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segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Eleições na Alemanha: A Europa JÁ NÃO SEGUE dentro de momentos...

O investigador francês Patrick Moreau, especialista no estudo da extrema direita alemã e autor do livro editado este ano em França "A Alemanha: o sonho da extrema direita", declarou em entrevista ao jornal Liberation, no passado dia 22 , que, se o AfD, o mais forte partido da extrema direita alemã, obtivesse uma votação de 14%, o sistema político alemão entrava em colapso.

Por sua vez o analista Joerg Farbig, ouvido em vésperas do acto eleitoral pala jornalista do Público Maria João Guimarães, referia-se à possibilidade de Merkel "perder mesmo vencendo"se o seu resultado se ficasse pelos 34-36%  (edição de 24 de Setembro) .

Ora, o pior acabou por se confirmar: não só a extrema direita entrou pela primeira vez no parlamento alemão desde o final da 2ª guerra, obtendo um resultado próximo daqueles 14%, como o resultado de Merkel ainda foi pior do que o previsto pelo analista alemão, quedando-se abaixo dos 33%...

O resultado final ( não o das projecções) acabou por ser o seguinte (Fonte- Spigelonline):

CDU ( os Democratas Cristão de Merkel em coligação com os conservadores de direita da Baviera) : 32,9%, elegendo 246 deputados, menos 65 que na anterior legislatura, o segundo pior resultado da sua história (pior só em 1949);

SPD (social-democratas) - 20,5%, elegendo 150 deputados (menos 40 que em 2013), o pior resultado da sua história;

AfD (extrema direita neo-nazi) - 12,6%, elegendo pela primeira vez deputados para o parlamento, um total de 94;

FDP ("liberais", radicais da direita neoliberal) - 10,7%, regressando ao parlamento, após um interregno de uma legislatura e elegendo 80 deputados;

Die Linke ( Esquerda, formada pelos antigos comunistas e por dissidentes do SPD) - 9,2%, elegendo 69 deputados, mais 5 que nas últimas legislativas;

Verdes - (centro esquerda) - 8,9%, elegendo 67 deputados, mais 4 que na eleições anteriores;

Outros partidos: 5% ( não elegeram deputados, mas aumentaram a votação em cerca de 1%).

Registe-se que a abstenção foi inferior a 25%. 

Como se vê, deu-se a impensável derrocada do "centrão" alemão, o que muito vai dificultar a vida a Merkel.

Esta só pode governar em três cenários:

- retomando a grande (cada vez "menos grande") coligação com os social-democratas;

- governando em coligação como os verdes e os "liberais";

- governando em minoria, com acordos parlamentares.

O primeiro dos casos, aquele que mais podia agradar aos europeístas, em especial a Macron e que podia garantir um mudança de rumo no projecto europeu, em favor dos cidadãos e dos países do sul, não parece provável, visto que o líder do SPD já anunciou o fim dessa coligação, pois arriscava-se a fazer o seu partido desaparecer do mapa eleitoral e deixava a oposição entregue à extrema direita e à esquerda do Die Linke, este último partido disputando o eleitorado dos social-democratas.

O segundo caso é o que é apontado como mais provável, mas é uma grande incógnita, dado o antagonismo entre verdes e "liberais" , nos antípodas políticos no que diz respeito ao modelo económico, financeiro e social. Se for para a frente este modelo, pode revelar-se desastroso para o futuro da CDU e até para a Europa inclusiva defendida por Macron e Juncker. A actual liderança "liberal" está mais próxima da extrema-direita e dos eurocepticos e é defensora da continuação das "reformas" estruturais "austeritárias" que devastaram o sul da Europa.

Um governo minoritário com acordos pontuais à direita e à esquerda no parlamento não faz parte da tradição alemã e conduziria a eleições antecipadas a breve prazo.

Uma "geringonça" à alemã também não é possivel, já que os três partidos de esquerda, SPD, Die Linke e Verdes, que juntos recolheram quase 40% dos votos, e que estão unidos nalguns parlamentos regionais, não conseguem uma maioria parlamentar.

Ou seja, seja qual for o cenário que se segue, a tradicionalmente estável Alemanha entra numa deriva politicamente caótica`à qual as suas elites tradicionais não estão habituadas e que vai ser explorada até à exaustão pela extrema-direita.

E com essa deriva deitam para o lixo da história os projectos de Macron e Juncker em relação a uma renovação do projecto europeu, com graves consequências a prazo para todos, em especial para os países do sul.

É caso para dizer, contrariando alguns "europtimistas", que consideravam que, depois da vitória de Macron (que está também em queda em França, tendo sofrido ontem uma pesada derrota na eleições para o Senado), e da "previsivel" vitória confortável de Merkel a Europa ía ser salva, que, afinal....a Europa JÁ NÃO SEGUE DENTRO DE MOMENTOS...

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

A Golpada “Kristalina”


A ONU precisa urgentemente de recuperar a credibilidade de outros tempos.
Recorde-se que foi a ONU, quando funcionava como palco das grandes decisões mundiais, visando a preservação da paz e o equilíbrio entre as nações, sendo o primeiro grande centro de controle dos efeitos negativos da globalização (através de instituições como a UNICEF, a UNESCO, a OMS,  a OIT ou a FAO, entre muitas outras), que evitou várias guerras nucleares, durante a guerra fria, conseguiu algum equilíbrio, enquanto teve influência, na problemática região do Médio Oriente, acompanhou de forma activa, os grandes movimentos descolonizadores em África e na Ásia e evitou muitas crise humanitárias, ao mesmo tempo que foi sempre uma referência na defesa dos Direitos Humanos.
Claro que nem tudo coreu bem, principalmente pela manutenção e pela influência de um grupo restrito de membros permanentes (Grã-Bretanha, França, Estados Unidos e União Soviética (hoje Rússia), aos quais se juntou mais tarde a China) com direito de veto.
O descalabro da influência da ONU começou quando ela era mais necessária, após o fim do bloco de leste e da União Soviética, a guerra da Jugoslávia e, mais recentemente, a guerra do Iraque e a actual situação que se vive no Médio Oriente.
Quis o Ocidente, mormente a União Europeia e América de Bush, substituir-se, com o recurso à NATO, ao papel da ONU, que se limitou a desempenhar um papel secundário na cada vez mais perigosa situação internacional.
A eleição de um novo secretário-geral surgiu assim como uma última oportunidade de recuperar para a ONU a influência de outros tempos e a própria esperança de dar um futuro mais equilibrado e de paz à humanidade.
Foi assim que surgiu pela primeira vez um método de escolha transparente  e um candidato credível.
Esse candidato credível, pela sua visão humanista, pela sua experiência no contacto com os mais graves conflitos mundiais, pela sua capacidade de diálogo, pelo seu profundo conhecimento do funcionamento da ONU, é o português António Guterres, não por acaso o melhor primeiro-ministro que Portugal teve desde que entrámos para a União Europeia.
Contudo, mais uma vez, movem-se nos bastidores as jogadas antidemocráticas do costume, conduzidas pelos mesmos de sempre (Comissão Europeia e politburo de Bruxelas , comandados pela Alemanha, assessorada pelos seus satélites do costume, o chamado grupo de Visegrado e outros do seu sonhado “espaço vital” a leste), recorrendo à costumada linguagem “politicamente correcta”, de ter, pela primeira vez, uma mulher à frente da ONU, representando os “países do leste” (um conceito que pensava que estava enterrado com o fim da guerra fria e com a adesão de alguns desses países à União Europeia!!!....).
É assim que surge, na recta final (nos últimos cem metros da maratona, para citar o nosso Presidente Rebelo de Sousa) uma candidatura para tentar afastar Guterres, uma vice-presidente da Comissão Europeia, apoiada por esta e pela srª Merkel, a srª Kristalina Georgieva.
A sua candidatura levante vários problemas:
Para já surge em resultado de uma guerra interna da política búlgara, com a “direita”  a apoiar essa nova candidatura e a “esquerda” a recusar-se a retirar a sua candidata, Irina Bokova, guerra essa que parece condenar à partida a veleidade das duas candidatas, até porque um país só pode apresentar um candidato;
Depois, esta é uma jogada de alto risco da Comissão Europeia e da Alemanha, que pode dividir, ainda mais, a própria União Europeia e pode retirar, de  vez, caso a sua candidata venha a ser derrotada, a intenção da Alemanha ascender à Comissão permanente da ONU;
Finalmente, essa candidatura, se for levada a sério pela ONU, é uma machadada final na procura de transparência que se pretendeu obter com o novo processo de candidatura, à qual os outros candidatos se submeteram, e na credibilidade da própria ONU.
Recorde-se que a antepassada da ONU, a Sociedade das Nações, foi destruída por situações deste género, com a contribuição  também da Alemanha, cuja destruição e descrédito conduziram à Segunda Guerra Mundial.
Mais do que uma candidatura, estamos perante mais uma golpada de uma instituição que está habituada a funcionar sem respeitar a vontade democrática dos cidadãos e habituada às jogadas de bastidores, a Comissão Europeia.
Surgindo essa candidatura de uma das grandes famílias politicas europeias, o Partido Popular Europeu, à qual pertencem o PSD e o CDS, será curioso observar a reacção destes partidos.
 
Será que em público, para não parecer mal, vão dizer que apoiam Guterres, mas em privado, vão seguir a atitude de Barroso, que é que descredibilizar e boicotar o candidato português?
Seja qual for o resultado, é o descrédito total da Comissão Europeia e do politburo de Bruxelas
…aguardam-se cenas dos próximos capítulos!

terça-feira, 21 de julho de 2015

"Abram os Olhos": O IV REICH está aí!


Podem ler em baixo a "história do IV Reich", ou como a Alemanha tem vindo construir o seu domínio sobre a Europa, desde o final da 2ª Guerra:

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Eurogrupo quer transferir activos gregos para banco de Schäuble e Gabriel


A notícia que transcrevemos em baixo já tem uns dias.

Essa notícia revela várias coisa:

-  por um lado,  a forma como as decisões europeias estão condicionadas pelos interesses privados dos burocratas que mandam nas instituições não democráticas, como o Eurogrupo, e estão dependentes do corrupto sistema financeiro europeu que os emprega;

- por outro,  a verdadeira natureza de personagens como os senhores Schäuber e Gabriel e a forma mafiosa como funciona o poder europeu;

- também a forma como actualmente a “democracia-cristã” e a “social-democracia” europeias são cada vez mais a duas faces da mesma moeda, e são coniventes com o corrupto poder financeiro europeu;

- por último, o pouco impacto que a notícia mereceu por cá dos comentadores televisivos do costume, é  revelador da “independência” desses propagandistas da austeridade.

Vamos então à notícia:

Eurogrupo quer transferir activos gregos para banco de Schäuble e Gabriel

Por FILIPE PAIVA CARDOSO, jornal “I” de 12/07/2015 .

A instituição independente no Luxemburgo para onde o Eurogrupo propõe transferir 50 mil milhões em activos gregos é gerida pelo KfW, banco estatal alemão, cujo chairman é Schäuble
“A transferência de “activos no valor de 50 mil milhões de euros” detidos pelos contribuintes gregos para um “Instituto do Luxemburgo para o Crescimento” é uma das condições que o Eurogrupo procura impor à Grécia para iniciar negociações de um terceiro resgate. Este instituto é no entanto gerido pelo KfW, um banco estatal alemão, cujo "chairman" é Wolfgang Schäuble, ministro das Finanças alemão, e cujo vice-chairman é Sigmar Gabriel, ministro da Economia alemão.

“Assim que a ideia de transferir activos gregos para entidades europeias foi colocada nas propostas do Eurogrupo levantou-se de imediato imensa polémica, já que no fundo tal medida representa uma enorme perda de soberania, algo que Tsipras tem tentado resistir bastante.

“Agora, com o passar das horas, começou a desmontar-se as estruturas de gestão deste Instituto até à conclusão de que a gestão compete ao KfW, cuja administração está toda nas mãos dos políticos alemães.


“A polémica no entanto não fica por aqui. É que além de se tratar de um banco estatal, e além de ter a sua administração dominada pela classe política no poder na Alemanha, também o poder executivo desta instituição vem com um pedigree pouco recomendável: OCEO do KfW é Ulrich Schröder, que fez carreira no WestLB, banco que desde 2008 teve direito a um total de quatro resgates com dinheiros públicos”.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

A Boçalidade do Mal :


Esta fotografia vai ficar para história.

Foi divulgada na passada segunda-feira, por ocasião de uma reunião do Eurogrupo, após a “reeleição” de Dijsselbloem para a sua presidência, um dia depois de a Grécia e o seu governo terem sido humilhados por essa instituição não-democrática.

É a banalização do mal em todo o seu esplendor, o mal do século XXI preconizado por burocratas ao serviço do corrupto poder financeiro, o mal de “rosto humano” e sorridente.

Hoje , para essa gente, os cidadãos europeus são meros números estatísticos e as suas escolhas contam muito pouco.

Gente que nos governa sem nunca ter sido submetida ao voto popular e que vive acima das possibilidades de qualquer simples cidadãos europeu.

Por isso estão tão felizes e sorridentes, depois de mais uma sessão de malfeitorias.

O mal dos nossos dias não precisa de se socorrer das prisões, dos campos de concentração ou do poder das armas, basta sufocar-nos com o poder do dinheiro e da burocracia que nos impõe um modelo de sociedade empobrecida, desigual e amoral.

Hoje não são precisos Hitler´s ou Stalin´s, basta-lhes o poder de sufocar os povos em dívidas eternas e em futuros de exclusão alargada.

Nem a democracia tem qualquer valor, pois a escolha dos cidadãos está submetida aos ditames de acordos impostos pela força do dinheiro e de nada vale eleger quem nos defenda, porque serão humilhados e chantageados como o foram os gregos.

A liberdade essa está maniatada por grandes órgão de desinformação, onde manda a voz do dono, o poder financeiro que define os “critérios editorias” que melhor se adaptam às necessidades das instituições “credoras”, onde enxameia pequenos gobelzinhos da propaganda, onde a mentira várias vezes repetida se torna a verdade da lógica dos “mercados” e dos “credores”.

Aquela fotografia encarna a boçalidade do mal, as figuras sinistras que mandam nesta Europa da austeridade, da desigualdade e do empobrecimento.

Aquela fotografia vai ficar para a História! (tal como as que reproduzimos em baixo também ficaram):










segunda-feira, 13 de julho de 2015

O RESPIGO DO DIA : As três lições da crise grega segundo Soromenho-Marques:


Três lições de Xerxes em Atenas

por VIRIATO SOROMENHO-MARQUES

in Diário de Notícias, de 13 de Julho de 2015

“Uma semana depois do esmagador "não" grego, a rebelião foi esmagada. A capitulação de Tsipras, ao apresentar um programa duríssimo, não foi suficiente.

“ Ele terá de regressar ao Parlamento carregado de novas algemas. Tem até dia 15 para aceitar uma austeridade hiperbólica, que envolve o IVA, o mercado de trabalho, mais 50 mil milhões de euros de privatizações, e a derrota simbólica de ver a troika regressar a Atenas. Tudo pode ainda resvalar.

“Berlim mostrou não temer colocar a Europa a ferro e fogo com o grexit, eufemisticamente apresentado como um castigo para cinco anos (como se entrar ou sair de uma união monetária fosse uma brincadeira pueril).

“Este novo sacrifício da Grécia tem, contudo, três lições para quem as quiser aprender.

“Primeira: a zona euro (ZE) não é uma união económica e monetária, fundada na promessa de uma solidariedade política cada vez mais firme entre os seus membros, mas sim um clube de países, organizados pela hierarquia do poder efetivo, competindo pelas boas graças dos mercados financeiros.

“Segunda: Berlim não está disposta a estender os princípios do federalismo (que implicam transferências orçamentais solidárias) à ZE. Berlim está contente com esta união monetária low cost, que deveria chamar--se Zona Marco Alargada, pois está desenhada, essencialmente, para servir a economia alemã.

“Terceira lição: a ZE é hoje um grande pan-ótico, onde os prisioneiros e os carcereiros se vigiam mutuamente. Quem fica, perde a alma. Quem sai, arrisca o pescoço.

“ O protesto democrático de um povo empobrecido partiu-se contra o muro hegemónico ordoliberal, como os sabres da cavalaria polaca contra o aço dos blindados em 1939.


“Esperemos que Paris e Roma tenham aprendido alguma coisa, pois também chegará a sua vez”.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Morreu Günter Grass


Foi hoje anunciado o falecimento do escritor alemão, prémio Nobel da literatura, Günter Grass.

Era um dos mais lúcidos intelectuais alemães e ainda há pouco tempo, em Fevereiro passado, numa das suas últimas entrevistas, dadas a um jornal alemão, alertava para a  falta de liderança da Europa, criticando a postura de Angela Merkel e avisando que já vivíamos na IIIª Guerra Mundial, uma guerra de caractaristicas diferentes, que se desenrolava nos bastidores do poder financeiro e usando o poder da internet: 


Günter Grass teve fortes ligações com Portugal, como o recorda o jornal Público AQUI.

Uma faceta menos conhecida do escritor é o seu trabalho como desenhador. Aliás, a sua formação inicial foi na àrea da escultura e do desenho. 

Podem Aqui ver alguns dos seus trabalhos.

Alguns dados sobre a sus biografia estão bem sintetizados no artigo hoje publicado pelo diário espanhol El País que pode ser lido AQUI.

Em sua homenagem aqui deixamos a tradução espanhola de um dos seus últimos e mais controversos poemas, publicado em 2012:  

Lo que hay que decir
Por qué guardo silencio, demasiado tiempo,
sobre lo que es manifiesto y se utilizaba
en juegos de guerra a cuyo final, supervivientes,
solo acabamos como notas a pie de página.

Es el supuesto derecho a un ataque preventivo
el que podría exterminar al pueblo iraní,
subyugado y conducido al júbilo organizado
por un fanfarrón,
porque en su jurisdicción se sospecha
la fabricación de una bomba atómica.

Pero ¿por qué me prohíbo nombrar
a ese otro país en el que
desde hace años –aunque mantenido en secreto–
se dispone de un creciente potencial nuclear,
fuera de control, ya que
es inaccesible a toda inspección?

El silencio general sobre ese hecho,
al que se ha sometido mi propio silencio,
lo siento como gravosa mentira
y coacción que amenaza castigar
en cuanto no se respeta;
“antisemitismo” se llama la condena.

Ahora, sin embargo, porque mi país,
alcanzado y llamado a capítulo una y otra vez
por crímenes muy propios
sin parangón alguno,
de nuevo y de forma rutinaria, aunque
enseguida calificada de reparación,
va a entregar a Israel otro submarino cuya especialidad
es dirigir ojivas aniquiladoras
hacia donde no se ha probado
la existencia de una sola bomba,
aunque se quiera aportar como prueba el temor...
digo lo que hay que decir.

¿Por qué he callado hasta ahora?
Porque creía que mi origen,
marcado por un estigma imborrable,
me prohibía atribuir ese hecho, como evidente,
al país de Israel, al que estoy unido
y quiero seguir estándolo.

¿Por qué solo ahora lo digo,
envejecido y con mi última tinta:
Israel, potencia nuclear, pone en peligro
una paz mundial ya de por sí quebradiza?

Porque hay que decir
lo que mañana podría ser demasiado tarde,
y porque –suficientemente incriminados como alemanes–
podríamos ser cómplices de un crimen
que es previsible, por lo que nuestra parte de culpa
no podría extinguirse
con ninguna de las excusas habituales.

Lo admito: no sigo callando
porque estoy harto
de la hipocresía de Occidente; cabe esperar además
que muchos se liberen del silencio, exijan
al causante de ese peligro visible que renuncie
al uso de la fuerza e insistan también
en que los gobiernos de ambos países permitan
el control permanente y sin trabas
por una instancia internacional
del potencial nuclear israelí
y de las instalaciones nucleares iraníes.

Sólo así podremos ayudar a todos, israelíes y palestinos,
más aún, a todos los seres humanos que en esa región
ocupada por la demencia
viven enemistados codo con codo,
odiándose mutuamente,
y en definitiva también ayudarnos.

Fonte: El País, 4 de abril de 2012
Tradução de Miguel Sáenz

segunda-feira, 9 de março de 2015

UM DOCUMENTÁRIO ALEMÃO DENUNCIA AS ILEGALIDADES E MALFEITORIAS DA TROIKA: Puissante et incontrôlée la troïka Arte 2015 02 24

Depois de ser apresentado numa sala em Berlim, o documentário  "Troika: Poder sem Controlo", do jornalista Harald Schumann, realizado por Árpád Bondy, foi exibido no canal Aere no passado dia 24 de Fevereiro. 

Este documentário, juntamente com outras provas das malfeitorias desse Troika, talvez venha a contribuir para, um dia, quando houver justiça e humanidade entre os burocratas da União Europeia, se criar um tribunal internacional para julgar essa gente, os governantes colaboracionistas e os seus executantes, por crimes económicos e sociais contra a humanidade...

O jornalista do Público Paulo Pena, (leiam AQUI a sua reportagem na integra) que acompanhou a estreia do filme, explica como é que este projecto nasceu: 

"Ao longo do último ano, Harald, que é um dos mais reconhecidos jornalistas de investigação alemães, com livros que vendem mais de um milhão de exemplares, e um outro documentário, sobre bancos, no curriculum, viajou de Lisboa para Atenas, de Nicósia para Dublin, de Frankfurt para Washington. Entrevistou mais de 30 pessoas, de Yannis Varoufakis a obscuros burocratas da troika. Quando começou, a troika não era, como o muro, uma recordação ou uma cicatriz. Estava em plena actividade.

"Quando, na última semana, terminou a montagem definitiva do documentário, o Eurogrupo parecia ter declarado o óbito desta associação informal da Comissão Europeia com o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional, destinada a intervir nos países que deixaram de poder refinanciar as suas dívidas depois do pânico gerado pela crise financeira de 2008. Na sexta-feira à noite, Harald deu por terminado o trabalho. E o Eurogrupo chegou a acordo para uma extensão dos empréstimos à Grécia, pela primeira vez sem a chancela da troika.

"Timing perfeito para a estreia, sublinhado pela grande ovação no final. Harald subiu, timidamente, ao palco para agradecer, com Bondy. E explicou o que leva um alemão a querer saber o que maioria das instituições europeias ignoraram durante quase quatro anos: como foi possível que “um pequeno grupo de funcionários não eleitos recebesse o poder de mudar radicalmente alguns países?” “Só no final de 2013, em véspera de eleições, o Parlamento Europeu decidiu investigar. Durante três anos ninguém quis saber…”

"As respostas que Schumann encontrou são surpreendentes. Thomas Wieser, presidente do grupo de trabalho do Eurogrupo, é um desses funcionários que poucos conhecem. Austríaco com gosto por gravatas pouco convencionais, é ele quem coordena os dossiers que, nas cimeiras dos ministros das Finanças da zona euro, acabam por redundar em decisões políticas.

Wiesel olha com um ar desconfiado para a câmara de Schumann, mas ensaia uma resposta: “Todas as acções que foram tomadas nos países sob assistência não tiveram lugar dentro do quadro legislativo normal da União Europeia.” Este reconhecimento não é um sinal de arrependimento, contudo. Wieser acredita que esse “estado de excepção” legal se justificou.

"Mesmo se isso levou a situações tão impensáveis como a que é descrita no filme pelo ex-ministro grego da Reforma Administrativa. Antonis Manitakis era o responsável da pasta no último Governo da Nova Democracia, de Antonis Samaras. Certa noite, “às 11 horas”, recebe uma chamada do chefe do FMI em Atenas (que também esteve em Portugal), o dinamarquês Paul Thomson. Ouviu uma voz ríspida do outro lado: “Depende de si se a Grécia recebe o próximo empréstimo de 8 mil milhões de euros:” Manitakis afirma, indignado: “Fui chantageado. Ele queria medo e submissão. Deu-me a sensação, nas reuniões que tivemos, que eu representava um país não apenas em dificuldades, financeiras, mas basicamente corrupto.”

"(...)

"O pior que pode acontecer a um país é cair mãos de burocratas internacionais”, lamenta Paulo Nogueira Baptista, director executivo do FMI, em Washington. Este brasileiro tem assento no “conselho dos 24” que comanda os destinos do fundo, e reconhece que a participação da instituição no processo grego “foi um momento mau do FMI”. Não só porque tudo foi “pouco transparente”, mas também porque “nos ambientes protegidos de Washington e de Bruxelas” ninguém consegue “sentir os problemas dos países” sob intervenção.

"Uma das entrevistas mais curiosas, e que despertou gargalhadas na assistência no cinema Arsenal, foi dada por um desses “burocratas”, Albert Jaeger, também austríaco, representante do FMI na troika portuguesa. (...)

Jaeger tem o papel de redimir a seriedade do documentário com momentos cómicos. Schumann pergunta-lhe por que razão insiste a troika em mexer na legislação laboral portuguesa e em baixar os salários. “Na situação em que Portugal se encontra, tem de aumentar a competitividade. Muitas das reformas laborais foram muito úteis para a competitividade da economia.”

Porém, os maiores beneficiários dessas medidas, os empresários portugueses, desmentem Jaeger no minuto seguinte. António Saraiva, da CIP, explica a Schumann que “os salários em Portugal não são elevados". "Os salários baixos fazem parte de um modelo de desenvolvimento ultrapassado. Num inquérito aos nossos empresários, a reforma laboral aparece em sétimo lugar das suas prioridades. A troika limitou-se a ouvir-nos, mas pouco fez. Acho que deveria ter a nossa opinião em consideração.”

Paul Krugman, economista, resume o problema a Schumann: “Se nós somos Angela Merkel, tomamos decisões que afectam gregos e portugueses, mas só respondemos aos eleitores alemães…”

(...)".

O documentário pode ser visto integralmente em baixo, na sua versão em francês:

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

No 70º Aniversário da Libertação de Auschwitz : Portugueses nos campos de concentração

Esta é uma história ainda pouco conhecida e só recentemente divulgada por uma excelente reportagem do jornal Público:

Nos 70 Anos da Libertação de Auschwitz: Da libertação à construção do Holocausto (jornal Público)

Nos 70 anos da libertação de Auschwitz por IRENE FLUNSER PIMENTEL

Nos 70 anos da libertação de Auschwitz (reportagem do Jornal Público).

No 70º aniversário da Libertação de Auschwitz: Hitchcock: "Memoria de los campos de concentración", documental subtitulado em espanhol.

Alfred Hitchcock fez parte da equipa de cineastas aliados que acompanharam e filmaram a libertação dos campos de concentração. ( podem ler AQUI as circuntâncias dessas filmagens e da descoberta desse filme esquecido durante anos)

O filme que aqui reproduzimos está legendado em espanhol. Esse filme de Hitchcock será hoje exibido no Primeiro Canal da RTP depois das 23 e 30 horas.

Aqui fica uma versão desse filme, com forma de recordar o 70º aniversário da libertação de Auschwitz: 

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

É assim tão difícil aprender com a História?... Ou quando O Jornal «Avante!» resolve branquear um crime contra a humanidade, num artigo cheio de meias-verdades:" A chamada «queda do muro de Berlim»"

A construção do muro de Berlim foi um crime contra a humanidade e contra a liberdade.

O facto de hoje se erguerem novos muros, alguns construídos pelos mesmos que aplaudiram euforicamente a queda do muro (como acontece na fronteira das Coreias, na fronteira mexicana, em Israel...) , não justifica a defesa daquele muro e do que ele simbolizou

A construção do muro de Berlim, nos anos 60, foi a prova cabal da falência do chamado modelo "comunista" .

Desde os tempos de Stalin que era visível que o que se construía sob o nome de "democracias socialistas" era uma farsa e um atentado contra o próprio ideal comunista.

Aliás, penso não exagerar ao afirmar que o homem que mais dirigentes comunistas prendeu e assassinou não terá sido Hitler, mas sim o próprio Stalin, nas suas célebres purgas que tiveram como vítimas principais os  líderes históricos da Revolução Soviética, purgas que se repetiram a leste depois do final da Segunda Guerra e que tiveram, mais uma vez, como vítimas principais muitos dirigentes comunistas e "companheiros de caminhada" na luta contra o nazi-fascismo, que se recusaram a submeter às ordens de Stalin.

Aquilo que se construiu no leste da Europa depois da Guerra foi uma enorme farsa, que destruiu a credibilidade do modelo comunista e que apenas serviu para a propaganda anti-comunista ganhar força.

É lamentável que o PCP, que em Portugal teve uma história muito diferente dos seus congêneres do leste, sendo, ao contrário destes, vítima de uma ditadura e que se construiu e credibilizou na luta pela democracia e pela liberdade, destrua o seu capital de credibilidade continuando a alimentar mitos como o que se escreve no artigo que transcrevemos em baixo.

É pena que o PCP, que em Portugal continua a ser o único partido que, de forma coerente, defende no parlamento os trabalhadores e os mais fracos, o único a defender ideais verdadeiramente social-democratas para Portugal, tenha uma dupla face, ao defender oficialmente, em artigos como este, o indefensável, ou seja, o modelo do "socialismo" que no leste apenas gerou miséria, falta de liberdade, desrespeito pelos trabalhadores e pelos sindicatos, condições de vida degradantes.

O PCP só teria a ganhar se, de uma vez por todas, enfrentasse, sem medos, os seus fantasmas.

Os portugueses só teriam a ganhar se tivessem pela frente um partido que se concentrasse naquilo que tem sido bom a fazer em Portugal, que é o de defender quem trabalha com unhas e dentes, combater o empobrecimento dos portugueses, gerir com mestria o poder autárquico, denunciar a corrupção do poder politico e do poder financeiro, preservando a sua história de luta contra a ditadura em defesa da liberdade e da democracia, em vez de continuar a alimentar mitos e a defender o indefensável.

É caso para dizer...não havia necessidade!!!!

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

"German Concentration Camp Factual Survey", o documentário mais realista sobre o holocausto, exibido hoje em Lisboa.


Vai ser hoje exibido, na Culturgest, pelas 22horas um dos mais impressionantes filmes sobre o Holocausto.

Quinta-feira voltará a ser exibido no Cinema Ideal, ao fim da tarde, no âmbito do festival Doc-Lisboa.

O filme foi montado por Alfred Hitchcock, tendo por base a recolha de imagens feita pelos aliados no momento em que libertavam os campos de concentração, mas, a necessidade da realpolitik em relação ao futuro da Alemanha, a questão palestiniana e de Israel, que levantava muitos problemas políticos aos interesses britânicos no Médio Oriete, e o anunciar da guerra fria levaram a que o filme caisse no esquecimento e se "perdesse" num arquivo histórico, até voltar agora a ser recuperado.

Algumas das imagens desse filme podem ser vistas no documento que reproduzimos em cima,  disponível no Youtube.

Uma análise detalhada sobre o filme, da autoria de António Araújo, pode ser lida na edição do Público de hoje, e que reproduzimos  AQUI .

Costuma-se dizer que quem esquece o passado volta a repetir esse passado, daí a importância de filmes e documentos como este.


quarta-feira, 9 de julho de 2014

No dia em que o futebol morreu e nasceu a máquina de fazer golos


Ontem foi um dia triste par o futebol.

Aquele futebol descontraído, alegre, travesso, criativo, capas de nos surpreender, morreu para sempre.

A derrota humilhante do Brasil frente à Alemanha marcou o fim de uma era em que o futebol se jogava com arte, com rasgos geniais, com heróis, com rapidez e sempre espectacular.

A táctica da selecção alemã deste mundial ( a mesma do seu “satélite” holandês) que tinha sido derrotada no anterior mundial, conseguiu afirmar-se desta vez.

E qual é essa táctica? É a táctica do Blitzkrieg (“guerra relâmpago) da Wehrmacht no ataque, combinada com a táctica do muro de Berlim na defesa, desorientando e paralisando qualquer equipa adversária.

Funcionando como uma autêntica “máquina de fazer golos”, só pode resultar com a frieza quase desumana de jogadores possantes e agressivos, que se comportam como se vivessem em regime militarista, o ideal do espírito alemão, na guerra ou na economia.

Começa assim uma nova era do futebol e, o surpreendente agora, seria a Argentina vencer uma equipa que joga como a Alemanha, a Holanda, e derrotar depois a Alemanha, um cenário que me parece pouco credível.

A frieza e o calculismo alemão já destruíram o interesse por outros desportos, como a Fórmula 1, e, sendo eficaz para por a senhora Merkel aos pulos, vai contribuir para fazer do futebol um desporto cada vez mais chato e previsível.

Que o futebol que conheci, alegre, criativo e travesso, descanse em paz!!

terça-feira, 8 de julho de 2014

FORÇA BRASIL ...."vamo-nos" a "eles" ( os boches da Merkel):


...deixem-me lá ser irracional por umas horas...eu tenho amigos alemães, gosto de muita coisa da cultura  Alemã, mas tenho um pó irracional por àquilo que actualmente esse país, governado pela Merkel, representa, e queria muito que "a gorda" ficasse com um carão no final dos 90 minutos...

Vamos lá Brasil, apesar das polémicas da copa, deem essa alegria aos pobres europeus, especialmente os portugueses, espanhóis, italianos, gregos, irlandeses e franceses, esmifrados pela arrogância da Merkel...!!!!


O cineasta alemão Wim Wenders admite nervosismo para jogo contra o Brasil nesta terça


Fã do futebol, o realizador alemão Wim Wenders revela, numa entrevista dada ao jornal brasileiro "O Globo", a forma como vê este mundial, a selecção alemã e o jogo desta noite:

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Como a Alemanha salvou os seus bancos e tramou os países do sul :


O jornal El PAÍS andou a vasculhar nos arquivo do FMI e descobriu uma acta dessa instituição, datada de 19 de Maios de 2010, onde se revela como é que os países do norte da Europa enganaram toda a gente para salvar os seus bancos e deixar que a crise Grega se agravasse.

Quando explodiu a crise Grega, provocada pela forma como os governos daquele país (recorde-se com a ajuda do Goldman Sachs e a conivência da Comissão Europeia e do BCE), aldrabou as suas contas ao longo dos anos para poder entrar no euro, a Alemanha, a Fança e a Holanda comprometeram-se junto do FMI a ajudar a Grécia.

Uma das formas de ajudar a Grécia era o compromisso de não se desfazerem da dívida grega que os seus bancos possuiam.

Só com essa falsa promessa é que o FMI se comprometeu a conceder o maior empréstimos da sua história para "salvar" (..isto é outra história) a Grécia e estancar a crise.

Sabe-se agora que os três países nunca cumpriram a sua promessa e permitiram que os seus bancos se desfizessem rápidamente dos títulos da dívida que possuiam.

Ao fecharem os olhos, ou mesmo facilitarem com a conivência dos seus governos, da Comissão Europeia e do BCE, à venda apressada dos títulos de risco, ao contrário do que prometeram, lançaram "gasolina na crise  e ajudaram a que ela se tivesse rápidamente propagado aos países do sul, com as consequências que sabemos.


Toda a história pode ser lida na notícia que transcrevemos em baixo:

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

…eu, se fosse alemão, também votava na srª Merkel…


Tudo indica que Merkel vai voltar a vencer as eleições legislativas na Alemanha.
 
A dúvida é se mentem a actual maioria, pois espera-se o descalabro eleitoral dos seus aliados “liberais”, e com quem se vai poder aliar depois das eleições.

Seja com for, percebe-se porque é que os alemães continuam a confiar na srª Merkel.

Ela aplica no seu país o contrário daquilo que defende para os países na Europa: aperfeiçoamento do Estado Social; aumento de regalias sociais; aumentos salariais; forte investimento público, tendo como resultado uma das mais baixas taxas de desemprego na Europa e um crescimento superior aos restantes países Europeus.

Ainda por cima, contribuiu, com a imposição de medidas de austeridade aos países do sul, para que as finanças alemãs tenham lucrado mais de 100 mil milhões de euros com os resgates, mantendo o marco…desculpem.., o euro,  com um valor superior ao dólar.

Por último ela manda e desmanda na Europa, vergando a França e a Grã-Bretanha, mantendo os seus “caniches” de estimação à frente da Comissão Europeia , do  BCE e dos governos Grego, Português e Espanhol, não havendo ninguém que se atreva a fazer-lhe frente, até porque, fazendo-o, arriscavam-se a perder os empregos.

Claro que a prazo tudo isso se pode virar contra a Alemanha, principalmente quando a Rússia voltar a contar no plano político e económico, como já começa a acontecer,  e quando a situação financeira chinesa implodir.

Também vai voltar a ser difícil reconquistar a confiança dos europeus na construção europeia, já que a Alemanha criou anticorpos um pouco por toda a Europa, fazendo renascer das cinzas velhos fantasmas.

Ninguém se esquece que a Alemanha destruiu por duas vezes a Europa, no século passado, nem que a Alemanha beneficiou de perdões de dívida, ajudas internacionais e perdões no incumprimento dos défices por duas ocasiões, após a reconstrução do pós-guerra e durante o processo de unificação.

Tudo isso é o contrário da receita que procura impor aos países em dificuldades, esquecendo-se da diferença entre o “Tratado de Versalhes”, que defende para os outros, e o “Plano Mashal” a que recorre sempre que está em dificuldades.

Mas esses problemas ainda estão distantes e por agora a arrogância da srª Merkel encaixa bem no espírito do cidadão médio alemão…para nosso mal!

...já agora leiam este esclarecedor artigo:


Revista Números Rojos » Alemania, la mentira de los minijobs (clique  para ler)

terça-feira, 30 de julho de 2013

Gertrud Holer denuncia as verdadeira intenções de Merkel:

" No início dos anos 80 foi uma importante colaboradora do então chanceler Helmut Kohl. Agora, Gertrud Höhler, ensaísta e prestigiada consultora económica e política, lança o livro Estratégia Merkel. O projecto Implacável da Chanceler de Ferro que põe em perigo a União Europeia, afirmando-se como uma voz crítica da política de Angela Merkel. Em entrevista ao PÚBLICO, Gertrud Höhler criticou a Alemanha por beneficiar da fraqueza dos países europeus e elogiou Portugal por preservar a soberania nacional".(Público).

O livro em causa tem o título original de "A Madrinha" e avisa os países do Sul que a estratégia de Merkel é expulsá-los do euro, à "bruta", no "bom estilo" alemão.

Esse desejo ainda não foi assumido pela dita senhora porque primeiro tem de ganhar as eleições alemãs.

Merkel prepara-se para dar continuidade ao sonho de Hitler: Um continente (a Europa), um País (a Alemanha).

Desta vez não precisa de tropas. Estas foram substituídas  pelo sector financeiro, a "arma" que faz estragos sem "dar nas vistas".

Em vez de civis mortos, temos desempregados e pobres.

Em vez de judeus, temos trabalhadores, funcionários públicos e cidadãos do sul.

Vale a pena ouvir a opinião de Gertrud Höler. Ela é que "topou" bem a Merkel: