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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Uma outra África do Sul - o projecto Umuzi photo Club


Neste dia de abertura do Mundial de Futebol da África do Sul, o primeiro realizado no continente africano, é uma outra África do Sul, longe dos holofotes da imprensa internacional ou das "estrelas" milionárias,  que os fotógrafos do projecto UMUZI PHOTO CLUB nos mostram, nesta selecção de imagens:














quarta-feira, 9 de junho de 2010

O Inferno na Terra


Se existir inferno deve ser parecido com estas imagens.

Ao que parece, foi tudo pior que o previsível porque os gestores da BP resolveram poupar nas despesas para rentabilizar os lucros.

Ao descuidarem-se com o sistema de alerta e ao reduzirem o funcionamento de alguns componentes técnicos da extracção de petróleo, contribuíram para que aquilo que teria sido um incidente controlável se tornasse numa das maiores catástrofes ecológicas de sempre.

As imagens obtidas dessa catástrofe são de facto aterradoras.

Será este o mundo que queremos para os nossos filhos?

Ou, fazendo a pergunta de outro modo, até quando continuaremos reféns destes gestores de casino que poupam no essencial (ou saqueiam os cidadãos) para manter lucros fabulosos, destruindo o planeta onde vivemos?









terça-feira, 8 de junho de 2010

A Lista de Bilderberg

Este é um dos poderes mais secretos do mundo, que este ano foi ligeiramente menos secreto, e cuja reunião anual teve lugar em Espanha nos passados dias 3 a 6 de Junho.
AQUI podem consultar os participantes nesse tenebroso grupo cujas decisões, apesar de secretas, irão acaber por nos afectar a todos (também lá estiveram três portugueses: Rangel, Teixeira dos Santos e Balsemão).

A "SEITA" que nos consome...

(cartoon de Berlich - El País)

Começa a tornar-se cada vez mais evidente que, mais do que os poderes legitimados democraticamente, existe um poder paralelo, uma "Seita", que nunca foi legitimado em urna, mas que possui uma gigantesca capacidade financeira para comprar e controlar o poder político e económico.

Os meios financeiros dessa “Seita”, tanto assentam na legítima reprodução da riqueza como, e cada vez mais, no branqueamento de capitais oriundo da fuga aos impostos, da exploração salarial, do crime organizado (venda de armamento, droga, prostituição), do crime ambiental e da corrupção.

A “Seita” aproveitou bem a crise, que ela provocou, para justificar o ataque ao mundo do trabalho e da produção (industria, comércio e agricultura) para impor preços baixos ao produtor e a redução dos salários, com o objectivo de aumentar os lucros dos seus membros e melhor controlar os sectores económicos produtivos e fazê-los pagar as enormes perdas financeiras que a sua ganância lhes provocou.

Por outro lado, a “Seita”, que controla um grande número de órgão de comunicação e escolas de economia, procura vender a ideia, repetida até à exaustão, do pensamento único , segundo o qual não existe alternativa ao “mercado” (leia-se, ao mercado especulativo da bolsa e dos bancos), ao corte nas despesas sociais e salariais e à redução do peso do Estado na sociedade e na economia.

Um pouco por toda a Europa, estamos a assistir à imposição do modelo económico-financeiro defendido pela “Seita “ que se aproveita, também, do facto da maior parte dos poderes europeus nunca terem sido legitimados pelo voto dos europeus .

Muitos daqueles que detém esse poder dependem política e financeiramente dos meios da “Seita”. É ela que lhes garante os ordenados e privilégios dados pelas suas funções. É ela que lhes garante os meios de poderem continuar a ter poder.É ela que lhes pode garantir o futuro.

A “seita” tem várias cabeças, aquelas que se conhecem, por vezes tentando devorar-se umas às outras, mas muitas que se desconhecem, que agem na sombra dos gabinetes e do tráfico de influências.

As cabeças visíveis da “seita” chamam-se Banco Central Europeu, Comissão Europeia, Grupo Bilderberg, FMI, Banco Mundial, Opus Dei, Maçonaria, e, embora aparentemente tão diferentes entre si,  estão todas ligadas pelo mesmo “corpo neo-liberal” e coração "neo.conservador".

É tempo de todas as forças políticas, sindicais, culturais e produtivas da Europa, que não se identificam como o ideal da “Seita”, se começarem a organizar e responderem, de modo concertado e a nível global, à “guerra civil” lançada pela “Seita” contra quem trabalha , quem cria e quem produz.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Constâncio - ...finalmente está de partida!

Assisti há pouco, pelo canto do ouvido, a parte do discurso da tomada de posse do novo governador do Banco de Portugal (BdP).

No meio do hermetismo do “financeirês” detectam-se algumas ideias base da “ideologia” financeira de Carlos Costa a qual, apesar de não fugir muito à ortodoxia totalitária do actual modelo único do pensamento económico, pareceu algo preocupado com os efeitos da crise junto das pequenas e médias empresas.

Quanto ao resto, temos mais do mesmo:

- contenção orçamental ( o mesmo é dizer, cortes no Estado Social, na função pública e aumento de impostos, directos ou indirectos);

- contenção salarial ( um discurso que já cansa, vindo daqueles cujo exemplo de contenção salarial para os próprios ou os próximos os deslegitima logo à partida, num país onde os salários já são os mais baixos da zona euro);

- aumento das poupanças e das exportações (como é que isso é possível, com a tal contenção orçamental e salarial, com a destruição do aparelho produtivo nacional e com o estrangulamento do mercado interno graças ao aumento do desemprego e aos baixos salários que, segundo as entrelinhas do seu discurso, devem continuar congelados se não mesmo alvo de cortes radicais?).

A única vantagem deste novo governador parece ser a sua competência técnica, que pode contribuir para dar uma maior credibilidade aos “mercados”.

Outra das vantagens, é vermo-nos livre do mais incompetente de todos os governadores do BdP, que, ao longo destes últimos dez anos, deixou a situação financeira em Portugal chegar onde chegou, permitiu todos os desvarios do sistema bancário português e usou e abusou da sua situação para benefício das sua carreira política e pessoal e da dos amigos, dando um mau exemplo da tal “contenção” e seriedade que exigia aos outros.

Se Carlos Costa quisesse dar uma imagem de seriedade, como exemplo da necessária contenção que apregoa, começaria por cortar nas regalias salariais e sociais do actuais e anteriores governadores e gestores do BdP, criando condições para estender essas medidas ao restante sector bancário e financeiro. Por exemplo, nenhum salário pago no BdP podia ser superior ao auferido pelo Presidente da República, e nenhuma reforma podia ser paga acima de metade desse valor, cortando as reformas daqueles que a acumulam com outras reformas ou com outros salários.

Assim sim, todos aceitaríamos mais facilmente as medidas de contenção preconizadas.

domingo, 6 de junho de 2010

A Fotografia da Semana - a vida num segundo...

A fotografia revela o momento impressionante em que o carro de Mike Conway, após embater violentamente nos muros da pista, se preparava para "voar" sobre o bólide de Ryan Hunter, que apanhou o susto da sua vida.
Tudo aconteceu na última volta das 500 milhas de Indianápolis, que decorreram no passado fim de semana e que foram ganhas pelo escocês Dario Franchitti, cortando a meta sob bandeira amarela.
Nos segundos seguintes ao momento de captação da fotografia o carro  partiu-se em dois e ficou de "pernas-para-o ar", temendo-se o pior.
Felizmente a segurança actual dessas corridas e dos carros evitou a tragédia.Conway "apenas" partiu uma perna e ficará longe das competições nos próximos três meses.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

quarta-feira, 2 de junho de 2010

A "Receita"

(cartoon de Nando do "El Periódico")

Abrir um banco.

Pedir um empréstimo à Banca Mundial para poder bombardear os consumidores com ofertas de crédito fácil.

Com os lucros, comprar jornais e televisões, incentivar o Estado a investir em obras públicas, as necessárias e, principalmente, as desnecessárias, através das parcerias público-privadas, controlar financeiramente empresas estratégicas privatizadas ao desbarato, e, se os lucros ainda não chegarem, branquear dinheiro sujo em off-shores.

Quando a bolha rebentar exigir aos estados, primeiro uma ajuda para evitar a falência, à custa do aumento do buraco financeiro do Estado e dos contribuintes, depois, porque isso vai agravar a situação do país entre as empresas de rating, e logo os juros vão subir, exigir contenção ao mesmo Estado, que se endividou para salvar o sector financeiro, através do saque dos salários e do aumento dos impostos de quem trabalhar, para que as empresas de rating abrandem a pressão sobre a subida dos juros, para conseguirem pagar a divida à Banca Mundial.

Porque as pessoas não são estúpidas, é preciso fazer repetir até à exaustão, através de comentadores que recebem o salários dos jornais e televisões que controlam, a ideia de que é preciso reduzir os salários (que já são os mais baixos da zona euro), conter os gastos sociais, aumentar os impostos sobre o trabalho, de modo a que a mentira rapidamente se torne verdade e se crie o clima propício a essas medidas, descendo-se assim o déficit que a ajuda ao sector financeiro agigantou.

Depois, com ou sem FMI, as empresas de rating lá voltarão a aliviar a pressão sobre os “mercados” e os juros da dívida dos bancos voltarão a descer e estes podem voltar a bombardear os consumidores com propostas de crédito fácil e barato, até criarem uma nova bolha, e assim sucessivamente.

Entretanto todos vamos ficando cada vez mais pobres e endividados.

Até Quando?

Sócrates "apanhado" a distribuir bolinhos em Marrocos...


...Não há quem o veja... ora está no Brasil, ora em Bruxelas, ora em Madrid, ora em Caracas.
Amanhã não se sabe onde irá aparecer.
Hoje anda por Marraquexe... aqui "visto" a distribuir bolinhos portugueses  a uns empresários locais...

terça-feira, 1 de junho de 2010

No POST 1000 - um Cartoon para o dia da Criança



Chegámos ao post 1000...
Nada melhor que o comemorar com este cartoon, bem adequado ao dia de hoje:


segunda-feira, 31 de maio de 2010

Pelos direitos de Israel e da Palestina, contra o terrorismo, o outro e o de Estado..

Já o disse:

Defendo o direito de existência do Estado de Israel;

Reconheço a violência e a hostilidade contra Israel ao longo das últimas décadas.

Mas considero também que tem faltado discernimento por parte dos líderes políticos israelitas, cuja atitude irresponsável, principalmente depois do assassinato de Rabin, em muito tem contribuído para potenciar a violência contra os cidadão de Israel.

Aquilo que estes governos de Israel têm feito aos palestinianos em nada abona a favor das posições políticas de Israel.

Felizmente são cada vez mais as vozes dentro de Israel e entre os judeus de todo o mundo que questionam a atitude desses governos.

Aquilo que aconteceu ontem, com o ataque terrorista por parte de militares israelitas contra um navio de ajuda humanitária deve ser condenado sem contemplações, para bem da sobrevivência física e moral do próprio Estado de Israel.

Por ironia do destino esse ataque aconteceu no dia em que foi noticiada a morte de Lova Eliav, uma das figuras históricas da esquerda israelita, que tinha 89 anos.

Lova Eliav era opositor da política de colonização dos territórios palestinos, foi por duas vezes deputado pelo Partido Trabalhista, do qual foi secretário-geral em 1970.

Ganhou ainda o Prémio de Israel, a mais alta condecoração civil do país, devido às suas actividades educativas. Nascido em Moscovo, emigrou para a Palestina em 1924.

Foi um exemplo da existência de muitos israelitas que estão contra a utilização do terrorismo de Estado para combater o terrorismo de alguns sectores palestinianos.

A propósito da gravidade da situação humanitária na Faixa de Gaza, convido-vos a seguir AQUI a reportagem sobre esse território, em Banda Desenhada, da autoria de Chappatte, para a revista Suíça Le Temps.

Grupo de Bailado de Olga Roriz interpreta Stravinsky

(fotografia de Paulo Alexandrino)

No último Sábado tive a oportunidade de assistir à estreia da coreografia de Olga Roriz para a Sagração da Primavera.

Este espectáculo foi uma encomenda do Centro Cultural de Belém feita àquela consagrada bailarina/coreógrafa, contando com um introdução composta por Luís Tinoco que fez a ponte com a obra de Stravinsky.

A actuação de 22 bailarinos foi acompanhada pela Orquestra Metropolitana de Lisboa, dirigida pelo maestro Cesário Costa.

No Sábado passado comemorava-se o 97º aniversário da estreia da Sagração da Primavera no Teatro dos Campos Elísios, em Paris, obra que encerrava uma trilogia de bailados composta por Stravinsky para os “Ballets Russos” de Diaghliev. As outras duas obras foram o Pássaro de Fogo e Petrushka, estreadas, respectivamente, em 1910 e 1911.

A coreografia de Olga Roriz consegue transmitir toda a força e dramatismo da obra, com beleza e irreverência e criatividade.

Até ao próximo dia 3 de Junho é possível assistir a este excelente espectáculo no Centro Cultural de Belém por preços que variam entre os 5 e os 25 euros…muito menos que um bilhete para o futebol ou para o “Rock in Rio”.

O fotógrafo Paulo Alexandrino captou AQUI alguns dos momentos dos ensaios para esta coreografia .

Sócrates, Alegre e o presente envenenado...

A direcção do PS, por imposição de Sócrates, lá se decidiu pelo apoio à candidatura presidencial de Manuel Alegre.

Sócrates, com essa decisão, distribui um presente envenenado a muita gente:

- em primeiro lugar ao próprio Manuel Alegre que a partir de agora perde toda a irreverência da sua primeira candidatura, calando-se uma das vozes mais incómodas para o próprio Sócrates;

- em segundo lugar ao Bloco de Esquerda, pois vai ser muito irónico ver Louçã de braço dado com Sócrates em comícios de campanha de Alegre;

-por último, à esquerda em geral, comprometendo-a com a política de Sócrates, já que agora “todos”, ou quase todos, navegam no mesmo barco eleitoral.

Quem se deve estar a rir com tudo isto é o próprio Cavaco Silva.

Pela minha parte, cada vez estou menos arrependido de apoiar Fernando Nobre, a única candidatura inovadora e irreverente que, a partir de agora, se encontra no terreno.

domingo, 30 de maio de 2010

Um Adeus a Dennis Hopper

(A última aparição pública  de Dennis Hopper, em Março passado)

Se tivesse de elaborar uma lista com os cem filmes que mais me marcaram, fariam parte dessa lista mais de uma dezena de filmes interpretados por Dennis Hopper.

De facto, Hopper era um daqueles autores que desmentia a máxima de Orson Welles segundo a qual um bom realizador até de um cavalo fazia um bom actor.

Embora tenha participado em muita porcaria (um homem tem de comer…) Hopper conseguia sempre um acrescentar valor fosse qual fosse o papel que incarnasse.

Na hora da despedida desse grande senhor do cinema, que também foi realizador, recordo aqui algumas das suas participações mais marcantes:

Começou por desempenhar papéis secundários em filmes com Fúria de Viver (1955) e Johnny Guitar(1956), ambos de Nicholas Ray, ou n’ O Gigante de Goerge Stevens, ocasião de contracenar com o “gigante” James Dean.

Mas foi com Easy Rider, de 1969, realizado por si próprio, que Hoopper entrou pela porta grande do cinema.

Seguiram-se depois actuações soberbas no Apocalipse Now (1979) e no Rumble Fish (1983) ambos realizados por Copolla, no Blue Velvet(1986) de David Lynch ou no Amigo Americano(1997) de Wim Wenders.

Foram várias dezenas de filmes, onde muitas vezes os papéis desempenhados por Hooper se impuseram à própria importância das obras.

Politicamente foi um dos perseguidos durante o macartismo, altura em que dedicou à fotografia para sobreviver, revelando-se igualmente um grande fotógrafo, escolhendo o mundo de Hollyood como tema, tornando-se mais tarde um empenhado republicano, mas com uma postura independente que o levou a apoiar Obama nas últimas eleições.

Com a morte de Dennis Hopper o cinema perde uma das suas últimas grande estrelas. No cinema ele continua imortal.

 Algumas fotografias da autoria de Dennis Hoper:














Andy Warhol, acima fotografado por Hopper, também reproduziu o actor numa das suas obras, em baixo:


sábado, 29 de maio de 2010

Solidário!

Embora, por razões pessoais, não possa estar presente na Manifestação de Lisboa, quero assumir aqui a minha solidariedade e a deste blogue com a organização desse protesto e com todos os que nela participam.

É urgente que o país que trabalha e produz revele a sua indignação contra as medidas que são dirigidas sempre contra os mesmos, deixando de fora os verdadeiros responsáveis pelo descalabro financeiro e económico que se vive.

As últimas daquela que se espera uma manifestação bastante participada, podem ser seguida AQUI e AQUI.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O Respigo da Semana - Baptista Bastos e a "Crise"

"A tendência da servidão

por BAPTISTA-BASTOS

in Diário de Notícias, 25 de Maio de 2010

"O Público, cuja prudência na afirmação é correlativa à recusa da metáfora, colocou na primeira página de 23 de Maio, entalada entre Mourinho e a conclusão da série de televisão Perdidos, uma acusação terrível: "As causas que amarram a economia ao marasmo. Um problema que começou com Cavaco e com Guterres." O distinto periódico não só se distraiu no cacófato como acordou um pouco tarde para uma evidência conhecida há duas décadas.

"O dr. Cavaco encheu o País de betão inútil. Recebeu oceanos de dinheiro para resolver dificuldades essenciais (repito: essenciais) e deu um tratamento uniforme aos problemas relativos ao desenvolvimento. Confundiu tudo. É um dos maiores embustes políticos de que há memória. O eng.º Guterres fez o percurso de interpretação clássica: o mal está na educação. Era a sua paixão ardorosa e a apoquentação da sua alma repleta de piedosas referências. O Cavaleiro de Oliveira escreveu que vivíamos numa "fermosa estrivaria." Guterres, num "pântano". Fugiu e escancarou as portas à direita mais abstrusa.

"Se o nosso presente está ameaçado pela própria contingência da realidade que o envolve, deve-se a estes senhores, e a muitos mais outros, a perda da unidade de sentido que faz funcionar um país, uma nação. Tudo o que foi ministro da Economia e das Finanças tem passado pelas televisões apresentando respostas para a crise que não previram, ou que anteviram e não avisaram, ou que fomentaram por negligência e inépcia. Agora, são todos sábios e enunciam algo de semelhante ao fim da pátria tal como a conhecemos, e ao ocaso da democracia por ausência de cidadania. Enfim, dizem, a nossa tendência é a da servidão.

"Fomos os "alunos exemplares" de Bruxelas: aceitámos a destruição do nosso tecido produtivo com a submissão de quem não foi habituado a expor questões e a enumerar perguntas. Pescas, agricultura, tecelagem, metalurgia, pequenas e médias empresas desapareceram na voragem, em nome da "incorporação" europeia. A lista de cúmplices desta barbaridade é enorme. Andam todos por aí. Guterres trata dos famintos do Terceiro Mundo; Barroso, dos "egocratas" de barriga cheia; os economistas que nos afundaram tratam da vidinha, com desenvolta disposição. Nenhum é responsável do crime; e passam ao lado da insatisfação e da decepção permanentes, como cães por vinha vindimada.

"Impuseram-nos modos de viver, crenças (a mais sinistra das quais: a da magnitude do "mercado"), um outro estilo de existência, e o conceito da irredutibilidade do "sistema." Tratam-nos como dados estatísticos, porque o carácter relacional do poder estabelece-se entre quem domina e quem é dominado - ou quem não se importa de o ser".

quarta-feira, 26 de maio de 2010

... Europa ao fundo!

Por mim, penso que isto já não vai lá com greves gerais ou manifestações certinhas e ordeiras num capital isolada de um país europeu.

O descalabro financeiro da Europa é de tal ordem e os dirigentes políticos e financeiros , assim como os economistas, mostram um tal desacerto e uma tal cegueira nas soluções apresentadas e um tal desrespeito pelos cidadãos em geral e, em particular, pelos trabalhadores e empresários produtivos, que só uma mudança radical de regime na Europa pode dar ainda às futuras gerações alguma esperança de futuro.

Neste momento , só um Greve Geral , juntamente com manifestações em várias capitais, convocadas para a mesma hora e para o mesmo dia em toda a Europa ou, pelo menos, nos países ( Portugal, Grécia, Irlanda, Itália, Espanha, Inglaterra e França) que estão a ser alvo de um verdadeiro ataque terrorista por parte dos decisores financeiros dos bancos, da bolsa, das empresas de rating e da corrupta classe política governante, pode obrigar essa gente a tomar as medidas de que todos nós precisamos e que são, a saber:

- a transformação da Europa numa verdadeira comunidade económico-social, com direitos e deveres sociais, impostos, preços e salários idênticos em todos os países;

- um combate concertado em toda a Europa contra a fuga ao fisco , contra o branqueamento de capital com origem mafiosa e contra a corrupção económica e financeira;

- a ilegalização dos off-shores, com a confiscação de todos os bens aí depositados por cidadãos, empresas ou bancos europeus;

- a criação de uma empresa europeia de rating, credível e independente do sistema financeiro;

- o combate à desigualdade social, tomando medidas para encurtar, num prazo de dez anos, o leque de rendimentos obtidos pelo trabalho para um máximo de 1 por 10 em toda a Europa comunitária;

- um controle apertado sobre operações bolsistas e financeiras;

- a imposição de uma percentagem mínima de 50% de acções controladas por quem trabalha e é proprietário das empresas;

- regras apertadas para o funcionamento dos bancos;

-combate, por todos os meios , a todo o tipo de operações especulativas;

-desenvolvimento concertado entre toda a Europa de uma rede bem organizada de transportes públicos, rápidos, baratos e eficientes;

- uma aposta forte na melhoria dos sectores educativo, de saúde e de justiça, sectores que devem ser maioritariamente controlados pelos Estados;

- combate, nas estâncias internacionais, ao dumping social praticado pelas chamadas potências emergentes;

- combater por todos os meios o desemprego;

- aumentar a qualificação dos europeus;

- incentivar o uso e a produção de energias alternativas e de “produtos verdes”;

- incentivar a industria cultural europeia.

Infelizmente, nem uma destas medidas vai ser aplicada ou sequer defendida pela classe política e pelos economistas europeus.

Vão continuar a defender as medidas de sempre, como a desvalorização do poder salarial dos trabalhadores, a manutenção de incentivos e privilégios para as actividades especulativas, deixando arruinar as actividades empresariais verdadeiramente produtivas, continuando a incentivar roubo programado aos rendimentos dos cidadãos, através do aumento de impostos e da redução de salários e benefícios sociais.

Quando já nada restar para satisfazer a ganância de uns poucos, a Europa transformar-se-á num continente empobrecido, politicamente fraco, sem forças para continuar a sua caminhada, alvo fácil de guerras e pilhagens de todo o tipo.

Entretanto, os responsáveis já estarão longe, nos seus paraísos fiscais, vivendo do que saquearam à população Europeia.

Se não é isto que querem para vocês e, principalmente, para os vossos filhos, então, de uma vez por toda, unam-se e combatam por todos os meios legítimos ao vosso alcance a corja que governa, financeira e politicamente esta Europa dos nossos tristes dias….

terça-feira, 25 de maio de 2010

The XX em Lisboa

É hoje na Aula Magna que se pode ouvir os THE XX, uma das bandas mais originais e criativas do momento.
Eu não posso.
Bom espectáculo para os sortudos...
Fica AQUI um aperitivo