quarta-feira, 9 de julho de 2014

No dia em que o futebol morreu e nasceu a máquina de fazer golos


Ontem foi um dia triste par o futebol.

Aquele futebol descontraído, alegre, travesso, criativo, capas de nos surpreender, morreu para sempre.

A derrota humilhante do Brasil frente à Alemanha marcou o fim de uma era em que o futebol se jogava com arte, com rasgos geniais, com heróis, com rapidez e sempre espectacular.

A táctica da selecção alemã deste mundial ( a mesma do seu “satélite” holandês) que tinha sido derrotada no anterior mundial, conseguiu afirmar-se desta vez.

E qual é essa táctica? É a táctica do Blitzkrieg (“guerra relâmpago) da Wehrmacht no ataque, combinada com a táctica do muro de Berlim na defesa, desorientando e paralisando qualquer equipa adversária.

Funcionando como uma autêntica “máquina de fazer golos”, só pode resultar com a frieza quase desumana de jogadores possantes e agressivos, que se comportam como se vivessem em regime militarista, o ideal do espírito alemão, na guerra ou na economia.

Começa assim uma nova era do futebol e, o surpreendente agora, seria a Argentina vencer uma equipa que joga como a Alemanha, a Holanda, e derrotar depois a Alemanha, um cenário que me parece pouco credível.

A frieza e o calculismo alemão já destruíram o interesse por outros desportos, como a Fórmula 1, e, sendo eficaz para por a senhora Merkel aos pulos, vai contribuir para fazer do futebol um desporto cada vez mais chato e previsível.

Que o futebol que conheci, alegre, criativo e travesso, descanse em paz!!

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