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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

A Terra Vista do Espaço

A NASA divulgou um fabuloso video, acompanhado por musica de Peter Gabriel, que é uma espantosa viagem pela TERRA, vista a partir do espaço e que pode ser visto clicando em baixo: 
El frágil oasis terrestre, visto desde el espacio | Ciencia | elmundo.es (clicar para ver)

Greve Geral...o Dia Seguinte...



Entre verdades e mentiras, duas ou três coisas que fiquei a “saber” com esta Greve Geral:

-Ir pela guerra dos números para medir a adesão e o significado da Greve Geral é um erro redutor e falacioso. O Governo caiu grosseiramente nesse erro, desacreditando-se. Os sindicatos conseguiram, desta vez, evita a armadilha. Nunca se vai saber quem fez greve porque não teve transporte para chegar a casa ou quem fez greve “à boleia” do serviço ou da empresa fechada. Mas, o mais grave, e inadmissível em democracia, são aqueles, muitos, principalmente os trabalhadores precários, que não puderam fazer greve, querendo, por causa da chantagem exercida por algum patronato, em total desrespeito pela lei, ou porque recebem salários tão miseráveis que um dia de greve pesa dolorosamente no orçamento familiar. Contudo, foi evidente, nos muitos depoimentos de rua recolhidos ao longo do dia pela comunicação social que, mesmo aqueles que foram prejudicados pela greve ou os que não fizeram greve pelas mais variadas razões, mostraram compreensão e até simpatia pela greve.

- A greve foi só dos Funcionários Públicos, nomeadamente do sector dos transportes. Mais, a Greve Geral é um “luxo” de Funcionário Público. Foi esta a linha de alguns comentadores e de alguma comunicação social. É óbvio que o maior descontentamento grassa entre o funcionalismo público, são estes os únicos que pagam os impostos correctamente e são estes os únicos que estão a ser penalizados socialmente. Claro que ainda pior estão os desempregados e os pensionistas, mas estes, obviamente não fazem greve nem contam para os números da greve. Para além de que a miserável chantagem patronal, a que nos referimos no parágrafo anterior, impede que a greve tenha o mesmo peso no sector privado.

- A greve saldou-se por actos de vandalismo e por confrontos no final da manifestação. Foi esta a imagem que alguma comunicação social e alguns comentadores tentaram impor junto da opinião pública. Mais grave ainda, foi no sentido de valorizar esta situação que se revelou a única atitude do Governo face à Greve, a de reunir com as polícias. Mais uma falácia. Esses actos foram isolados e pouco significativos. A greve e a manifestação, no essencial, decorreram de forma ordeira e pacífica.

Contudo os sindicatos esgotaram esta forma de luta. Daqui para a frente há o risco de os sindicatos não controlarem mais o descontentamento popular.

O Governo, os “seus” comentadores e a sua "base social de apoio" ainda vão ter saudades do tempo em que eram os sindicatos a convocar greves e manifestações…










quinta-feira, 24 de novembro de 2011

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

A GREVE EM CARTOON









Um Manifesto de Apoio à GREVE GERAL, assinado por profissionais das Ciências Sociais:


“EM DEFESA DA DIGNIDADE, DO TRABALHO e DO ESTADO SOCIAL
“O último ano tem sido marcado por uma catadupa de decisões políticas atentatórias das condições de vida dos cidadãos e dos serviços e apoios sociais arduamente conquistados ao longo da história, criando uma situação que é tão mais gravosa quanto ocorre num quadro de progressivo desemprego e recessão económica.
“É o caso dos cortes unilaterais nos salários dos trabalhadores do Estado, da apropriação fiscal de grande parte do subsídio de Natal dos trabalhadores e pensionistas, do corte dos subsídios de Natal e de férias dos trabalhadores do sector público e dos pensionistas que, tal como o aumento do horário laboral no sector privado, estão previstos para o próximo ano, da substancial diminuição do financiamento ao Serviço Nacional de Saúde e à educação pública, ou da restrição do acesso ao subsídio de desemprego e a outras prestações sociais.
“No entanto, estas opções políticas não se limitam a agravar as condições de vida dos trabalhadores, pensionistas e suas famílias, fazendo até perigar a própria subsistência de muitos deles em condições minimamente dignas.
“Essas decisões são tomadas em nome do reequilíbrio das contas públicas e da necessidade de servir a dívida. No entanto, devido à recessão que já provocam e irão aprofundar, não permitirão sequer atingir esses objectivos. Dessa forma, ao sofrimento imposto a milhões de pessoas e à injustiça na repartição dos custos, vem somar-se a consciência da inutilidade de tais sacrifícios.
“Mais ainda, as medidas tomadas no âmbito das políticas de “ajustamento” constituem uma brutal subversão do contrato social que permitiu à Europa libertar-se, após a II Guerra Mundial, da endémica incerteza e insegurança de vida dos seus cidadãos e, com base nisso, assegurar vivências mais dignas, uma maior equidade e níveis de paz social e segurança colectiva sem paralelo na sua história.
"Ao subverterem a credibilidade e a segurança jurídica da contratação laboral e sua negociação, ao esvaziarem e restringirem os elementos de Estado Social implementados no país (pondo com isso em causa o acesso dos cidadãos à saúde, à educação e a um grau razoável e expectável de segurança no emprego, na doença, no desemprego e na velhice), essas opções políticas, apresentadas como se de inevitabilidades se tratasse, reforçam as desigualdades e injustiças sociais, abandonam os cidadãos mais directamente atingidos pela crise, e criam as condições para que a dignidade humana, os direitos de cidadania e a segurança colectiva sejam ameaçados pela generalização da incerteza, do desespero e da ausência de alternativas.
“Por essas razões, os cientistas sociais signatários reafirmam que os princípios e garantias do Estado Social e da negociação consequente dos termos de trabalho não são luxos apenas viáveis em conjunturas de crescimento económico, mas sim condições básicas da dignidade e da existência colectiva, que se torna ainda mais imprescindível salvaguardar em tempos de crise. São, para além disso, elementos essenciais de qualquer estratégia credível para ultrapassar a crise e relançar o crescimento económico.
“Num quadro de fortes limitações orçamentais, esse imperativo societal requer a reversão das crescentes assimetrias na distribuição de riqueza entre capital e trabalho, designadamente através da utilização de uma substancial e mais equitativa tributação dos lucros e mais-valias como fonte do reforço de financiamento dos serviços e prestações sociais.
“Sendo as opções governativas em curso (e em particular a proposta de OGE 2012) contrárias a estas necessidades e atentatórias da dignidade humana e da segurança colectiva, os cientistas sociais signatários apoiam a Greve Geral convocada pela CGTP-IN e a UGT para o próximo dia 24 de Novembro, apelando aos seus concidadãos para que a ela adiram.
“Tratando-se embora de uma acção a nível nacional, os signatários saúdam também esta Greve Geral como um momento do combate europeu contra as políticas de austeridade e de regressão social, a favor de mudanças na política europeia que coloquem no centro os cidadãos, o crescimento económico, o desenvolvimento e a defesa da Europa Social e da democracia.
“Os cientistas sociais:
“Alan Stoleroff (ISCTE-IUL), Alexandre Abreu (CEG-UL), Amanda Guapo (IELT-UNL), Ambra Formenti (ICS-UL), Ana Benard da Costa (ISCTE-IUL), Ana Benavente (ULHT), Ana Cordeiro Santos (CES-UC), Ana Costa (ISCTE-IUL), Ana Cristina Ferreira (ISCTE-IUL), Ana Cristina Santos (CES-UC), Ana Delicado (ICS-UL), Ana Horta (ICS-UL), Ana Margarida Esteves (Tulane Un.), Ana Paula Guimarães (FCSH-UNL), André Gago (IELT-UNL), Anne Cova (ICS-UL), António Brandão Moniz (FCT-UNL), António Carlos Santos (UAL), António Galamba (antr.), António Monteiro Cardoso (CEHCP-IUL), António Teodoro (ULHT), Brian O’Neil (ISCTE-IUL), Britta Baumgarten (CIES-IUL), Carlos Augusto Ribeiro (FCSH-UNL), Carlos Pedro (antr.), Carlos Rodrigues (UA), Catarina Casanova (ISCSP-UTL), Cícero Pereira (ICS-UL), Clara Saraiva (FCSH-UNL), Cristina Santinho (CRIA), Domingos Morais (IELT-UNL), Dulce Simões (INET-UNL), Elisabete Figueiredo (UA), Elísio Estanque (CES-UC), Elsa Peralta (ICS-UL), Emília Margarida Marques (CRIA), Fátima Sá M. Ferreira (ISCTE-IUL), Francisca Alves-Cardoso (FCSH-UNL), Frédéric Vidal (CRIA), Giovanni Alves (CES-UC), Gonçalo Santinha (UA), Graça Videira Lopes (FCSH-UNL), Guilherme Fonseca-Statter (CEA-IUL), Guya Accornero (CIES-IUL), Helena Lopes (ISCTE-IUL), Henrique Sousa (FCSH-UNL), Hermes Costa (CES-UC), Hugo Dias (CES-UC), Inês Godinho (antr.), Inês Sachetti (UCLA), Irene Flunser Pimentel (hist.), Isabel Cardigos (FCSH-UA), João Areosa (soc.), João Edral (IELT-UNL), João Estevão (ISEG-UTL), João Ferrão (ICS-UL), João Leal (FCSH-UNL), João Luís Lisboa (FCSH-UNL), João Paulo Dias (CES-UC), João Pedroso (FE-UC), João Pina Cabral (ICS-UL), João Rodrigues (CES-UC), João Seixas (ICS-UL), João Teixeira Lopes (FL-UP), João Vasconcelos (ICS-UL), Jorge Bateira, Jorge Carvalho (UA), Jorge Malheiros (IGOT-UL), José António Fernandes Dias (FBA - UL), José Carlos Mota (UA), José Castro Caldas (CES-UC), José Gabriel Pereira Bastos (CRIA), José Manuel Cordeiro (ICS-UM), José Manuel Pureza (CES-UC), José Manuel Rolo (ICS-UL), José Manuel Sobral (ICS-UL), José Mapril (CRIA), José M. Leal da Silva (IELT-UNL), José Neves (FCSH-UNL), Lourenzo Bordonaro (CRIA), Luís Silva (CRIA), Luís de Sousa (ICS-UL), Luís Souta (ESSE-IPS), Luísa Lima (ISCTE-IUL), Luísa Oliveira (ISCTE-IUL), Luísa Schmidt (ICS-UL), Luísa Tiago de Oliveira (ISCTE-IUL), Manuel Carlos Silva (ICS-UM), Manuel Couret Branco (UE), Manuel Loff (UP), Manuela Ivone Cunha (UM), Margarida Paredes (CRIA), Margarida Pereira (FCSH-UNL), Margarida Perestrelo (ISCTE-IUL), Maria Cardeira da Silva (FCSH-UNL), Maria Clara Murteira (FE-UC), Maria Eduarda Gonçalves (ISCTE-IUL), Maria Fátima Ferreiro (ISCTE-IUL), Maria Inácia Rezola (IHC-UNL), Maria Inês Amaro (FCH-UCP), Maria João Freitas (LNEC), Maria José Casa-Nova (UM), Maria Luís Pinto (UA), Maria da Paz Campos Lima (ISCTE-IUL), Mário Vale (IGOT-UL), Marlene Rodrigues (CPES-ULHT), Marta Prista (FCSH-UNL), Marzia Grassi (ICS-UL), Mauro Serapioni (CES-UC), Michel Binet (CL-UNL), Micol Brazzabeni (CRIA), Miguel Cardina (CES-UC), Miguel Vale de Almeida (ISCTE-IUL), Mónica Truningen (ICS-UL), Nuno Domingos (ICS-UL), Nuno Martins (UCP), Oriana Alves (IELT-UNL), Patrícia Alves Matos (CRIA), Paulo Castro (ISCTE-IUL), Paula Godinho (FCSH-UNL), Paulo Alves (ISCTE-IUL), Paulo Castro Seixas (ISCSP-UTL), Paulo Granjo (ICS-UL), Paulo Mendes (UTAD), Paulo Peixoto (FE-UC), Paulo Raposo (ISCTE-IUL), Pedro Aires Oliveira (FCSH-UNL), Pedro Hespanha (CES-UC), Raquel Rego (ISEG-UTL), Raúl Lopes (ISCTE-IUL), Renato Carmo (ISCTE-IUL), Ricardo Sequeiros Coelho (CES-UC), Ricardo Paes Mamede, Rita Poloni (ICS-UL), Rosa Maria Perez (ISCTE-IUL), Rui Bebiano (CES-UC), Rui Tavares (hist.), Ruy Blanes (ICS-UL), Sanda Samitca (ICS-UL), Sara Falcão Casaca (ISEG-UTL), Sílvia Portugal (CES-UC), Sofia Aboim (ICS-UL), Sofia Sampaio (CRIA), Sónia Bernardes (ISCTE-IUL), Sónia Ferreira (FCSH-UNL), Sónia Vespeira Almeida (CRIA), Susana Boletas (ICS-UL), Susana Durão (ICS-UL), Teresa Albino (IICT), Teresa Carvalho (UA), Teresa Santos (ICS-UL), Tiago Correia (CIES-IUL), Tiago Saraiva (ICS-UL), Vera Borges (ICS-UL), Virgílio Amaral (CES-UC), Vitor Ferreira (ICS-UL), Vitor Neves (FE-UC)”
(texto editado no Público de 22 de Novembro de 2012)

Um Site para Seguir a Greve Geral 24 Novembro 2011

O SOM DO DIA - 24 - Dulce Pontes - Fado Português

A cigarra e a formiga - JN


Manuel António Pina dá voz à nossa indignação. Quem pode acreditar num Governo que permite isto?
E não venham com a treta do turismo...

A cigarra e a formiga - JN

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Aderimos à Greve Geral, uma pequena batalha na guerra ao poder financeiro

Penso que, nos dias que correm, fazer uma greve geral já não é suficiente para travar o actual processo de destruição da democracia e da dignidade humana que está em curso em Portugal e na Europa.

Mas a greve geral é ainda o último patamar antes de se chegar a vias mais radicais para combater a actual situação de retrocesso civilizacional em que o poder financeiro e os seus aliados políticos e ideológicos tentam lançar Portugal e a Europa.

A greve geral pode ter um significado como descarga de frustrações e de raivas contra o actual estado de coisas, contra uma “troika”, um governo e um orçamento que desrespeitam a democracia, a cidadania, o trabalho, a lei e a Constituição.

Mas hoje já não estamos perante um “mero” conflito social. Estamos em guerra.

Uma guerra desencadeada pelo poder financeiro, que se vai instalando sem legitimidade democrática, para já “apenas” na Grécia e na Itália, que ameaça a Espanha, a França e a Bélgica, que se move à sombra de “troikas”, bancos centrais, agências de rating, comissões europeias, srª Merkel, e outras instituições não democráticas, exigindo a destruição dos direitos sociais, dos direitos democráticos consagrados na lei e nas Constituições, dos rendimentos do trabalho, e da dignidade dos cidadãos, em nome da austeridade para “acalmar” os seus “mercados” e em nome da salvação dos especuladores e agiotas que nos querem lançar na miséria e, em ultima instância, na guerra.

A Greve Geral pode ser assim, “apenas” um forte aviso aos agentes locais desses poderes, uma primeira etapa pacifica, mas que deverá subir o patamar no modo de mostrar o descontentamento dos cidadãos, se esses poderes se limitarem a ridicularizar e a ignorar esse descontentamento.

A guerra desencadeada pelo poder financeiro contra os cidadãos europeus nunca poderá ser ganha pelos cidadãos e trabalhadores europeus se cada um se isolar no seu espaço nacional.

Daqui para a frente devemos usar as mesmas armas desse poder terrorista: a globalização da acção. As greves têm de ser europeias, as manifestações no mesmo dia em todas as capitais europeias e, se nada se alterar, as ruas devem ser ocupadas por toda a Europa até que esses poderes não democráticos cedam o seu lugar a uma comissão europeia eleita pelos cidadãos, a um banco central europeu controlado pelos cidadãos e a um presidente europeu escolhido livremente por todos nós que coloquem esses agiotas e especuladores no seu devido lugar: na ilegalidade.

Os cidadãos devem exigir depois a igualdade de direitos e deveres, sociais, económicos, financeiros e culturais, para todos os povos da União Europeia.

Se, pelo contrário, deixarmos que o poder financeiro, o seu “braço político”(os governos de direita que dominam a Europa, os burocratas da Comissão Europeia e do BCE) e os seus aparelhos ideológicos (a maior parte da comunicação social e das universidades de economia dominadas por esse memo poder financeiro) ganhem esta guerra, se nos e deixarmos adormecer ao som da austeridade sem fim e do pensamento único neo-libveral, então será bom que nos preparemos para o fim do Euro, da União Europeia, da paz e da relativa prosperidade em que nos habituámos a viver. Se eles vencerem, a Europa vai regressar à miséria e à barbárie de outras épocas, uma situação que não será  muito diferente do modo de vida da maior parte das populações africanas ou latino-americanas.

Pode já não ser em nome do nosso futuro, mas em nome das gerações mais novas e dos nossos filhos, que devemos usar todas as armas legitimas e democráticas ao nosso alcance para evitar essa situação.

Aderir a esta Greve Geral é um primeiro sinal de resistência…mas não vai chegar.

Começa hoje reunião decisiva para candidatura do fado a Património da Humanidade.

Miguel Seabra premiado com o Seed of Science 2012 -.

Em Portugal não existem apenas economistas, políticos e comentadores isuportáveis. 
Felizmente continuamos a dar cartas na arte e nas ciências: 

Como é viver na Coreia do Norte (uma reportagem fotográfica quase clandestina)

 Dois fotógrafos da Associated Press, Ng Han Guan e Greg Baker, conseguiram entrar no país mais isolado do mundo e fotografar várias cenas do quotidiano daquele país.O resultado está na fotogaleria que pode ser vista em baixo:

FILMES DUMA VIDA - 111 - A Janela da Frente (2003)

VEDROGRAFIAS: A Pera Rocha em livro

O Som do Dia - 23 - Fausto

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Eleições em Espanha...o fim da "terceira via", o princípio de uma nova social-democracia?

(fonte: Publico.es)

Os resultados das eleições espanholas foram os previstos: uma derrota histórica dos socialistas e uma vitória esmagadora da direita.
Com a derrota do PSOE, foi varrido o último governo que simbolizava a chamada “terceira via” blairista, que descaracterizou a social-democracia e o trabalhismo europeus e se revelou uma das maiores fraudes ideológicas de sempre.
Rendida aos encantos do mundo financeiro e empresarial, acreditando que era possível domesticar os mercados e incluir a ideologia neoliberal, essa “terceira via” perdeu toda a sua credibilidade e revelou-se socialmente criminosa para as suas bases de apoio, os trabalhadores e a classe média.
Entre a direita pura e dura, mas coerente com essa ideologia neoliberal e a ilusão da imitação reles da “terceira via”, os eleitores da esquerda social-democrata, ou passaram a votar noutros partidos de esquerda, ou desiludiram-se de vez com a política, passando para a abstenção, ou preferiram votar no “original”, isto é, na direita que, essa, mal ou bem, funciona melhor e sem complexos junto do poder financeiro e empresarial e percebe melhor as manhas dos “mercados”.
Foi assim que, país a país, a terceira via de foi desmoronando, na Alemanha, na Inglaterra, em França, na Itália, em Portugal, na Grécia e, agora, em Espanha.
A herança mais grave da ilusão criada pela “terceira via” foi a ideia que ficou de que “é tudo igual” e, no essencial, não existem diferenças entre a governação “socialista” e a da direita, ideia essa que leva ao enfraquecimento da democracia.
Mas o fim do último resquício da “terceira via” europeia vai também obrigar a uma profunda renovação do ideário social-democrata, que já começou a dar frutos na Noruega, na Islândia e na Dinamarca.
Mais a ocidente, a travessia no deserto por parte da social-democracia, levou a uma significativa renovação no partido socialista francês, que, em breve, pode começar a dar frutos, o mesmo estando a passar-se no partido social-democrata alemão e nos trabalhistas britânico. Em Portugal, se bem ainda que de forma hesitante e titubeante, com o peso da sombra do bando socrático, António José Seguro parece querer conduzir o Partido Socialista numa nova direcção.
Pode ser que este estrondoso fim da “terceira via” venha  a ser o início de uma nova social-democracia que se coloque ao lado dos trabalhadores e dos cidadãos europeus contra o poder financeiro e empresarial que, por agora, parece dominar toda a Europa, colocando a democracia em perigo.

O SOM DO DIA - 22 - Ryuichi Sakamoto (...que actua hoje na Gulbenkian)

A Farsa Europeia:


Apesar de já ter algumas semanas, esta entrevista com Gerard Celente ganhou ainda mais actualidade com os acontecimentos recentes.
Nela fala-se da incompetência dos líderes europeus, da farsa "democrática" em que vivemos, que mais parece uma nova forma de fascismo financeiro, o fim do euro, a mentira da globalização e a tentativa dos bancos se salvarem à custa dos cidadãos europeus...


domingo, 20 de novembro de 2011

Seguir em Directo as Eleições em Espanha:

Estão a decorrer as eleições em Espanha.
Segundo tudo indica, estas vão marcar o fim do último vestígio dessa enorme fraude que deu pelo nome de "terceira via", destruindo a social-democracia europeia, com os resultados que todos estamos a sofrer.
A alternativa não vai ser melhor. No caso do nosso país vizinho, e ao que tudo indica, vai chegar ao poder um dos mais cínicos, vazios e falsos políticos espanhóis, que , em definitivo,vai  abrir a Espanha à austeridade e à crise financiera.
Quem quiser seguir os resultados eleitorais pode consultar aqui a publicação dos resultados em directo, nos sites dos jornais Publico (es), El Mundo e El País. Basta ir actualizando os gráficos, a partir da hora de encerramento das urnas.

FILMES DUMA VIDA - 110 - Sem Nome