Os dias que rolam, numa visão plural, pessoal e parcial de um mundo em rápida mutação. À esquerda, provocador e politicamente incorrecto, mas aberto à diversidade...as Pedras Rolam...
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terça-feira, 30 de julho de 2019
segunda-feira, 29 de julho de 2019
Woodstock, quando o tempo parou
Ficou na memória de uma geração, mesmo na daqueles que não o viveram, ou
só souberam da sua existência anos depois, o que aconteceu naqueles dias a meio
de Agosto de 1969, perto da pequena cidade de Bethel, numa desconhecida quinta
de criação de gado.
Foi entre os dias 15 e 18 de Agosto de 1969 que teve lugar um dos
momentos mais importantes da geração de 60 e da história da musica rock, o
incorrectamente chamado Festival de “Woodstock”.
Anunciado para uma localidade próxima do município de Woodstock, esse
festival de musica esteve quase condenado ao fracasso ou a ser apenas mais um
festival de musica entre tantos que se realizaram por essa época em vários
locais dos Estados Unidos.
Anunciada a sua realização durante semanas em páginas de jornais, e já
com milhares de ingressos vendidos, à última da hora os habitantes da
conservadora cidade de Woodstock, sede do município da localidade de Walkill
para onde estava programada a realização do festival, conseguiu forçara as
autoridades locais a proibirem o evento, porque não queriam ver o sossego
provinciano da sua terra a ser abalado por hippies e jovens contestatários da
guerra do Vietname.
Os organizadores, liderados pelo visionário Michel Lang, tiveram de
encontrar um outro local para o festival, já não indo a tempo de tirar a
referência de Woodstock dos cartazes.
Graças ao “inconsciente” criador de gado Max Yasgur, acabaram por
montar o palco e o arraial do festival, apressadamente, na quinta deste, perto
da cidade de Bethel, no Estado de Nova Iorque, a 70 Quilómetros de Woodstock.
(uma das imagens icónicas do festival e os mesmos 40 anos depois)
Foi assim que Woodstock foi injustamente imortalizada como falsa sede
do evento, enquanto a pequena cidade de Bethel, onde o festival de facto se
organizou, acabou no esquecimento.
Ao contrário das expectativas iniciais, em vez dos 200 mil espectadores
previstos, surgiram de todo o lado cerca de meio milhão de jovens para
assistirem ao festiva, a maioria sem bilhete.
Alguns tinham adquirido o ingresso para três dias por 18 dólares, 24 dólares se
comprado no local (8 dólares um diário), mas rapidamente a organização, para evitar o caos, teve de
abrir as portas do recinto a todos os que apareciam, transformando o concerto
num festival gratuito.
Apesar do caos, dos vários imprevistos, da quantidade de gente, da
falta de tudo, alimentos, àgua, sanitários, do mau tempo que se abateu sobre o
local, pelo menos por duas vezes, dos engarrafamentos monstruosos, apenas se
registaram duas mortes (4 segundo outras versões).
A abertura do festival, na 6ª feira 15 de Agosto, coube a Richie
Heavens, embora o previsto fosse que esse momento coubesse aos SweetWater, que
não conseguiram chegar a tempo, retidos pela policia numa operação stop e no
trânsito infernal de ligação ao festival.
Nesse mesmo dia actuaram, entre outros, Ravi Shankar, Melanie, Arlo
Guthrie e Joan Baez, esta grávida de 6 meses.
No Sábado 16 de Agosto a abertura coube ao quase desconhecido Country
Joe McDonald, que também abriu esse dia contra a que estava programado, pois
eram os Santana que deviam iniciar a actuação do 2º dia, mas que não estavam
preparados para a sua actuação.
Além de Country Joe e de Carlos Santana, actuaram nesse dia os Canned
Heat, os Greatful Dead, os Credence Clearwater Revivel, Janis Joplin e os The
WHo.
Estes últimos começaram a actuar já pelas 4 horas da madrugada de
Domingo, tocando 25 temas, actuando os Jefferson Airplane, que encerravam o 2º
dia, já no inicio da manha do terceiro
dia.
O último dia do Festival, Domingo 17 de Agosto, ficou marcado pelo forte
temporal que se abateu sobre o recinto após a actuação de abertura de Joe
Cocker, interrompendo-se o concerto por 3 horas, após o qual se retomou o
alinhamento.
Actuaram antão, novamente, Country Joe McDonald, e, entre outros, os Tem
Years After, os The Band, Johnny Winter, Blood Swett & Tears e, um dos
momentos altos, os Crosby, Still & Nash, que passaram a crescentar Neil
Young, que aí iniciou uma curta ligação ao grupo.
Também actuaram na sessão de encerramento os Paul Butterfield Blues
Band e Jim Hendrix.
Quando Jimi Hendrix subiu ao palco já era a madrugada da 2ª feira de 18
de Agosto e já muita gente se tinha ido embora, restando apenas 30 mil
espectadores, que assistiram a uma das mais icónicas, e também a uma das
últimas aparições daquele talentoso guitarrista.
Apesar da fama do Festival, e apesar dos convites, este não contou com
a presença de algumas das mais importantes bandas ou cantores do momento, uns
por impedimento de calendário, como aconteceu com Simon & Garfunkel, a
gravar um álbum novo, os Chicago, os Moody Blues, com espectáculo em Paris, os
Rolling Stones (Mick Jagger estava na Austrália) e os Procol Harum, a recuperar
de uma cansativa digressão.
Os Beatles não compareceram porque estavam e digerir conflitos
internos, não actuando há 3 anos, os The Doors porque desvalorizaram o evento,
arrependendo-se depois, apesar do seu baterista, John Densemore, ter estado no
festival a acompanhado Joe Cocker na sua actuação.
Sem razões conhecidas, também não actuaram, apesar de convidados, os
Led Zeppellin, os Jethro Tull, os The Byrds, Frank Zappa e os Free.
Mas a maior desilusão foi a não comparência de Bob Dylan, que vivia em
Woodstock, e que preferiu apostar no Festival da Ilha de Wight, marcado para o
final desse mês.
Um dos casos mais paradigmático, entre as ausências, foi o de Joni
Mitchel que, desejando ir, foi impedida pelo seu empresário. Seguiu com
entusiasmo o festival pela televisão e através das descrições do seu namorado
da altura, Graham Nash, dos Crosby, Still & Nash, ficando-se a dever a ela
aquela que se tornou a canção-hino do Festival, “Woodstock”, escrita em casa
enquanto acompanhava o acontecimento à distância, canção essa que, apesar de
nunca ter sido tocada no festival, muito contribuiu para divulgar o evento.
Essa canção foi gravada por Joni Mitchell e incluída num álbum seu de 1970, mas
tornou-se mais conhecida pela interpretação que dela fizeram os Crosby, Still,
Nash & Young no álbum do mesmo ano “Dejá Vu”.
O mayor de Bethel perdeu as eleições no final de 1969 por causa de ter
deixado que o festival se tivesse realizado no seu município e, durante anos,
este tipo de festivais esteve proibido naquela localidade, o mesmo acontecendo
com Woodstock que, mais tarde , se aproveitou da fama que não lhe era devida.
O festival de “Woodstock” deu origem a um dos mais importantes
documentários de sempre, realizado por Michael Wadleight e que teve na produção
um então ilustre desconhecido…Martin Scorsese, e que venceu o Óscar para melhor
documentário.
Deu ainda origem a dois álbuns em vinil, um triplo e outro duplo, hoje
disputados no mercado de raridades.
“Woodstock” conseguiu fazer a síntese e a transição entre a musica
popular dos anos 60 e os novos caminhos do rock dos anos 70.
Aí se cruzaram o “latin rock” de Santana com o “rock blues” dos Tem Years After, o “rock
psicadélico” dos Grateful Dead, com o “proteste Song” de Joan Baez, ou o “Pop
inglês” dos The Who com o “country rock” dos Crosby Still, Nash & Young.
Nunca mais nenhum festival conseguiu a força mítica de “Woodstock”,
talvez apenas o “Live Aid” em 1985, que revelou a mesma força e o mesmo poder
de sintetizar uma época.
(cartaz do concerto comemorativo do 50º aniversário de "Woodstock" programado para este mês)
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Recordar o Festival de Woodstock nalgumas fotografias
A FORMA E A LUZ: Recordar o Festival de Woodstock nalgumas fotografias...: Passa em Agosto o cinquentenário da realização do festival de Woodstock. Aqui recordamos algumas das fotografias, entre as icónicas e menos conhecidas (clicar par ver)
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Jornal I lança página semanal de divulgação de Banda Desenhada
BêDêZine: Jornal I lança página semanal de divulgação de Ban...: O Jornal I lançou esta segunda-feira uma página semanal de divulgação de Banda Desenhada. (clicar para ver notícia).
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segunda-feira, 22 de julho de 2019
Ainda a “Ignóbil porcaria” de Mª de Fátima Bonifácio: a fase dos “limpa fundos”.
Quem tem ou conhece amigos com aquários, sabe bem o que são os “limpa
fundos”.
São uns peixinhos que se alimentam e têm como função limpar a porcaria
que os outros peixes fazem e que se vai acumulando no fundo do aquário.
Metaforicamente, nas últimas semanas temos visto a entrar em acção os “limpa fundos” para limpar o rasto de “porcaria” deixado
pelas opiniões racistas da “catedrática” Bonifácio.
Não voltei ao assunto na semana passada porque não quis conspurcar uma
semana marcada por um acontecimento tão nobre como o cinquentenário da chegada
à lua com a referência a tão ignóbil criatura. Estive mesmo para não voltar ao
assunto, mas como as ondas de choque daquela “ignóbil porcaria” continuam a
ecoar na comunicação social, não quis deixar de dar o meu humilda contributo
para o “debate”, reforçando o que na altura escrevi sobre o tema.
Embora, com a exclusão de Vasco Pulido Valente, do bando do "Observador" do PNR, ninguém se tenha
atrevido a defender os argumentos da dita senhora, tenho assistido a uma
tentativa de branquear, não o que ela disse, mas o que ela representa para uma
certa direita portuguesa.
É bom não esquecer que ela foi uma das principais apoiantes de Passos Coelho
e Cavaco, uma espécie de legitimadora moral e intelectual das medidas do tempo
da troika e da ideologia neoliberal portuguesa por aqueles ensaiada, com as resultado
sociais conhecidos.
Começando todos por se demarcar do tal artigo, tentam depois desculpá-lo
pelo feitio provocador de Bonifácio, em
defesa de tão tenebrosa figura.
Uns acham que as afirmações racistas e as bacoradas históricas do dito
artigo (já referidas por vários intervenientes e por nós próprios em post anterior) foram um mero lapso ou uma mera provocação, como se o que ela
escreveu nesse artigo não fosse o corolário lógico de todo o pensamento
politico, intelectualmente “bem” elaborado, de Bonifácio, revelado aliás noutras intervenções
públicas em artigos de opinião ou em debates televisivos.
De facto, Fátima Bonifácio sabe o que escreveu e concorda com o que
escreveu, não foi um simples lapso. Dizer que ela não queria escrever o que
escreveu é mesmo um atentado contra a reconhecida inteligência da dita “catedrática”.
Pelo menos reconheça-se a coragem de Fátima Bonifácio, coragem que não abunda
muito entre os seus apaniguados e seguidores que, lá no fundo, concordam com o
que ela escreveu, e o dizem nos bastidores, mas nãos se atrevem a escrevê-lo o
dize-lo em público.
Outra forma de “limpar o fundo” da porcaria de Fátima Bonifácio é
desviar a atenção do conteúdo daquele artigo.
Que o objectivo era nobre, dizem, o de questionar a questão da quotas e
que aquela afirmações racistas foram um mero berloque a “enfeitar” a “intenção”
principal do mesmo artigo.
Claro que, também nós questionamos a questão das quotas, embora se deve
reconhecer que, em certas circunstâncias é a única forma de combater o
preconceito, seja ele de género ou de “raça”. Toda a gente sabe que, em mais de
90% dos casos, se se apresentarem um cigano, um negro e um branco, em igualdade
de circunstâncias de formação, sociais e económicas, para concorrerem a um
emprego, a um lugar na Universidade ou a um simples aluguer de casa, e havendo
lugar apenas para um, o branco é o escolhido.
Nesse tipo de situações parece-me que se justifica a imposição de um
sistema de quotas.
Já noutra situação, onde apareça um branco com melhor nota e maior
experiência, concorrendo contra outros brancos, ou negros, ou ciganos, ou
mulheres, apresentando estes menor
formação ou experiência, o sistema de quotas torna-se injusto.
Ao contrário daqueles que desviam a atenção para a temática das quotas
no dito artigo, o racismo revelado por Bonifácio não foi um assunto secundário.
Para nós a questão das quotas é que foi pretexto para as afirmações boçais e
racistas da dita “catedrática”.
Outros desviam a discussão para a questão da liberdade de opinião,
mesmo quando esta é abjecta (leia-se, a propósito, AQUI a forma, meio irónica, como o insuspeito Pedro Marques Lopes desmascara esta situação, nas páginas do Diário de Notícias deste fim-de-semana).
Claro que afirmações boçais, racistas e ignorantes como as de Fátima
Bonifácio são o preço a apagar pela liberdade de informação.
Mas Fátima Bonifácio tem lugar cativo em colunas de opinião e em
debates televisivos devido ao seu “prestígio” como historiadora e, neste
artigo, Fátima Bonifácio atropelou os mais elementares princípios da sua profissão,
deturpando a própria História da Declaração dos Direitos do Homem, do
Cristianismo e da Civilização Ocidental.
(As "Boas" companhias de Fátima Bonifácio)
Se era o seu prestígio como historiadora que lhe deu lugar como “fazedora”
de opinião, o artigo em causa borrou toda a pintura e a suas opiniões não podem
ter, a partir de agora, mais peso e importância que os mais reles argumentos
que pululam nas redes sociais, estando ao nível de um Trump ou de um Bolsonero….a
menos que a própria se venha retratar das ditas afirmações!
Mas, se Maria de Fátima Bonifácio tem o “direito” (discutível, basta ler
a lei de imprensa, a Constituição Portuguesa, a legislação sobre o assunto ou mesmo a Declaração Universal dos Direitos do Homem) de
ofender comunidades inteiras, porque é que reagir às opiniões da dita senhora
passa a ser uma “condenável acto de ataque pessoal” ou uma tentativa de atentar
contra ao direito de opinião?
Ou seja, umas opiniões têm o direito de se exprimir, outras não passam
de “linchamentos públicos” de uma alta dignatária da Universidade Portuguesa.
Se há um discurso que legitima linchamentos públicos de minorias é o de Maria de
Fátima Bonifácio.
sexta-feira, 19 de julho de 2019
quarta-feira, 17 de julho de 2019
: A Banda desenhada na Conquista da Lua.
BêDêZine: A Banda desenhada na Conquista da Lua.: A aventura espacial foi ao longo do tempo, muito antes da chegada do homem à Lua, tema explorado por vários autores de Banda Desenhada, com destaque para as aventuras de Tintin ...(ver mais clicar no inicio).
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terça-feira, 16 de julho de 2019
No cinquentenário da Conquista da Lua
Há 50 anos, em 16 de Julho de 1969, era lançado no espaço o Apollo 11 a caminho da
Lua.
Poucos dias depois, às 20 horas
e 17 minutos, hora de Greenwich do domingo 20 de Julho de 1969 o módulo lunar Eagle
pousava no Mar da Tranquilidade.
Já passavam das 3 horas da madrugada de 2ª feira dia 22 (ainda 21 nos
Estados Unidos) quando se abriu a escotilha para que Neil Armstrong descesse e
se tornasse o primeiro homem a pisar a Lua, onde proferiu a célebre frase, “um
pequeno passo para o homem, um grande passo para a humanidade”. Minutos depois
era a vez de Buz Aldrin sair, enquanto Michael Collins tinha ficado na posição
mais ingrata do “retrato histórico”, aguardando o regresso dos seus
companheiros na nave que levaria todos de regresso a Terra.
Pertenço a uma das últimas gerações que acompanhou com entusiasmo e
esperança a grande epopeia da Conquista do Espaço, aquela que foi talvez a
única aventura humana possível, antes da afirmação do sistema neoliberal que
começou a destruir o sonho, este e todos os outros, submetendo tudo ao lucro e
aos resultados imediatos.
Nasci um ano antes do lançamento do primeiro Sputnicks, feito que
iniciou a corrida ao Espaço e ocorrido em 1957.
Alguns anos depois tive oportunidade, numa visita a Moscovo, de olhar,
ao longe para um desses Sputnicks, num museu aeronáutico, infelizmente fechado,
mas podendo-se vislumbrar através de uma fresta aberta de um gigantesco hangar,
que guardava as relíquias do contributo soviético para a conquista do espaço.
Era uma pequena bola de metal, rodeada de antenas…
Lembro-me bem de andarmos todos de nariz no ar à procura de Sputnicks…
Hoje, no mundo, ninguém com menos de 55 anos , de certeza com menos de
50 anos, tem qualquer recordação de assistir em directo à chegada de um homem à
Lua, pois a última visita ao nosso satélite teve lugar em Dezembro de 1972, com
a viagem do Apollo 17. Os poucos astronautas sobreviventes, dos 14 que pisaram
a Lua, têm todos mais de 80 anos e em breve, não haverá um único homem vivo que
tenha pisado outro planeta.
Lembro-me de, em miúdo, de seguir com entusiasmo cada emissão
televisiva, a preto e branco, que transmitia as várias missões que antecederam
a chegada à Lua. Escusado será dizer que a nossa televisão apenas cobria o lado
norte-americano da aventura, escamoteando o que se passava do aldo soviético.
Naquela madrugada fui acordado pelo meu pai para acompanhar o momento
histórico, embora só tenha ido a tempo de ver a descida de Aldrin, enquanto
Armstrong já caminhava pela superfície lunar há vários minutos. Imagens
inesquecíveis para um puto de 13 anos!
Os astronautas eram os heróis da minha infância e uma das nossas
brincadeiras preferidas era imitar as viagens espaciais, onde os astronautas
eram as tampinhas dos refrigerantes e os foguetões eram as caixas de fósforos
ou, com um bocadinho de sorte, as caixas em metal de comprimidos, que davam um
ar mais realista à coisa, enquanto a Lua era o armário mais alto lá de casa.
Depois havia os mais sofisticados, como o meu amigo Carilho, futuro
mágico profissional e hoje responsável pela programação dos espectáculos de
circo nos Coliseu de Lisboa e do Porto.
Os seus “astronautas”, as tais “caricas” (as tampinhas de
refrigerantes), eram envolvidas na “prata” que cobria os chocolates, metidas
numa caixa de metal, levadas ao lume num bico de fogão, durante um tempo
preciso, para simular o aquecimento da reentrada na atmosfera e depois, se a “carica”
não viesse chamuscada, era “recebida” com “pompa e circunstância” e em “festa”
pelas restantes “caricas” da sua colecção (cada um de nós tinha um país de “caricas”).
Se, pelo contrário, estivesse chamuscada, a missão tinha “fracassado” e
procedia-se ao funeral do “astronauta”, com a mesma pompa, acabando no
cemitério, o telhado da sua casa.
Há quem compare a aventura da Conquista do Espaço coma as viagens dos
descobrimentos.
Foi como uma grande aventura para a humanidade que a minha geração e as
mais velhas encararam esses acontecimentos, seguidos avidamente nas páginas dos
jornais e tema de discussão às mesas dos cafés.
Era, à época, uma quase impossibilidade, um feito tão irreal como viajar
no tempo, conquistar a imortalidade , descobrir o elixir da eterna juventude ou
encontrar extraterrestres, que levou até
à ignorância de muitos que ainda hoje colocam em causa a verdade desse feito,
porque continuam a não ver para além do próprio nariz.
Um feito mais extraordinário, se tivermos em conta o tipo de tecnologia
de então. Muitos de nós não nos atreveríamos hoje a sair à rua se apenas dispuséssemos
da tecnologia ao dispor desses astronautas.
Nos tempos actuais, a aventura e o risco que a mesma acarreta,
condições essenciais para a evolução da humanidade, deixaram de ser
equacionados. Apenas o resultado e o lucro
imediato passaram a interessar, daí a razão para o século XXI se ter
tornado o século dos grandes retrocessos culturais, civilizacionais ,socias e
até democráticos.
Diz-se que é o sonho que conduz o homem. A humanidade necessita rapidamente
de novos sonhos que a unam e a façam evoluir.
Por agora fiquemo-nos pela evocação desse sonho tornado possível pela
coragem desses homens,( mais do que norte-americanos ou soviéticos, Homens!), na mesma década do Maio de 68 que teve como
lemas frases como “Sejam Realistas, Peçam o Impossível” ou “A Imaginação ao
Poder!”.
Essas desejos cumpriram-se, em parte, com a chegada do Homem à Lua, apenas um ano
depois.
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quinta-feira, 11 de julho de 2019
Benjamin Rabier em Portugal
BêDêZine: Benjamin Rabier em Portugal: Benjamin Rabier, conhecido ilustrador francês e um dos pioneiro da Banda Desenhada francesa tem uma exposição a decorrer em Lisboa, até 15 de Setembro. no museu Bordalo Pinheiro, com os esboços e as gravuras originais que ilustraram o livro de Aquilino Ribeiro "O Romance da Raposa" (ler mais clicando em cima).
terça-feira, 9 de julho de 2019
Vivam todos os anónimos “João Félix” deste país!
Nos últimos dias, quase sempre que abro a televisão par ver as notícias
tenho de gramar com minutos infindáveis a ouvir falar da transferência do jovem
jogador de futebol João Félix para o Atlético de Madrid.
Não nego as qualidades de tão
jovem jogador, também ele vitima da orgia mediática à volta da sua
personalidade.
Mas, que raio, não existem notícias mais importantes para debater,
abrir telejornais, ocupar páginas de jornais ou o valioso espaço da comunicação
social, do que uma transferência milionária?
Em que é que um jovem jogador de futebol de topo é mais importante do
que um jovem desportista que ganha medalhas noutras modalidades em torneios
internacionais?
E em que é que um jovem jogador de futebol é mais importante do que muitos
jovens artistas, cientistas, investigadores, profissionais ou empresários que
se destacam por cá e por esse mundo fora, na inovação, criatividade e originalidade,
nessas várias áreas da actividade e no conhecimento humano?
A não ser que seja pelos valores envolvidos, valores aos quais nenhum
outro jovem que se destaque em qualquer das actividades acima referidas sonha
algum dia almejar.
A culpa não é de João Félix, um jovem jogador de futebol realmente
talentoso.
A culpa do destaque dado quase exclusivamente a uma actividade e a um
desporto como o futebol, é de uma comunicação social medíocre, rendida ao
fascínio pelo dinheiro envolvido nesse desporto e preguiçosa a investigar ou
divulgar novas realidades.
Se houvesse verdadeiro jornalismo, aquilo que a comunicação social devia estar a fazer há
muito tempo era investigar a origem do dinheiro envolvido em transferências
milionárias.
Se houvesse verdadeiro jornalismo, aquilo que essa mesma comunicação
social estava a fazer era explicar-nos porque é que que um jovem e talentoso
jogador de futebol ganha num ano aquilo que nem um prémio Nobel vai ganhar numa
vida.
É caso para dizer, que vivam os “João Félix” anónimos deste país que,
todos os dias, trazem bons resultados desportivos, noutras modalidades que não
o futebol profissional, produzem riqueza
e inovação, criam arte, fazem descobertas científicas fundamentais para a
melhoria da vida de todos nós, trabalhando em condições precárias e, muitas vezes, com salários miseráveis, muitas vezes , até, gratuitamente.
Estes, como dizia Brecht, são os imprescindíveis, mesmo se continuam
anónimos.
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segunda-feira, 8 de julho de 2019
O “Fascismo Difuso” de Maria de Fátima Bonifácio.
(fonte: Jornal de Negócios)
Lemos, e não
acreditámos, mesmo que já estejamos habituados à agressividade retórica,
herdada do seu passado maoista, da principal ideóloga do neoconservadorismo
indígena, a historiadora Maria de Fátima Bonifácio.
Essa historiadora,
especialista no estudo do século XIX português, ultimamente trasvestida em
comentadora politica, lidera uma miríade de historiadores (como Rui Ramos) que usam os seus conhecimentos, cultura e inteligência para servir a propaganda
retrograda do neoconservadorismo nacional.
Partindo da discussão
sobre um tema pertinente, e que merece ser analisado, a proposta, com alguns
laivos demagógicos, do sociólogo e secretário do Partido Socialista Rui Pena
Pires, sobre a necessidade de descriminar positivamente as minorias
étnico-raciais portuguesas, a historiadora, nas páginas do jornal Público, no passado Sábado dia 6 de Julho, deixa-se levar pelo entusiasmo da sua retórica
neoconservadora e escreve alguns dos mais lamentáveis e abjectos parágrafo de teor
racista que nos foi dado a ler nas páginas de um jornal dito de “referência”.
Fátima Bonifácio,
exibindo toda a esplendorosa retórica da sua “superioridade moral” cristã, “europeia”
e “ocidental” ,escreve vários disparates
eivados de abusivas generalizações, ignorantes, intolerantes e falaciosas.
Contestando a
comparação que Pena Pires faz entre o efeito conseguido com a imposição, por
decreto, da igualdade e paridade de género e a que se pode conseguir tomando o
mesmo tipo de medidas em relação à igualdade étnico-racial, Fátima Bonifácio considera
essa comparação falaciosa porque as mulheres “partilham, de um modo geral, as
mesmas crenças religiosas e os mesmos valores morais” (!!???).
E continua: as
mulheres “fazem parte de uma entidade civilizacional e cultural milenária que
dá pelo nome de Cristandade. Ora isso não se aplica a africanos nem a ciganos”
(sic).
Ou seja, a historiadora
Fátima Bonifácio ignora que em África existem quase tantos cristãos como na
Europa e que, ao contrário da Europa, a África é um dos continentes, juntamente
com o asiático, onde o cristianismo mais tem crescido.
Também desconhece que,
se existe grupos étnico que abraça com fé redobrada o cristianismo é o “povo”
cigano.
E quanto à
superioridade “civilizacional e cultural” do cristianismo, é melhor não
revolver muito nos manuais de história!!!
Mas Fátima Bonifácio
não se fica por aí, no seu entusiasmo javardo pela exibição esplendorosa da sua “superioridade moral”.
Para ela, nem
africanos nem ciganos “descendem dos Direitos Universais do Homem decretados
pela Grande revolução Francesa de 1789”, ou seja, os tais Direitos Universais
não se devem aplicar… a todos os Homens.
Tão edificante prosa
continua pelas restantes linhas e parágrafos de tão abjecto artigo, digno de
qualquer colonialista do século XIX, século onde Fátima Bonifácio parece ter
parado no tempo, ou de qualquer discurso fascista ou nazi do século XX,
bastando trocar “negro” e “cigano” por “judeu”.
É este “fascismo
difuso”, hoje renascido das cinzas da crise civilizacional em que mergulhámos
desde o inicio deste século XXI, que alimenta a retórica de tais “comentadores”
que povoam cada vez mais o espaço comunicacional português, onde se destacam
figuras com a dimensão de uma Maria de Fátima Bonifácio.
Esse discurso e a
retórica neoconservadores são a adaptações actualizada do discurso racista do fascismo histórico.
A divulgação do
ideário fascista beneficia mesmo dessa ambiguidade pragmática que torna difícil
fixar aquele modelo politico.
Mas não tenhamos
duvidas. Os ideólogos do nazismo, do fascismo e do salazarismo do século XX também
eram pessoas cultas, inteligentes, “civilizadas”, “educadas”, de “bom gosto” e
muito “católicas”, tal como o são hoje figuras como Fátima Bonifácio ou Rui
Ramos.
Vale a pena ouvir a crónica de Paulo Moura, lida hoje na Antena 1 no "Fio da Meada", sobre "como conhecer um fascista". Também recomendo AQUI a leitura da crónica de Rui Tavares, onde analisa o mesmo texto de Fátima Bonifácio.
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sábado, 6 de julho de 2019
sexta-feira, 5 de julho de 2019
O Saco de Cavaco.
Para quem acreditava que “Cavaco Silva” e “Corupção” não podiam
aparecer numa mesma frase, aí está a reportagem da revista Sábado desta semana
para desmontar essa crença.
Pessoalmente só me surpreende que tal nunca tivesse vindo à luz do dia
até hoje, até porque, casos como o do BPN, já demonstravam que havia algum fumo por
detrás da aparente sorte de Cavaco se ter escapado ao colapso do Banco dos
seus amigos.
Agora o caso envolve o extinto BES, e um esquema de corrupção para financiar
as candidaturas de Cavaco.
Só se surpreende com a notícia
quem nunca percebeu que o próprio “cavaquismo” é o “sistema” que está por
detrás dos imensos esquemas de corrupção que envolvem conhecidos políticos do “centrão”,
sendo Sócrates o elo mais fraco, “mera” ponta do iceberg.
Desde os tempos de Cavaco que foi uma festança com fundos europeus,
negociatas na construção civil, esquemas de compadrio nas privatizações, pornográfica
mistura entre o mundo da alta finança e o mundo da politica, com o resultado
que está à vista.
Só se espera que, mais uma vez, Cavaco não consiga escapar entre os
pingos da chuva da corrupção que conduziu os portugueses à situação actual.
Aguardam-se cenas dos próximos capítulos.
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Sábado
quinta-feira, 4 de julho de 2019
O Regresso dos “Mortos Vivos”
Passos Coelho voltou a aparecer em Público, para continuara a
anunciar a vinda do Diabo, desta vez num
encontro em Leiria promovido por uma dessas organizações tenebrosas que
procuram manter viva a chama da austeridade e o combate aos direitos sociais.
Chama-se essa organização “Fórum para a Competitividade” e é liderada por
aquele que foi, até hoje, o mais reaccionário e retrógrado dirigente das
associações patronais portuguesas, Ferraz da Costa.
Ainda recentemente, numa entrevista ao jornal I, Ferraz da Costa
acusava os portugueses de não quererem trabalhar e tem defendido a redução dos
salários e o aumento do horário de trabalho, embora não se conheça qualquer
actividade laboral desse líder de uma das mais retrógradas e reaccionárias associações
patronais, o tal Fórum para a Competitividade, a não ser que herdou uma
importante empresa farmacêutica que lhe garante os rendimentos pessoais, esses
sim, muito acima das possibilidade da maioria do trabalhadores portugueses.
Grande defensor do trabalho da Troika em Portugal, não admira que tal
organização convide para os seus eventos Passos Coelho, que assim tem
oportunidade de renascer das cinzas, agora de barba, provavelmente para que os portugueses
se esqueçam do rosto de quem os andou a tramar nos anos da Troika e a salvar
gente como o sr. Ferraz da Costa.
O discurso de Passos Coelho nesse encontro foi hoje desmontado
eficazmente pelo jornalista Nicolau Santos na sua crónica da antena 1, que vale
a pena ser ouvido aqui:
A oportunidade do momento não é mera coincidência e enquadra-se nas actuais mudanças de liderança na União Europeia, marcadas pelo regresso dos defensores do discurso “austoritário” e pelos rostos da Troika.
Já percebemos que Passos Coelho espreita uma nova oportunidade para voltar ao poder, esperando apenas um grande desastre da Direita nas próximas legislativas para aparecer como “salvador”.
Também já percebemos que, com Passos Coelho, só podemos esperar mais do mesmo, e , pelo menos, estas esporádicas e cirúrgicas aparições públicas de tal criatura servem para ficarmos a saber o que podemos esperar dele e dos seus amigos do Fórum para a Competitividade, se algum dia voltarem ao poder (Lagarto!Lagarto!Lagarto!!!!)….
Afinal o tal Diabo tem um rosto...o de Passos Coelho!
Afinal o tal Diabo tem um rosto...o de Passos Coelho!
quarta-feira, 3 de julho de 2019
Liderança da União Europeia – de “Mao” a…”Piao”!!!
(Autor: Arend Van Dam/ Political Cartoon)
Parece que os burocratas do “politburo de Bruxelas” não perceberam a
mensagem das urnas e insistem em decidir à revelia da vontade dos seus cidadãos
e mesmo contra estes.
Em vez de apresentarem candidatos aos lugares cimeiros que
representassem sinais de mudança nas políticas de austeridade e nas politicas
de destruição de direitos socias, para combater o crescimento do populismo e
aproximar os cidadãos do projecto europeu, o “politburo de Bruxelas” apostou mais
uma vez numa combinação entre cinzentismo e continuidade, reforçando o pilar
“austoritário”.
O Conselho Europeu impôs mais uma vez um modelo de escolha de
lideranças que não se mostra muito diferente do velho “centralismo democrático”
de tipo “comunista”, impondo-se ao único órgão democraticamente legitimo, o
Parlamento Europeu.
Foi uma cedência em toda a linha ao grupo de Visegrado, o das
“democracias iliberais”.
Ursula von der Leyen para presidente da Comissão Europeia representa a
imposição das politicas alemãs para a União Europeia, reforçando a componente
“austoritária” que tão maus resultados deu nos últimos anos (maus resultados
para os cidadãos, mas bons resultados para o corrupto sector financeiro que
domina a Europa, os “donos disto tudo”…), agravado pelo facto de, ao contrário
de Merkel, que aprendeu alguma coisa com a “crise”, aquela política é mais
“papista de que o papa”.
A escolha de Charles Michel, actual primeiro-ministro belga, “liberal”
(seja lá o que isto for), para presidir ao Conselho Europeu é mais uma cedência
ao “establishment” do “politburo de Bruxelas”.
Mas a “cereja no topo do bolo” é a nomeação da nossa bem conhecida
Christian Lagarde, um dos rostos da “nossa” Troika de triste memória, para a
presidência do Banco Central Europeu.
Para “amenizar” tentam vender-nos a mensagem “politicamente correcta”
de dois desses cargos serem, pela primeira vez, ocupados por mulheres, como se
o género anulasse a ideologia ou as politicas.
Não é o uso de “sais” que altera as politicas e, neste caso, como em
muitos outros, “elas” chegam a esses lugares cimeiros porque se comportam …
como “homens”.
Ou seja, embora ainda não esteja tudo definido, é caso para dizer que,
na Europa, mudámos de “Mao” para “Piao”, ou, em bom português, de “cavalo para
Burro” (ou “burra”, para não ofender o “género”).
Mais um “contributo” para transformar o “caminho” dos populistas de extrema direita …numa
via rápida!
terça-feira, 2 de julho de 2019
A “Casa do Horrores” – O Prédio Coutinho em Viana do Castelo.
O Prédio Coutinho é daqueles horrores que nunca devia ter acontecido em
Portugal.
Infelizmente o Algarve e as grandes cidades de Portugal estão cheias
de horrores parecidos, mas a o Prédio
Coutinho, em Viana do Castelo, destaca-se, pela sua localização e pela sua
excepção naquela bela localidade.
O processo de demolição daquele crime urbanístico arrasta-se nos
tribunais há pelo menos duas décadas, revelador do mau funcionamento dos nossos
tribunais, e da ambiguidade das leis construídas por escritórios de advogados
pagos a peso de ouro pelos contribuintes para gerarem tal tipo de leis.
Seria importante penalizar quem autorizou a construção daquele horror,
que devia ser quem estava no banco dos réus e quem devia pagar o realojamento dos
moradores.
Entre enganados, incautos e
alguns, poucos, oportunistas, que procuram tirar proveito da situação, a vitimização
mediática dos 9 “resistentes” só serve para desviar a atenção da verdadeira
situação.
Ontem fiquei esclarecido sobre de que lado está a razão, quando ouvi
que esses 9 moradores não querem sair daquele edifício horroroso porque acham
que a indemnização de 200 mil euros (DUZENTOS MIL EUROS) ou, em alternativa,
receberem outra moradia na cidade de Viana do Castelo, não lhes chega, porque, “está
abaixo do preço do mercado”.
Pois dei-me ao trabalho de investigar e, no Distrito de Viana do
Castelo, no site Imovirtual, encontrei mais de cinquenta páginas, muito mais de
500 habitações, a preço inferior aos tais 200 mil euros, a média a rondar os
100 mil euros , grande parte T3 e no centro da cidade, mas é possível encontrar
vários T4 e T5 abaixo daquele preço.
Convém recordar que quase outras 300 famílias aceitaram a indemnização
ou a saída para outra casa, o que demonstra que estamos perante um caso de
teimosia oportunista que está a lesar o bem público.
E, já agora, gostava que me explicassem o propósito das bandeiras de
Venezuela!!??
Espero que acabem de vez com aquele horror, até porque teria um poder persuasivo
para outras construções do mesmo género.
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segunda-feira, 1 de julho de 2019
Recordar Mordillo (1932-2019)
BêDêZine: Recordar Mordillo (1932-2019): Faleceu no passado Sábado o conhecido cartoonista argentino Guillermo Mordillo, com 86 anos. (clicar para ler texto bibliográfico)
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