terça-feira, 27 de junho de 2017

Coelho, o incendiário


Passos Coelho, enquanto governante, nunca primou pelo respeito para com os cidadãos.

Sabe-se hoje que o “ir além da troika”e o “não havia alternativa”, com todos os custos socias e humanos que essa atitude acarretou, foi ideologicamente intencional, pois, como o revelou o jornal Público este fim-de-semana, havia margem para negociar e aplicar a austeridade com menos custos sociais (entre os quais...o aumento provado de casos de suicídio!!!).

Até à tragédia de Pedrogão Grande, Passos Coelho era um cadáver político adiado até às eleições autárquicas, um politico ressabiado.

Eis senão quando o tão prometido e desejado  “diabo” assola o país, levando consigo 64 portugueses, provocando centenas de feridos, destruindo casas, animais e plantas em  número incalculável.

Passos Coelho rejubilou, viu aí a grande oportunidade de renascimento das cinzas.

Teve para isso o apoio imoral e desumano dos gobelzinhos da comunicação social que estiveram ao serviço da propaganda da sua austeridade, os quais,rapidamente, ainda com o fogo por debelar e os mortos por enterrar, exigiram que rolassem cabeças.

Tudo começou no mesmo dia, quando, num debate na RTP 1 a tropa fandanga do “Observador” quis fazer comparações absurdas e abjetas com o caso de Entre-Os-Rios, e, minutos depois, uma jornalista em directo na SIC (embora talvez não fosse da SIC, não deu para ver na confusão de jornalistas) quase convidava a ministra da administração interna a demitir-se!!!!

O mote estava dada e toda a tropa fandanga de jornalistas/comentadores da austeridade, acolitados maioritariamente no “Observador”, mas com agentes cada vez mais activos no “Público”, no “Expresso” e nas televisões (com destaque para a SIC e TVI) alinhava pelo mesmo diapasão, exigindo cabeças e  que a “culpa não morresse solteira”.

Passos Coelho viu aí o filão para a sua ressurreição, mas acabou por dar um tiro no pé, ao deixar que o seu oportunismo político e a sua falta de humanidade, pegando de forma abjeta em boatos,  o levasse a anunciar, entusiasticamente, a existência de um número indeterminado de suicídios, como prova de culpa do governo da geringonça.

Passos Coelho e os seus entusiásticos apoiantes na comunicação social desejavam que “rolassem cabeças”.

 Arriscam-se a que a primeira cabeça a “rolar” seja a de Passos Coelho…

…e já agora vejam se têm mais respeito pelas vitimas desta tragédia!!!

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