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terça-feira, 17 de setembro de 2013

...Também eu me esqueci de declarar...DOIS CÊNTIMOS!!!






A MINHA AVENTURA COM AS FINANÇAS


Eu sou daqueles que nunca fugiu ou pensou fugir aos impostos.


Por vezes danava-me com aquilo que me descontavam todos os meses e com as trapalhadas burocráticas para preencher a declaração anual.


Mas sempre defendi que os impostos eram para ser pagos e até que devíamos pagar os mesmos impostos do nórdicos, pois só assim podíamos alcançar um verdadeiro bem estar social.


Infelizmente já não penso tanto assim nos últimos anos, pois as finanças tornaram-se uma espécie de PIDE dos novos tempos, forte com os fracos e fraca com os fortes, perseguindo cada “tostão” em falta, mas deixando escapar milhões para paraísos fiscais.


Por outro lado, apesar de sermos neste momento um país com uma das maiores cargas fiscais da Europa, o cidadãos normal não vislumbra qualquer benefício. Ele é cortes da saúde, na educação e na segurança social.


Ele é a venda ao desbarato de sectores fundamentais para a economia de um país e sentir que todo o dinheiro  que nos sacam dos impostos vai para os especuladores financeiros ou para continuar a ajudar grande sectores privados e  o nível de vida dos parasitários boys que proliferam e se multiplicam nos vários sectores da administração central e das grandes empresas do Estado…


Pois o que se passou comigo este ano é sintomático de umas Finanças com dois pesos e duas medidas.


Para além de outras histórias que já se passaram comigo ou com amigos próximos, esta que vos vou contar raia a paranóia.


Como tinha algumas centenas de euros a declarar de uns trabalhos a recibo verde, este ano tive de preencher o IRS pela internet. Para além da obrigação para quem tinha recibo verde, também se propagandeava que quem o fizesse na net recebia o reembolso mais rapidamente.

Dentro do prazo, e com a ajuda do meu colega Hugo que é de informática, lá preenchi tudo como manda a lei.


Aí um mês depois recebia uma notificação das finanças, naquela linguagem intimidativa e burocrática que nos faz sentir uns perigosos fora-da-lei, dizendo que os valores que tinha declarado como descontos para o IRS, em relação aos valores recebidos por recibo verde, não correspondiam aos declarados.


Lá fui ver o que se passava. Ao principio pensei que a empresa que me tinha pago não havia declarado os descontos. Depois recebi a informação que esses descontos tinham sido feitos.

Lá andei  às voltas com as cópias e os rascunhos da dita declaração e tudo o que detectei foi…uma diferença de…dois cêntimo (DOIS CÊNTIMOS!...SIM ESTÃO A LER BEM…2 Cêntimos…) entre o que declarei e o que de facto paguei.


Lá vou eu a caminho das finanças, perco um dia e meio porque estava tudo numa grande confusão (foi a altura do Imposto Automóvel) e, finalmente consigo ser atendido …diga-se, em abono da verdade, que os funcionários dessa instituição sempre me trataram bem e me ajudaram em qualquer esclarecimento…


Pois bem, fui atendido, lá andou o funcionário às voltas com a minha declaração e não descobria nada… a não ser a tal diferença de …DOIS CÊNTIMOS…!!!!


Disse-me que não havia razão para me preocupar, mas que devia rectificar esse “erro” na minha página das finanças na internet. 


Fi-lo uns dias depois e quando abri a tal página já dizia que a minha situação estava normalizada…resolvi não mexer em mais nada e aguardar o reembolso..


Passou-se o mês de Julho, o mês de Agosto e…quase o mês de Setembro..


Como não recebia nada, hoje resolvi voltar às finanças…voltei a ser muito bem atendido e lá andaram à volta com a minha declaração e voltaram a referir que lá continuava a diferença de DOIS CÊNTIMOS e que, por isso, o reembolso ainda não tinha sido deferido.


Ao que parece, desta vez o assunto está resolvido, vou receber um e-mail das finanças e vou ter de aguardar mais algumas semanas (ou meses?) pelo reembolso. Só não percebi se, no fim de tudo, ainda vou pagar alguma multa..


Só lamento que o zelo pelos DOIS CÊNTIMOS mal declarados não seja igual ao zelo pelos milhões que saem do país para paraísos fiscais (só, em 2010 e 2011 foram mais de 70 mil milhões, o mesmo do empréstimo que colocou o país neste estado e, no último ano, 30 mil milhões, envolvendo 19 das 20 empresas do PSI 20!!!!).


Enfim, é o país que temos… Tanta preocupação como “Tostões” e tanta descontracção com fugas de Milhões!!!.


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

11 de Setembro de 1973: No Dia do "Nascimento" do Neoliberalismo: Cuarenta años del golpe neoliberal en Chile

Novas revelações: "El golpe de estado de Chile ha sido poco menos que perfecto"

Foi Há 40 anos - Chile - 11 de Setembro de 1973.


Passam hoje 40 anos sobre o sanguinário golpe de Pinochet, que impôs uma das mais violentas ditaduras militares pós-guerra, que durou 15 anos.

O Chile era então uma das mais longas democracias da América Latina e era governada por um governo de esquerda, presidido pelo socialista Salvador Allende.
Logo nos primeiros três meses foram assassinados mais de 1500 civis.

Ao longo da ditadura foram assassinados 3200 civis, mais de 35 mil conheceram a tortura e 200 mil, 2% da população chilena, escolheram o caminho do exilio.

Entre os mortos mais conhecidos, contam-se o musico Victo Jara, barbaramente torturado até à morte, e o assassinato no exilio, do general , fiel á democracia, Carlos Prats, na Argentina e, em Washington, de Orlando Letelier, ministro dos negócios estrangeiros do governo socialista deposto.

A morte do poeta Pablo Neruda, 12 dias depois do Golpe de Estado, continua até hoje envolta em mistério, sabendo-se, contudo, que após a sua morte, os militares mandaram queimar os seus livros.

Convém aqui recordar igualmente que a ditadura de Pinochet serviu de cobaia para ensaiar a aplicação das teorias neoliberais da escola de Chicago, presidida por Milton Friedman, grande apoiante da ditadura chilena. O ministro da economia da ditadura, em funções desde 1975, foi um aluno de Friedman e da escola de Chicago, Sérgio de Castro. 

O resultado foi o empobrecimento geral da população e a prosperidades dos grandes grupos econômicos e financeiros.

Ficou igualmente provado que o neoliberalismo prescinde bem dos valores democráticos para se expandir, mostrando as diferenças entre “liberalismo” e “neoliberalismo”, que alguns procuram escamotear (a diferença entre ambos é tão grande como entre social-democracia e stalinismo…).

Hoje o Chile vive em democracia,  mas ainda não se conciliou totalmente com o seu terrível passado recente, herdando o peso da pobreza que atinge mais de 30% da sua população.

Homenagem Ao Chile - Desaparecido - 1982 - Costa Gavras - Película Completa - legendada em Español


terça-feira, 10 de setembro de 2013

ESTES NORUEGUESES DEVEM ESTAR LOUCOS!!!!




O mundo, principalmente o da política, está um lugar cada vez menos recomendável.


Na Noruega, o país que ocupa o primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento Mundial , acaba de correr com os trabalhistas para colocar no poder a direita da srª Erna  Solberg, aliada à extrema-direita do Partido Popular, onde militava o terrorista Anders Breivik.


No poder desde 2005,os trabalhistas, liderados por Jeaans Stoltenberg, que ficou famoso por andar em campanha a guiar incognitamente um táxi pelas ruas Oslo, deixaram o país numa situação ainda mais confortável do que aquela em que o encontraram.


A Noruega é considerado o país mais desenvolvido do mundo, um dos mais ricos, praticamente sem desemprego, sem deficit, com uma economia estável e sólida, uma sociedade culta, e um verdadeiro Estado Social.


Tudo isso se deve, em parte, aos lucros do petróleo, mas fundamentalmente à boa gestão dos seus recursos e à redistribuição equitativa da sua riqueza.


Pois tudo isso vai provavelmente acabar, devido a um acto de pura loucura e irreflectido do seu eleitorado, que não terá medido as consequências da sua votação.


Apesar de ser o partido mais votado, os trabalhistas não conseguem obter uma maioria parlamentar.


Por sua vez a coligação da direita, liderada por Erna, que tem como modelo Margereth Thatcher e Angela Markel, com o apoio da extrema-direita, que aparece de face “lavada” em relação à sua responsabilidade moral nos actos terroristas de há dois anos perpetuados por  Breivik, consegue essa maioria para governar.


Razões para isso? O simples desejo de cumprir a tradição de não manter os mesmos no poder muito tempo, segundo alguns analistas tão perplexos como nós.


Sabendo-se contudo que a srª Erna e o seu partido não concordam com a forma como são preservados para o futuro e geridos os lucros do petróleo, a explicação talvez tenha a haver com o desejo do mundo financeiro em se apropriar de um bem que até aqui tem sido considerado dos noruegueses e das gerações futuras, o mesmo mundo financeiro que consegue meios poderosos de controlar eleições e a comunicação social, como por cá já sabemos, levando as pessoas a tomarem opções disparatadas e perigosas como as deste acto eleitoral.


Será curioso analisar o que vai acontecer aos lucros do petróleo norueguês, aos seu Estado Social e ao emprego, bem como à evolução, nos próximos anos, da posição norueguesa no Índice de desenvolvimento humano.


….pobres noruegueses!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

domingo, 8 de setembro de 2013

UM DIA COM SAPOS BEIRÕES ...

 (Com uma Lumix/Leica, tipo Bridge)

Em três tanques, de tamanho diferente, com quantidades de sapos diferentes, na Quinta do Pendão, em Santa Cruz da Trapa, concelho de S. Pedro do Sul , distrito de Viseu, este Verão.
Infelizmente o material fotográfico que levei não permitiu apanhar os sapos a saltar. 















sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O QUE SE “APRENDE” NUMA UNIVERSIDADE DE VERÃO: “Já alguém perguntou aos 900 mil desempregados de que lhe valeu a Constituição até hoje?” (intervenção do “Professor Doutor” Passos Coelho).



(FONTE: CORVOMANIA)

Para mim, “Universidade” quer dizer universalismo do conhecimento, do saber, da inovação, da tolerância, do debate de ideias e da experiência. Tudo o contrário do que se passa nas chamadas “Universidades” de verão dos Partidos do “arco do poder”.

A fazer fé naquilo que nos foi dado a ler, ouvir e ver pela comunicação social, as tais “Universidades” de Verão não passam de meras acções de lavagem ao cérebro e de propaganda política, onde se debitam as maiores enormidades, no tom mais descontraidamente boçal deste mundo, sobre a política nacional, os adversários políticos e a economia.

Essas “Universidades” de Verão são o fiel retrato da actual geração de políticos que nos governam. 

Para eles a frequência universitária não interessa para adquirir conhecimento e abertura de espírito, mas apenas para adquirir um diploma que lhe dê direito ao título de “SR. Doutor” abrindo assim portas para os negócios do poder, frequentando, se for necessário cursos da “treta” ou obtendo classificações duvidosas, como já é do conhecimento público em relação a alguns políticos. 

Por isso promovem  a mediocridade das “Universidades de Verão” onde os jotazinhos podem fazer o tirocínio de iniciação à carreira política. Para essa gente vai-lhes valer mais no futuro o certificado obtido nessas “Universidades” do que um qualquer doutoramento numa verdadeira e prestigiada Universidade.

A pérola dos “ensinamentos” que se transmitem nessas “Universidades” é a frase em cima citada, da autoria do actual Primeiro-Ministro, um bom exemplo da demagogia e da falta de ética democrática que vigora nesses sítios, sendo absurda pelo modo com mistura alhos com bugalhos , ainda por cima dita pelo responsável máximo pelas políticas que têm potenciado o desemprego em Portugal.

Chamar de “Universidade” a esses “cursos” de propaganda político-partidária é bem revelador do espírito pato-bravista e de novo-riquismo que domina a mentalidade das actuais elites políticas, com o resultado que está à vista.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

OS HERÓIS DE AGOSTO



(FOTO: LUSA)

Ao retomarmos a actividade deste blog, não podíamos deixar de iniciar este novo ciclo com uma referência àqueles que foram os heróis de Agosto, os Bombeiros Portugueses.


Eles foram o exemplo de abnegação, solidariedade e coragem de que este país, devastado pelas chamas e pela política, anda a precisar.


Cinco Bombeiros portugueses pagaram com a vida e muitos outros sofreram ferimentos graves pelo seu esforço para salvarem pessoas e bens e pagaram caro o desleixo de muitos, a mente doentia e criminosa de alguns e a falta de visão de outros tantos em relação à desertificação do país e à (falta de) tratamento adequado da floresta portuguesa.


De realçar o papel do actual ministro da administração interna, incansável em acompanhar os bombeiros nestes dias terríveis, contrastando com o oportunismo político do primeiro-ministro e o silêncio ruidoso do presidente da República.


Quando os fogos terminarem é importante que se faça um balanço da tragédia que se abateu sobre Portugal e se tomem as medidas corajosas que são necessárias para recuperar e cuidar do que resta do nosso sector florestal.


Até lá, manifestemos toda a nossa solidariedade para com os nosso valorosos bombeiros.