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Os dias que rolam, numa visão plural, pessoal e parcial de um mundo em rápida mutação. À esquerda, provocador e politicamente incorrecto, mas aberto à diversidade...as Pedras Rolam...
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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019
A Venezuela e o jornal "Observador" : a manipulação e a mentira é o pior remédio
O jornal on-line “Observador” lançou a acusação de que o PCP usou uma fotografia manipulada da manifestação de apoio a Maduro, realizada em Caracas no passado dia 2 de Fevereiro, para ilustrar um comunicado seu.
A jornalista da peça baseou-se em dois filmes caseiros, tecnicamente
mal feitos, mas reais, feito por moradores que vivem nas proximidades do local
onde se realizou aquela manifestação, apoiantes da oposição, e numa opinião de
outro oposicionistas publicada nas redes sociais sobre a veracidadade de um edifício
à esquerda da fotografia em causa.
As normas do bom jornalismo exigiam que a jornalista que escreveu o
texto começasse, em primeiro lugar, por observar com atenção a fotografia e
depois cruzá-la, cuidadosamente, não só com aqueles filmes como com outras fontes minimamente credíveis, tiradas naquele mesmo sitio e naquele mesmo evento.
Foi isso que nós fizemos, recorrendo a várias fotografias que
encontrámos na net, em fontes credíveis, tendo posteriormente comparado todas
as fotografias obtidas, entre as quais aquela referida na reportagem, com a única
que encontramos devidamente identificada, localizada e datada naquele local e momento,
e que nos mereceu confiança, publicada
nos jornais espanhóis El País e Publico (foto em baixo).
(Fonte: Agência EFE, El País e Publico esp.)
Se o El País não indica a fonte dessa fotografia, o Público identifica-a
como sendo da agência EFE.
Assim, comparando essa fotografia com a referida no “Observador” como “manipulada”,
o que encontrámos foi muitos pontos em comum entre ambas, o que mostras que,
embora de ângulos diferentes, ambas foram tiradas no mesmo sitio, no mesmo dia
e na mesma manifestação.
Encontrámos em comum nessas duas fotografias, garantindo que foram
tiradas no mesmo sitio e na mesma altura:
- cores, forma e posição de cartazes em vários locais das fotografias;
- a estrutura de TV ao centro;
-a ponta do cartaz que desce do edifício cor de tijolo escuro à
direita;
- as ordem das bandeiras da direita;
- a posição de vários grupos e pessoas.
Fotografia em causa, assinalando a vermelho o que é comum à foto da EFE:
Fotografia da agência EFE de 2 de Fevereiro de 2019, assinalando a vermelho elementos visíveis em comum com a foto de cima, provando que foram ambas tiradas no mesmo dia e na mesma data:
Só essa comparação era suficiente para se concluir que, se aquela
fotografia é manipulada, então também a é a publicada pelo El País e pelo
Publico, sendo a agência EFE responsável pela manipulação, e portanto todos
eles “mentem” e é o “Observador” que diz a verdade. Ou então é a jornalista do “Observador”
que não fez o trabalho que, profissionalmente devia ter feito, deixando-se
dominar pelos seus preconceitos ideológicos.
Bastava aliás, depois de feito o trabalho, confrontar a agência EFE com
essa “descoberta”.
Por sua vez os filmes não servem para por em causa a veracidade ou não
daquela fotografia.
Antes de tirar conclusões, era importante saber se os filmes foram
feitos no inicio, no auge ou no momento de dispersão daquele evento.
E já agora, se, como se viu, qualquer amador conseguia filmá-lo de um
dos edifícios envolventes, porque o não fizeram os profissionais, até porque
essa era uma alternativa ao impedimento a que eles estavam sujeitos de não poderem assistirem
à manifestação, a acreditar na mesma notícia do “Observador” (afirmação que não
é totalmente verdadeira, como veremos mais em baixo).
Vendo bem os filmes, um é filmado do lado oposto da manifestação, no
topo contrário da gigantesca avenida, dando para ver que a manifestação se
começa a concentrar no fim de um prédio comprido à direita (vendo de trás para
a frente da manifestação) e que, a partir daí, até ao palco que mal se vê dessa perspectiva, estão os manifestantes.
Comparação entre a fotografia e a parte de um dos filmes que mostra a rectaguarda da manifestação (a azul o "prédio Comprido" e a preto o fim da manifestação):
No outro filme, feito a partir de um prédio de uma avenida paralela
àquela onde se realizou a manifestação, dá para perceber que a maior
concentração de manifestantes se dá até ao mesmo prédio acima identificado e
até, do lado contrário, ao tal edifício de cor de tijolo.
Contudo, se a jornalista
estivesse atenta, via que, nesse filme, o prédio que aparece à direita da referida fotografia
apresenta a mesma coloração, embora escurecido no filme devido à má qualidade do
mesmo, mas desmentindo, involuntariamente, a argumentação do já referido
comentário da rede social sobre esse prédio, para tentar desacreditar a
veracidade da fotografia.
Resumindo e concluindo, cruzando todos aqueles dados, tanto a
fotografia em causa como os filmes revelam-se verdadeiros, a diferença está no ângulo em que são obtidos
e, eventualmente, na hora.
Toda a gente sabe que, se quisermos dar uma idéia que está mais gente
numa manifestação do que a que lá está, basta fotografar ou filmar mais em baixo,
apertando o enquadramento, ou, se pelo contrário, quisermos dar a idéia que
está menos gente do que aquela que se apresenta, basta registar imagens mais de
cima, de longe e com um enquadramento mais aberto.
São duas formas de manipulação, mas não permitem negar a veracidade,
quer dos filmes, quer da fotografia.
Quanto muito, Maduro faltou à verdade quando afirmou na sua habitual
exuberância retórica e demagógica, que a Avenida estava cheia “de
ponta a ponta”.
Mas isso não põe em causa a veracidade da fotografia.
O que é possível confirmar é que aquela Avenida, enorme, estava cheia
de manifestantes até ao inicio do prédio em tijoleira, à direita e até ao
principio do prédio comprido à esquerda, embora o ângulo da fotografia possa
dar ilusão de estar mais gente. Mas essa situação tanto é verdade para aquele
caso como o pode ser para as manifestações dos opositores.
Outra meia-verdade da peça jornalística é dizer-se que não estavam
presentes testemunhos independentes nessa manifestação e que os jornalistas
estrangeiros foram impedidos de assistirem a ela.
Contudo, como se pode ver consultando o jornal argentino “Clarin”,
insuspeito de simpatizar com Maduro (como, aliás, o já referido El País),
estavam presentes jornalistas das agências internacionais Reuters e AFP (para
além da já referida EFE),que tiraram fotos do evento, e os nomes desses fotógrafos,
não sei se venezuelanos ou não, mas creditados por essas credíveis agências
internacionais, são referidos naquele jornal: Manaure Quinten da Reuters e Yuri
Cortez da AFP.
Bastava à jornalista do “Observador” consultar essas agências para
confirmar a veracidade dessa fotografia.
Não digo que não tenha havido, e continue a haver, manipulação. Vi
fotografias de apoio a Guaidó de 23 de
Janeiro serem referidas como de 2 de Fevereiro (talvez porque esta teve menos
gente do que aquela) e vi fotografias de outras manifestações “chavistas”
tiradas no mesmo local da de 2 de Fevereiro como se fossem desta data (pois
eram comprovadamente maiores, como as de 2013 e 2017 que mostro em baixo).
Manifestação de 11 de Abril de 2013
Manifestação de 19 de Abril de 2017
Ou seja, nenhum dos argumentos usados na peça do “Observador” provam,
com fundamento, que a referida fotografia é falsa.
Diga-se que nunca simpatizei nem simpatizo com o chavismo e, muito
menos, com Maduro.
Tenho respeito pelo PCP, concordo com esse partido nalguns pontos, mas
desaprovo a sua defesa de regimes corruptos e ditatoriais.
Mas é caso para dizer que “não havia necessidade”, até porque a razão
não se mede pela quantidade de manifestantes que vão para a rua defender uma
causa.
Enfim, à ética e ao trabalho de informação e esclarecimento que se pede
a um jornalista, o “Observador” preferiu
a eficácia propagandística e o preconceito ideológica .
É caso para se dizer: Assim se vê… a força da manipulação do “Observador”.
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019
Venezuela: quem agir primeiro ganha…perdem os venezuelanos
Como se viu nas manifestações deste fim-de-semana, a situação
venezuelana chegou a um impasse.
Existe uma divisão profunda na sociedade desse país provocada pele
falta de alternativas credíveis quer à corrupção e incompetência de Maduro,
quer à irresponsabilidade e incoerência de Guaidó.
Na rua, o chavismo vai perdendo força, mas ainda tem uma capacidade de
mobilização considerável, enquanto a oposição vai ganhando terreno, se bem que
a mobilização do dia 2 de Fevereiro tenha sido inferior à de 23 de Janeiro.
A forma como ambos os contendores têm usado a Constituição também não
abona nada a favor de qualquer dos lados.
Para a oposição, a Constituição (do tempo de Chavez) serve quando
ganham eleições, como aconteceu nas últimas eleições para o Parlamento, mas não
serve quando Maduro ganhou as primeiras presidências às quais concorreu, e
serve agora outra vez para justificar a aclamação de um presidente interino.
Para o chavismo a Constituição serviu para dissolver uma assembleia
legitima e convocar uma fantochada eleitoral para eleger um desacreditada
Assembleia Constituinte.
Dividida está também a comunidade internacional, com a Rússia e a
China, entre outros, a apoiar Maduro, para preservar a influência que ganharam e
o controle do petróleo do país, enquanto Trump procura recuperar o controle do
petróleo daquele país, desacreditando as intenções da oposição, com o seu apoio a Guaidó,
com quem combinou telefonicamente a acção da oposição, enviando um especialista
em golpes de Estado violentos na América Latina ( cada vez mais “o quintal” dos
Estados Unidos) para "ajudar" Guaidó .
A União Europeia caminha mais uma vez para, de forma irresponsável, ajudar à festa norte-americana, tal como fez
na ex-Jugoslávia, no Iraque, na Líbia, na Síria e na Ucrânia, com os resultados
conhecidos.
A possibilidade de diálogo e conciliação, que implicará sempre o
afastamento de Maduro e eleições livres para a presidência e para o Parlamento,
onde concorram em igualdade todos os lados em confronto, avançando com uma
ajuda humanitária urgente a toda a população, sob controle da ONU, da Igreja e
de ONG’s credíveis, esboroa-se a cada hora que passa.
Maduro continua irredutível, e oferece soluções de eleições e diálogo
desde que se mantenha no poder, e a oposição revela o sectarismo e intolerância
de sempre recusando qualquer diálogo.
Para resolver o impasse da
situação, avizinha-se cada vez mais uma saída
sangrenta, onde o primeiro a avançar ganha, perdendo a credibilidade e a
legitimidade que cada um exibe até ao momento.
Ou Maduro avança e vai provocar um banho de sangue, seguido de
perseguições em massa, levando, eventualmente, a um sangrento golpe de Estado,
à invasão do país pelos países vizinhos com o apoio norte-americano e a uma consequente Guerra Civil, ou avança a
oposição, conjunturalmente unida, mas com lideres que têm agendas diferentes,
iniciando um processo de caça aos chavistas, com apoio militar dos Estados
Unidos, do Brasil e da Colômbia,
seguindo-se uma Guerra Civil sangrenta que, pode durar mais ou menos ou se pode
alargar aos países vizinhos, dependendo muito da reacção da Rússia e da China.
No meio de tudo isto a União Europeia, que podia ter um papel activo na
solução do problema, sai mais uma vez mal na fotografia, deixando o
protagonismo para os Estados Unidos, a China e a Rússia.
O que é um facto é que as vozes do diálogo, da tolerância e da conciliação
(com destaque para a ONU e a Igreja), estão cada vez mais isoladas devido à incompetência
e intolerância dos dois lados, num mundo governado por crápulas como Trump, Bolsonaro,
Putin, Erdogan ou Jinping…
Esperam-se tempos negros para os venezuelanos e, provavelmente, para os
povos latino-americanos e, a prazo, para o resto do Mundo.
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sábado, 2 de fevereiro de 2019
Venezuela dividida (Fotos das manifestações de apoio e contra Maduro)
As fotografias das duas manifestações de apoio a Maduro e de apoio a Guaidó, dão bem a dimensão de um país dividido, confirmando os resultados eleitorais dos últimos anos.
Sem comentário aqui colocamos em confronto as fotografias desta jornada de impasse, retiradas da imprensa internacional:
Sem comentário aqui colocamos em confronto as fotografias desta jornada de impasse, retiradas da imprensa internacional:
Manifestação por Guaidó
Manifestação por Maduro
Manifestação de apoio a Guaidó:
Manifestação por Maduro:
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019
Tempestade "Helena" em Santa Cruz
Apesar das dificuldades para captar imagens, devido à chuva e ao vento forte que impediu que as imagens saíssem direitas, aqui fica uma idéia da força do mar, esta manhã, por volta do meio-dia, na Praia de Santa Cruz.
Apesar disso, já assistimos aí a tempestades maiores, com mar muito mais bravio, noutras ocasiões.
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
Scott Matthews ontem em Lisboa
O cantor/compositor inglês Scott Matthews iniciou ontem em Lisboa, nos Estúdio Time Out, a sua digressão por Portugal.
A digressão serve para apresentar o seu ultimo álbum, The Great Untlod, já considerado um dos melhores editados em 2018.
Do folk ao blues, Matthews apresenta-se a solo, acompanhado pelas suas várias guitarras, da acústica à eléctrica, instrumento que domina como poucos.
Nascido em 1976, o cantor editou o seu primeiro álbum em 2006 e foi guitarrista de suporte na gravação de um álbum dos Foo Fighters nesse mesmo ano.
Aqui ficam alguns momentos do espectáculo de ontem:
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Uma visita ao castro do Zambujal
UMA VISITA AO CASTRO DO ZAMBUJAL (Clicar para ver)
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2019
Venezuela : Nem Maduro nem Guaidó.
Não nutro, nem nunca nutri, qualquer ilusão sobre o triste destino da chamada
“Revolução Bolivariana”, iniciada por Chavez em 1999, ano em que chegou ao
poder, muito graças ao descrédito de um regime democrático corrupto e incapaz
de combater a pobreza e a desigualdade.
Nos primeiros dez anos de governo, o chavismo tirou da pobreza e do
analfabetismo milhões de venezuelanos, mas essa melhoria revelou-se
estruturalmente débil, muito dependente das variações do preço do petróleo.
Quando Chavez morreu em 2013 e foi substituído por Maduro, já o
chavismo tinha iniciado o seu percurso descendente a caminho do desastre social
em que o país se encontra hoje mergulhado, minado pela corrupção e pela
desorganização generalizada da economia.
A incompetência, a irresponsabilidade e a retórica demagógica de Maduro
só contribuíram para agravar a situação, agravada pela existência de uma
oposição dividida, e tão irresponsável e demagógica como Maduro.
Em 2013 Maduro ganhou as eleições, embora por uma pequena margem de
diferença em relação ao seu adversário.
A oposição não reconheceu a vitória de Maduro, iniciando um período de
violentas manifestações de rua que continuam até aos nossos dias.
Em 2015, contudo, essa mesma oposição, com base na mesma Constituição e
no mesmo processo eleitoral que tinha dado a vitória a Maduro, ganhou a maioria
no parlamento, sem questionar, desta vez o resultado. Pelo contrário, Maduro
apressou-se, então, em reconhecer a derrota.
De forma irresponsável, em vez de ter enfrentado Maduro nas eleições de
2018, eleições das quais teria saído vencedora, a oposição resolveu boicota-las,enquanto parte dos líderes da oposição estavam presos.
Maduro voltou a ser eleito, com mais de 6 milhões de votos, num total
de 9 milhões de votantes (quase 80% dos eleitores foram às urnas disputadas por
três candidatos).
Aproveitando-se da incompetência da oposição, Maduro aproveitou a
oportunidade para, de forma demagógica e irresponsável, violar a Constituição
de 1999, retirar poderes ao parlamento e convocar uma fantochada eleitoral que
levou à formação de um parlamento ilegal, e paralelo ao parlamento legitimo,
chamado de Assembleia Constituinte, que visa criar uma nova Constituição, que
substituía a de Chavez, aumentando o poder da presidência e permitindo a
recandidatura de Maduro a um terceiro mandato.
Pelo meio de tanta irresponsabilidade de parte a parte, a Venezuela
caiu numa crise económica e social profunda, a pobreza, que tinha diminuído drasticamente
no inicio do chavismo, atingiu níveis nunca vistos na história da Venezuela e
milhões de venezuelanos tiveram de fugir do país.
As sanções económicas impostas por alguns países e o boicote dos grandes empresários contribuíram igualmente para agravar a situação da maior parte da população.
As sanções económicas impostas por alguns países e o boicote dos grandes empresários contribuíram igualmente para agravar a situação da maior parte da população.
No meio do caos surgiu agora um novo demagogo ,que, aproveitando-se da situação desesperada da
população e da própria conjuntura internacional, se proclamou presidente
interino.
Resumindo e concluindo:
- Maduro, em eleições manipuladas, pela ausência forçada, nuns casos,
irresponsável, noutros, dos mais fortes candidatos da oposição, foi eleito
presidente de forma que, sendo legal, é moralmente ilegítima;
- A Assembleia Constituinte, esmagadoramente dominada por apoiantes de
Maduro, é toda ela ilegítima;
- O Parlamento, embora em final de mandato e desfalcado dos apoiantes
de Maduro que dele faziam parte, é de facto o único órgão politico ainda com
alguma legitimidade, mas que se deixou enredar na demagogia irresponsável de
alguns líderes da oposição;
- O auto-proclamado presidente Gauidó, abrindo um grave precedente para justificar qualquer situação idêntica que se passe pelo mundo fora, dando força a que outros sigam o exemplo de se auto-proclamarem presidentes perante um qualquer gigantesca manifestação de rua, uma atitude de legitimidade duvidosa, teve o condão de alertar para a grave situação da Venezuela
- O auto-proclamado presidente Gauidó, abrindo um grave precedente para justificar qualquer situação idêntica que se passe pelo mundo fora, dando força a que outros sigam o exemplo de se auto-proclamarem presidentes perante um qualquer gigantesca manifestação de rua, uma atitude de legitimidade duvidosa, teve o condão de alertar para a grave situação da Venezuela
Saída para a situação?
A ideal seria o diálogo entre as partes
e a convocação de Eleições Parlamentares no mais curto espaço de tempo e
novas eleições presidenciais num prazo mais dilatado, talvez de um ano.
Para isso era necessário que vivêssemos numa era de consensos e diálogo nas relações internacionais e onde o ONU tivesse peso, o que não acontece na actualidade
Para isso era necessário que vivêssemos numa era de consensos e diálogo nas relações internacionais e onde o ONU tivesse peso, o que não acontece na actualidade
Infelizmente não existem condições para esse diálogo, aliás já afastado pela oposição.
Assim, o que se previsivelmente se vai passar é uma das seguintes situações (ou um pouco de todas
elas):
- Um banho de sangue perpetrado
por Maduro contra a oposição:
- Um golpe de Estado sangrento, à Pinochet, depondo Maduro;
- Uma guerra Civil igualmente sangrenta.
Pobre povo venezuelano tão irresponsavelmente liderado e com um “alternativa”
na oposição igualmente tão irresponsável e demagógica, que se tornou o joguete
de obscuros interesses económicos e financeiros e da arrogância incompetente
das principais lideranças internacionais.
Se a oposição é mal acompanhada por Trump ou Bolsonaro, Maduro está
acompanhado por outros facínoras, como Putin ou Edrogan.
Entretanto a União Europeia, que podia surgir como força de diálogo, vai seguir quem os interesses financeiros
ordenarem que siga, dando mais uma vez tiros nos pés, como fez no Iraque, no
Médio Oriente, no Norte de África, na Ucrânia, na Turquia ou na Rússia, talvez
para tentar fazer esquecer os seus próprios “Maduros” (na Hungria, na Polónia e
noutros países do leste).
Por sua vez, neste como noutros casos, a preocupação da comunicação social não é
esclarecer a verdade mas tomar partido, apresentar uma "realidade" a preto e branco, de "bons" contra "maus", e a preocupação dos líderes mundiais não é a defesa dos Direitos Humanos,
da liberdade e da Democracia, mas apenas os interesses estratégicos e políticos
da agenda de cada um e os servir os grandes interesses financeiros ligados à actividade petrolífera e que especula com a dívida da Venezuela.
Pobre povo da Venezuela que, mais uma vez, e como tem acontecido noutros pontos do mundo, não tem o destino nas suas mãos.
Por tudo isso, é de temer o pior.
Por tudo isso, é de temer o pior.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2019
A situação na Venezuela em Cartoon's
BêDêZine: A situação na Venezuela em Cartoon's (clicar para ver)
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2019
EPHEMERA - "10 Anos aos Papéis"
O projecto Ephemera, liderado e organizado por José Pacheco Pereira, quando comemora 10 anos de actividade, teve ontem um momento marcante com a visita do Primeiro-ministro António Costa, e da Ministra da Cultura às instalações do Barreiro.
O Espaço do Barreiro é a "fábrica" onde se seleccionam e classificam os materiais doados e recolhidos por voluntários de todo o país.
Aqui fica uma pequena mostra do dia de ontem:
O Espaço do Barreiro é a "fábrica" onde se seleccionam e classificam os materiais doados e recolhidos por voluntários de todo o país.
Aqui fica uma pequena mostra do dia de ontem:
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José Pacheco Pereira
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