quinta-feira, 16 de julho de 2015

A Boçalidade do Mal :


Esta fotografia vai ficar para história.

Foi divulgada na passada segunda-feira, por ocasião de uma reunião do Eurogrupo, após a “reeleição” de Dijsselbloem para a sua presidência, um dia depois de a Grécia e o seu governo terem sido humilhados por essa instituição não-democrática.

É a banalização do mal em todo o seu esplendor, o mal do século XXI preconizado por burocratas ao serviço do corrupto poder financeiro, o mal de “rosto humano” e sorridente.

Hoje , para essa gente, os cidadãos europeus são meros números estatísticos e as suas escolhas contam muito pouco.

Gente que nos governa sem nunca ter sido submetida ao voto popular e que vive acima das possibilidades de qualquer simples cidadãos europeu.

Por isso estão tão felizes e sorridentes, depois de mais uma sessão de malfeitorias.

O mal dos nossos dias não precisa de se socorrer das prisões, dos campos de concentração ou do poder das armas, basta sufocar-nos com o poder do dinheiro e da burocracia que nos impõe um modelo de sociedade empobrecida, desigual e amoral.

Hoje não são precisos Hitler´s ou Stalin´s, basta-lhes o poder de sufocar os povos em dívidas eternas e em futuros de exclusão alargada.

Nem a democracia tem qualquer valor, pois a escolha dos cidadãos está submetida aos ditames de acordos impostos pela força do dinheiro e de nada vale eleger quem nos defenda, porque serão humilhados e chantageados como o foram os gregos.

A liberdade essa está maniatada por grandes órgão de desinformação, onde manda a voz do dono, o poder financeiro que define os “critérios editorias” que melhor se adaptam às necessidades das instituições “credoras”, onde enxameia pequenos gobelzinhos da propaganda, onde a mentira várias vezes repetida se torna a verdade da lógica dos “mercados” e dos “credores”.

Aquela fotografia encarna a boçalidade do mal, as figuras sinistras que mandam nesta Europa da austeridade, da desigualdade e do empobrecimento.

Aquela fotografia vai ficar para a História! (tal como as que reproduzimos em baixo também ficaram):










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