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quarta-feira, 29 de abril de 2009

David Byrne - Criatividade Contagiante


Pela segunda vez, com um intervalo de mais de dez anos, voltei a assistir a um espectáculo musical de David Byrne no Coliseu de Lisboa, ontem à noite.
Entre os dois, apenas em comum a energia contagiante de Byrne, sempre capaz de nos surpreender com a sua criatividade, a encenação teatral do palco, sempre simples mas eficaz e reforçando a sua originalidade , desta vez acompanhada por um grupo de três bailarinos e um grupo coral.
A forma como dançam e tocam remetem-me para ambiente urbanos e irónicos.
Aliás, dei por mima pensar que, o som dos Talking Heads sempre me fizeram imaginar a cidade de Nova Iorque e todo o seu cosmopolitismo.
Neste espectáculo foi evocada a longa colaboração de Byrne com Brian Eno, passando por aqui os sons do último trabalho em conjunto, “Everything thath happensnwill hapen today”, integralmente disponível no site do musico (http://www.davidbyrne.com/), no qual se pode aceder a um curioso blog de Byrne, com relatos de viagem, reflexões e fotografias.
A fotografia é, aliás, uma das áreas onde este escocês, nascido em 14 de Maio de 1952, mais revela a sua originalidade, criatividade e ironia
Foi com o regresso aos álbuns iniciais dos Talking Heads , “Fear of Music” (1979) e “Remain in Light(1980), principalmente com os temas “Heaven” e “Once in a life time” que Byrne levou o público ao delírio, um público muito hetrógeneo, do “avô ao neto”.
Por três vezes o cinquentão Byrne teve de regressar ao palco e por três vezes fez abanar o Coliseu.
Sem grandes aparatos tecnológicos, num palco dominado pelo branco, os sentidos estiveram todos concentrados na força criativa de Byrne.
Na memória fica, não só um dos melhores espectáculos de musica pop do ano, mas também um dos melhores de sempre, dos que por cá têm passado.

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