quarta-feira, 17 de março de 2010

A ironia da política nauseabunda...









No que respeita à política nacional, estes últimos dias não têm deixado de ser irónicos e ao mesmo tempo nauseabundos.

Olhando para os títulos da imprensa de hoje, não deixa de ser irónico que, ao mesmo tempo que se apregoa o PEC e as medidas nele previstas de rápido empobrecimento das classes médias e das classes médias baixas, venham a público o valor dos nauseabundos prémio dos gestores públicos.

Não se percebe, a não ser ironicamente, a simples noção de prémio, atribuído a um gestor de nomeação política para representar o interesse público, quanto mais os nauseabundos valores avançados.

Nauseabundo é que este PEC preveja uma redução de quase 30% nos subsídios de desemprego quando, ironicamente, anda a apregoar que os ricos vão pagar mais de IRS, mas, fazendo as contas, estes só vão pagar apenas mais 3% ( é essa a diferença entre o anterior escalão máximo de 42%, onde estavam incluídos, e o actual de 45% ).

Ou essa outra notícia nauseabunda que chegou hoje, segundo a qual o governo propõe um perdão fiscal às empresas envolvidas em esquemas "offshore" . Diz a notícia hoje divulgada que o “referido perdão está previsto no Orçamento do Estado por proposta do Partido Socialista, que recebeu o apoio do PSD e CDS-PP, e será aplicado às empresas que declararem as quantias de dinheiro investido no estrangeiro e pagarem uma taxa de cinco por cento”.

Ironia do destino: ontem, ao fazer compras numa loja uma velhota lamentava-se pelo facto de ter pago 25 euros de multa porque se atrasou um dia a entregar a declaração de IRS.

Irónico é que toda essas vergonhosas medidas venham de um governo que se diz socialista, o que não deixa de ser ... nauseabundo !

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