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sexta-feira, 11 de outubro de 2024

Nobel da Paz – Uma surpresa merecida e actual


O Nobel da Paz foi esta manhã atribuído a uma organização japonesa de vítimas das bombas atómicas, a Nihon Hidankyo.

Fundada a 10 de agosto de 1956, essa organização tem vindo a trabalhar “incansavelmente para sensibilizar as pessoas para as consequências humanitárias catastróficas da utilização de armas nucleares”.

O comité norueguês do Nobel resolveu galardoar essa associação "pelos seus esforços para alcançar um mundo livre de armas nucleares e por demonstrar através do depoimento de testemunhas que as armas nucleares nunca mais devem ser utilizadas".

Recorde-se que a única vez que as armas nucleares foram usadas contra populações civis foi em 1945, pelos Estados Unidos, que mataram centenas de milhares de pessoas, no imediato ou pelas consequências ao longo do tempo.

Sabe-se hoje que esses bombardeamentos não acrescentaram nada ao desfecho da guerra, já que o Japão se tinha prontificado à rendição antes desse ataque nuclear. Os norte-americanos protelaram propositadamente essa rendição pois tinham necessidade de mostrar o seu poder militar aos aliados soviéticos. Para muitos, esse ataque nuclear, mais do que o acto final da 2ª Guerra, foi o inicio da Guerra Fria, uma demonstração de força para mostrar quem “mandava” no mundo a partir daí.

A escolha, se foi uma surpresa, parece-nos bastante actual e merecida, e um grito de alerta para o crescente clima de militarismo irresponsável que cresce por esse mundo fora, à boleia dos muitos interesses que se escudam na crise do Médio Oriente e na Guerra da Ucrânia.

O clima dominante entre a classe política ocidental e do comentário político é o a defesa da corrida armamentista, diabolizando o pacifismo.

Ao atribuir o Nobel a uma organização pacifista, que alerta para o perigo de uma escalada militar que irá sempre desembocar numa guerra nuclear, localizada ou não, o comité norueguês põe em causa toda essa retórica militarista, que, da NATO à União Europeia, de Zelensky a Putin, dos regimes proto fascistas de Teerão e Telavive, tem vindo em crescendo nos últimos tempos.

Para esses, a retórica da militarização nuclear tem vindo a normalizar a defesa da corrida aos armamentos, principalmente o nuclear, e o da possivel utilização desse tipo de armamento nos actuais conflitos.

Essa mesma gente procura desvalorizar e ridicularizar os defensores da paz, ora acusando-os de “apoiantes de Putin” , ora de “apoiantes dos terroristas do Hamas”, ou, no caso da Rússia putanista ou do regime fundamentalismo iraniano, nem opinião podem ter, sendo imediatamente encarcerados.

Esse prémio tem, desde já o mérito de recolocar no centro das preocupações humanitárias a defesa da paz, valorizando as organizaçãoes e pessoas que o fazem, em especial a ONU.

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

Em defesa da comunicação social pública


Começo a minha manhã informativa a ouvir a Antena 1, no carro, durante o dia, continuo na Antena 1, por vezes vou à 3 ou à 2, à noite circulo entre a RTP 3 e RTP 2.

Fora da comunicação pública consulto os jornais, as rádios e as televisões que mais se aproximam de um serviço público, isto é, mais pluralistas nas opiniões, que fazem reportagem jornalística, que remam contra a maré dos top´s na divulgação “opinativa”, artística, cultural e musical, tais como os jornais Público, Diário de Notícias e Jornal de Letras, as rádios M80 e Radar, e, raramente, alguma informação e debate na CNN Portugal….o resto, com raras e honrosas excepções, é sempre mais do mesmo ou a voz do dono (dos grandes interesses financeiros, políticos e empresariais, que lhes pagam para isso).

Por isso parece-me cada vez mais importante a existência de uma informação e divulgação variada, pluralista, cuidada, tolerante, na política, na cultura, na vida social, que invista na reportagem, tudo o que, mesmo com erros e limitações, só a comunicação social pública, principalmente a RTP , Antena 1 e a LUSA vão fazendo, tudo o que, infelizmente, está cada vez mais ausente dos órgãos de comunicação social privados, apenas preocupados com audiências, em agradar aos “donos”,em correr atrás da cloaca das redes socias, em divulgar o que uma opinião pública cada vez mais anestesiada e acrítica pretende consumir.

Por isso, é preocupante o que se anuncia por aí para limitar o financiamento, logo o trabalho de qualidade, dos órgão de comunicação social públicos, no fundo uma forma indirecta de "censura".

Esperemos que seja apenas um devaneio passageiro. Mas devemos estar atento aos desenvolvimentos.

terça-feira, 1 de outubro de 2024

Ana Moura e os comentadores “pornohube”.

Entre o misógino e o machista, os habituais “comentadores  pornohube” viraram-se para as redes sociais, para “comentar” o “loock” arrojado da fadista Ana Moura nos Globos de Ouro.

A maior parte desses comentários roça a mais reles boçalidade, muitos ignorando a inovação que Ana Moura introduziu no fado português.

O que interessa a essa gente é o chinfrim das redes sociais, os 15 minutos de fama que lhe é atribuída à frase mais badameca.

Coincidência ou não, muito dessa gente é a mesma que anda por aí a apoiar os massacres de Israel ou outras “causas” como o discurso xenófobo, racista e militarista. Não há coincidências.

A obra musical de Ana Moura está muito acima desses comentários rascas.

terça-feira, 24 de setembro de 2024

O governo terrorista de Israel e a Banalização do Mal!!

 


O governo terrorista de Israel e as organizações terroristas que aplicam a sua política de terra queimada, a IDF (Forças Militares Israelitas) e a MOSSAD ( a Gestapo local), praticam todos os dias, há décadas, mas especialmente durante o ultimo ano, os mais hediondos crimes de guerra, com a benevolência ocidental, que arma esses terroristas.

Comparados com a acção desse bando terrorista, organizações terroristas como o Hamas o Hezbollah ou o Estado Islâmico fazem papel de meninos do coro…

Recorde-se, aliás, que quem introduziu no Médio Oriente o terrorismo como método de acção política foi Israel, na sua luta contar a presença britânica no pós-guerra-

Vejam a diferença de tratamento que o dito “ocidente” e a maior parte dos seus “comentadores” e jornais dão aos crimes diários praticados por Israel e aos crimes diários (mas em menor grau, diga-se de passagem…) praticados na Ucrânia.

A Rússia foi banida de quase todos os eventos culturais e desportivos, Israel continua todos os dias a participar nesses mesmos eventos, integrados  muitos desses eventos em representação da  Europa (???).

Igualmente inconcebível é a posição do poder ucraniano em relação a Israel. Não se percebe como é que a Ucrânia, vítima de uma agressão idêntica àquela que é todos os dias praticada pelo governo terrorista de Israel, se recuse a condenar a acção israelita.

Não perceberam ainda que essa posição e a posição ocidental de “dois pesos e duas medidas” estão a contribuir para reduzir o apoio da opinião pública mundial, principalmente a que vive fora da Europa, para a sua causa?

Aliás, quem, e bem, critica a invasão da Ucrânia e a acção do governo russo, mas, e mal,  tenta justificar a acção do governo terrorista de Israel, ou diz apoiar o povo ucraniano mas nega o apoio aos palestinianos, perde toda a legitimidade moral para defender as suas posições.

O governo terrorista de Israel, com os seu crimes diários, está a emporcalhar e  a envergonhar a memória das vítimas do Holocausto, o que nos leva a pensar que os actuais lideres desse estado terrorista não descendem dos judeus perseguidos mas dos kapos, ou até de nazis que se infiltraram entre os refugiados judeus, fazendo-se passar por eles para escaparem a serem julgados como criminosos de guerra.

A  acção terrorista desse governo é o mais contributo para o preocupante crescimento do antisemitismo, ao acusar qualquer critica, por mais moderada, à sua acção crimininosa de "antisemita", confundindo o antisemitismo com o antisionismo.

Claro que o estado terrorista de Israel está rodeado por países igualmente governado por gente pouco recomendável, entre ditaduras sanguinárias e extremistas religiosos.

A maior parte desses estados nada fazem para proteger os palestinianos, por razões de xenofobia ou por fundamentalismo religioso.

Contudo, a questão não é o asilo de palestinianos, mas a construção de um Estado Palestiniano onde possam conviver todas as religiões da região e a população nativa, com ou sem religião.

Aliás, tem sido contra isso que foi criado o Estado de Israel, um Estado religiosamente fundamentalista, um Estado de Apartheid,  onde existem cidadãos de primeira, os judeus, e uma população de segunda, com menos direitos, todos os não judeus. Enfim, uma “verdadeira” “democracia liberal” para uns, se forem judeu, mesmo que não tenham nascido em Israel, e uma ditadura radical para todos os outros habitantes desse território.

É essa banalização do mal que o “ocidente”, com a conivência de países como a Ucrânia, continuam a alimentar, colocando o mundo à beira do abismo….mas a industria militar e quem a financia agradecem!!!

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

Imagens da Festa do Avante 2024

 





















"SONS DE GUITARRA PARA CARLOS PAREDES", com Luísa Amaro, Mafalda Lemos e Gonçalo Lopes








ANA LUA CAIANO:













ESPAÇO DAS ARTES : "Em Cada Rosto Igualdade", projecto com utilização de "Câmara de Desenhar", com a colaboração do público e coordenado por Mário Rainha Campos:




"Os Valores de Abril na Arte Pública Portuguesa", exposição de Fotografias de Pedro Soares:




























TCHEKA (Cabo Verde) e MÁRIO LAGINHA:











BIA FERREIRA (Brasil) com Eva Rap Diva, Dino D´ Santiago e com a pintora plástica Mázinha
















SÉRGIO GODINHO & os ASSESSORES, Com CAPICUA:













THE LEGENDARY TIGERMAN