segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

A “REVOLUÇÃO” NEOLIBERAL MOSTRA A SUA "FACE! :Contra a Democracia, a Liberdade e os direitos, em defesa dos "mercados" e do sector financeiro, Marchar! Marchar!...




No Financial Times, jornal de referência para os ideólogos do modelo neoliberal que está a ser imposto aos cidadãos europeus, começam a surgir artigos e opiniões questionando a necessidade da democracia, que consideram um empecilho à imposição das “necessárias” medidas de austeridade e ao objectivo do “equilíbrio” orçamental da Europa. Estas ideias têm fiéis executores na Comissão Europeia, uma instituição sem controle democrático por parte dos cidadãos europeus e que se comporta, cada vez mais, como um "Comité Central" da “revolução” neoliberal em curso.


Responsáveis financeiros e economistas da Alemanha estão na Coreia do Norte, como conselheiros da ditadura aí instalada, para “ajudarem” a construir o modelo de “desenvolvimento”  económico deste país, elogiando as condições de “competitividade” da Coreia do Norte, garantidas pela falta de direitos socias e pela  existência de uma mão-de-obra  miserável e barata. Já se sabia da admiração do poder financeiro ocidental pelo “milagre” chinês e da sua simpatia por sistemas ditatoriais, desde que sejam um bom negócio para os "mercados". Fica agora evidente que a Coreia do Norte vai a ser a cobaia para experimentar um modelo a aplicar na Europa, pelo poder financeiro e pelos economistas neoliberais alemães.


Por cá, os representantes dessa ideologia tentam subverter a ordem legal, lançando sobre a nossa Constituição, que pode ter muitos defeitos, mas devia ser democrática e legalmente respeitada, as “culpas” pela dificuldade em realizar as tão apregoadas “reformas estruturais” (leia-se, desvalorização dos salários, cortes nas pensões, destruição dos direitos sociais, empobrecimento das populações, instabilidade no emprego e destruição do direito à saúde e à educação).Até já falam de uma Constituição “feita” pelo PREC e pelo PCP, para justificarem o seu ódio aos direitos constitucionais. Só se esquecem de dois pormenores: O PREC acabou em Novembro de 1975 e a Constituição foi aprovada em Abril de 1976. Além disso, desde esta data, o poder tem sido partilhado pelo “centrão” que já alterou a Constituição a seu belo prazer, as vezes que foi necessário. A actual Constituição, para o bem e para o mal, já nada tem a haver com o texto inicial e foi aceite pelas instituições internacionais como democrática. Para essa gente, a Constituição e o respeito pela lei são um empecilho à sua revolução neoliberal, seguindo aquela máxima segundo a qual “se o povo não presta, mude-se de povo”.


Três notícias que, aparentemente, são distintas entre si, mas que revelam que a democracia, a liberdade e os direitos constitucionais estão agora na mira da “revolução” neoliberal que domina o poder ideológico, político e financeiro europeu.


Começa a ser tempo de os cidadãos europeus dizerem basta e tomarem nas suas mãos o destino do projecto europeu.

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