quinta-feira, 11 de junho de 2015

10 de Junho e Cavaco: o presidente de …alguns portugueses!


Este 10 de Junho teve um sabor especial…foi o último em que tivemos de ouvir os discursos enfadonhos, vazios, cheios de lugares comuns e frases feitas de Cavaco Silva.

Foi também o início da campanha eleitoral, com Cavaco a dar o mote à propaganda da coligação de direita.

Segundo ele, os portugueses que estão no desemprego, que foram forçados a abandonar a família para emigrar, que viram as suas condições de trabalho a agravarem-se, com cortes salariais e aumento de jornadas de trabalho, vivendo cada vez mais a prazo, os 50% de jovens, os mais qualificada do país, que não encontram emprego estável e os outros 49%  (os 1% restantes são os jótinhas empregados como assessores e gestores e os filhos daqueles que enriqueceram com a crise) que só encontram empregos mal pagos e precários, os pensionistas que viram as suas magras pensões ainda mais reduzidas, os que viram a pobreza aumentar , esses portugueses, ainda segundo o presidente de alguns portugueses (os que enriqueceram com a crise, os banqueiros, os gestores de topo, os “catrogas” com reformas chorudas, os “barrosos”  da nossa política, os “camilos lourenços” do comentário político”, os “césares das neves” e os “cantigas” das universidades…), não têm razão para o pessimismo.

Antes pelo contrário, aqueles portugueses que andam a semear o pessimismo  com a sua miséria, são meros “profissionais da descrença e os profestas do miserabilismo”, palavras do presidente que mais responsabilidade teve nesse miserabilismo, primeiro o miserabilismo ético e moral como primeiro-ministro, depois o miserabilismo económico e social como mentor do governo mais miserabilista dos último cinquenta anos (nem o  Marcel Caetano foi tão longe).

Felizmente o mandato de Cavaco, o pior presidente desde Américo Thomaz, está a chegar ao fim. Mas ainda pode fazer muito estrago no escasso tempo que lhe resta para exercer o cargo e as ameaças já começaram, com avisos a qualquer tentativa para inverter a austeridade ou para um governo que recuse a “estabilidade” que ele preconiza, que é a de continuar essas políticas.

Miserabilista tem sido a postura deste presidente, aquele que mais tem feito para descreditar a politica portuguesa, colocando a democracia em risco, e para desacreditar a própria função que exerce (os monárquicos devem estar a rir-se, a bom rir, de tudo isto).

Foi ele que nos avisou : vamos estar atentos às últimas malfeitorias que Cavaco ainda pode fazer aos portugueses e ao país.
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