quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Seja qual for o resultado: …que viva a Catalunha, Rajoy nunca mais!


Portugal deve à Catalunha o facto de ser um país independente (…para o bem e para o mal…!!).

Além disso, a Catalunha é uma das regiões mais criativas e culturalmente dinâmica de toda a Península Ibérica.

O actual processo politico tem provocado grande instabilidade e divisões insanáveis na sociedade catalã e está a destruir toda a dinâmica dessa grande nação.

Por tudo isso, desejo que o actual processo eleitoral resulte num virar de página na insustentável situação catalã, principalmente porque os catalães merecem mais do que aquilo que lhes está a acontecer.

Provávelmente o resultado das eleições de amanhã não vai alterar o equilíbrio de forças que se vive actualmente naquele país, com a sociedade dividida salomonicamente entre “unionistas” e “independentistas”.

Se os “independentistas” mantiverem a maioria anterior e vencer um dos seus partidos, o impasse vai-se manter e única solução é a negociação.

Esta situação será uma derrota para Rajoy e este só terá um caminho: demitir-se e convocar eleições para a Espanha.

Se, pelo contrário, os “unionistas” tiverem maioria, mesmo parcial, a situação vai agravar-se e o diálogo vai tornar-se impossível, com Madrid a fazer gato sapato dos catalães, radicalizando os independentistas, conduzindo a situação a um desfecho imprevisível.

Mas, se os “unionistas” vencerem, vão ficar a dever essa vitória ao crescimento eleitoral do “ciudadanos”, um partido da direita neoliberal, o mais falacioso partido do actual panorama politico espanhol, e só poderá vencer à custa da redução do PP e do PSOE à irrelevância politica.

Assim, esta será uma vitória de Pirro para Rajoy, que ganhará…perdendo…e, a prazo, Rajoy só tem um caminho…a demissão e a convocação de eleições antecipadas para a Espanha.

Resta, no meio da confusão, a inesperada serenidade do “Podemos” que, nestas eleições, se perfila como partido charneira entre independentistas e unionistas, o único que pode ter condições para aproximar as duas posições. Assim, se nem “independentistas”, nem “unionistas” tiverem maioria absoluta, a votação do Podemos será decisiva e a única a ter alguma utilidade.

Aconteça o que acontecer, o que desejamos para amanhã é …que viva a Catalunha… e seja o inicio do fim de Rajoy…

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