terça-feira, 3 de janeiro de 2017

2017 – Vem aí o Ano de todos os sustos!


Fazer previsões sobre um novo ano é sempre um risco, mas é possível detectar alguns sinais no horizonte e o ano de 2017 inicia-se cheio se sinais, a maior parte preocupantes, mas também, paradoxalmente, nenhum ano se apresentou tão imprevisível como o que agora se inicia.

Na mira do historiador, do politólogo e do sociólogo, estamos a viver um período fascinante, mas, na mira do cidadão comum, da democracia e da liberdade, os sinais são deveras preocupantes.

O ano iniciou-se mesmo com um mau presságio, com o terrível atentado de Istambul, recordando-nos que o terrorismo e o longo braço do Daesh vão continuar a  fazer estragos por essa Europa fora.

Mas outros sinais, herdados do ano anterior, revelam-se preocupantes para o destino da Europa e mesmo da humanidade, como a eleição de Trump, que tomará posse no próximo dia 20 e se prepara para alterar profundamente todo o modo de viver em democracia e liberdade, com uma grande dose de imprevisibilidade.

Também herdados do ano anterior, temos o acentuar do poder político da Rússia de Putin e do poder económico da China e a continuação da trágica desestabilização no Médio Oriente, onde a guerra civil na Síria é “apenas” um episódio e que irá provocar o agravamento do drama humanitário dos refugiados.

Em paralelo continuamos a assistir à falência económica, financeira e politica do projecto da União Europeia, muito por culpa das elites dirigentes europeias.

Este ano pode marcar o declínio definitivo do projecto europeu, com a ascensão da extrema-direita na maior parte dos países do velho continente e o descalabro desse crime financeiro que dá pelo nome de “euro”.

Realizam-se eleições em França, na Holanda, na Alemanha e, previsivelmente, na Itália, nas quais a extrema-direita, mesmo que não as vença, vai reforçar imenso a sua influência.

As únicas boas notícias que o mundo tem é a chegada de António Guterres à liderança da ONU e  a continuação do papa Francisco à frente da Igreja, embora sem grandes poderes para enfrentarem  os perigos que se avizinham.

Por cá, a pacificação social e política que o país conheceu no ano anterior pode alterar-se profundamente este ano, por razões internas, como a elaboraçlão do orçamento de 2018 e o resultado das eleições autárquicas lá mais para o final do ano, embora a manutenção de Passos Coelho na liderança do PSD continue a ser um seguro de vida para a “geringonça”, mas também por razões de ordem externa, como a crescente instabilidade financeira e política que se prevê com a chegada de Trump ao poder, o resultado das eleições na Europa e a cegueira do politburo de Bruxelas.

Enfim, poucas vezes se assistiu a um inicio de ano tão pouco auspicioso e previsível.

Pode dizer-se que, se o “ovo da serpente” foi “chocado” no ano anterior, neste ano vamos assistir à acção da “serpente”…

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