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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Não se combatem aberrações, como o CHEGA, com proibições.

Em democracia não se combatem ideias aberrantes proibindo a sua difusão, mas combatendo-as e denunciando-as com argumentos sólidos.

Por isso, discordo totalmente da tentativa liderada pela ex-candidata presidencial Ana Gomes, de propor a ilegalização dessa aberração que é o Chega, até porque esse tipo de iniciativas, em democracia, tem o condão de vitimizar o alvo dessa medida e dar-lhe mais força.

A superioridade moral da democracia reside no facto de permitir que se manifestem e organizem todo o tipo de tendências políticas, representativas de todo o tipo de ideologias, mesmo  antidemocráticas.

Claro que existem limites e tudo o que ultrapasse a manifestação e divulgação de ideias, por mais aberrantes que sejam, como as representadas pelo Chega, cairá na alçada da justiça e da lei.

Tentativas insurrecionais, do tipo daquela a que assistimos recentemente no Capitólio, nos Estados Unidos, manifestações de violência racista ou politica, organização de milícias armadas, actos de terrorismo, devem ser punidos exemplarmente em qualquer democracia.

Apesar de esse tipo de acções serem preconizadas por algumas das figuras tenebrosas que lideram esse partido, havendo entre elas antigos terroristas do MDLP/ELP, criminosos condenados por violência racista,  figuras obscuras ligadas à corrupção financeira, uma coisa é  a condenação judicial desses crimes, outra coisa é ilegalizar um partido que, tendo gente dessa na sua liderança, oficialmente não defende nem organiza esse tipo de actos no seu programa.

É preferível ter esse tipo de gente a agir legalmente do que na clandestinidade. Pelo menos conhecemos  cara dos facínoras.

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