Os dias que rolam, numa visão plural, pessoal e parcial de um mundo em rápida mutação. À esquerda, provocador e politicamente incorrecto, mas aberto à diversidade...as Pedras Rolam...
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terça-feira, 16 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
O Respigo da Semana - Baptista Bastos e o PEC
"Resistir é uma forma de combater
"Não há motivação, na sociedade portuguesa, que consiga alterar a inércia em que nos encontramos. Vem aí o PEC e o pouco que do documento sabemos deixa-nos desassossegados, mais desassossegados do que até aqui nos encontrávamos. Sócrates aparece, fala dois minutos, vai embora e lega aos outros a maçada de nos esclarecer. Nenhum dos membros do Governo, de plantão para a funçanata, esclareceu coisa alguma. Fomos sabendo do infortúnio que nos aguarda através dos especialistas em economia. E as informações, repito, são de molde a deixar-nos espavoridos.
"O PEC é uma pouca-vergonha. Um trapo cheio de remendos. Uma negaça mal amanhada, com uns truques pelo meio, como aquele de se proceder a outra fiscalidade a quem aufira, por ano, mais de 150 mil euros. Somos nós quem vai pagar a crise. Nós, o resto, numeroso, dos portugueses para os quais nada se oferece e tudo se tira.
"Toda a nossa vida tem sido um processo de demolição empreendido por este Governo (mas também por outros) que nos fez entrar na mais dolorosa letargia, porque nada nos acena a mais escassa e módica esperança. Sócrates serve-se de nós, com um impudor que raia a esquizofrenia. Qual o conceito que possui de poder? Democrático não é, certamente.
"Este novo golpe do PEC nem sequer lhe mereceu o cuidado de ser explícito, claro, pausado e mobilizador, tendo em conta a brutalidade das propostas. Porém, já nos habituámos a estas manifestações de sobranceria. Os "intocáveis" continuam os mesmos. Os vencimentos sumptuosos talvez apenas sejam atingidos por pequenas amolgadelas. Nós é que vamos pagar tudo. E não somos culpados de nada. Os responsáveis do descalabro a que chegámos ficarão alegremente impunes, nem sequer o ferrete da indignidade nacional (que, em França, depois da guerra, se converteu em figura jurídica) lhes será aplicado. Esta gente faz o que quer, não presta contas (a penalização dos votos é uma rábula consecutiva) e passa à frente.
"Este ciclo político que está moribundo terá continuidade no que se lhe segue. As indicações que temos dizem--nos que os candidatos à chefia do PSD, e um deles putativo candidato a primeiro-ministro, não harmonizam nenhuma ideia, diferente das que até agora têm articulado o nosso pobre destino. É tudo mais do mesmo: privatizações, entregar ao "mercado" a solução dos problemas, mesmo quando o "mercado" é o que é e o que nós sabemos, impostos directos ou indirectos - enfim, todo o breviário com que a globalização da economia, cega e surda, sobrecarregou as nossas já atávicas desgraças.
"O Governo Sócrates não presta para nada. Está visto e provado. Mas as ameaças que se seguem fazem temer o pior. Os Governos, perante a abertura dos mercados, tal como as redes de comércio, e as estratégias planetárias das grandes empresas, encontram-se fragilizadíssimos. Todavia foi a inacção da política que permitiu a sobreposição da economia. É preciso entendermos que a nação deixou de ser o quadro simbólico e territorial como anteriormente se conhecia. Não mandamos em nada do que julgávamos nosso. Porque também é preciso compreender que a zona a que chamávamos "pátria" não nos pertencia: era propriedade dos grandes cavalheiros da indústria, dos latifundiários e de um ou dois grupos financeiros. Quando apelam à nossa colaboração (nos sacrifícios económicos como nas guerras e em outras manifestações de falsa posse) apelam que façamos a defesa daquilo que nos não pertence.
"O que, neste momento, é de nós exigido, melhor: que nos é rudemente imposto por um Governo, dito, mentirosamente, de "socialista", faz parte do discurso do poder quando o poder se sente cercado. Deixámos, há muitos anos, de proceder de fontes directamente culturais e de valores que haviam instituído uma certa maneira de viver. Este Governo e os que o antecederam (sublinhando a calamitosa herança de Durão Barroso e o intermezzo cómico de Santana Lopes) depredaram o que ainda existia (a década cavaquista foi o prelúdio à fatalidade) de sentimento de comunidade, de laços afectivos de solidariedade e de "presença." Todos os políticos nomeados estavam desprovidos de sentido cultural e, em muitos casos, manifestavam liminar ignorância. Recordo-me de, certa vez, conversando, com Eduardo Prado Coelho, sobre Durão Barroso, com quem ele simpatizava, o meu amigo, como que a defendê-lo, disse: "Mas olha: é leitor de Maria Gabriela Llansol." Fiquei calado de espanto.
"Estas minhas inquietações e, amiudadas vezes, a veemência com que defendo ideias, não é de agora. Vem de muito longe. Desse imperativo que sempre me impeliu a criticar posições de recuo e de fechamento, sobretudo em relação àqueles, politicamente com responsabilidades histórica, que traíram os testamentos e espezinharam sonhos e esperanças.
"No entanto, vale a pena acreditar porque vale a pena resistir: resistir é uma forma de combater".
BAPTISTA BASTOS, In Jornal de Negócios de 12 de Março 2010
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sexta-feira, 12 de março de 2010
Eu e o PSD
Nunca votei nem penso votar no PSD e, ideologicamente, encontro-me nos antípodas desse partido.
De qualquer modo tenho respeito por alguns dos seus políticos e não sou indiferente ao que se passa no seio desse partido, pois, como cidadão, e vivendo num país onde vigora o rotativismo partidário, e porque, muito provavelmente, esse partido voltará em breve a ser poder, preocupo-me com as suas ideias politicas e com a escolha dos seus dirigentes, pois elas terão influencia no dia a dia de cada um de nós.
Por tudo isso atrevo-me a tecer algumas considerações sobre os candidatos que, no terreno, disputam a liderança desse partido, pois, muito provavelmente, o vencedor vai ser o próximo primeiro-ministro do nosso país.
Não me parecendo que a candidatura bem intencionada de Castanheira Barros tenha hipóteses, restam na corrida as três candidaturas mais fortes, Aguiar Branco, Paulo Rangel e Passos Coelho.
Qualquer um deles tem logo a vantagem, em relação à liderança política do PS, de serem pessoas com percursos pessoais que vão para lá da vida político-partidária, de quem não se conhece qualquer envolvimento nos casos de corrupção (de valores ou legais) que têm vindo ao conhecimento público e nos quais está envolvida a liderança “socialista”.
Contudo entre eles existem diferenças que é importante ter em conta.
Aguiar Branco é, não só o mais credível e simpático dos três candidatos, como o representante da ala “social-democrata” do partido, o que só por si já seria suficiente para colocar o PSD à esquerda deste PS.
Há ainda outro aspecto que, quanto a mim, é positivo nessa candidatura, que é a serenidade firme e coerente desse político. E o país, depois do “furacão” José Sócrates precisa de um primeiro-ministro que traga alguma serenidade à vida política nacional.
Contudo, o seu perfil não corresponderá ao perfil neo-liberal dos barões e dos populista das bases, que são as tendências maioritárias nesse partido.
De facto, Paulo Rangel é o principal representante da facção populista do partido, embora lhe reconheça qualidades políticas de liderança. Tem a seu favor a agressividade da sua postura, a melhor atitude para enfrentar a boçalidade autoritária de José Sócrates. Tem contra si a imagem de incoerência de ter dado o dito pelo não dito em relação à sua candidatura e o facto de estar muito colado à actual direcção do partido.
Por sua vez Pedro Passos Coelho, que aparece com o candidato melhor posicionado é um fanático neo-liberal, bem pior que José Sócrates. A sua eleição seria a garantia de continuidade, para pior, do pior do “socratismo”. Ao que parece, as suas “ideias”(!) entusiasmam muitos jornalistas e comentadores do regime.
… A não ser que surja uma surpresa este fim-de-semana em Mafra. Uma “surpresa” que só teria consequências se se chamasse Marcelo Rebelo de Sousa. Este era o único que conseguiria unir as três tendências do partido e cativar eleitores que tradicionalmente não votam no PSD.
A expectativa é grande face à crescente descredibilização do poder “socrático” e à urgência em arrumar a casa no maior partido da oposição…
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quinta-feira, 11 de março de 2010
Os mais antigos Jornais Republicanos disponíveis on-line
Foram colocados on-line pela Biblioteca Nacional os mais antigos jornais portugueses, onde se defende a República.
Trata-se de um conjunto de panfletos e periódicos clandestinos, datados de 1848, e que surgiram na sequência do radicalismo crescente de sectores liberais derotados na Patuleia.
Têm como títulos "A Alvorada", "É Tarde", "O Regenerador", "O Republicano", "A Fraternidade" e "A República", e podem ser consultados AQUI.
Trata-se de um conjunto de panfletos e periódicos clandestinos, datados de 1848, e que surgiram na sequência do radicalismo crescente de sectores liberais derotados na Patuleia.
Têm como títulos "A Alvorada", "É Tarde", "O Regenerador", "O Republicano", "A Fraternidade" e "A República", e podem ser consultados AQUI.
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A intrusão do poder económico no poder político preocupa José Gil
A notícia pode ler-se no site informativo da RTP:
"O crescente peso da economia global está a provocar um movimento de “erosão da democracia”, com reflexo na governação dos Estados ao ponto de interferir nas políticas nacionais, sustenta o filósofo José Gil, que está a proferir a última lição na Universidade Nova de Lisboa, onde lecciona há 29 anos. Em Portugal, acresce o facto de não existir espaço público, enquanto comunidade formadora.José Gil refere erosão da democracia e ausência de espaço público
"Há uma intrusão cada vez maior dos interesses económicos", "de tal maneira que a política e os princípios democráticos têm cada vez menos força face à economia", explica José Gil, em entrevista à Lusa. Além da força política, também a autonomia da acção política está diminuída face à economia. "Em campos decisivos já não pode tomar decisões que vão contra os imperativos da globalização", acrescenta para a TSF.
"Sem duvidar que Portugal "é um país livre na sua expressão democrática", o filósofo nota que a democracia não se limita a eleições e que o sentido de voto é "condicionado pela economia, pela maneira como as campanhas eleitorais se fazem, pela maneira como é representado o povo".
"(...)
"Identificando fragilidades nos sistemas da Justiça e da Educação, que colocam em causa a convicção nas instituições, José Gil atalha ao diário [de notícias]: "Portugal está a abdicar da exigência democrática. Não há um esforço para pensar em alternativas além dos paradigmas reformistas vigentes".
"Há um movimento de tomada de consciência de uma espécie de injustiça da sociedade, história e da governação que não pode ser outra porque não há alternativa", admitindo Gil que uma das consequências seja o aumento de contestação social. "A situação tornou-se tão precária que já não se protesta ou quando se protesta não se tem resposta e resignam-se", adiantou José Gil.
"Se os movimentos de revolta podem estimular "a investigação do pensamento", como forma de superar "a via única" da globalização; por outro lado "quando uma sociedade começa a não acreditar na Justiça, isto pode dar muita coisa má".
"Ausência de espaço público
"Para tema da última aula na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, José Gil escolheu "A Formação da Linguagem Artística e a Filosofia". O tema está em estreita ligação com o do espaço público, que o filósofo entende não existir.
"É uma coisa confrangedora como é que em Portugal as pessoas pensam sempre sozinhas", uma situação comum à comunidade artística e filosófica. Segundo o filósofo, é resultado da "não pertinência da arte para a nossa vida" em Portugal.
Com isto perde-se além da "inteligência que passa no discurso e no comportamento público", uma "inteligência que "só a arte nos dá e que é fundamental" transformada em cultura artística, afirma ao "Público". José Gil elege Paris e Nova Iorque como cidades em que dois meses depois de lá chegar "é-se realmente mais inteligente".
"Na formação da inteligência múltipla, múltipla nas suas expressões, há uma inteligência que só a arte nos dá e que é fundamental (...) Numa cidade inteligente, a arte existe e o discurso artístico atravessa esse espaço independentemente dos interlocutores, atinge as pessoas, incluindo as que não pensam nisso", refere.
Inspirado em Nietzsche, José Gil aponta que em Portugal, domina o "prazer imediato", o dos "pequenos gozadores" sem espiritualidade. A perda "do silêncio" equivale ao fim "da riqueza de percepção", à "transformação do objecto artístico em objecto cultural".
Um pensamento livre e uma lufada de ar fresco que levanta muitas questões , nesta hora de total descalabro do discurso e da acção do poder político e económico, a merecerem, da parte do cidadão comum (e "pagante") uma profunda reflexão sobre a sociedade que se está a construir.
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quarta-feira, 10 de março de 2010
JOAN "SEMPRE" BAEZ
Depois de ter actuado no Porto, Joan Baez dá esta noite um concerto no Coliseu de Lisboa.
Com a lotação já esgotada, a grande cantora folk, ícone dos anos 60, vai mostrar que não envelheceu e se soube adaptar aos novos tempos.
Claro que por lá vão passar as canções de sempre, mas aguardam-se com expectativa as suas versões de temas de Tom Waits e Elvis Costello.
A última vez que Baez esteve em Portugal foi há trinta anos, em Cascais.
Este é um dia de celebração e festa que não vou perder.
Para conhecerem mais da Baez actual, consultem o seu site AQUI
terça-feira, 9 de março de 2010
A Nova Sociedade Socrática
(Fonte: Expresso)
É desta vez que José Sócrates consegue o seu velho sonho de acabar com a classe média.
Um país de pobrezinhos que, em troca de uns miseráveis apoios sociais o aclamem nos actos eleitorais, garantindo-lhe a sobrevivência política necessária para continuar a distribuir benesses aos seus amigos novos-ricos, tipo Vara ou Constâncio, é o grande programa político de José Sócrates.
Um país de pobrezinhos, por um lado, e de grandes fortunas por outro lado, obtidas à custa da distribuição do que resta de empresas públicas aos amigos do costume.
A prazo é essa a imagem social que o país vai ter com este PEC, construído tendo por base a cobardia política desta gente perante as bocas e negociatas das desacreditadas agências de rating e o ódio que nutrem por uma classe média com capacidade crítica e formada com base num trabalho esforçado.
Outra coisa não é de esperar de quem ascendeu socialmente à custa de obscuras negociatas, próprias ou de amigos, de jogadas de bastidores e da "compra" de diplomas.
Pela segunda vez Sócrates enganou os eleitores.
Da priemeira vez, fartos do discurso do "déficit" e do "país de tanga", e perante o desastrado governo de Santana Lopes, o eleitorado deu-lhe a maioria absoluta. Depois foi o que se viu.
Desta última vez, desbaratando o que tinha e o que não tinha para "combater os efeitos da crise", apresentando como solução os grandes investimentos estatais, com falinhas mansas para o funcinalismo público, voltou a ganhar eleições, embora sem maioria absoluta.
Agora, dá o dito pelo não dito, obriga-nos a pagar as ajudas ao sector financeiro, que colocou as finanças públicas na bancarrota, recua nas obras públicas, fazendo o que sempre disse que não fazia e voltou a usar os funcionários públicos como bode expiatório da sua incompetência financeira.
Por quanto tempo mais vamos ter de aturar esta gente?
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segunda-feira, 8 de março de 2010
10 FOTOGRAFIAS PARA O DIA INTERNACIONAL DA MULHER
A Fotógrafa e realizadora Catherine Cabrol pediu a 48 mulheres, vítimas de violência doméstica, que pousassem para a sua objectiva.
O resultado é possível ver numa exposição que vai estar patente ao público no gabinete de Informação francês do Parlamento europeu, sedeado em Paris, patente até ao próximo dia 19 de Março.
Algumas fotografias foram publicadas pelo Libération e podem ser vistas aqui:
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"Estado de Guerra" - 6 , "Avatar" - 3...
“Estado de Guerra” foi o grande vencedor da edição deste ano dos Óscares, levando 6 prémios.
Um dos prémios mais marcantes foi o da realização, atribuída pela primeira vez a uma mulher, o que não deixa de ser significativo que aconteça quando em muitos países já se entrava pelo dia 8 de Março, que comemora hoje o centenário da comemoração do Dia Internacional da Mulher.
Igualmente significativo é o facto dessa realizadora, Kathryn Bigelow seja ex-mulher do realizador James Cameron,o realizador do grande derrotado da noite, o filme “Avatar” que apenas conseguiu três prémios, todos em categorias técnicas.
Não deixa de ser ainda curioso que Sandra Bullock que havia recebido, poucas horas antes, um prémio para a pior artista, numa cerimónia marginal, à qual ela teve o fair-play de comparecer, tenha recebido depois a desejada estatueta de melhor actiz pelo seu desempenho no filme “The Blind Side”.
Eis a lista de vencedores:
Melhor Filme
Estado de Guerra
Melhor Actor
Jeff Bridges - Crazy Heart
Melhor Actriz
Sandra Bullock - The Blind Side
Melhor Realizador
Kathryn Bigelow - The Hurt Locker
Melhor Filme Estrangeiro
El Secreto de Sus Ojos, Argentina
Actor Secundário
Christoph Waltz, Sacanas Sem Lei
Actriz Secundária
Mo'Nique, Precious
Argumento Original
Mark Boal, Estado de Guerra
Argumento Adaptado
Geoffrey Fletcher, Precious
Filme de Animação
Up, Pete Docter
Direcção Artística
Avatar
Melhor Guarda-Roupa
The Young Victoria
Melhor Maquilhagem
Star Treck
Melhor Cinematografia
Avatar
Melhor Documentário
The Cove
Efeitos Visuais
Avatar
Edição de Som
Estado de Guerra
Mistura de Som
Estado de Guerra
Edição de Filme
Estado de Guerra
Banda-sonora Original
Up
Canção Original
The Weary Kind, Crazy Heart
Estes foram alguns dos momentos mais marcantes da noite:
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domingo, 7 de março de 2010
ÓSCARES 2010 -últimos preparativos
Entretanto podem seguir as últimas notícias no site oficial da Academia AQUI.
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Óscares
Em dia de Óscares, um olhar sobre o mundo do cinema por Annie Liebovitz
Annie Liebovitz mostra a Clint Eastwood o seu trabalho, numa fotografia de Kathryn Macleod, da revista Vanity Fair.
Hoje é dia de Óscares.
No grande sistema que é o mundo do cinema norte-americano, este é o grande dia para os amantes da 9ª arte.
Claro que muitas vezes o cinema inovador e até muito daquele que fará história, passa à margem dos Óscares.
São muitos os actores e os realizadores que, fazendo parte da história do cinema, nunca se viram consagrados por esse prémio.
Para além disso, o mundo do cinema não se esgota nesse acto nem no modelo norte-americano que os Óscares consagram.
Contudo, este é um dia sempre aguardado com expectativa por aqueles que amam e vibram com o Cinema.
Recentemente a revista Vanity Fair divulgava, na sua edição on-line, um conjunto de fotografias de Annie Liebovitz consagrada ao mundo do cinema norte americano.
Aqui divulgamos alguns dos trabalhos desse projecto, intitulado "Actores-Directores", uma boa forma de comemorar este "Dia do Cinema".
Danny Boyle e Dev Patel
Darrer Aronofsky e Michel Rourke.
Sam Mendes e Kate Winsley.
Gus Van Sant e Sean Penn.
Penélope Cruz e Woody Allen.
Ron Howard e Tom Hanks.
Nicole Kidmann e Baz Luhmann.
Maryl Streep e Jonh Patrick Shanley.
Cristopher Nolon e uma das últimas fotografias de Heath Ledger.
Clint Eastwood (actor e realizador), na fotografia que Liebovitz lhe mostra no registo do topo.
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sábado, 6 de março de 2010
o jornal francês Liberation prevê o aumento da agitação social em Portugal
Segundo a edição on-line de hoje do jornal francês Libération, o descontentamento social em Portugal vai aumentar nos próximos tempos.
A taxa de desemprego acima dos 10%, a taxa de pobreza nos 20% e o congelamento de salários na Função Pública está na origem desse previsível aumento de descontentamento.
O Libération baseia-se numa entrevista ao investigador de Coimbra Elísio Estanque.
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sexta-feira, 5 de março de 2010
VINTE ANOS DE PÚBLICO
O Público comemora hoje o seu 20º aniversário com uma edição gratuita.
Para além das secções habituais, ao longo das páginas desta edição comemorativa recordam-se algumas das fotografias que fizeram parte da história do jornal.
Vários gráficos comparam a evolução do país e do mundo ao longo destes últimos vinte anos.
O Público nasceu numa década marcada pela esperança, tanto em Portugal como no Mundo. Depois tudo ruiu.
Em Portugal ela foi destruída pela chegada ao poder da geração a que eu infelizmente pertenço, cujas marcas são o oportunismo, o carreirismo, a negociata fácil e a incoerência político-cultural.
Politicamente, em Portugal, esse descalabro foi representado pelos governos de Durão Barroso, de Santana Lopes e, desgraça das desgraças, de José Sócrates.
No mundo, a chegada de George W. Bush, acompanhado por Bin Laden, a outra face da mesma moeda, marcou o descalabro económico-social da moda neo-liberal, secundados por artistas de segunda, com Aznar, Blair ou Berlusconi.
Contudo, a crise actual pode ser também a oportunidade de varrer de vez toda essa gente da frente dos destinos do mundo, como parece estar a acontecer nos Estados Unidos.
Na Europa ainda vivemos sob a liderança de figurinhas como Barroso ou Trichet (agora secundado pelo inenarrável Constâncio), mas, a prazo, se a Europa quiser sair reforçada e inovada neste mundo em mudança, passarão rapidamente ao esquecimento. Felizmente temos um Zapatero ou uma Merkel, que podem ombrear com Obama na construção do mundo e da Europa pós-crise .
Na voragem das transformações, crises, ilusões e desilusões que marcaram estas duas últimas décadas, o Público soube sempre ser um marco de referência nesse mundo turbulento.
Aos jornalistas, colaboradores e gestores do Público desejamos que continuem a revelar capacidade de arriscar e inovar, marcando a diferença tão necessária à nossa comunicação social para recuperar a sua credibilidade.
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quinta-feira, 4 de março de 2010
EM GREVE
Ainda a anunciada greve da função pública não tinha começado e já comentadores costumeiros vinham a terreno tentar desacreditar essa luta.
Podemos discutir a pertinência e a justiça de uma greve, mas não deixa de ser estranho a repetição do tipo de argumentos daqueles que são contra essa forma de luta.
Começam quase sempre por ressalvar que a greve é um direito, para logo de seguida usarem os argumentos mais estapafúrdios contra a mesma.
“Que a greve é uma forma ultrapassada e datada dos anos 70 do século passado”.
Gostava só de saber que tipo de luta alternativa propõem: ocupar o lugar de trabalho? Fazer greve de zelo? Sequestrar os administradores e os patrões? Incendiar carros? (ponham os olhos em França ou na Grécia).
Seria bom que essa gente tivesse consciência que, apesar de tudo, a greve é a única forma de luta não violenta que é possível e legítima em democracia.
Tentar queimá-la junto da opinião pública é convidar à radicalização da luta sindical.
O outro argumento é o de que essa forma de luta está ultrapassada e datada. Mas, quanto a mim, o tipo de modelo económico e social que defendem para os trabalhadores está bem mais ultrapassado, pois assenta em modelos do século… XIX.
Por último vem o argumento da “crise”. Seria bom que explicassem quem a provocou e se estes foram minimamente penalizados. Não se pode continuar a pedir sacrifícios sempre aos mesmos e manter os responsáveis por ela fora desses sacrifícios.
Que exemplo é que pode dar um governo que, em média, viu aumentadas em 13% as despesas de representação? Ou que exemplo pode dar o mesmo governo quando leva uma comitiva de dezenas de empresários numa visita de Estado, com tudo pago pelos nossos impostos? (não bastava um representante das associações empresariais e um Ministro da Economia?) Que exemplo podem dar uma série de empresários, banqueiros , ex-ministros das finanças, quando passam impunes pela crise, sem abdicarem muitos deles de reformas e prémios chorudos, continuando a defender o congelamento ou redução dos parcos salários dos outros?
Deixem os trabalhadores da função pública fazer a sua greve em paz e talvez evitem surpresas desagradáveis no futuro.
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À "Beira" dos Óscares
Aproxima-se o dia do anúncio da atribuição dos Óscares de 2010.
Até lá, podem seguir as informações sobre esse evento nesta página especial do EL Mundo.
Até lá, podem seguir as informações sobre esse evento nesta página especial do EL Mundo.
terça-feira, 2 de março de 2010
Tratar Livros como Chouriços!
O professor da Universidade do Porto Luís Fernandes, na sua crónica de hoje do Público, intitulada “Se conduzir não Leya” chama a atenção para uma notícia, publicada no Jornal de Notícias no passado 9 de Fevereiro, segundo a qual a editora Leya mandou destruir dezenas de milhares de livros.
A notícia do JN referia que dezenas “de milhar de livros da autoria de Jorge de Sena, Eugénio de Andrade, Eduardo Lourenço e Vasco Graça Moura, publicados pela ASA ao longo da última década, foram destruídos recentemente pelo Grupo Leya”
Segundo um ex-editor da ASA que denunciou a situação, em “média, foram destruídos 90% dos livros disponíveis, restando escassas dezenas de exemplares de cada obra.
“Nos 96 títulos atingidos, incluem-se obras marcantes como "Daqui houve nome Portugal", uma antologia de verso e prosa sobre o Porto organizada e prefaciada por Eugénio de Andrade, e "21 retratos do Porto para o século XXI", uma edição comemorativa dos 150 anos da morte de Almeida Garrett que inclui textos, pinturas, desenhos e fotografias de dezenas de autores”.
Ainda segundo Cruz Santos, actual responsável da editora e livraria Modo de Ler, “a medida "é um acto anticultural gravíssimo" e poderia ter sido evitada se a Leya tivesse seguido a sua sugestão de oferecer os livros em causa a escolas, hospitais ou prisões".
É isto que acontece quando a cultura, tal como a educação, a saúde , a comunicação social ou a segurança social, se tornam negócio apetecível, levando a que entrem em jogo os tubarões do mundo financeiro que investem em tudo o que lhes cheire à obtenção de lucros rápidos e chorudos.
Não é pelo amor à arte e à cultura que essa gente se torna proprietária de editoras, livrarias, salas de cinema ou títulos de revistas e jornais.
Hoje investem aqui, amanhã, se o lucro cair, destroem tudo, empregos inclusive, e lançam-se noutros negócios mais lucrativos, talvez no fabrico de enchidos ou no negócio das sucatas.
Alguém dizia que, no tempo da ascensão do nazismo, quem começa por queimar livros acaba a queimar homens.
Hoje, porque isso não é politicamente correcto nem economicamente rentável, essa gente que "governa" a economia deste país “limita-se” a queimar empregos e salários...e livros!
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segunda-feira, 1 de março de 2010
José Reis - Um economista com pensamento próprio.
Finalmente um economista que pensa pela própria cabeça, e que não vive obcecado com números e "déficits".
Vale a pena ler a entrevista publicada hoje no Público com o economista de Coimbra José Reis.
Diz muita coisa que vai contra a maré dos habituais comentadores e economistas de serviço do Prós e Contras e outros espaços da comunicação social.
Essa entrevista, que pode ser lida AQUI, é uma lufada de ar fresco no cinzentismo do pensamento formatado e único que enche grande parte dos espaços do jornalismo económico.
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Petição da Comissão de Socorro aos Presos Políticos.
No ano em que se comemora o 40º aniversário da criação da Comissão de Socorro aos Presos Políticos, foi lançada uma petição com o objectivo de que a actividade dessa asociação, que teve um papel preponderante no apoio aos presos políticos durante o Estado Novo e na denuncia dos crimes desse regime, seja reconhecida pela Assembleia da República.
A petição, subscrita por muitos daqueles que dinamizaram esse movimento ou que dele beneficiaram, entre os quais a minha amiga e conterrânea Maria Lucília Miranda Santos, advogada que esteve sempre na vanguarda da defesa dos presos políticos, tem por objectivo o reconhecimento público e oficial da "relevante intervenção pública" desse movimento.
Essa petição pode ser assinada AQUI.
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