslováquia e dos países Bálticos, entre outros.


Aqui fica a nossa sugestão para se criar um forte movimento de cidadãos europeus para propor a expulsão da Hungria da União Europeia, a não ser que mude rapidamente de atitude.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

A propósito da miséria moral da União Europeia, por causa da crise dos refugiados, recordamos a grandeza dos portugueses nas décadas de 70/80 do século passado

O pior da Europa ( e também alguma coisa do que tem de melhor, com algumas surpresas pelo meio...) tem vindo ao de cima com a actual crise dos refugiados.

Os governos da Inglaterra e da Hungria têm liderado a mais abjecta e vergonhosa campanha contra a dramática situação dos emigrantes, enquanto os governos da Alemanha e da Austaria têm revelado, para surpresa nossa, o outro lado da moeda, o lado da defesa dos valores solidários da Europa.

Pelo meio o habitual "Nim" da França.

Mas será bom recordar que o que tem provocado tanta agitação e atitudes ignóbeis de alguns governos, como o da Hungria, que, se tivessemos gente corajosa a liderar a União Europeia, estaria neste momento a ser convidada a deixar a União, é a situação de cerca de 200 mil refugiados, a maior parte fugindo de guerras alimentadas pela irresponsabilidade da política internacional do ocidente.

A este propósito convém recordar um episódio recente da história portuguesa.

Em pleno PREC, e nos primeiros anos da consolidação democrática em Portugal, atravessando o país uma das mais dramáticas e difíceis crises políticas, económicas e sociais do século, este pequeno país, que então não pertencia à União Europeia e tinha uma moeda em desvalorização acentuada, conseguiu, em cerca de um ou dois anos absorver cerca de 500 mil refugiados, expoliados de tudo, vítimas de uma descolonização dramática.

E esses mais de 500 mil refugiados (há quem fale num milhão), integrou-se rápidamente na precária sociedade portuguesa e muito contribuiu para o período de maior desenvolvimento econónico, cultural e social de Portugal, nas décadas de 80 e 90, do século XX.

Por isso, quando vemos a confusão que reina na União Europeia, com 500 milhões de habitantes e onde estão os países mais ricos e desenvolvidos do mundo, por causa da crise da emigração, e o problema que estão a colocar à integração de cerca de 200 mil refugiados, sentimo-nos cada vez mais envergonhados por pertencermos a este espaço que é a União Europeia.

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Um nojo: A ignorância e a má fé, sobre a crise migratória do Mediterrâneo, chegaram ao mundo dos cartoon´s

Reproduzo aqui este "cartoon" que anda a circular no "face" para demonstrar  até onde pode chegar a má fé e a ignorância: Este cartoon está cheio de mentiras e má fé. 1º - a maioria dos refugiados às guerras provocadas pelo ocidente e pela NATO, na Líbia, na Síria e no Iraque, são xiitas, curdos, cristãos e gente sem religião, nunca encontrariam paz em ditaduras sunitas como a Arábia Saudita, um país que é dos principais apoiantes do ocidente e de Israel no Médio Oriente e de onde partem os principais apoios para os sunitas do "Estado Islâmico". Em 2º lugar a maior parte dos refugiados, em maioria os Sírios, cerca de 90%, cerca de três milhões, como ontem revelava o jornal Público, não fugiram para a Europa mas para outros países como a Turquia, a Jordânia, o Líbano e o Egipto.Em 3º lugar, tanto o Kwait, de maioria sunita,como o Dubai, não só já são constituidos por uma grande parte de imigrantes, como são países sem dimensão para acolher tantos milhões de refugiados. Por tudo isso este cartoon só revela ignorância e má fé....