Os dias que rolam, numa visão plural, pessoal e parcial de um mundo em rápida mutação. À esquerda, provocador e politicamente incorrecto, mas aberto à diversidade...as Pedras Rolam...
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quarta-feira, 28 de julho de 2010
terça-feira, 27 de julho de 2010
Mark Knopfler hoje em Lisboa
Mark Knopfler, o ex-guitarrista ex- líder dos Dire Straits actua esta noite em Lisboa, no Campo Pequeno, a partir das 21.30.
Integrado na touné “Get Lucky” , para apresentação do seu último álbum, não deixará provavelmente de nos brindar com alguns dos seus êxitos a solo ou dos Dire Straits.
Neste espectáculo será acompanhado por Michael McGoldrick, músico celta, mestre da tradicional tin whistle, a tradicional flauta celta e escocesa.
Se tivermos sorte, amanhã divulgaremos algumas fotografias desse espectáculo, até lá, podem consultar AQUi a página oficial de Mark Knopfler.
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domingo, 25 de julho de 2010
A Fotografia da Semana - Uma super barragem na China
A descarga de uma das maiores barragens do mundo, em Yangtsé na China, proporciona imagens espectaculares como esta, que escolhemos como fotografia da semana.
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Fotografia (divulgação)
sábado, 24 de julho de 2010
Caminho...
Caminho caminhando
num centro do mundo
Um rosto estranho
As baleias desafiam a espuma
como os dias claros de um olhar distante
sem sentido
perdido,
perdido sempre
num rumo sem rumo
à distância de um olhar
no horizonte do teu olhar
sempre…sempre…
ao alcance dos teus ombros
teus…
teus e meus
Caminho caminhando…
23 Julho 2010
num centro do mundo
Um rosto estranho
As baleias desafiam a espuma
como os dias claros de um olhar distante
sem sentido
perdido,
perdido sempre
num rumo sem rumo
à distância de um olhar
no horizonte do teu olhar
sempre…sempre…
ao alcance dos teus ombros
teus…
teus e meus
Caminho caminhando…
23 Julho 2010
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Poesia
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Fotografias para um Fim de Semana Natural
Scott Linstead é o autor deste conjunto de fotografias, que nos dão uma outra dimensão da natureza que nos rodeia.
Foram publicadas pela Solente News e divulgadas pelo The Guardian on-line esta semana.
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Scott Linstead (fotógrafo)
quinta-feira, 22 de julho de 2010
CPLP - A Caminho do Descrédito!?
Já aqui defendemos que, face à incapacidades dos burocratas e líderes políticos da União Europeia em resolver a crise actual, em grande parte potenciada pela irresponsabilidade das medidas ditas “anti-crise” por eles propostas, Portugal só tinha a ganhar em virar-se, cultural, económica e politicamente, para organizações alternativas à EU.
Uma dessas organizações é, quanto a nós, a CPLP.
Contudo, esta organização, que vai realizar a partir de amanhã uma cimeira em Luanda, corre o risco de, em vez de se apresentar como uma organização internacional credível, dar um autêntico “tiroo no pé” com a previsível aceitação da adesão da Guiné Equatorial à CPLP.
Já seria grave, e até ridículo, aceitar a adesão de um país que nada tem a ver com a língua e a cultura portuguesa.
Mais grave ainda é o facto desse país ser um dos piores exemplos africanos no que respeita à defesa dos Direitos Humanos.
A Guiné Equatorial é uma das mais sangrentas ditaduras de África, situação que, aliada ao facto de ser um dos países mais corruptos do mundo, faz desse país um daqueles onde a desigualdade é mais gritante e escandalosa, tanto mais que se apresenta com um dos PIB mais elevados do mundo (muita acima de Portugal) graças à sua economia baseada no petróleo, que lhe tem garantido o fechar dos olhos do ocidente à situação interna desse país.
Contudo, será bom recordar que a NATO, que se apregoa como uma organização defensora dos Direitos Humanos, aceitou como fundador o Portugal de Salazar; ou que a EU, na pressa de se antecipar à expansão económica da nova Rússia para o ocidente, aceitou a adesão de vários países do leste europeu liderados por políticos corruptos; ou ainda, que o tão apregoado comércio livre ocidental, abriu as portas à expansão económica baseada no dumping social de países como a Índia, onde quase não existem direitos sociais, ou a China, onde não existem direitos políticos.
Por isso, poucos são aqueles que têm credibilidade para atirar pedras à CPLP se esta, erradamente quanto a nós, resolver aceitar a adesão daquele país.
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quarta-feira, 21 de julho de 2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
O Descrédito é das agências de rating ou das pitonisas que interpretam os seus sinais?
Já aqui disse o que penso da credibilidade das agências de rating. Estando ao serviço de determinados interesses financeiros, para mim a sua credibilidade é …zero.
O problema é que, acreditando ou não nelas, as suas decisões acabam por nos afectar a todos.
Essas agência de rating actuam como autênticos piratas – lançam o caos e o pânico nos meios financeiros para poderem saquear o máximo em menos tempo e escolhem, já não apenas empresas em dificuldades, mas países inteiros em dificuldade onde, ainda por cima, as elites desses países têm uma visão estratégica de vistas curtas, se rebaixam às recomendações dessas agências e, se for necessários, partilham o saque com elas.
Contudo não deixa de ser curioso que geralmente os mensageiros locais dessas agências, ex-ministros das finanças, economistas, comentadores, etc., etc…, preocupados em agradar a essas agências, até porque muitos deles vivem da sua ligação aos sectores financeiros, os primeiros a sofrerem as consequências das decisões dessas agências, indicam como forma de lhes agradar a aplicação de medidas de austeridade – cortes nas despesas sociais, redução de ordenados na função pública, redução do investimento estatal, redução do peso do Estado na economia…- as mesmas que foram aplicadas na Irlanda, um país sempre apresentado como exemplo.
Só que agora a notícia caiu que nem uma bomba: essas agência de rating decidiram baixar o crédito desse país. Ou seja, o país que tomou as medidas que as pitonisas locais da adivinhação económica defendem, não escapou à voragem dessa gente.
Construir uma economia ao sabor das imposições financeiras dessas agências está-se a revelar um desastre para os países que as levam a sério.
Mas há um outro factor que não deixa de ser curioso: os três países mais bem cotados por essas agências, a Áustria, a Finlândia, a França e a Alemanha, são conhecidos mais pelo modo como se “marimbam” para as recomendações dessas agências e para cumprimento de metas do deficit, como são aqueles que, no geral, mais apostam nas despesas sociais , no investimento estatal, no peso do Estado na economia e nos salários mais elevados.
Resumindo e concluindo, as soluções propostas pelos defensores indígenas da credibilidade dessas agências ou são ignorantes, ou estão de má fé, ou são aldrabões.
Talvez, afinal, o mal não seja das agências de rating mas da forma como, em termos nacionais, as decisões daquelas servem de pretexto para a tomada ou a defesa de medidas que continuam a aprofundar o desemprego, o trabalho precário, os salários baixos, as desigualdades sociais e o atraso económico do país, tudo em benefício da especulação do sector financeiro.
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