quinta-feira, 15 de março de 2012

Portugal Recebe um dos Rostos do "Mal" que assola os cidadãos da Europa

"(...) homem de existência a mais normalizada, sem comportamento desviante, de registo  criminal impoluto (...) o marido mais amoroso, o pai mais extremoso, o crente mais devoto, o colega mais gentil, o cidadão mais pacífico e cumpridor, sente-se habilitado, como Adolf Eichmann, a cometer os actos mais violentos e bárbaros desde que a sua acção seencontre legitimada por um sistema social e político ou uma teoria filosófica ou religiosa - é a "banalidade do mal", prosseguida por homens normais, sem aleijões psíquicos, entorses sociais de infância ou traumas psicanalíticos. A acção destes ministros evidencia-se hoje como a face do mal - homens "bons", no Governo, na direcção de grandes empresas, de grandes instituições, praticam o mal com o à vontade própria de quem está praticando o bem
"(...).
"Não são políticos os nossos governantes de hoje, mas economistas (os falsos profetas do século XXI), técnicos, robots substituíveis uns pelos outros, possuindo o mesmo vocabulário, aplicando invariavelmente o argumentário da eficiência de custos e proveitos, totalmente desacompanhados de uma dimensão cultural e espiritual para a sociedade.
"(...)
"Como foi possível que deputados, primeiro-ministros, presidentes da república, ministros da economia, do trabalho, das finanças, da agricultura, tivessem feito tanto mal a um país desde finais da década de 90, continuando a ter uma vida pública com um sorriso na cara como se a sua obra tivesse sido boa, premiados com altos cargos em empresas públicas ou privadas numa promiscuidade que faz bradar o pior da política maoísta ou estalinista?".

[um texto sobre Portugal mas que se aplica perfeitamente à burocracia dos Comissários Europeus]
MIGUEL  REAL - NOVA TEORIA DO  MAL, ed. Publicações D. Quixote, Fevereiro de 2012

 Hoje o “mal” veste fato e gravata, e é bem falante.
Já não precisa de usar fardamento com braçadeiras, esticar o braço em saudação ou berrar-nos ao ouvido frases de ódio.
O “mal” anda por aí a vender uma democracia que nunca o elegeu e uma austeridade que nos vai levar a todos par o seu inferno.
O “mal” quer a nossa pele para salvar os esbirros da alta finança que lhes garantem os privilégios do poder.
O “mal” sussurra-nos ao ouvido até à náusea que “vivemos acima da nossas possibilidades”, temos de “mudar de vida” , que somos números descartáveis nas suas estatísticas .
O “mal” já não precisa de holocausto, basta tirar-nos o direito à saúde, tirar-nos o direito ao trabalho e a um salário justo, tirar-nos a alegria de vivar, tirar-nos o futuro, para morrermos devagar, como apenas mais um número anónimo nos dados do desemprego, da pobreza, ou da mortalidade.
O “mal” priva-nos da nossa condição humana em nome da salvação de todas as dívidas soberanas nascidas da sua irresponsabilidade.
O “mal” pavoneia-se por aí, nas páginas dos jornais de “referência” e nos debates televisivos, de fato completo e gravata, com sorriso alarve e cínico, a vender a inevitabilidade do retrocesso social para onde nos lança a ideologia que nos vendem.
O “mal” tem vários rostos…o Comissário Olli Rehn é só um deles…

...desculpem-me, mas estou farto destes burocratas de merda que mandam na Europa, ocupando cargo eternos para os quais ninguém os elegeu e que têm como único objectivo servir a alta finança dos "mercados" e dos bancos, à custa do bem-estra dos cidadãos europeus e de um projecto social e cultural que unisse a Europa e os europeus...
 

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