Os dias que rolam, numa visão plural, pessoal e parcial de um mundo em rápida mutação. À esquerda, provocador e politicamente incorrecto, mas aberto à diversidade...as Pedras Rolam...
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sexta-feira, 13 de setembro de 2013
Manuela Fereira Leite: Corte nas pensões é «profundamente imoral» - TVI24
...isto está de tal maneira, a desumanidade deste governo atingiu uma tal dimensão e é tão desavergonhada, que até eu (nunca pensei dizer isto) já sou fã da Manuela Ferreira Leite:
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Foi Há 40 anos - Chile - 11 de Setembro de 1973.
Passam hoje 40 anos sobre o sanguinário golpe de Pinochet,
que impôs uma das mais violentas ditaduras militares pós-guerra, que durou 15
anos.
O Chile era então uma das mais longas democracias da América
Latina e era governada por um governo de esquerda, presidido pelo socialista
Salvador Allende.
Logo nos primeiros três meses foram assassinados mais de
1500 civis.
Ao longo da ditadura foram assassinados 3200 civis, mais de
35 mil conheceram a tortura e 200 mil, 2% da população chilena, escolheram o
caminho do exilio.
Entre os mortos mais conhecidos, contam-se o musico Victo
Jara, barbaramente torturado até à morte, e o assassinato no exilio, do general
, fiel á democracia, Carlos Prats, na Argentina e, em Washington, de Orlando
Letelier, ministro dos negócios estrangeiros do governo socialista deposto.
A morte do poeta Pablo Neruda, 12 dias depois do Golpe de
Estado, continua até hoje envolta em mistério, sabendo-se, contudo, que após a
sua morte, os militares mandaram queimar os seus livros.
Convém aqui recordar igualmente que a ditadura de Pinochet
serviu de cobaia para ensaiar a aplicação das teorias neoliberais da escola de
Chicago, presidida por Milton Friedman, grande apoiante da ditadura chilena. O ministro
da economia da ditadura, em funções desde 1975, foi um aluno de Friedman e da
escola de Chicago, Sérgio de Castro.
O resultado foi o empobrecimento geral da população e a
prosperidades dos grandes grupos econômicos e financeiros.
Ficou igualmente provado que o neoliberalismo prescinde bem dos
valores democráticos para se expandir, mostrando as diferenças entre “liberalismo”
e “neoliberalismo”, que alguns procuram escamotear (a diferença entre ambos é
tão grande como entre social-democracia e stalinismo…).
Hoje o Chile vive em democracia, mas ainda não se conciliou totalmente com o
seu terrível passado recente, herdando o peso da pobreza que atinge mais de 30%
da sua população.
terça-feira, 10 de setembro de 2013
ESTES NORUEGUESES DEVEM ESTAR LOUCOS!!!!
O mundo, principalmente o da política, está um lugar cada
vez menos recomendável.
Na Noruega, o país que ocupa o primeiro lugar no Índice de
Desenvolvimento Mundial , acaba de correr com os trabalhistas para colocar no
poder a direita da srª Erna Solberg, aliada
à extrema-direita do Partido Popular, onde militava o terrorista Anders
Breivik.
No poder desde 2005,os trabalhistas, liderados por Jeaans
Stoltenberg, que ficou famoso por andar em campanha a guiar incognitamente um
táxi pelas ruas Oslo, deixaram o país numa situação ainda mais confortável do
que aquela em que o encontraram.
A Noruega é considerado o país mais desenvolvido do mundo,
um dos mais ricos, praticamente sem desemprego, sem deficit, com uma economia
estável e sólida, uma sociedade culta, e um verdadeiro Estado Social.
Tudo isso se deve, em parte, aos lucros do petróleo, mas
fundamentalmente à boa gestão dos seus recursos e à redistribuição equitativa
da sua riqueza.
Pois tudo isso vai provavelmente acabar, devido a um acto de
pura loucura e irreflectido do seu eleitorado, que não terá medido as consequências
da sua votação.
Apesar de ser o partido mais votado, os trabalhistas não
conseguem obter uma maioria parlamentar.
Por sua vez a coligação da direita, liderada por Erna, que
tem como modelo Margereth Thatcher e Angela Markel, com o apoio da extrema-direita,
que aparece de face “lavada” em relação à sua responsabilidade moral nos actos
terroristas de há dois anos perpetuados por Breivik, consegue essa maioria para governar.
Razões para isso? O simples desejo de cumprir a tradição de
não manter os mesmos no poder muito tempo, segundo alguns analistas tão perplexos
como nós.
Sabendo-se contudo que a srª Erna e o seu partido não
concordam com a forma como são preservados para o futuro e geridos os lucros do
petróleo, a explicação talvez tenha a haver com o desejo do mundo financeiro em
se apropriar de um bem que até aqui tem sido considerado dos noruegueses e das
gerações futuras, o mesmo mundo financeiro que consegue meios poderosos de
controlar eleições e a comunicação social, como por cá já sabemos,
levando as pessoas a tomarem opções disparatadas e perigosas como as deste acto
eleitoral.
Será curioso analisar o que vai acontecer aos lucros do petróleo
norueguês, aos seu Estado Social e ao emprego, bem como à evolução, nos
próximos anos, da posição norueguesa no Índice de desenvolvimento humano.
….pobres noruegueses!
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segunda-feira, 9 de setembro de 2013
domingo, 8 de setembro de 2013
UM DIA COM SAPOS BEIRÕES ...
(Com uma Lumix/Leica, tipo Bridge)
Infelizmente o material fotográfico que levei não permitiu apanhar os sapos a saltar.
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sexta-feira, 6 de setembro de 2013
O QUE SE “APRENDE” NUMA UNIVERSIDADE DE VERÃO: “Já alguém perguntou aos 900 mil desempregados de que lhe valeu a Constituição até hoje?” (intervenção do “Professor Doutor” Passos Coelho).
(FONTE: CORVOMANIA)
Para mim, “Universidade” quer dizer universalismo do conhecimento, do
saber, da inovação, da tolerância, do debate de ideias e da experiência. Tudo o
contrário do que se passa nas chamadas “Universidades” de verão dos Partidos do
“arco do poder”.
A fazer fé naquilo que nos foi dado a ler, ouvir e ver pela comunicação
social, as tais “Universidades” de Verão não passam de meras acções de lavagem
ao cérebro e de propaganda política, onde se debitam as maiores enormidades, no
tom mais descontraidamente boçal deste mundo, sobre a política nacional, os
adversários políticos e a economia.
Essas “Universidades” de Verão são o fiel retrato da actual geração de
políticos que nos governam.
Para eles a frequência universitária não interessa para adquirir
conhecimento e abertura de espírito, mas apenas para adquirir um diploma que lhe
dê direito ao título de “SR. Doutor” abrindo assim portas para os negócios do
poder, frequentando, se for necessário cursos da “treta” ou obtendo
classificações duvidosas, como já é do conhecimento público em relação a alguns
políticos.
Por isso promovem a mediocridade
das “Universidades de Verão” onde os jotazinhos podem fazer o tirocínio de
iniciação à carreira política. Para essa gente vai-lhes valer mais no futuro o
certificado obtido nessas “Universidades” do que um qualquer doutoramento numa
verdadeira e prestigiada Universidade.
A pérola dos “ensinamentos” que se transmitem nessas “Universidades” é
a frase em cima citada, da autoria do actual Primeiro-Ministro, um bom exemplo
da demagogia e da falta de ética democrática que vigora nesses sítios, sendo
absurda pelo modo com mistura alhos com bugalhos , ainda por cima dita pelo
responsável máximo pelas políticas que têm potenciado o desemprego em Portugal.
Chamar de “Universidade” a esses “cursos” de propaganda
político-partidária é bem revelador do espírito pato-bravista e de
novo-riquismo que domina a mentalidade das actuais elites políticas, com o
resultado que está à vista.
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segunda-feira, 2 de setembro de 2013
OS HERÓIS DE AGOSTO
(FOTO: LUSA)
Ao retomarmos a actividade deste blog, não podíamos deixar
de iniciar este novo ciclo com uma referência àqueles que foram os heróis de
Agosto, os Bombeiros Portugueses.
Eles foram o exemplo de abnegação, solidariedade e coragem de
que este país, devastado pelas chamas e pela política, anda a precisar.
Cinco Bombeiros portugueses pagaram com a vida e muitos
outros sofreram ferimentos graves pelo seu esforço para salvarem pessoas e bens e
pagaram caro o desleixo de muitos, a mente doentia e criminosa de alguns e a
falta de visão de outros tantos em relação à desertificação do país e à (falta de)
tratamento adequado da floresta portuguesa.
De realçar o papel do actual ministro da administração
interna, incansável em acompanhar os bombeiros nestes dias terríveis,
contrastando com o oportunismo político do primeiro-ministro e o silêncio
ruidoso do presidente da República.
Quando os fogos terminarem é importante que se faça um
balanço da tragédia que se abateu sobre Portugal e se tomem as medidas
corajosas que são necessárias para recuperar e cuidar do que resta do nosso
sector florestal.
Até lá, manifestemos toda a nossa solidariedade para com os
nosso valorosos bombeiros.
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domingo, 4 de agosto de 2013
As Crónicas de Maria Laura Madeira
A partir de Setembro contamos abrir o espaço de Pedras Rolantes a novas
colaborações, procurando tornar assim este “idoso” blogue num espaço mais
plural e com ideias e visões diferentes e mais inteligentes do que aquelas que
eu por aqui, á flor da pele e em cima do joelho vou debitando.
É o caso da minha amiga Maria Laura Madeira.
Para abrir um pouco o “apetite”, aqui vos deixo três crónica da sua
autoria
Voltaremos em Setembro
VM
:
Uma aula de Catroga, na
SicNotícias,
por Maria Laura Madeira
Correrei o risco de ser
apedrejada ao distinguir hoje, em entrevista a Ana Lourenço, uma aula
de Eduardo Catroga acerca da «história da crise», como eu ouso chamar-lhe.
Veio a propósito da interessantíssima trica sobre a Ministra Maria Albuquerque
que, mentiu não mentiu, lá vai justificando os honorários de alguns.
Apreciei sobremaneira a sua capacidade de síntese, se calhar porque,
nos meus trabalhos de jornalismo, depois de aprimorar a matéria, o léxico e a
pontuação, eu recebia da coordenadora um sorriso aliviado e quase sempre uma
ordem: «reduz para dois terços». Então, ao menos por isso, que ninguém se
melindre da minha admiração episódica por Eduardo Catroga.
Tão simples como o raciocínio de
cada um de nós sobre a questão, mas desta vez sem brejeirices, o Professor fez
o historial das crises do nosso país, a começar pela bancarrota dos finais do
séc. XIX. Seguiu até Guterres e Cadilhe, para acentuar que foram estes quem
desmanchou o organismo que entre nós controlava as matérias financeiras,
empréstimos externos incluídos. Não disse por que razão Cadilhe abriu o curro,
certamente uma razão de último recurso; tão último que Guterres acabou por sair
espavorido e bem recompensado, com um bonito cargo. Mas a crise conheceu aí a
grande hemorragia. Ou seja, as empresas públicas e mistas puderam tourear à
vontade, com um «inteligente» que, fosse quem fosse, uma certeza tinha: quando
a besta saltar será em cima do povo, como sempre.
Só havia de acautelar o rendimento de uns quantos, para que a pancada,
quando viesse, não os deixasse sem pinga de sangue, como a milhões de nós.
Catroga concluíu o óbvio, de que a gente parece esquecer-se. A
responsabilidade dos gastos, excessivos, dos empréstimos tóxicos, de tudo o que
tem sido a hemorragia nacional deve-se principalmente à tutela, a quem devia
governar e não governou. Crime doloso, acrescento eu, de resultados
previsíveis, cometido com a consciência de que recairia sobre os menos
favorecidos o ónus de pagar a crise. As sucessivas crises. Os desfavorecidos do
sistema que, se morrerem ou matarem, tanto melhor, mais fica.
E a força do trabalho, os que trabalham, que lhes aconteça como aos
antigos escravos alforriados, livres e ao Deus dará. Enquanto alguns se
lambuzam de marisco e dançam o samba, cumprindo alegremente o calendário
religioso.
Justiça? Casos de polícia?
Declaração de calamidade pública? Não, apenas silêncio.
Com tranquila graça Ana Lourenço
rematou, a propósito das dívidas ocultas: «Saíram de todos os buracos».
Obrigada por me lerem,
MLM/2013
A visão fria de António Barreto - SicNotícias, noite de 1/8/2013
por Maria Laura Madeira
Muito a propósito e recorrente da «aula de Catroga», António Barreto
foi ontem convidado de Ana Lourenço. Um barulho danado, no resguardo discreto da conversa
que travaram. A inteligência, no seu melhor.
Sem demérito algum para a densa
e deveras interessante conversa que travaram, passo a destacar apenas o que
parece responder à pergunta implícita na aula de Catroga, que frontalmente
colocámos no nosso atrevido comentário. Ou seja, feito o diagnóstico da
situação de crise que vivemos, por que não são responsabilizados todos aqueles
que, de um modo frio e a diversos níveis, reiteradamente nos levaram ao abismo.
Tecer conjecturas ao nível da
nossa ingenuidade não é o mesmo que ouvir António Barreto. Como um cirurgião
experimentado, com a calma e a frieza que o torna destro e quase indiscutível,
o ilustre convidado retira-nos qualquer esperança: Não temos, não foram criadas
as instâncias que possam dinamizar sequer uma acção de auditoria. Todas as
inúmeras culpas ao longo do tempo e das circunstâncias que as envolveram, são
hoje um verdadeiro convento de «freiras crísicas» que vão morrer solteiras.
E a democracia? Pergunta Ana Lourenço em coro connosco. Está reduzida
aos actos eleitorais e aos aspectos formais daí naturalmente recorrentes; é o
que pudemos entender. Donde que nem a «Casa da Democracia» prece ter nada a ver
com nada.
Afinal, segundo bons autores com obra recentemente publicada sobre
estas matérias, é na AR que estão as cabeças desta arrepiante Medusa.
De resto, quem ousaria colocar o
país no banco dos réus, para gáudio dos seus grandes inimigos? Que Tribunal,
que réus, mas sobretudo que propósito gorado. Fomos todos dados como chulos dos
povos do Norte, tidos como preguiçosos, entre outras ofensas que ouvimos
recentemente do nosso chefe do governo.
Mas a matéria vazou, foi vazando de há muito. Usando provérbios, como
ele gosta, diria que não adianta tapar o sol com a peneira.
Já não será no meu tempo de
vida, porém, creio que teremos de volta um organismo nacional e não só, para
controlar os que se dão bem com a exploração do povo e, à posteriori, com a
imunidade e a impunidade que os faz navegar em cruzeiro de luxo, enquanto o
povo se afoga.
Obrigada por me lerem.
MLM/2013
Ana Drago com Ana
Lourenço, em 2 de Agosto de 2013
Por Maria Laura Madeira
Ana Drago é uma figura que irá
comigo até ao fim. Dela sei apenas que é deputada pelo Bloco de Esquerda.
Guardo o registo emocionado de inesquecíveis intervenções, onde defendeu ideias
e propostas de actuação com profundidade, força, riqueza e sobriedade no
discurso e nas imagens. Elegância e estilo são características que a distinguiram
e distanciaram, infelizmente, da maior parte dos que vêm partilhando com ela o
habitáculo da AR. Ana Drago tem aquele brilho nato que a uns prende e a outros
ofusca; temos pena. É para mim uma das mulheres de sempre, na cena portuguesa.
Pela sua juventude, gostaria que muito ainda tivesse para transmitir a
ensinar aos que agora começam a dar pelo fenómeno da vida, das causas e das
escolhas.
Tal como ela o disse hoje a Ana Lourenço, eu acredito que a sociedade
precisa de se encarar para trocar ideias, esboçar e levar por diante objectivos
comuns.
Precisamos de despir o velho figurino de carneiros obedientes e ainda
assim invejosos, com síndrome de mal-amados, desfeiteando quem fere a zona de
conforto onde cada um se acha aconchegado e protegido. Todos somos humanos,
sempre haverá um modo de nos podermos entender sem hostilidade e demasiado
apego ao seu ponto de vista.
Temos muito trabalho pela frente,
muita coisa para mudar.
Ana Drago, felicidades, não se
deixe apagar. A senhora até a mim faz falta.
LM/2013
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