terça-feira, 9 de julho de 2013

O GOVERNO FOI À MISSA...




O governo (ou ex-governo, ou novo ex-governo, ou futuro ex-governo, ou ex-ex-governo????...) foi à missa e ouviu fartos aplausos.

Tudo aconteceu na cerimónia de homenagem ao novo cardeal de Lisboa.

A mim, que não sou crente, faz-me confusão manifestações destas em cerimónias deste tipo, tanto mais que conheço e admiro o homenageado, pouco dado ao folclore da política.

Por isso tudo essa manifestação pareceu-me orquestrada pelo bem oleado sector de agitprop deste governo, que tem na comunicação social, na maioria dos comentadores e nalgumas elites políticas os seus mais fies serventuários.

Ora o homenageado era a D. Manuel Clemente e não o primeiro-ministro ou ao presidente da República.

Manifestações como aquela são tudo menos espontâneas e implicam uma programação bem  organizada.

D. Manuel Clemente não merecia tamanha falta de respeito.

A única compensação disto tudo foi o facto de o homenageado ter conseguido uma ovação bem maior do que as outras duas tristes figurinhas da nossa política.

E já agora, se pensam que têm em D. Manuel Clemente um aliado, é melhor começarem a desenganarem-se. 

Ao contrário dessas figurinhas políticas, D. Manuel Clemente é um homem que está com  o povo e contra as malfeitorias que esses políticos fazem contra os cidadãos e, acima de tudo, um homem culto e progressista.

Em Portugal tem acontecido nos últimos tempos um fenómeno curioso, e diferente do passado: uma hierarquia da Igreja (Bispos e Conferência episcopal) que toma medidas e argumenta contra o capitalismo selvagem (muito na linha do actual papa) e se põe ao lado dos desfavorecidos, enquanto uma certa elite católica (Universidade Católica, Rádio Renascença…) continua na senda do passado, ao lado dos poderosos de sempre.

O que aconteceu nos Jerónimos só aconteceu porque foi essa elite, e não o povo católico, que se manifestou de forma desavergonhada na cerimónia.

Mas não tenham ilusões. D. Manuel Clemente não é um dos vossos.

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