Os dias que rolam, numa visão plural, pessoal e parcial de um mundo em rápida mutação. À esquerda, provocador e politicamente incorrecto, mas aberto à diversidade...as Pedras Rolam...
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terça-feira, 10 de março de 2015
A "aparição" : Cavaco protege Coelho e "designa" sucessor...
Nos últimos dias o Presidente da República tem estado no centro das
atenções.
Por maus motivos, acrescentamos nós.
Por um lado, porque veio romper o seu longo mutismo para vir defender a
sua dama, o mesmo é dizer, o seu querido governo coelhista, procurando
desvalorizar a gravidade da situação fiscal do Primeiro-Ministro.
Ao que parece, para Cavaco Silva, esquecer-se de pagar vários milhares
de euros à segurança social e atrasar-se no pagamento do IRS, ao longo de anos
sucessivos, é algo rotineiro e normal, principalmente quando essa prática é
assumida por um primeiro-ministro seu protegido que andou a apelidar os
portugueses de “piegas” , lançou uma violenta perseguição fiscal aos
portugueses que trabalham e produzem, veio invocar os compromissos com o
corrupto mercado financeiro internacional para justificar a espoliação fiscal
dos portugueses e travou, através dos seus apoiantes políticos, uma proposta
parlamentar que visava impedir que portugueses com dificuldades financeiras
ficassem sem as suas habitações por dívidas ao fisco.
Se alguém tinha dúvidas sobre a parcialidade do mandato de Cavaco Silva
e sobre o seu apoio à austeridade imposta pelo governo, elas ficaram mais uma
vez evidentes.
Mas Cavaco Silva não se ficou por aqui.
Em mais um dos seus actos de mera vaidade pessoal, acaba de editar,
com o dinheiro dos contribuintes, diga-se, o 9º volume da sua “obra”
“Roteiros”, onde reúne as suas inócuas, cabalísticas e literariamente
enfadonhas intervenções políticas, “obra” sempre acompanhada de um prefácio que
não passa de um mal amanhado comentário à situação política portuguesa.
Desta vez o tema é o perfil que ele traça para o seu sucessor. A Coreia
do Norte, a Síria, Cuba ou a Venezuela não fariam melhor.
O perfil traçado faz lembrar aqueles concursos públicos do tempo em que
Cavaco era governante e que fez escola nos anos seguintes, onde os critérios para o perfil de um candidato eram de
tal forma afunilados que apenas faltava colocar à frente o nome do escolhido.
O escolhido de Cavaco, já se percebeu, é Durão Barroso, o “grande
timoneiro” que conduziu a Europa para o desastre, o lambe botas de George Bush,
que abriu caminho à formação do Estado Islâmico, e aquele que tanto contribuiu
para as malfeitorias impostas aos portugueses pela troika. De facto o
“escolhido” tem uma grande experiência de “relações internacionais”.
Não fosse trágico para os portugueses, terem um presidente como este,
num momento destes, candidato ao pior da história de democracia, e tudo isto
não passava de uma grande anedota…
Com gente como esta apenas um grupo profissional continua a ter o
futuro garantido….o dos cartoonistas…
segunda-feira, 9 de março de 2015
UM DOCUMENTÁRIO ALEMÃO DENUNCIA AS ILEGALIDADES E MALFEITORIAS DA TROIKA: Puissante et incontrôlée la troïka Arte 2015 02 24
Depois de ser apresentado numa sala em Berlim, o documentário "Troika: Poder sem Controlo", do jornalista Harald
Schumann, realizado por Árpád Bondy, foi exibido no canal Aere no passado dia 24 de Fevereiro.
Este documentário, juntamente com outras provas das malfeitorias desse Troika, talvez venha a contribuir para, um dia, quando houver justiça e humanidade entre os burocratas da União Europeia, se criar um tribunal internacional para julgar essa gente, os governantes colaboracionistas e os seus executantes, por crimes económicos e sociais contra a humanidade...
Este documentário, juntamente com outras provas das malfeitorias desse Troika, talvez venha a contribuir para, um dia, quando houver justiça e humanidade entre os burocratas da União Europeia, se criar um tribunal internacional para julgar essa gente, os governantes colaboracionistas e os seus executantes, por crimes económicos e sociais contra a humanidade...
O jornalista do Público Paulo Pena, (leiam AQUI a sua reportagem na integra) que acompanhou a estreia do filme, explica como é que este projecto nasceu:
"Ao longo do último ano, Harald, que é um dos mais reconhecidos
jornalistas de investigação alemães, com livros que vendem mais de um milhão de
exemplares, e um outro documentário, sobre bancos, no curriculum, viajou de
Lisboa para Atenas, de Nicósia para Dublin, de Frankfurt para Washington.
Entrevistou mais de 30 pessoas, de Yannis Varoufakis a obscuros burocratas da
troika. Quando começou, a troika não era, como o muro, uma recordação ou uma
cicatriz. Estava em plena actividade.
"Quando, na última semana, terminou a montagem definitiva do
documentário, o Eurogrupo parecia ter declarado o óbito desta associação
informal da Comissão Europeia com o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário
Internacional, destinada a intervir nos países que deixaram de poder
refinanciar as suas dívidas depois do pânico gerado pela crise financeira de
2008. Na sexta-feira à noite, Harald deu por terminado o trabalho. E o Eurogrupo
chegou a acordo para uma extensão dos empréstimos à Grécia, pela primeira vez
sem a chancela da troika.
"Timing perfeito para a estreia, sublinhado pela grande ovação no final.
Harald subiu, timidamente, ao palco para agradecer, com Bondy. E explicou o que
leva um alemão a querer saber o que maioria das instituições europeias
ignoraram durante quase quatro anos: como foi possível que “um pequeno grupo de
funcionários não eleitos recebesse o poder de mudar radicalmente alguns
países?” “Só no final de 2013, em véspera de eleições, o Parlamento Europeu
decidiu investigar. Durante três anos ninguém quis saber…”
"As respostas que Schumann encontrou são surpreendentes. Thomas Wieser,
presidente do grupo de trabalho do Eurogrupo, é um desses funcionários que
poucos conhecem. Austríaco com gosto por gravatas pouco convencionais, é ele
quem coordena os dossiers que, nas cimeiras dos ministros das Finanças da zona
euro, acabam por redundar em decisões políticas.
Wiesel olha com um ar desconfiado para a câmara de Schumann, mas ensaia
uma resposta: “Todas as acções que foram tomadas nos países sob assistência não
tiveram lugar dentro do quadro legislativo normal da União Europeia.” Este
reconhecimento não é um sinal de arrependimento, contudo. Wieser acredita que esse
“estado de excepção” legal se justificou.
"Mesmo se isso levou a situações tão impensáveis como a que é descrita
no filme pelo ex-ministro grego da Reforma Administrativa. Antonis Manitakis
era o responsável da pasta no último Governo da Nova Democracia, de Antonis
Samaras. Certa noite, “às 11 horas”, recebe uma chamada do chefe do FMI em
Atenas (que também esteve em Portugal), o dinamarquês Paul Thomson. Ouviu uma
voz ríspida do outro lado: “Depende de si se a Grécia recebe o próximo
empréstimo de 8 mil milhões de euros:” Manitakis afirma, indignado: “Fui
chantageado. Ele queria medo e submissão. Deu-me a sensação, nas reuniões que
tivemos, que eu representava um país não apenas em dificuldades, financeiras,
mas basicamente corrupto.”
"(...)
"O pior que pode acontecer a um país é cair mãos de burocratas
internacionais”, lamenta Paulo Nogueira Baptista, director executivo do FMI, em
Washington. Este brasileiro tem assento no “conselho dos 24” que comanda os
destinos do fundo, e reconhece que a participação da instituição no processo
grego “foi um momento mau do FMI”. Não só porque tudo foi “pouco transparente”,
mas também porque “nos ambientes protegidos de Washington e de Bruxelas”
ninguém consegue “sentir os problemas dos países” sob intervenção.
"Uma das entrevistas mais curiosas, e que despertou gargalhadas na
assistência no cinema Arsenal, foi dada por um desses “burocratas”, Albert
Jaeger, também austríaco, representante do FMI na troika portuguesa. (...)
Jaeger tem o papel de redimir a seriedade do documentário com momentos
cómicos. Schumann pergunta-lhe por que razão insiste a troika em mexer na
legislação laboral portuguesa e em baixar os salários. “Na situação em que
Portugal se encontra, tem de aumentar a competitividade. Muitas das reformas
laborais foram muito úteis para a competitividade da economia.”
Porém, os maiores beneficiários dessas medidas, os empresários
portugueses, desmentem Jaeger no minuto seguinte. António Saraiva, da CIP,
explica a Schumann que “os salários em Portugal não são elevados".
"Os salários baixos fazem parte de um modelo de desenvolvimento
ultrapassado. Num inquérito aos nossos empresários, a reforma laboral aparece
em sétimo lugar das suas prioridades. A troika limitou-se a ouvir-nos, mas
pouco fez. Acho que deveria ter a nossa opinião em consideração.”
Paul Krugman, economista, resume o problema a Schumann: “Se nós somos
Angela Merkel, tomamos decisões que afectam gregos e portugueses, mas só
respondemos aos eleitores alemães…”
(...)".
O documentário pode ser visto integralmente em baixo, na sua versão em francês:
BêDêZine: A história de Roma Antiga na Banda Desenhada
BêDêZine: A história de Roma Antiga na Banda Desenhada: dBD é uma revista mensal que se dedica ao estudo e divulgação da Banda Desenhada, dando especial destaque à Banda Desenhada franco-belga...(clicar para ler mais)
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quinta-feira, 5 de março de 2015
25º aniversário do Jornal Público comemorado com edição gratuita: .
13 mil e 800 milhões de anos depois do principio de tudo e 25 anos depois da sua primeira edição, o jornal Público comemora o seu aniversário como uma edição especial e distribuida gratuitamente, tendo como tema central o Tempo.
Esta interessante edição é dirigida pelo físico João Magueijo e é "apenas" a primeira de um conjunto de iniciativas que o jornal vai realizar para comemorar um quarto de século de vida e que podem ser consultadas AQUI.
O Público é o mais inovador e independente projecto jornalístico português das últimas décadas e tem-nos acompanhado desde a sua primeira edição.
Daqui endereçamos os desejos de uma longa vida para o jornal que nos faz acredita que ainda é possível fazer jornalismo de qualidade e independente.
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quarta-feira, 4 de março de 2015
CHARLIE HEBDO – o regresso à “normalidade”
O jornal Charlie Hebdo voltou à normalidade das suas edições semanais,
com a edição do nº 1179 daquele semanário humorístico e político, no dia 25 de
Fevereiro.
Voltando em força analisando a vida política, social e cultural da
França e do mundo, com humor e profundidade crítica, esta edição ainda reflecte
a procura de identidade após o atentado de que foi alvo.
(a situação em França e na Europa a merecer destaque dos cartoonistas do Charlie Hebdo)
Não se julgue que o “Charlie Hebdo” é um “mero” jornal humorístico. Os
cartoon´s servem em muitos casos para ilustrar interessante artigos de
comentário político, crítica ou reportagem sobre várias temáticas, tratados,
com irreverência, mas de forma séria.
É assim que publicam uma reportagem intitulada “Djhidaistas e
Muçulmanos no divã”, tendo por base a entrevista com dois psicanalistas , onde se interrogam,
entre outros temas, sobre as razões de os muçulmanos serem alérgicos à
representação da imagem do profeta.
Interessantíssima é igualmente a crítica de cinema ao filme “Sniper
Americano”.
Mas é a situação na Grécia que merece maior destaque na situação
internacional, com uma entrevista ao ministro das finanças grego Yanis
Varoufakis e um artigo intitulado “Syriza é o futuro da Europa”.
Este último artigo levanta, aliás várias questões sobre a construção do
projecto Europeu.Nesse artigo chama-se a atenção para a forma como o dogma
Alemão e da construção europeia que considera que deve ser a democracia a
submeter-se à vontade dos mercados e não aquilo que devia ser, exactamente o
contrário desse dogma, que é o que o novo governo grego procura por em prática.
Na Europa imposta pela Alemanha e por Bruxelas não “é o povo que escolhe a
economia que o rege, mas a economia que impõe os partidos que mais lhe convêm”.
Para a autora do artigo, Angélique Kourounis, “a ditadura dos mercados
substituiu a ditadura do proletariado”.
Ao colocar assento na decisão democrática dos povos, contra a vontade
dos mercados, Tsipras está a salvar a Europa.
Outros assuntos internacionais merecem igualmente destaque, como a
situação Ucraniana, tendo aliás um cartoon sobre este tema sido alvo da ira do
governo de Moscovo.
( o cartoon que desagradou a Moscovo)
É o regresso do Charlie Hebdo no seu melhor.
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AFINAL OS GREGOS TÊM RAZÃO EM CRITICAR GOVERNOS IBÉRICOS: Juncker reconhece que Portugal e Espanha têm sido muito exigentes com a Grécia
Mais uma vez os tristes governos ibéricos andaram-nos a aldrabar.
Andavam armados em virgens ofendidas com as críticas do governo Grego, mas afinal este é que falava verdade.
Não deixa de ser curioso que, quem se tem comportado como autênticos fanáticos extremistas e intolerantes não tem sido o novo governo grego, como tantos comentadores previam, mas os patéticos governantes ibéricos.
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segunda-feira, 2 de março de 2015
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Austeridade viola Direitos Humanos: Amnistia Internacional pede avaliação das medidas de austeridade em Portugal
Se dúvidas restassem sobre o facto, já aqui denunciado várias vezes, de
que a austeridade imposto pela Troika é um problema de desrespeito pelos
Direitos Humanos, aí está o mais recente relatório da Amnistia Internacional
sobre Portugal a recordá-lo (ler link em baixo).
Ou seja, os senhores Victor Constâncio, Durão Barroso, Oli Rhen, Angela
Merkel, Wolfgang Schauble, Passos Coelho, Paulo Portas, Christianne Lagarde,
Maria Luís Albuquerque, e toda uma vasta legião de pequenos, médios e grandes
figurões da política e das instituições europeias têm-se comportado, em relação
a portugueses, gregos, irlandeses, chipriotas, espanhóis e italianos ao nível
de outra gente que por esse mundo fora desrespeita igualmente outras normas da
declaração dos direitos humanos.
Ou seja, comportam-se, nas áreas que dominam, com o mesmo desprezo pela
humanidade e pelos seus direitos, como se comportam as autoridades da China em
relação aos manifestantes de Hong Kong, as autoridades do governo Venezuelano
em relação aos oposicionistas, os terroristas do Estado Islâmico em relação às
populações que dominam ou os governos fascista-terroristas da Ucrânia e da
Rússia em relação ao povo do leste da Ucrânia.
A diferença é apenas de “grau”, mas qualquer daqueles figurões acima
referidos, noutras circunstâncias e noutras realidades estariam, sem qualquer
hesitação, a disparar sobre populações indefesas ou a prender oposicionistas,
já que lhes faltam qualidades éticas na defesa dos seus cidadãos e são eticamente
corrompíveis.
Aliás, vimo-los, aqueles que ainda estão no activo, em actuação de
meros fanáticos e extremistas ideológicos nas últimas semanas, nas negociações
com o governo grego. Afinal não foi este que se comportou como “extremista”,
mas sim aquelas “respeitáveis” e engravatadas figuras desta triste história
europeia das últimas décadas.
O resultado da actuação daquela gente, nos últimos anos, está bem à
vista: na Grécia, ao longo de cinco anos de intervenção, fizeram a sua economia
recuar 26%, o seu desemprego disparar para os 27%, 40% da sua população ser
empurrada para a linha de pobreza e a sua dívida pública aproximar-se do 200% e
nunca se preocuparam com a corrupção e a fuga aos impostos dos mais ricos e
privilegiados desse país (sé agora falam nisso, como se este governo democraticamente
eleito tivesse alguma responsabilidade nessa situação); em Portugal, em menos
tempo, fizeram disparar o desemprego para quase 15%, obrigaram os jovens
qualificados a emigrar em massa, tornaram este país aquele onde o trabalho mal
pago e precário mais subiu na Europa, os salários e as pensões, que já eram dos
mais baixos da Europa, sofreram cortes gigantescos, os impostos sobre o
trabalho não param de aumentar, fizeram aumentar o risco de pobreza da
população para quase 20% e a dívida continuou a aumentar para quase 150% …e
dizem que “não somos a Grécia”! (por este caminho lá chegaremos…ainda estamos
com dois anos de atraso em relação à Grécia..).
Por isso é importante que uma organização independente e prestigiada
como a Aministia Internacional nos venha apontar que, por cá,(o país “bem
comportadinho”, o modelo apresentado pelos figurões da União Europeias como “exemplar”
do “êxito”(???!!!) da austeridade),
na realidade…. “o rei vai nu”!
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
HSBC - mais um banco a pilhar os europeus...ou como eles continuam a pilhar os cidadãos!
A penultima edição da revista francesa Marianne dedica um dossier especial ao caso HSBC, um banco que ajudou os seus clientes a fugirem ao pagamento de impostos e a branquear capitais.
Em Portugal a notícia já morreu, como é habitual nestes temas, apesar de terem sido identificados pelo menos 220 portugueses.
Parece que em Portugal é "normal" a fuga aos impostos e o branqueamento de capitais por parte das grandes empresas e das "grandes" famílias.
Aconteceu isso com o caso da descoberta de que 19 das 20 empresas do PSI 20 tinham sede em obscuros escritórios holandeses para não pagarem impostos em Portugal. Foi o caso mais recente do Luxemburgo onde muitas empresas europeias tinham as suas sedes, escapando ao pagamento de biliões de euros noutros países da Europa.
Mas por cá, tudo isso parece normal...
Sob o título "Como eles Pilharam a França", a revista Marianne denuncia bancos, gente do show-biz,grandes fortunas e delinquentes ligados a várias máfias que, com a conivência de gabinetes de advogados, políticos e legisladores permitiram situações como aquela agora descoberta no caso do HSBC.
Esse dossier inclui ainda uma entrevista com o jornalista francês Antoine Peillon, especialista na investigação de casos de corrupção e fraudes fiscais, onde ele denuncia a guerra que o sistema financeiro está a fazer aos "povos".
Esse jornalista já havia publicado e denunciado em 2012 o tipo de actuação do HSBC, que "facilitava" a vida fiscal de um vasto leque de clientes, onde se juntavam personalidades do mundo do espectáculo, do desporto, da política, das grandes indústrias com traficantes de droga e organizações terroristas, todos apoiados pelos mesmos gabinetes de advogados e gabinetes de negócios financeiros . Toda essa gente se juntava regularmente em eventos mundanos, convidados pelo banco, e aí aprofundavam os seus negócios e as suas ligações de poder.
Era nessa mistura que essa gente organiza aquilo que ele chama, usando o termo de outro jornalista, "a violência dos ricos" contra o conjunto dos cidadãos.
O jornalista afirma que o poder politico e a administração fiscal conhecem bem a forma como funciona a corrupção exercida por essa gente e nada fazem porque o poder politico e os altos cargos públicos são, em França, ocupados por gente ligada e corrompida pelos grandes bancos e pelas grandes empresas, ao mesmo tempo que são estas que apoiam o poder político.
Considera esse jornalista que a actual crise só podia ser combatida eficazmente fazendo frente à corrupção financeira e à fraude fiscal.
O jornalista fala do caso francês, mas a situação não é muito diferentes noutros países da Europa, e, tal como o título de Marianne, também nós nos podemos interrogar sobre quem tem andado a pilhar Portugal neste últimos anos??!!!! Infelizmente em Portugal existem muitos poucos jornalistas com apoio, vontade ou coragem para fazerem essa investigação!!!
Ler também: HSBC garante que fez “transformação radical” desde 2008(clicar para ler).
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Óscares de 2015 - "e o óscar vai para..."
Oscars 2015 : l'envol triomphal de «Birdman»
Melhor Filme: Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)
Melhor Realizador: Alejandro González Iñárritu (Birdman)
Melhor Ator: Eddie Redmayne (A Teoria de Tudo)
Melhor Atriz: Julianne Moore (O Meu Nome é Alice)
Melhor Ator Secundário: J.K. Simmons (Whiplash)
Melhor Atriz Secundária: Patricia Arquette (Boyhood)
Melhor Argumento Original: Birdman
Melhor Argumento Adaptado: O Jogo da Imitação
Melhor Filme de Animação: Big Hero 6 - Os Novos Heróis
Melhor Filme Estrangeiro: Ida (Polónia)
Melhor Filme de Animação (Curta-Metragem): Festim
Melhor Documentário (Longa-Metragem): Citizenfour
Melhor Documentário (Curta-Metragem): Crisis Hotline: Veterans Press 1
Melhor Curta-Metragem: The Phone Call
Melhor Fotografia: Birdman
Melhor Montagem: Whiplash
Melhor Banda Sonora Original: Grand Budapest Hotel
Melhor Canção Original: Glory (Selma)
Melhor Edição de Som: Sniper Americano
Melhor Mistura Sonora: Whiplash
Melhor Direcção Artística: Grand Budapest Hotel
Melhores Efeitos Visuais: Interstellar
Melhor Guarda-Roupa: Grand Budapest Hotel
Melhor Caracterização: Grand Budapest Hotel
LISTA COMPLETA DE VENCEDORES
(fonte Visão online)
Melhor Realizador: Alejandro González Iñárritu (Birdman)
Melhor Ator: Eddie Redmayne (A Teoria de Tudo)
Melhor Atriz: Julianne Moore (O Meu Nome é Alice)
Melhor Ator Secundário: J.K. Simmons (Whiplash)
Melhor Atriz Secundária: Patricia Arquette (Boyhood)
Melhor Argumento Original: Birdman
Melhor Argumento Adaptado: O Jogo da Imitação
Melhor Filme de Animação: Big Hero 6 - Os Novos Heróis
Melhor Filme Estrangeiro: Ida (Polónia)
Melhor Filme de Animação (Curta-Metragem): Festim
Melhor Documentário (Longa-Metragem): Citizenfour
Melhor Documentário (Curta-Metragem): Crisis Hotline: Veterans Press 1
Melhor Curta-Metragem: The Phone Call
Melhor Fotografia: Birdman
Melhor Montagem: Whiplash
Melhor Banda Sonora Original: Grand Budapest Hotel
Melhor Canção Original: Glory (Selma)
Melhor Edição de Som: Sniper Americano
Melhor Mistura Sonora: Whiplash
Melhor Direcção Artística: Grand Budapest Hotel
Melhores Efeitos Visuais: Interstellar
Melhor Guarda-Roupa: Grand Budapest Hotel
Melhor Caracterização: Grand Budapest Hotel
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
Esta fotografia não é uma brincadeira de Carnaval...é mesmo o sinistro ministro das finanças da Alemanha a exibir o seu último "troféu de caça"..
Foi patética aquela imagem de uma feliz e
sorridente Maria Luísa Albuquerque, tal colegial embevecida, ao lado do sinistro
sr. Schãuble, ministro das finanças de Merkel.
Sinistras foram também as afirmações daquele corrupto ministro alemão
(envolvido num escândalo de lavagem de dinheiro de um seu amigo traficante de
armamento através de financiamentos ilegais ao seu partido (ver AQUI)…), mentindo sobre a
realidade social e económica dos portugueses, ao elogiar o “bom resultado” da
aplicação do programa de ajustamento em Portugal.
O sr. Schãuble ainda pode ter a dupla desculpa de, por um lado, estar do
lado dos que beneficiaram com a crise ( o corrupto sistema financeiro europeu que ele representa) e, por outro, poder estra
mal informado e mal aconselhado sobre a realidade dos portugueses.
Já a Ministra das Finanças de Portugal tinha, no mínimo, a obrigação de
defender os portugueses que foram espoliados e humilhados pelos erros do
programa de “ajustamento” imposto pela troika .
Mas não. O que vimos foi aquele risinho alarve e uma declaração de “aluna”
bem comportada, prometendo que iria continuar a aprofundar a aplicação do criminoso
programa social e económico imposto pela troika.
Claro que a srª. Albuquerque se limita a confirmar declarações públicas
do presidente da República e do seu governo liderado por Passos Coelho em
defesa da austeridade, em muitos casos mais alemães que a própria Alemanha,
revelando um misto de desorientação face ao novo discurso que vai surgindo cada
vez e com mais peso no seio da União Europeias e, por outro, de extremismo e
fanatismo político em defesa dessas medidas que estão a arruinar o projecto e
os cidadãos europeus, oferecendo o poder de bandeja à extrema-direita e ao
populismo.
Reconhecer os erros , como o fez horas depois o sr. Juncker( ver "Pecámos contra a dignidade" da Grécia e de Portugal, diz Juncker ), seria um desastre político para um governo e um conjunto de políticos, em Portugal e na Europa, que defenderam cegamente o programa imposto pela troika, indo mesmo “além da troika” e seria o descrédito total do programa político que foi imposto aos portugueses por Cavaco e Coelho que se comportaram como meros capatazes da troika.
Como português senti-me humilhado e ofendido por esse momento de total submissão aos coveiros do Estado Social Europeu, vendo o meus país ser exibido como mero troféu de caça ou um pin na lapela do sr. Schãuble.
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