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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

11 de Setembro de 1973: No Dia do "Nascimento" do Neoliberalismo: Cuarenta años del golpe neoliberal en Chile

Novas revelações: "El golpe de estado de Chile ha sido poco menos que perfecto"

Foi Há 40 anos - Chile - 11 de Setembro de 1973.


Passam hoje 40 anos sobre o sanguinário golpe de Pinochet, que impôs uma das mais violentas ditaduras militares pós-guerra, que durou 15 anos.

O Chile era então uma das mais longas democracias da América Latina e era governada por um governo de esquerda, presidido pelo socialista Salvador Allende.
Logo nos primeiros três meses foram assassinados mais de 1500 civis.

Ao longo da ditadura foram assassinados 3200 civis, mais de 35 mil conheceram a tortura e 200 mil, 2% da população chilena, escolheram o caminho do exilio.

Entre os mortos mais conhecidos, contam-se o musico Victo Jara, barbaramente torturado até à morte, e o assassinato no exilio, do general , fiel á democracia, Carlos Prats, na Argentina e, em Washington, de Orlando Letelier, ministro dos negócios estrangeiros do governo socialista deposto.

A morte do poeta Pablo Neruda, 12 dias depois do Golpe de Estado, continua até hoje envolta em mistério, sabendo-se, contudo, que após a sua morte, os militares mandaram queimar os seus livros.

Convém aqui recordar igualmente que a ditadura de Pinochet serviu de cobaia para ensaiar a aplicação das teorias neoliberais da escola de Chicago, presidida por Milton Friedman, grande apoiante da ditadura chilena. O ministro da economia da ditadura, em funções desde 1975, foi um aluno de Friedman e da escola de Chicago, Sérgio de Castro. 

O resultado foi o empobrecimento geral da população e a prosperidades dos grandes grupos econômicos e financeiros.

Ficou igualmente provado que o neoliberalismo prescinde bem dos valores democráticos para se expandir, mostrando as diferenças entre “liberalismo” e “neoliberalismo”, que alguns procuram escamotear (a diferença entre ambos é tão grande como entre social-democracia e stalinismo…).

Hoje o Chile vive em democracia,  mas ainda não se conciliou totalmente com o seu terrível passado recente, herdando o peso da pobreza que atinge mais de 30% da sua população.

Homenagem Ao Chile - Desaparecido - 1982 - Costa Gavras - Película Completa - legendada em Español


terça-feira, 10 de setembro de 2013

ESTES NORUEGUESES DEVEM ESTAR LOUCOS!!!!




O mundo, principalmente o da política, está um lugar cada vez menos recomendável.


Na Noruega, o país que ocupa o primeiro lugar no Índice de Desenvolvimento Mundial , acaba de correr com os trabalhistas para colocar no poder a direita da srª Erna  Solberg, aliada à extrema-direita do Partido Popular, onde militava o terrorista Anders Breivik.


No poder desde 2005,os trabalhistas, liderados por Jeaans Stoltenberg, que ficou famoso por andar em campanha a guiar incognitamente um táxi pelas ruas Oslo, deixaram o país numa situação ainda mais confortável do que aquela em que o encontraram.


A Noruega é considerado o país mais desenvolvido do mundo, um dos mais ricos, praticamente sem desemprego, sem deficit, com uma economia estável e sólida, uma sociedade culta, e um verdadeiro Estado Social.


Tudo isso se deve, em parte, aos lucros do petróleo, mas fundamentalmente à boa gestão dos seus recursos e à redistribuição equitativa da sua riqueza.


Pois tudo isso vai provavelmente acabar, devido a um acto de pura loucura e irreflectido do seu eleitorado, que não terá medido as consequências da sua votação.


Apesar de ser o partido mais votado, os trabalhistas não conseguem obter uma maioria parlamentar.


Por sua vez a coligação da direita, liderada por Erna, que tem como modelo Margereth Thatcher e Angela Markel, com o apoio da extrema-direita, que aparece de face “lavada” em relação à sua responsabilidade moral nos actos terroristas de há dois anos perpetuados por  Breivik, consegue essa maioria para governar.


Razões para isso? O simples desejo de cumprir a tradição de não manter os mesmos no poder muito tempo, segundo alguns analistas tão perplexos como nós.


Sabendo-se contudo que a srª Erna e o seu partido não concordam com a forma como são preservados para o futuro e geridos os lucros do petróleo, a explicação talvez tenha a haver com o desejo do mundo financeiro em se apropriar de um bem que até aqui tem sido considerado dos noruegueses e das gerações futuras, o mesmo mundo financeiro que consegue meios poderosos de controlar eleições e a comunicação social, como por cá já sabemos, levando as pessoas a tomarem opções disparatadas e perigosas como as deste acto eleitoral.


Será curioso analisar o que vai acontecer aos lucros do petróleo norueguês, aos seu Estado Social e ao emprego, bem como à evolução, nos próximos anos, da posição norueguesa no Índice de desenvolvimento humano.


….pobres noruegueses!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

domingo, 8 de setembro de 2013

UM DIA COM SAPOS BEIRÕES ...

 (Com uma Lumix/Leica, tipo Bridge)

Em três tanques, de tamanho diferente, com quantidades de sapos diferentes, na Quinta do Pendão, em Santa Cruz da Trapa, concelho de S. Pedro do Sul , distrito de Viseu, este Verão.
Infelizmente o material fotográfico que levei não permitiu apanhar os sapos a saltar. 















sexta-feira, 6 de setembro de 2013

O QUE SE “APRENDE” NUMA UNIVERSIDADE DE VERÃO: “Já alguém perguntou aos 900 mil desempregados de que lhe valeu a Constituição até hoje?” (intervenção do “Professor Doutor” Passos Coelho).



(FONTE: CORVOMANIA)

Para mim, “Universidade” quer dizer universalismo do conhecimento, do saber, da inovação, da tolerância, do debate de ideias e da experiência. Tudo o contrário do que se passa nas chamadas “Universidades” de verão dos Partidos do “arco do poder”.

A fazer fé naquilo que nos foi dado a ler, ouvir e ver pela comunicação social, as tais “Universidades” de Verão não passam de meras acções de lavagem ao cérebro e de propaganda política, onde se debitam as maiores enormidades, no tom mais descontraidamente boçal deste mundo, sobre a política nacional, os adversários políticos e a economia.

Essas “Universidades” de Verão são o fiel retrato da actual geração de políticos que nos governam. 

Para eles a frequência universitária não interessa para adquirir conhecimento e abertura de espírito, mas apenas para adquirir um diploma que lhe dê direito ao título de “SR. Doutor” abrindo assim portas para os negócios do poder, frequentando, se for necessário cursos da “treta” ou obtendo classificações duvidosas, como já é do conhecimento público em relação a alguns políticos. 

Por isso promovem  a mediocridade das “Universidades de Verão” onde os jotazinhos podem fazer o tirocínio de iniciação à carreira política. Para essa gente vai-lhes valer mais no futuro o certificado obtido nessas “Universidades” do que um qualquer doutoramento numa verdadeira e prestigiada Universidade.

A pérola dos “ensinamentos” que se transmitem nessas “Universidades” é a frase em cima citada, da autoria do actual Primeiro-Ministro, um bom exemplo da demagogia e da falta de ética democrática que vigora nesses sítios, sendo absurda pelo modo com mistura alhos com bugalhos , ainda por cima dita pelo responsável máximo pelas políticas que têm potenciado o desemprego em Portugal.

Chamar de “Universidade” a esses “cursos” de propaganda político-partidária é bem revelador do espírito pato-bravista e de novo-riquismo que domina a mentalidade das actuais elites políticas, com o resultado que está à vista.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

OS HERÓIS DE AGOSTO



(FOTO: LUSA)

Ao retomarmos a actividade deste blog, não podíamos deixar de iniciar este novo ciclo com uma referência àqueles que foram os heróis de Agosto, os Bombeiros Portugueses.


Eles foram o exemplo de abnegação, solidariedade e coragem de que este país, devastado pelas chamas e pela política, anda a precisar.


Cinco Bombeiros portugueses pagaram com a vida e muitos outros sofreram ferimentos graves pelo seu esforço para salvarem pessoas e bens e pagaram caro o desleixo de muitos, a mente doentia e criminosa de alguns e a falta de visão de outros tantos em relação à desertificação do país e à (falta de) tratamento adequado da floresta portuguesa.


De realçar o papel do actual ministro da administração interna, incansável em acompanhar os bombeiros nestes dias terríveis, contrastando com o oportunismo político do primeiro-ministro e o silêncio ruidoso do presidente da República.


Quando os fogos terminarem é importante que se faça um balanço da tragédia que se abateu sobre Portugal e se tomem as medidas corajosas que são necessárias para recuperar e cuidar do que resta do nosso sector florestal.


Até lá, manifestemos toda a nossa solidariedade para com os nosso valorosos bombeiros.

domingo, 4 de agosto de 2013

Vamos de Férias...

...mas vamos andar por aí...
Até Setembro...

As Crónicas de Maria Laura Madeira



A partir de Setembro contamos abrir o espaço de Pedras Rolantes a novas colaborações, procurando tornar assim este “idoso” blogue num espaço mais plural e com ideias e visões diferentes e mais inteligentes do que aquelas que eu por aqui, á flor da pele e em cima do joelho vou debitando.
É o caso da minha amiga Maria Laura Madeira.
Para abrir um pouco o “apetite”, aqui vos deixo três crónica da sua autoria
Voltaremos em Setembro
VM
:

 Uma aula de Catroga, na SicNotícias,
 por Maria Laura Madeira

 Correrei o risco de ser apedrejada ao distinguir hoje, em entrevista a Ana Lourenço, uma aula
de Eduardo Catroga acerca da «história da crise», como eu ouso chamar-lhe. Veio a propósito da interessantíssima trica sobre a Ministra Maria Albuquerque que, mentiu não mentiu, lá vai justificando os honorários de alguns.

Apreciei sobremaneira a sua capacidade de síntese, se calhar porque, nos meus trabalhos de jornalismo, depois de aprimorar a matéria, o léxico e a pontuação, eu recebia da coordenadora um sorriso aliviado e quase sempre uma ordem: «reduz para dois terços». Então, ao menos por isso, que ninguém se melindre da minha admiração episódica por Eduardo Catroga.

 Tão simples como o raciocínio de cada um de nós sobre a questão, mas desta vez sem brejeirices, o Professor fez o historial das crises do nosso país, a começar pela bancarrota dos finais do séc. XIX. Seguiu até Guterres e Cadilhe, para acentuar que foram estes quem desmanchou o organismo que entre nós controlava as matérias financeiras, empréstimos externos incluídos. Não disse por que razão Cadilhe abriu o curro, certamente uma razão de último recurso; tão último que Guterres acabou por sair espavorido e bem recompensado, com um bonito cargo. Mas a crise conheceu aí a grande hemorragia. Ou seja, as empresas públicas e mistas puderam tourear à vontade, com um «inteligente» que, fosse quem fosse, uma certeza tinha: quando a besta saltar será em cima do povo, como sempre.

Só havia de acautelar o rendimento de uns quantos, para que a pancada, quando viesse, não os deixasse sem pinga de sangue, como a milhões de nós. 

Catroga concluíu o óbvio, de que a gente parece esquecer-se. A responsabilidade dos gastos, excessivos, dos empréstimos tóxicos, de tudo o que tem sido a hemorragia nacional deve-se principalmente à tutela, a quem devia governar e não governou. Crime doloso, acrescento eu, de resultados previsíveis, cometido com a consciência de que recairia sobre os menos favorecidos o ónus de pagar a crise. As sucessivas crises. Os desfavorecidos do sistema que, se morrerem ou matarem, tanto melhor, mais fica.

E a força do trabalho, os que trabalham, que lhes aconteça como aos antigos escravos alforriados, livres e ao Deus dará. Enquanto alguns se lambuzam de marisco e dançam o samba, cumprindo alegremente o calendário religioso. 

 Justiça? Casos de polícia? Declaração de calamidade pública? Não, apenas silêncio.

Com tranquila graça Ana Lourenço rematou, a propósito das dívidas ocultas: «Saíram de todos os buracos».

Obrigada por me lerem, 

MLM/2013

A visão fria de António Barreto - SicNotícias, noite de 1/8/2013
por Maria Laura Madeira

Muito a propósito e recorrente da «aula de Catroga», António Barreto foi ontem convidado de Ana Lourenço. Um barulho danado, no resguardo discreto da conversa que travaram. A inteligência, no seu melhor.
 
Sem demérito algum para a densa e deveras interessante conversa que travaram, passo a destacar apenas o que parece responder à pergunta implícita na aula de Catroga, que frontalmente colocámos no nosso atrevido comentário. Ou seja, feito o diagnóstico da situação de crise que vivemos, por que não são responsabilizados todos aqueles que, de um modo frio e a diversos níveis, reiteradamente nos levaram ao abismo. 

Tecer conjecturas ao nível da nossa ingenuidade não é o mesmo que ouvir António Barreto. Como um cirurgião experimentado, com a calma e a frieza que o torna destro e quase indiscutível, o ilustre convidado retira-nos qualquer esperança: Não temos, não foram criadas as instâncias que possam dinamizar sequer uma acção de auditoria. Todas as inúmeras culpas ao longo do tempo e das circunstâncias que as envolveram, são hoje um verdadeiro convento de «freiras crísicas» que vão morrer solteiras.

E a democracia? Pergunta Ana Lourenço em coro connosco. Está reduzida aos actos eleitorais e aos aspectos formais daí naturalmente recorrentes; é o que pudemos entender. Donde que nem a «Casa da Democracia» prece ter nada a ver com nada.

Afinal, segundo bons autores com obra recentemente publicada sobre estas matérias, é na AR que estão as cabeças desta arrepiante Medusa.

De resto, quem ousaria colocar o país no banco dos réus, para gáudio dos seus grandes inimigos? Que Tribunal, que réus, mas sobretudo que propósito gorado. Fomos todos dados como chulos dos povos do Norte, tidos como preguiçosos, entre outras ofensas que ouvimos recentemente do nosso chefe do governo. 

Mas a matéria vazou, foi vazando de há muito. Usando provérbios, como ele gosta, diria que não adianta tapar o sol com a peneira.

 Já não será no meu tempo de vida, porém, creio que teremos de volta um organismo nacional e não só, para controlar os que se dão bem com a exploração do povo e, à posteriori, com a imunidade e a impunidade que os faz navegar em cruzeiro de luxo, enquanto o povo se afoga.

Obrigada por me lerem.

MLM/2013

Ana Drago com Ana Lourenço, em 2 de Agosto de 2013
Por  Maria Laura Madeira

Ana Drago é uma figura que irá comigo até ao fim. Dela sei apenas que é deputada pelo Bloco de Esquerda. Guardo o registo emocionado de inesquecíveis intervenções, onde defendeu ideias e propostas de actuação com profundidade, força, riqueza e sobriedade no discurso e nas imagens. Elegância e estilo são características que a distinguiram e distanciaram, infelizmente, da maior parte dos que vêm partilhando com ela o habitáculo da AR. Ana Drago tem aquele brilho nato que a uns prende e a outros ofusca; temos pena. É para mim uma das mulheres de sempre, na cena portuguesa.

Pela sua juventude, gostaria que muito ainda tivesse para transmitir a ensinar aos que agora começam a dar pelo fenómeno da vida, das causas e das escolhas.

Tal como ela o disse hoje a Ana Lourenço, eu acredito que a sociedade precisa de se encarar para trocar ideias, esboçar e levar por diante objectivos comuns. 

Precisamos de despir o velho figurino de carneiros obedientes e ainda assim invejosos, com síndrome de mal-amados, desfeiteando quem fere a zona de conforto onde cada um se acha aconchegado e protegido. Todos somos humanos, sempre haverá um modo de nos podermos entender sem hostilidade e demasiado apego ao seu ponto de vista.

 Temos muito trabalho pela frente, muita coisa para mudar.

 Ana Drago, felicidades, não se deixe apagar. A senhora até a mim faz falta. 

LM/2013