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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

A "GRANDE OBRA" DE MERKEL E BARROSO : - Austeridade lançou Europa numa "espiral de pobreza" e ameaça criar "crise social e moral" .

NO CINQUENTENÁRIO DA MORTE DE EDITH PIAF - A minha primeira memória do mundo.



A minha primeira memória de um mundo que existia para lá das casas onde vivi na infância, da escola e das ruas à volta da minha casa, foi a do dia da morte de Edith Piaf.

Embora só com o tempo me tenha apercebido disso, pois, dos acontecimento que marcaram o mundo após o meu nascimento, os mais recuados no tempo de que me conseguia lembrar eram os da morte de Piaf e do assassinato de John Kennedy ( cujo cinquentenário acontece no próximo dia 22).

Lembro-me desse momento como se fosse hoje. Brincava então na sala da casa dos meus pais, ainda hoje a mesma, o rádio estava aceso e lembro-me perfeitamente  de ouvir o locutor anunciar a morte daquela cantora imortal e de, em seguida, passar um tema de Piaf.

Só como tempo aprendi a conhecer essa voz inconfundível, mas, mais do que isso, da importância daquele momento com o da iniciação da minha consciência de um mundo para lá do meu pequeno mundo da infância.

Por isso, não podia deixar de invocar hoje o cinquentenário que hoje passa sobre a morte de Edith Piaf.

Em baixo podem ler um dossier sobre do Le Matin sobre a sua vida e AQUI uma reportagem do jornal Público sobre o mesmo tema, bem como um video raro como uma das suas actuações ao vivo:



No Cinquentenário do falecimento de Edith Piaf - momentos da sua vida em imagens.









quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Barroso recebido em Lampedusa com gritos de "assassino"








Como disse o papa Francisco, o que se passou em Lampedusa é uma vergonha para a União Europeia e par os seus líderes.

Pessoalmente, como português, sinto-me envergonhado por "darmos" à Europa alguém como Durão Barroso, e com Europeu sinto-me envergonhado pelae da trupe da Comissão Europeia que nos governa e que pouco se preocupa com as pessoas e os cidadãos.

Pensava Barroso que, ao deslocar-se a Lampedusa, as pessoas eram parvas e o íam receber com aplausos?

Haja vergonha!!!

Morreu Philip Chevron, guitarrista dos The Pogues

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Porqu não te calas?..ou "economistas e comentadores portugueses, ainda há muitos fretes pela frente a fazer a este governo" : ..."Execução de medidas de austeridade pode gerar novo "choque de expectativas", diz Passos "

Parece que os economistas e os comentadores ainda não fizeram o servicinho todo ao governo.

Num apelo "lancinaste", o  fanático primeiro-ministro que nos calhou na rifa eleitoral afirmou, perante uma sala cheia de agradecidos economistas, que estes e os habituais comentadores de serviço ainda têm muito serviço de propaganda neo-liberal pela frente.

Segundo a notícia do Público, "Passos Coelho apelou, nesta terça-feira, aos economistas e intervenientes na opinião pública a envolverem-se no debate de forma a "não criar um choque de expectativas, que comprometeria os méritos e os sucessos" do programa de ajustamento financeiro".

A figurinha não deixou de apelar a que aqueles serviçais continuem a convencer os portugueses que a sua comprovadamente falhada receita de austeridade é o melhor caminho para cumprir os "compromissos que assumimos com os nossos credores internacionais", esquecendo-se que o seu principal compromisso devia ser para com os portugueses e para com os compromissos assumidos pelo Estado com estes, e não a salvação dos especuladores que gerem os "mercados" e que foram os responsáveis pela crise financeira.

Ao contrário daquilo que faz a srº. Merkel, que defende os alemães e os interesses alemães, Passos Coelho tem-se comportado como um mero serventuário da abjecta especulação financeira que está a destruir Portugal, os portugueses e, a prazo, o que sobra do sonho Europeu, e pelos vistos pretende continuar a sê-lo.

Veremos se os economistas e comentadores vão continuar a fazer o "frete" da propaganda ideológica, como a maior parte tem feito até aqui., e como Passos Coelho deseja que continuem a fazer.

..e já agora...os economistas que passam a vida em congressos e a ouvir ministros, não trabalham?

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

NEM MAIS!!!...: Corte nas pensões de viuvez compensa "borla fiscal" para grandes empresas

“À Procura de Sugar Man” - Um documentário sobre a integridade



INTEGRIDADE : esta é uma palavra que escasseia no discurso político, no discurso jornalístico e no discurso cultural dos nosso dias.

“À Procura de Sugar Man”, de Malik Bendjelloui  é um documentário sobre o modo como se podem conjugar a  integridade, os valores e o talento numa sociedade marcada pelo espectáculo constante, pelo carreirismo a toda o custo e pela falta de respeito pelo ser humano.

O documentário, que ganhou o óscar, conta-nos a fabulosa história de Sixto Rodriguez, um talentoso musico que gravou dois álbuns entre 1968 e 1970 e que desapareceu tão depressa como apareceu.

Por um acaso da história, um dos seus álbuns chegou à África do Sul na época do apartheid e o talento da sua musica e a crueza esclarecida das suas letras representaram uma lufada de ar fresco, entre a jovem comunidade branca que não se sentia bem naquela regime.

As músicas de Rodriguez começaram a circular clandestinamente entre grupos de jovens brancos contestatários e o seu nome tornou-se tão famoso, na África do Sul, como um Bob Dylan ou os The Beatles.

Contudo ninguém sabia do paradeiro de Rodriguez e circulavam as mais incríveis lendas, tudo apontando para a sua morte trágica e precoce.

Com o fim do regime do apartheid  cresceu a curiosidade sobre o destino do musico.

 O filme retracta exactamente a investigação que alguns fãs de Rodriguez levaram a efeito, conduzindo-os a um desfecho imprevisível. 

Afinal Rodriguez estava vivo, morando num subúrbio da decadente cidade norte-americana de Detroit.

E o contacto com Rodriguez revelou um homem que nunca se interessou pela fama ou pelo êxito, consciente do seu talento, mas que levou uma vida simples, trabalhando na construção civil, tendo tirado um curso de filosofia, tendo criado três filhas a quem proporcionou cursos universitários e a quem ensinou, ao longo da vida, os valores da integridade e da cultura, mas que desconhecia o êxito e a importância que ainda hoje tem na África do Sul.

Na África do Sul, depois de o descobrirem  na década de 90, realizou mais de trinta concertos, enchendo estádios e grandes salas de espectáculo.

Mas o êxito que ele descobriu que tinha naquele país africano, duas décadas depois de ter deixado de editar musica, não o deixou deslumbrado, viu tudo aquilo com muita curiosidade e lucidez, doou todo o dinheiro que obteve como os concertos e continua a viver na velha casa de sempre, procurando continuar a viver a vida simples e anónima  que sempre levou em Detroit.

A fama nunca o atraiu e, contudo, teve-a à mão, pois a sua musica é de uma qualidade intemporal e as suas letra são de um profundidade avassaladora.

Talvez que a  crueza dos seus temas não se adaptasse ao optimismo dos anos 60.

Mas Rodriguez também nada fez para obter essa fama. Fez uma opção consciente. 

Entre a fama ou a simplicidade e a integridade da sua vida, preferiu a segunda opção. Quando no filme alguém o questiona sobre a oportunidade  que deixou escapar, sobre se não achava que podia ter tido uma vida “melhor” ele acrescentou “melhor…ou não!”.

Quando vivemos num mundo onde as pessoas estão viciadas no êxito fácil, tudo fazem para os seus quinze minutos de fama, onde, parafraseando uma personagem de Woody Allen, se é famoso por ser famoso, onde a comunicação social , principalmente a televisiva, promove a mediocridade em todas as áreas, a história da vida de Rodriguez é um edificante história humana, que nos faz recupera a esperança na humanidade.

…como eu percebo Rodriguez!

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Uma impressionante fotoreportagem do fotógrafo da Reuters Damir SagolJ: As vidas partidas de Fukushima

O "NAZI-LIBERALISMO":




Entre os vários livros que fui lendo nos últimos meses, algures entre a ficção e o ensaio histórico, passou-me pelas mãos um pequeno volume histórico, da autoria do norte-americano Paul Maracin, “A Noite das Facas Longas”.

O autor, antigo investigador criminal no Gabinete do Procurador de San Diego e actual colaborador no The Wall Streeet  Journal, tem-se dedicado na sua reforma à investigação sobre a IIª Guerra Mundial.

Neste livre analisa a ascensão dos nazis ao poder e a luta entre facções do Partido Nazi que desembocou nessa noite de 30 de Junho para 1 de Julho de 1934, que foi uma noite de ajuste de contas entre Hitler e os seus rivais internos no Partido Nazi, em especial contra Röhm e as SA, mas que aproveitou para ajustar contas contra todos os que se tinham oposto a Hitler ao longo da sua vida política.

A grande burguesia alemã, o sector financeiro e o exército, que até aí olhavam para Hitler com alguma condescendência e desconfiança, viram na eliminação das SA um sinal de “civilidade” de Hitler, que eliminava e domesticava assim a ala mais populista, irrequieta,  e “obreirista” dos nazis, que até aí os servira na perseguição aos sindicatos, aos socialistas e aos comunistas e que agora se tornava “um deles”, sem os indisciplinados membros das SA a incomodar a “normalidade” das suas vidas.

Mas o que mais me impressionou neste livro foi, na breve biografia que o autor traçou dos mais destacados líderes do nazismo, alguns pontos em comum entre alguns deles: a aversão ao trabalho, a utilização da política como forma de ascensão social de muitos deles e arrogância do seu carácter sem ética social.

A maior parte deles eram pessoas falhadas, que, em circunstâncias históricas normais, nunca teriam passado do anonimato e teriam, provavelmente, levado a vida normal da pequena burguesia e das classe mais desfavorecidas.

Como é que uma sociedade culta e esclarecida, como era a alemã do principio do século confiou o poder a esse tipo de gente é uma incógnita que ainda hoje continua a motivar intensos debates entre historiadores, sociólogos e politólogos.

O que mais me impressionou foi, com as devidas distâncias históricas, algumas semelhanças nos percursos pessoais na actual geração de políticos europeus com a carreira política das elites nazis.

Gente medíocre, que quase nunca trabalhou ou geriu uma empresa, ou, quando o fez, foi totalmente incompetente  e desastrosa, sem um conhecimento da história europeia, pouco dados à cultura, ascendendo ao poder à sombra do mais abjecto oportunismo e carreirismo politico, navegando entre as juventudes, as concelhias e os congressos partidários, com falta de ética social, que olham para os cidadãos ora como meros “eleitores”, “contribuintes” ou números estatísticos.

Esta gente se tivesse vivido em plena Alemanha dos anos 30 não desdenharia participar e dar o seu contributo para levar os nazis ao poder.

Hoje o nazismo é politicamente incorrecto, e, à distância, sabemos do criminoso desfecho da sua política.

Mas os nazis eram gente “normal”, ambiciosa, bem comportada perante o poder dos mais fortes, apoiado pelo poder financeiro, tal como muito dos políticos que dominam as instituições e os governos europeus dos nossos dias.

Tal como aqueles, a maior parte dos actuais lideres políticos europeus têm o mesmo desprezo pelos cidadãos em geral e por alguns grupos em particular.

Hoje os trabalhadores, os funcionários públicos e os pensionistas substituem os judeus como a “escória” a abater por esses novos políticos, como os “bodes expiatórios” das incompetência das suas desastrosas políticas económicas e socias.

Hoje não usam camisas negras ou castanhas, mas uma postura formatada que não dispensa a nova farda do fato e gravata, vivendo das aparências.

Hoje não têm a máquina propagandista de Gobbels , mas uma miríade de jornalistas e comentadores, principalmente nas televisões, a tratar da propaganda ao seu programa único de “combate” à austeridade, ao défit e de salvação do corrupto sistema financeiro, seguindo a valha máxima nazi segundo a qual, uma mentira várias vezes repetidas acaba por se tornar verdade.

Mas hoje, tal como ontem, desprezam as leis e as constituições, os compromissos com os cidadãos, as liberdades e garantias socias.

Mas hoje, tal como ontem, limitam-se a obedecer ao sector financeiro, sem ética ou vergonha, que os coloca no poder para melhor servir os interesses desse sector, que não se importa de negociar com criminosos, desde que obtenham lucros. 

Hoje não é preciso assassinar ninguém, a não ser em casos extremos, para levar a àgua ao seu moinhos, basta ameaçar com o desemprego, com a penalização salarial, com o confisco puro e simples dos rendimentos das pessoas, ou com o medo de um futuro sem esperança para os cidadãos e seus familiares.

Hoje não é preciso levar ninguém para campos de concentração, basta retirar direitos sociais e lançar milhões no desemprego e ao empobrecimanto para retira o futuro e a esperança de vida aos cidadãos.

Hoje não é preciso invadir países com exércitos   para os saquear, basta impor um resgate financeiro para saquear um país.

Hoje, um homem com Hitler sentir-se-ia bem na pela de qualquer banqueiro, comissário europeu ,  de qualquer burocrata do BCE…

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

A "TROIKA" E A UNIÃO EUROPEIA ESTÃO DE "PARABÉNS" . O "AJUSTAMENTO" ESTÁ A RESULTAR!!!Un indigente de 23 años, primera persona que muere de hambre en España .

Finalmente a Comissão Europeia de Barroso e o BCE de Constâncio podem esfregar as maõs..de "contentamento".

Finalmente, com as suas políticas de "ajustamento" e austeridade conseguiram o milagre de colocar cidadãos europeus  ao nível da Etiópia ou do Bangla Desh.

Graças às suas políticas um Europeu morre à fome.

Estão de "parabéns" o sr. Barroso, o sr, Rhen, a srª Merkel, o sr. Draghi, o sr. Constâncio e tantos outros, políticos, banqueiros, comentadores...

A VINGANÇA DO "CHINÊS": Governo aprova medidas muito duras - Expresso.pt

Já se percebeu que este governo é constituído por gente vingativa e mesquinha. 

Depois de levarem um gigantesco cartão vermelho por parte dos portugueses, o "terrível governador" resolve vingar-se.

Cada vez que algumas coisa corre mal ao governo e ao seu cada vez mais desumanizado e arrogante líder, "toma lá" mais um conjunto de medidas vingativas contra os cidadãos em geral, e contra os trabalhadores e os funcionários públicos em particular.

Este governo é um filme de terror..

Governo aprova medidas muito duras - Expresso.pt

domingo, 29 de setembro de 2013

Para seguir a noite das eleições em directo no PÚBLICO

 Já que os canais de TV prometem para hoje uma noite de "seca" informativa, destacando apenas Lisboa e Porto, estando mais interessadas em promover os seus "realty shows", (talvez apenas a RTP 1 valha a pena) , o melhor para seguir as eleições parece-me ser este site do Público, que promete acompanhar a noite eleitoral desde a freguesia ao país: 


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

76 sondagens autárquicas no site do Grupo Marktest :

Neste site da Marktest pode seguir várias informações estatísticas sobre as eleições autárquicas, e não só.

Também é possível acompanhar as sondagens feitas nalguns dos concelhos mais emblemáticos:

76 sondagens autárquicas no site do Grupo Marktest : Notícia - Grupo Marktest (clicar para aceder)