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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

UM LOUVOR À CORAGEM POLÍTICA DE MOITA FLORES

Louve-se a coragem de Moita Flores.
O autarca do PSD atribuiu ontem a medalha de ouro da cidade de Santarém ao primeiro-ministro José Sócrates.
Moita Flores assumiu publicamente uma realidade e uma atitude que muita gente do PSD só não assume, ou por falta de coragem política, ou por sectarismo político.
Essa realidade é o facto de o actual governo do PS ter posto em prática muitas das políticas e ideias que o PSD e a direita há muito preconizam para Portugal.
Daí a dificuldade do PSD em demarcar-se deste PS.
Leiam-se muitos dos artigos ou oiçam-se muitas das opiniões de António Borges, de Manuela Ferreira Leite, ou mesmo de Pacheco Pereira, nos últimos quatro anos, antes de se prever que estivessem hoje na posição em que estão no PSD, onde defenderam, de modo mais ou menos claro e directo, as políticas deste governo na educação, no funcionalismo público, no trabalho, na segurança social ou na economia, para se perceber o entusiasmo com que seguiram a “política reformista” de José Sócrates.
Claro que, desde há cerca de um ano para cá, com as mudanças políticas no PSD, a crise económica e a falência do neo-liberalismo, mudaram o seu discurso.
O próprio José Sócrates mudou o seu discurso, ao perceber que só pode vencer se conquistar votos à esquerda e que já não rende o discurso neo-liberal. Mas as suas políticas aí estão para desmentir o seu travestismo político de pendor eleitoralista.
Louve-se portanto a coragem e a coerência de Moita Flores, assumindo publicamente o agradecimento das elites económicas e políticas do PSD pelas políticas de José Sócrates.

3 comentários:

Anónimo disse...

eis o texto mais inteligente que li até hoje sobre a polémica da medalha santarena. Parabens ao autor

Anónimo disse...

Quase ia vomitando quando li esta verborreia laudatória ao grande chefe. Nem queria acreditar que já tenha chegado a esse nível de embotamento e lambe-botismo político. Essa personagem, mentiroso crónico e inveterado, que fez regredir a política a um grau de acefalia e controlo pidesco nunca antes visto, não passa de uma criação plástica e asséptica do moderno xuxialismo: carinha laroca, pele bem tratada, fatos armani, discurso preparadinho, redondinho, ajustado à sondagem e imagem televisiva, ar de plástico de feira - quando não mesmo de fera fofa, vazio de ideias mas cheio de pragmatismo tecnocrático e modernaço ... Eu acho que você não merece esta "coisa"!
Ou será que merece, depois de um comentário tão Alzaimico e bacoco. As melhoras ... que os fretes e as encomendas de beija mão não são o seu forte!
PS - Vou tomar um digestivo para deglutir esta fast-trampa política.

Venerando António Aspra de Matos disse...

É pena que o meu anónimo leitor de 29 de Agosto não tenha percebido o carácter irónico do meu texto e o tenha levado tão a peito.

venrando matos