terça-feira, 5 de janeiro de 2016

E agora, as presidenciais…


Com dez candidatos à corrida, as presidenciais que se realizam no final deste mês correm o risco de serem as mais previsíveis e enfadonhas de sempre.

Mais de metade dos candidatos vem da área do PS e a direita neoliberal, que nos governou neste últimos anos, não apresenta candidato próprio e vai correr a engolir um sapo vivo que representa tudo aquilo que ela andou a destruir no seu seio, a “social-democracia” e a democracia cristã.

Por sua vez, a felicidade da maioria dos portugueses em verem-se livre de Cavaco, o pior presidente da história da democracia, quiçá de toda a República, leva-os a encarar com indiferença quem o possa substituir, na certeza de que qualquer um dos  dez concorrentes vai facilmente fazer melhor, mesmo o Tino de Rans, o que mais se aproxima do estilo de Cavaco.

Há os candidatos credíveis, mas que, aritmeticamente, têm poucas hipóteses de disputar uma possível segunda volta, e que apenas existem para marcar território e combater a abstenção. 

São os casos de Marisa Matias, uma excelente deputada europeia do Bloco de Esquerda, que pode contribuir para travar a abstenção nessa área política, de Edgar Silva, um antigo padre, hoje militante do PCP, homem de coragem e cuja candidatura explica o carácter popular e único desse partido no seio da história do comunismo mundial, de Paulo Morais, rosto público do discurso contra a corrupção dos políticos, capaz de contribuir para travar a abstenção no eleitorado mais céptico e de captar votos à esquerda e à direita, e também de Henrique Neto, um dos poucos empresários credíveis neste país, igualmente em condições de captar votos no centro.

Depois há os candidatos credíveis e os únicos que,  se não houver imprevistos, estão em condições de ganhar as eleições. 

São os casos de Marcelo Rebelo de Sousa, figura mediática e que anda em campanha há anos, o sapo que a direita tem de engolir e que pode captar votos no centro e na esquerda, de Maria de Belém, genuína representante do aparelho partidário do PS, representante da facção “segurista” e que seria a candidata “natural” desse partido se ele não estivesse tão dividido e desorientado pelo caso “Sócrates”, e de Sampaio da Nóvoa, este o único que pode representar alguma inovação, criatividade e novidade no cargo presidencial.

Depois de "apresentados", revelaremos em próxima crónica o “nosso” candidato.

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