quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Quando estava em exclusividade como deputado, Passos Coelho recebeu como independente 24 mil euros, por actividade "cientifica, artística e tecnológica".

(Passos Coelho revela o seu grande contributo para a ciência, a arte e a tecnologia...)

Nada disto é novidade.

O próprio já tinha assumido que, enquanto deputado em regime de exclusividade (exclusividade "estranhamente" apenas assumida no final do mandato, para poder receber o subsidio de "reintegração" de 60 mil euros...) tinha recebido cerca de 20 mil euros em recibos verdes, montante devido pela sua "colaboração em órgãos de comunicação social".

Curiosamente, o jornal Público , citado pelo primeiro-ministro como um desses  órgãos de comunicação onde colaborou, apenas confirmou a publicação de um artigo, durante o período referido, sem referência a qualquer pagamento.

Aguardamos que outros órgãos de comunicação citados façam o "trabalho de casa"!

Também não deixa de ser curiosa a rubrica da sua declaração de IRS onde aqueles valores foram referidos: actividade "científica, artística e tecnológica".

Ficamos assim a conhecer uma "faceta" pouco conhecida de Passos Coelho, o seu "meritório" contributo para a ciência a arte e a tecnologia. Tendo essa actividade sido paga a   peso de ouro, seria importante a divulgação pública de tão meritório trabalho "cientifico, artístico ou tecnológico". 

Contudo, o essencial continua por esclarecer, ou seja, o valor, os objectivos, as datas, e os resultados das ajudas de custo e de subsidio de viagens que o mesmo Primeiro-ministro confirmou ter recebido da ONG da Tecnofarma durante o período em que trabalhava em exclusividade como deputado (será que teve de faltar no parlamento para realizar as tais viagens ao serviço de tão "meritória" ONG ?).

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