quinta-feira, 10 de maio de 2012

DO PÂNICO AO DISPARATE:Vitor Gaspar: "Eu não minto. Não engano. Não ludibrio" .

 (Fonte - EL Páis: "...Contudo ainda se pode cortar mais alguma coisa")

A Vitória de Holland em França e a derrota dos lacaios locais da srª Merkel na Grécia e na Itália, mais o ataque dos “mercado” à Espanha, andam a por loucos os defensores do modelo de austeridade para a “recuperação” da Europa.
Como baratas tontas, multiplicam-se as declarações da srª Merkel, do Durão Barroso, dos comissários europeus, dos responsáveis pela banca alemã,  do BCE e todos os seus  mercenários da política, da economia e da imprensa, em defesa do actual modelo de austeridade ,em nome da salvação dos especuladores da banca e das finanças, em apoio dos “mercados”, insistindo no aumento da austeridade e do esforço dos cidadãos, dos trabalhadores e dos empresários produtivos para os salvar.
Por cá, o seu máximo representante o nosso ministro das finanças, o inclassificável Gaspar, teve um dia para esquecer:
- entregou um documento orçamental aos seus patrões da burocracia europeia onde assume aquilo que nega cá, ou seja, o aumento ou a manutenção dos altos níveis de desemprego em Portugal nos próximos tempos, resultado que coloca em evidência o falhanço do modelo de austeridade imposto por este governo aos cidadãos que trabalham, produzem e não fogem ao fisco;
- fez previsões de receitas fiscais incomportáveis para os cidadãos, que só poderão ser atingidas aumentando drasticamente os impostos sobre os que ainda têm trabalho (IRS) ou sobre os que produzem fora do circuito da especulação financeira (IRC), sem que se toque nos que fogem para os paraísos fiscais, nos lucros escandalosos da banca e das empresas do PSI 20, ou no combate à corrupção e à fuga aos impostos.
Enfim, tão preocupado em apresentar serviço aos seus patrões, até se esqueceu de entregar o documento no Parlamento, entregando depois, apressadamente, um documento em ….inglês.
O pânico começa a ser evidentes entre os defensores desta austeridade.

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