segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Há cada vez mais milionários em Portugal e maiores desigualdades na distribuição de riqueza...entusiasmada com esse resultado das "reformas estruturais", Bruxelas (Durão Barroso e outros) pede mais medidas de austeridade para 2015.

A notícia passou praticamente despercebida.

O “Diário Económico”, um dos jornais do “situacionismo Austeritário” , revelava, na semana passada, que, só nos 2 últimos anos, Portugal criou mais 28% de milionários, isto é, indivíduos com mais de 1 milhão de dólares  de riqueza líquida registada. Os números foram indicados àquele jornal pelo Crédit Suisse, num estudo sobre a distribuição da riqueza a nível mundial. O mesmo estudo indica ainda que, em Portugal, os 10% mais ricos detêm 58,3% da riqueza do país.

No total, e de acordo com esse estudo e aqueles critérios, existem em Portugal mais de 79 mil milionários, 29 mil dos quais aí chegados nos dois últimos anos, dez mil no último ano, isto é, no auge da aplicação das medidas de austeridade!!!!

Vai-se tornando claro o resultado das medidas de austeridade impostas pela troika da União Europeia (ou seja, entre outros, pelos “portugueses” Barroso (UE) , Constâncio (BCE)  e Gaspar(FMI)) e diligentemente e cobardemente aplicada pelos homens da bandeira na lapela (Passos, Portas e companhia) e defendidas pela máquina de propaganda (os camilos lourenços e os césares das neves que enxameiam a comunicação social).

Ou seja, a aplicação em Portugal e nos países do sul do modelo económico-social chinês, o da mão-de-obra barata e sem direitos, é um objectivo traçado pelo eixo Bruxelas-Berlim com o objectivo, não de criar riqueza para os seus cidadãos, mas de criar ricos cada vez mais ricos.

Deve ser esse  facto, o escandaloso aumento da riqueza nas mãos de um grupo cada vez mais restrito de portugueses, que o relatório da União Europeia sobre Portugal, também revelado na passada semana, relatório esse onde se defende  a continuação da austeridade para os trabalhadores portugueses, que permite o optimismo das instituições europeias sobre os resultados “já visíveis” das “reformas estruturais” levadas a cabo em Portugal!!!


Bruxelas pede mais medidas em 2015, mas Governo prefere subir meta do défice para 2,7% - PÚBLICO (clicar para ler notícia)

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