sexta-feira, 24 de outubro de 2014

OE/2015. Gastos em estudos sobem 32% para 766 milhões.

Mais uma daquelas notícias que morre esquecida no meio da catadupa de contra-informação, futebol e irrelevâncias:


Nunca percebi a necessidade dos ministérios em recorreram a pareceres e estudos externos aos próprios ministérios ou às instituições públicas.

Os ministérios estão cheios de especialistas nas mais variada àreas e as escolas públicas, desde o básico ao universitário, de pessoal altamente qualificado.

Por isso não se percebe o recurso a "estudos e pareceres" pagos pelo estado a entidades exteriores. Todos aqueles que trabalham nos ministérios e nas escolas públicas já recebem salários pelo seu trabalho e são mais que suficientes para integrarem nas suas funções a elaboração de tais "estudos e pareceres".

Parece-me que esta á mais uma forma de colocar os contribuintes a pagar interesses privados e  clientela partidária.

Mais grave ainda é o valor desses gastos com "estudos e pareceres"....mais de 700 milhões de euros, apenas num ano...

Só para terem uma idéia, esse dinheiro pagava 15 museus Picasso, como aquele que vai ser inaugurado este fim-de-semana em Paris.

Com um gasto desses os tais "estudos e pareceres" têm de ser de grande relevância e qualidade e então os cidadãos devem exigir a lista de tais estudos, as instituições privadas e as pessoas envolvidas e devem ter acesso gratuito ao resultado de tais "estudos e pareceres". Por aquele valor é o mínimo exigivel.

Vá lá senhores jornalistas, façam o vosso trabalho e investiguem que "estudos e pareceres" são esse que custam ao país, apenas num anos, 1% do empréstimo da Troika...

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