quinta-feira, 6 de julho de 2017

Tancos: “caiu” mais um Canadair?...ou… três perguntas mesmo “estúpidas”!!!


Desculpem a ignorância do “macaco”, um “macaco” que nunca disparou um tiro e cujo único “posto” militar que teve foi o de “reservista”, mas, há três perguntas “estupidas” que me ocorreram sobre o “caso” de Tancos.

Antes de as formular, devo explicar que a razão de as fazer partiu da grande confusão que a comunicação social tem provocado sobre o tema, misturando questões legítimas, com pura propaganda politico ideológica, com o bando “troikista” do “observador” e os “seus” gobelzinhos espalhado um pouco por toda a comunicação social, a liderar a “orquestra”.

Para mim, continuo sem perceber como uma tão grande quantidade de material de guerra desaparece sem deixar um mínimo de rasto.

Continuo sem perceber se o dia 28 de Junho foi o “apenas” dia do assalto ou dia em que se deu o alerta.

As desculpas sobre a falta de videovigilância também não pegam, até porque existem outras formas de vigiar e controlar uma tão grande quantidade de matéria, que, para se deslocar, exige, só por si, uma logística de segurança complexa, ou corre o risco de explodir tudo nas mãos dos “ladrões”.

Se não existia videovigilância no local existe videovigilância em muitos sítios por onde os presumíveis assaltantes passaram com o material.

Não deixa de ser igualmente estranho que os “troikistas” do “Observador” e os seus “agentes” na imprensa de “referência”, estejam a explorar um argumento, que a falta de perspectivas do  passos-coelhismo procura atabalhoadamente aproveitar, segundo o qual, o actual governo, para travar os cortes salarias na função pública e nas pensões e para reduzir os impostos a quem trabalha, teria cortado noutras áreas do Estado, como na defesa e nas forças armadas, apontando a esta situação a tragédia de Pedrogão Grande e o “roubo” de Tancos,   tentando assim fazer esquecer a responsabilidade dos cortes cegos levados a efeito pelo seu “amado” governo troikista , esses sim verdadeiramente desestruturantes  das Funções do Estado e com consequência realmente dramáticas para os cidadãos portugueses, a todos os níveis.

Mas, regressando a Tancos, aí vai a primeira pergunta “estúpida”:

Houve de facto roubo??

…é que, não havendo vestígios assinaláveis, nem rasto do “assalto”, a não ser uma rede “adequadamente” cortada, pode ter acontecido uma “coisa”, muito habitual em esquemas de fraude e corrupção, idêntico ao das “facturas falsas”, ou seja, pura e simplesmente o tal material “roubado” nunca ter entrado em Tancos!!!

Isto é, o material pode ter sido “comprado” e “pago”, mas nunca ter entrado na base, um esquema que não é muito incomum no obscuro mundo do negócio de armamento, ficando alguém com o dinheiro, e/ou as armas, logo à partida.

Segunda pergunta “estúpida”:

… e se o material, a existir, continua em Tancos, noutro lugar ou paiol, à espera que as coisas acalmem para poder sair convenientemente para o circuito clandestino de venda de armamento?

…é que, se há de facto falta de gente para vigiar o paiol, também haverá falta de gente para controlar a arrumação conveniente de um tão vasto material!!!

Terceira e última pergunta “estúpida”.

Esta é quanto a mim a pergunta que devia ser sempre feita, mesmo que não se confirmem as suspeitas das duas primeiras questões:

…afinal, aquele material, “roubado” ou não, é mesmo necessário para as actuais funções e dimensões das nossas forças armadas?

Porque é que aquele material, a existir ou ter existido, estava guardado em paióis e não era usado.

Quem tanto se preocupa com as despesas do Estado, como a malta do Observador e os seus gobelzinhos,  talvez devesse ter começado por aqui, denunciando o grande negócio que se faz à custa da manutenção das forças armadas, investigando quanto do material que é pago por todos nós é mesmo útil, ou, neste caso e noutros, se tudo isto não esconde um grande negócio, que envolve muita gente, do sector financeiro, à classe política, passando pela conivência de altas esferas do poder militar.

E já agora não se fiquem pela “conjuntura”, a que mais interessa à propaganda “troikista” e “anti-geringoncista”. Vão atrás do circuito, legal e/ou ilegal,  de venda de armamento e talvez encontrem resposta para o “roubo”

Isto sim, era verdadeira investigação , mas isso não interessa à propaganda ideológica que manda e domina na nossa comunicação social.

 

 

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